Morreram 203 pessoas por Covid-19 nas últimas 24 horas no país, elevando para 14.557 óbitos desde o início da pandemia. Foram registados 2.583 novos infetados, aumentando para 770.502 casos positivos, e há mais 15.157 recuperados, são 628.078 no total.
O boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde revela que morreram 115 pessoas na região de Lisboa e Vale do Tejo, 35 no Norte, 34 no Centro, 19 no Alentejo, 16 no Algarve, 1 nos Açores e 1 na Madeira.
Lisboa e Vale do Tejo contabilizou o maior número de casos positivos, com 1.214 novas infeções. Foram detetados 649 infetados no Norte, 439 no Centro, 119 no Alentejo, 88 no Alegarve, 68 na Madeira e 6 nos Açores.
O número de casos ativos em Portugal continua a baixar, registando-se esta terça-feira 127.867 ativos, menos 12.777 face a ontem, e 171.554 pessoas estão em vigilância pelas autoridades de saúde, menos 9.351.
Em todo o território nacional há 6.070 pessoas internadas, menos 274 em 24 horas, das quais 862 em unidades de cuidados intensivos, menos 15.
A Comissão Política do CDS de Braga considera que os utentes e funcionários dos centros de dia devem integrar os grupos prioritários do plano de vacinação contra a Covid-19.
Em comunicado, os centristas afirmam que “aquando do início do surto pandémico, a resposta aos centros de dia, não abrangendo o regime residencial, foi encerrada. À época, esta decisão prendia-se com a segurança de todos os mais velhos que poderiam, em espaço centro de dia, estar expostos à Covid-19. Na tentativa de evitar a propagação do vírus, a resposta encerra juntamente com a interrupção do apoio ao domicílio. Após o primeiro confinamento, o apoio ao domicilio voltou ao terreno, mantendo-se os centros de dia encerrados. Esta decisão, perante o desconhecido, foi compreensível e entendível. Certo é que, chegada a vacina, não se justifica que utentes e funcionários dos centros de dia não constem dos grupos prioritários”.
Altino Bessa, presidente da concelhia do CDS, sublinha que “o fim do contacto social para tantos dos que frequentavam centros de dia neste país pode significar uma perda irreparável a nível cognitivo, aumentando ainda o isolamento social, a solidão, a depressão e ansiedade da população mais envelhecida”.
“Estas e outras questões sociais e humanistas associadas à inexistência desta resposta social tem que inquietar ao ponto de nos associarmos às várias famílias que viram os seus mais velhos privados de um apoio fundamental. O encerramento dos centros de dia reflete-se de forma nociva nos cuidadores informais, fundamentalmente, a nível profissional. Sendo que deixaram de poder recorrer ao apoio do centro de dia, muitos familiares tiveram que alterar a sua logística familiar e profissional no desiderato de cuidar do seu idoso. Pode até surgir o argumento de que o apoio ao domicílio colmata a falta do centro de dia. No entanto, essa possível argumentação não é válida porque todos sabemos que o acompanhamento domiciliário não garante a abrangência da resposta prestada pelo centro de dia, assegurando apenas as refeições ao domicílio e o apoio na higiene pessoal. O apoio ao domicílio não resolve a falta de cuidados e serviços fundamentais que podem minorar a situação dramática a que muitas famílias estão expostas”, explica o centrista.
Estando quase a perfazer um ano desde o encerramento dos centros de dia e com o surgimento da vacina, Altino Bessa defende que os utentes e recursos humanos dos centros de dia devem estar incluídos no plano de vacinação como grupo prioritário. “Estas pessoas estão há um ano votadas, muitas delas, à sua sorte porque nem todos têm estrutura familiar para garantir a devida retaguarda. Todas as problemáticas elencadas podem ser ultrapassadas se se assumir que esta resposta é deveras fundamental, avançando, assim, com a inclusão de utentes e funcionários dos centros de dia nos prioritários para vacinação. É inteligível que esta medida pode mitigar tantas das dificuldades sentidas pela pessoa idosa e respetivas famílias”, sustenta.
Para o CDS, incluir este coletivo nos grupos prioritários de vacinação seria apostar na prevenção de contágio, garantindo a segurança no funcionamento desta resposta social.
“Espera-se responsabilidade por parte do Governo no apoio efetivo a estas instituições, atribuindo-lhes as condições necessárias à reestruturação dos serviços de apoio à população idosa. Um ano é muito tempo. Urge que se pense nas variadas situações adversas a que estão fadados os utentes e as famílias que perderam este apoio. O cenário que vivenciamos, por si só, é extremamente desgastante. Façamos um esforço para perceber como deve ser complexo lidar com o agravamento das debilidades físicas e cognitivas de cada pessoa idosa e que podiam ser amenizadas nos centros de dia que certamente asseguraria melhor qualidade de vida aos nossos mais velhos. O Governo tem de concentrar esforços também na vacinação deste grupo para, posteriormente, reavaliar estratégias que garantam a abertura dos centros de dia. Basta de inércia social. Encaramos esta como uma causa de todos nós”, finalizou.
O Município de Esposende vai apoiar a aquisição de medicamentos para as crianças e jovens do Centro de Acolhimento Temporário Emília Figueiredo, valência da responsabilidade da Associação Social Cultural e Recreativa de Apúlia (ASCRA).
Para tal, a Câmara Municipal, de acordo com deliberação aprovada em Reunião de Executivo, vai estabelecer um protocolo com a Associação Nacional de Farmácias e a Associação Dignitude, alargando, assim, o âmbito da parceria em vigor, que assegura já o acesso a medicamentos comparticipados prescritos por receita médica por parte de qualquer cidadão que se encontre numa situação de carência económica, através do “Programa abem: Rede Solidária do Medicamento”.
Por via deste novo protocolo, o Município compromete-se a comparticipar, em regime de complementaridade, a totalidade da parte que cabe ao utente, no caso as crianças e jovens do Centro de Acolhimento da ASCRA, na aquisição de especialidades farmacêuticas, sujeitas a receita médica e comparticipadas pelo Serviço Nacional de Saúde.
A Junta de Freguesia de Espinho e a União de Freguesias de Vilaça e Fradelos, em Braga, estão a disponibilizar o transporte à população que está a ser vacinada contra a Covid-19.
A fase da vacinação para os idosos com 80 ou mais anos e pessoas entre 50 e os 79 anos e com comorbilidades, encontra-se em curso e os autarcas pretendem ajudar os seus fregueses que necessitam de ajuda para a deslocação.
“Se tem dificuldades no transporte ou de mobilidade, ou conhece alguém que precise de ajuda para se deslocar ao local da vacina, a Junta de Freguesia pode ajudar. Disponibilizamos o transporte, mediante marcação prévia. Ninguém pode ficar para trás”, sublinharam os Executivos destas freguesias.
Para solicitar o transporte da Junta de Espinho, contacte através do número 936 260 671 e para a União de Vilaça e Fradelos, ligue para o 253 673 026 ou através dos telemóveis: 963 556 962, 914 002 552 ou 933 459 085.
O Grupo Parlamentar do PSD entregou um projeto de resolução para que o Governo proceda aos pagamentos em dívida face aos apoios à recuperação dos danos causados pelas tempestades Elsa e Fabien, ocorridas em 2019.
Este projeto de resolução recomenda que o Governo conclua com urgência o processo de abertura e avaliação de candidaturas, celebre os contratos e proceda aos pagamentos em dívida, referentes à recuperação dos danos causados em infraestruturas municipais nos distritos de, Aveiro, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Lisboa, Porto, Santarém, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.
No documento, os social-democratas relembram que os Municípios afetados por estas tempestades, dado aos elevados prejuízos, “imediatamente solicitaram apoio ao Governo, apresentando celeremente os valores às Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional. Apesar da urgência da matéria, os Municípios foram obrigados a aguardar de forma inexplicável pela resolução de Conselho de Ministros”.
“Acompanhando as preocupações das diversas entidades bem como dos Municípios envolvidos, o Grupo Parlamentar do PSD questionou o Governo, nomeadamente a ministra Alexandra Leitão, por diversas vezes sobre esta matéria. Nestes termos, dirigiu a 4 de novembro de 2020 uma pergunta escrita sobre quando seria publicada a resolução de Conselho de Ministros, que reconhecia o estado de calamidade nas regiões afetadas, mas só em 11 de dezembro de 2020, com atrasos inexplicáveis, é que o Governo reconhece a verificação de condições excecionais e permite o recurso ao Fundo de Emergência Municipal para a concessão de auxílios financeiros aos municípios afetados pelas depressões Elsa e Fabien, designadamente os distritos de Aveiro, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Lisboa, Porto, Santarém, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu, através da Resolução de Conselho de Ministros Nº 102/2020”, lê-se no documento.
“As contradições e situações inexplicáveis, lamentavelmente não ficariam pelo atraso na Resolução de Conselho de Ministros. Não obstante, o seu conhecimento do valor dos danos provocados por estas tempestades, o Governo apresenta a proposta de lei para o orçamento de estado de 2021, com um valor atribuído ao Fundo de Emergência Municipal de apenas 3 milhões de euros, inferior ao valor comunicado pelos Municípios, como sendo o necessário para a recuperação dos danos causados. Foi pela mão do Grupo Parlamentar do PSD, que foi apresentada uma proposta de alteração, passando a ser de 5,6 milhões de euros”, acrescenta.
Mais recentemente, em sede de audição regimental, no dia 2 de fevereiro, o GP do PSD questionou a ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública sobre a data de pagamento do financiamento aos Municípios para a recuperação dos danos causados pela tempestade. “O Secretário de Estado da Descentralização e Administração Local respondeu que tão breve quanto possível irá dar orientações às CCDR’s para proceder à abertura das candidaturas. É inaceitável uma resposta desta natureza, em que o Governo é incapaz de assumir com clareza um prazo para a concretização do compromisso que assumiu com os Municípios nos dias seguintes aos acontecimentos. Esta resposta, reveladora de falta de transparência, de desrespeito pela Assembleia da República e pelos Municípios em questão, evidencia acima de tudo a incapacidade do Governo, a sua ineficiência, tanto mais que o valor dos danos causados há muito que é por ele conhecido”, referem os social-democratas.
O Grupo Parlamentar do PSD considera “injustificável o atraso verificado neste processo, desde a Resolução de Conselho de Ministros, até á abertura das candidaturas, e considera imperioso e urgente a celebração dos contratos com os Municípios e a efetiva comparticipação financeira, de modo a concluir-se o processo o mais breve possível”.
O Município de Fafe, no âmbito do plano de ação para a vigilância e controlo da vespa velutina nigrithorax (vespa asiática) em Portugal, disponibiliza uma plataforma para comunicação de ninhos de vespas asiáticas.
Para um melhor acompanhamento de todo o processo referente a cada ninho, desde a sua comunicação até à sua destruição, evitando a duplicação de registos, o Município de Fafe desenvolveu a plataforma que permitirá a comunicação de ninhos e a centralização e gestão de toda a informação respeitante aos mesmos.
Nesse seguimento, a Autarquia de Fafe disponibiliza um formulário que permitirá efetuar a comunicação da existência de um ninho de vespa asiática de forma fácil, rápida e intuitiva.
O Município alerta para as características desta espécie exótica, que tem efeitos nocivos para o bem-estar e a segurança dos cidadãos, agricultura, apicultura e para o ambiente.
Poderá também obter mais esclarecimentos através do email [email protected].
O pico da terceira vaga da pandemia da Covid-19 em Portugal foi a 29 de janeiro, com 1.669 casos por 100 mil habitantes, anunciou André Peralta Gomes, da Direção-Geral da Saúde, na reunião do Infarmed.
Já o pico da mortalidade foi atingido na primeira semana de fevereiro, mas o responsável disse que a partir dessa altura o país começou uma “trajetória descendente” da curva da epidemia.
Na análise por regiões, André Peralta Santos referiu que Lisboa e Vale do Tejo registou “um crescimento bastante rápido da curva, havendo uma multiplicação da incidência por quatro, no curto espaço de um mês”
Por seu turno, janeiro foi um período “muito semelhante” no Norte àquele que se verificou nos meses de novembro e dezembro, começando depois entre 31 de janeiro e 6 de fevereiro, um “decréscimo generalizado”.
Na reunião, que decorre em Lisboa, estão presentes a maioria dos epidemiologistas e a ministra da Saúde, Marta Temido.
O Município de Braga vai apoiar financeiramente a Associação YAY com a atribuição de 18.500 euros para dar continuidade ao projeto “Virar a Página”, que confeciona e distribui refeições a quem mais precisa.
Após a Segurança Social ter negado o apoio a esta associação que já serviu mais de 120 mil refeições a famílias com carências económicas causadas pela pandemia da Covid-19 desde março de 2020, o Município decidiu apoiar este projeto solidário.
A cozinha solidária apoiou mais de 700 famílias e teve início na cantina do Colégio Luso-Internacional de Braga, tendo sido posteriormente transferida para a cozinha do salão paroquial da freguesia de Gualtar.
Na Reunião de Executivo desta segunda-feira, Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, realçou a importância deste projeto no concelho para dar resposta às necessidades de inúmeras famílias durante a pandemia. “Não contando com o apoio formal da Segurança Social, o projeto ‘Virar a Página’ tem cumprido um papel muito importante no concelho de Braga e julgo que merece toda a nossa colaboração”, explicou o edil.
A proposta de atribuição deste apoio refere que “a pandemia da Covid-19, e consequentes efeitos devastadores globais ao nível da economia e do emprego, contribuiu para o aumento de dificuldades económicas de milhares de famílias em todo o país e, concretamente, em famílias residentes no concelho de Braga”. Para dar resposta às necessidades da população de Braga afetada pela pandemia, a Autarquia vai cooperar com a associação para garantir a continuidade das refeições que são distribuídas diariamente.
Morreu aos 90 anos o Padre Avelino Vieira Cardoso, natural de Ronfe, Guimarães, devido a complicações causadas pela Covid-19, anunciou a Arquidiocese de Braga.
A missa exequial será celebrada na quarta-feira, às 11:00, em Ronfe.
As cerimónias vão decorrer com as restrições impostas pela Direção-Geral da Saúde.