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Emigrantes apelam ao chumbo do pacote laboral e defendem medidas para travar saída de portugueses

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Um grupo de emigrantes portugueses dirigiu uma carta aberta ao Presidente da República, António José Seguro, e ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, na qual manifesta oposição ao pacote laboral em preparação pelo Governo e defende a adoção de políticas que permitam travar a emigração e incentivar o regresso dos portugueses residentes no estrangeiro.

No documento, os subscritores afirmam que os recentes apelos ao regresso dos emigrantes são recebidos com “incredulidade, tristeza e revolta”, considerando que “continuam por resolver problemas como os baixos salários, a precariedade laboral, a dificuldade de acesso à habitação e a degradação dos serviços públicos”.

Os signatários criticam ainda as alterações laborais previstas pelo Executivo, alegando que “poderão agravar a precariedade, comprimir salários e restringir direitos laborais e sindicais”. Na carta, alertam também para a situação dos trabalhadores imigrantes, que consideram “especialmente vulneráveis a fenómenos de exploração, racismo e xenofobia”.

Os emigrantes defendem que medidas de caráter fiscal “não são suficientes para promover o regresso ao país” e apelam à implementação de políticas públicas estruturais, nomeadamente na valorização dos salários, no acesso à habitação e no reforço dos serviços públicos. No final da carta, manifestam solidariedade com as reivindicações dos trabalhadores em Portugal e pedem aos deputados da Assembleia da República que rejeitem o pacote laboral.

Guimarães: Concerto de Santo António revela espaços da Ordem de São Francisco

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© Ordem de São Francisco
© Ordem de São Francisco

A Igreja de São Francisco, em Guimarães, recebe no sábado, dia 20, às 18:30, o concerto «Via Harmonie», uma iniciativa em honra de Santo António que propõe ao público uma viagem musical por alguns dos espaços menos conhecidos da Ordem Terceira de São Francisco.

O espetáculo está organizado em quatro momentos distintos, distribuídos por diferentes locais do complexo franciscano, combinando música e património numa experiência que pretende revelar a história e a riqueza artística da instituição.

O programa conta com as atuações do Camélia Brass Quintet, do grupo Vozes d’Elas e do músico Simão Neto. A entrada é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia.

Não. Não queremos o ódio.

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© PEV
© PEV

Hoje assinala-se o Dia Internacional contra o Discurso de Ódio, um dia que reforça a necessidade de combatermos comportamentos de discriminação em razão do sexo, orientação sexual, identidade e expressão de género, características sexuais, origem racial e étnica, nacionalidade, idade, deficiências ou religião.

Em 2026 quando pensávamos que já estaríamos mais desenvolvidos enquanto seres humanos que se respeitam nas suas posições, opiniões e formas de vida, o que assistimos é ao retrocesso. Um andar para trás que não se coaduna com a evolução que as sociedades foram fazendo, com o esforço que foi feito na Escola Pública, designadamente alargando o direito do acesso a todos.

E falo-vos em primeiro lugar da Escola Pública, porque acreditamos que este espaço, com o trabalho dos educadores e professores, com o convívio entre crianças e jovens de diferentes idades e origens tem de dar um importante contributo para a aceitação do outro e o respeito por ele.

No entanto, também a escola passou e passa por grandes provações e pela falta de investimento quer seja para reforçar os profissionais, quer seja para desenvolver os currículos e projetos educativos.

As escolas devem ser espaços de diversidade, de concretização de direitos, de segurança e todas estas premissas precisam de opções políticas sérias.

O discurso de ódio passa cada vez mais pela xenofobia, que não é mais do que o medo e desconfiança do outro. O outro que não é igual a mim, que tem uma cor de pele diferente, que veste de forma diferente, que professa outra religião, que come alimentos diferentes. É a diferença que assusta, porque isso é promovido pelos discursos que pretendem apenas “dividir para reinar”.

A Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância afirma que é crescente o impacto do discurso de ódio em crianças e jovens, tanto como vítimas ou disseminadores. E, por isso, é cada vez mais fundamental o investimento na Escola Pública para que seja possível apetrechar todos os actores educativos para saberem lidar com estas mudanças, que têm grande influência do espaço online, das redes sociais e do imediatismo.

Continuar a fomentar os discursos de ódio, quer seja pela palavra directa ou escondidos atrás de um computador vai-nos continuar a levar para a construção de uma sociedade intolerante que, como dizia o poeta, hoje é com ele e eu não quero saber, amanhã será comigo e não haverá ninguém para me defender.

O ódio é sempre inaceitável. Quando os discursos generalizam, ora dizendo que somos todos iguais. Ora rejeitando a tolerância perante as diferenças.

Quando a vida dos inocentes, na Guerra, é mais válida num território, do que noutros.

Quando assistimos a bullying nas escolas ou à repressão nos locais de trabalho.

Quando aceitamos desigualdades salariais ou condições que não nos permitem viver mas apenas sobreviver.

Enquanto continuarmos a defender a proteção do Planeta ao qual chamamos casa, dividindo-nos entre nós (sem bandeiras nem partidos) e os outros, não seremos capazes da evolução que é urgente fazer, ou seja, a união à volta da garantia dos Direitos Humanos ou a defesa do bem-comum.

É urgente cuidar e respeitar todas diversidades – humanas e de todas as formas de vida na Terra – para que possamos garantir a justiça social e ambiental que tanto procuramos.

Terras de Bouro recebe terceira etapa da Taça de Portugal de Enduro BTT

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O concelho de Terras de Bouro recebe, nos próximos dias 20 e 21 de junho, a terceira etapa da Taça de Portugal de Enduro BTT. A prova terá lugar no Bike Park de Terras de Bouro e deverá reunir alguns dos principais praticantes nacionais da modalidade.

A competição volta a colocar o concelho no mapa do ciclismo de montanha, numa iniciativa que conta com o apoio do Município, no âmbito da aposta na promoção do desporto, do turismo ativo e da valorização dos recursos naturais do território.

Ao longo dos dois dias, os atletas serão desafiados a percorrer os trilhos do Bike Park, considerados uma referência para a prática do enduro BTT, numa prova que promete atrair participantes e visitantes ao concelho.

Guimarães vai homenagear Eduardo Ribeiro com Medalha de Mérito e atribuição do nome a uma rua

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A Câmara Municipal de Guimarães anunciou que Eduardo Ribeiro será distinguido, a título póstumo, com a Medalha de Mérito Municipal em Ouro, durante a sessão solene do Dia Um de Portugal, a 24 de junho. O presidente Ricardo Araújo revelou ainda a intenção de atribuir o nome do antigo resistente antifascista a uma rua do concelho.

O anúncio foi feito durante a tomada de posse da Comissão de Honra do Centenário de Eduardo Ribeiro e a apresentação do programa comemorativo dos 100 anos do seu nascimento. As iniciativas prolongam-se até janeiro de 2027 e incluem exposições, mesas-redondas, a edição de um livro e vários momentos evocativos ligados à história da resistência democrática.

Nascido em Gondar, a 19 de junho de 1926, Eduardo Ribeiro destacou-se na oposição ao Estado Novo, tendo sido preso pela PIDE. Após o 25 de Abril, manteve uma forte intervenção cívica, associativa e cultural em Guimarães, deixando um legado ligado à defesa da democracia, do património e da habitação.

O programa do centenário arranca esta sexta-feira, dia 19, com o cine-concerto «Daqui Houve Resistência», no Largo Condessa do Juncal, precisamente na data em que se assinalam os 100 anos do nascimento de Eduardo Ribeiro.

Até que a reforma nos separe

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© IL
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Tem vindo a mudar, mas ainda vemos muitos cargos de chefia a cristalizarem-se. Recentemente, um diretor de serviço de uma Unidade Local de Saúde (ULS) aqui perto publicou numa das suas redes sociais que era diretor há 25 anos. Notava-se o orgulho na publicação; nos comentários, os parabéns. Quem conhece o serviço sabe que não há ali motivo para festejo ou parabenização. Um diretor de serviço há 25 anos ou é uma desgraça ou tem o melhor serviço do mundo. “You either die a hero, or live long enough to see yourself become the villain” (em português: ou morres herói, ou vives o suficiente para te veres tornar num vilão), como foi dito em “The Dark Knight”, filme do Batman. Neste caso, adequa-se perfeitamente.

Posto isto, pensemos: se os diretores chegam aos cargos com o único mérito de existirem há muito tempo ou de conhecerem as pessoas certas, ou se chegam lá sem qualquer projeto ou objetivo, porque haveriam de sair? E como é que isso beneficia os serviços? Por um lado, os mais antigos vão-se arrastando, não se comprometem, não fazem nada escandalosamente errado (mas vemos todos os dias o resultado no SNS), mas também não melhoram nada, nem um pouco. Por outro, os mais novos não têm perspetiva de um dia implementar ideias, projetos, falhar e aprender.

Todos os dias vemos notícias de como as coisas correm mal. Ocasionalmente, demitem-se diretores, mas a receita continua a ser manter tudo como está. Não podemos ter chefes eternos, por muito bons que sejam. Diretores com prazo de validade podem errar sem estragar durante tempo suficiente para tornar impossível a reabilitação. Se acertarem, andamos um passinho em frente; se ficar tudo na mesma, em breve virá alguém para mudar. Tenhamos a coragem de nos modernizar, mesmo correndo o risco de ter maus diretores, porque algures irão surgir os bons.

Dois suspeitos em prisão preventiva após operação contra tráfico de droga em Guimarães e Famalicão

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© GNR
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Cinco pessoas, três homens e duas mulheres com idades entre os 30 e os 59 anos, foram detidas pela GNR por suspeitas de tráfico de estupefacientes, na sequência de uma operação realizada nos concelhos de Guimarães e Vila Nova de Famalicão.

Segundo o Comando Territorial de Braga, a investigação decorria há cerca de um ano e permitiu desmantelar uma rede organizada que se dedicava à venda de droga, sobretudo numa urbanização de habitação social na freguesia de Gondar, em Guimarães, situação que estava a gerar alarme social e sentimento de insegurança entre a população.

Durante as buscas, realizadas com o apoio da PSP, foram apreendidos 30.075 euros em numerário, quatro automóveis, 167 munições de calibre 12, nove telemóveis, uma balança de precisão, um tablet, um relógio e doses de heroína e cocaína.

Após serem presentes ao Tribunal Judicial de Guimarães, um homem e uma mulher ficaram em prisão preventiva. Dois dos restantes arguidos ficaram sujeitos a apresentações diárias no posto policial da área de residência, enquanto o quinto detido será conduzido ao Tribunal de Penafiel para cumprimento de um mandado de detenção pendente.

CIM do Cávado reforça cooperação europeia na mobilidade sustentável com visita a Lyon

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© CIM Cávado
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A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Cávado participou, nos dias 16 e 17 de junho, numa visita técnica a Lyon, em França, promovida pela SYTRAL Mobilités, entidade responsável pela gestão da mobilidade na área metropolitana daquela cidade.

A delegação, liderada pelo presidente da CIM do Cávado, Mário Constantino, integrou ainda o presidente da Câmara de Terras de Bouro, Manuel Tibo, o primeiro-secretário executivo, João Silva, e o coordenador da Autoridade Intermunicipal de Transportes do Cávado, Tiago Silva. A iniciativa contou também com representantes das comunidades intermunicipais do Ave e do Alto Minho.

Durante os trabalhos, os participantes tiveram contacto com soluções ligadas aos transportes públicos, corredores de Bus Rapid Transit (BRT), transição energética das frotas, sistemas tarifários e políticas de intermodalidade. O programa incluiu ainda visitas a infraestruturas e centros operacionais da rede de transportes de Lyon.

Segundo a CIM do Cávado, a participação nesta iniciativa pretende reforçar o conhecimento e promover a adoção de soluções inovadoras que contribuam para a modernização e sustentabilidade dos sistemas de transporte da região.

18 de junho: Quando o Trabalho Pede a Palavra

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© Rui Vilaça
© Rui Vilaça

No dia 18 de junho, a Assembleia da República discutirá um novo pacote laboral. Para muitos, será apenas mais um debate parlamentar. Mais uma proposta de lei. Mais uma votação.

Mas para quem vive do seu trabalho, não é apenas uma data.
É um momento de escolha, uma escolha sobre o país que queremos ser.

Porque há uma pergunta que continua sem resposta e que atravessa silenciosamente as fábricas, os hospitais, os escritórios, as escolas, os estaleiros e os transportes:

Quanto vale o trabalho de quem sustenta Portugal? Não quanto custa, quanto vale.

Durante demasiado tempo ensinaram-nos a olhar para o trabalho como um número numa folha de cálculo, uma variável económica, um custo de produção, uma percentagem na competitividade de uma empresa.

Mas o trabalho nunca foi apenas isso, o trabalho é o que transforma matéria em futuro.

É o que transforma esforço em alimento, conhecimento em progresso, cuidado em vida, sonho em realidade.

Tudo aquilo que existe à nossa volta passou primeiro pelas mãos, pela inteligência ou pelo sacrifício de alguém.

Nada nasce do vazio.

Nada se constrói sem trabalho.

Nada prospera sem trabalhadores.

E, no entanto, habituámo-nos a viver numa sociedade onde aqueles que carregam o peso da criação coletiva são frequentemente os primeiros a sentir o peso da insegurança.

Como chegámos aqui?

Talvez porque nos convenceram de que somos indivíduos isolados quando, na verdade, somos parte da mesma construção.

Convenceram-nos de que os problemas são individuais.

Que o salário é uma questão individual.

Que a precariedade é uma questão individual.

Que o medo do futuro é uma questão individual.

Mas não é.

Quando milhares vivem a mesma dificuldade, deixa de ser um problema individual para se tornar uma realidade coletiva.

E é precisamente por isso que os trabalhadores devem olhar para este debate com atenção.

Não por fidelidade a partidos.

Não por ideologias.

Não por slogans.

Mas por consciência.

Porque os direitos laborais não são favores, são conquistas.

E toda a conquista que deixa de ser defendida começa lentamente a ser perdida.

A democracia não vive apenas do voto.

Vive da participação, vive da vigilância, vive da capacidade de uma sociedade olhar para o poder e dizer: expliquem-nos. Convençam-nos. Justifiquem-nos.

Quem trabalha tem o direito, e talvez o dever, de exigir isso. o trabalho não é uma mercadoria. É a expressão mais concreta da contribuição de cada pessoa para a vida coletiva.
Por isso, quando se discute o trabalho, discute-se muito mais do que leis.
Discute-se dignidade.

Discute-se liberdade.
Discute-se justiça.
Discute-se o futuro.
O que estará em debate no Parlamento não pertence apenas aos deputados.

Pertence a todos aqueles que acordam cedo, regressam tarde, cumprem horários, criam riqueza e mantêm o país em funcionamento. Pertence a quem faz Portugal acontecer todos os dias.
E talvez tenha chegado o momento de recordar uma verdade simples, mas que demasiadas vezes é esquecida:
O trabalho não sustenta apenas a economia, o trabalho sustenta a República.

E quando o valor do trabalho é colocado em causa, aquilo que está verdadeiramente em causa é o valor que atribuímos às pessoas. Dia 18 de junho não deve ser apenas uma data parlamentar.
Deve ser um dia de consciência.
Um dia para recordar que nenhum país se constrói contra quem trabalha.

E que nenhuma sociedade terá futuro se esquecer aqueles que a erguem todos os dias.
Que ninguém se engane: quando o trabalho se levanta, não é apenas uma classe que fala, é o próprio país que encontra a sua voz.

Tradição e música marcam segundo dia das Festas de São João de Braga

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© Associação de Festas de São João de Braga
© Associação de Festas de São João de Braga

As Festas de São João de Braga prosseguem esta quinta-feira com um programa que alia tradição, património e animação musical. O segundo dia das celebrações inclui exposições dedicadas às festas populares, iniciativas de inclusão e vários momentos musicais espalhados pela cidade.

Programa

  • 10:00 | Exposição “São João na Minha Freguesia” – Adaúfe; Cabreiros e Passos (S. Julião); Espinho; Este (S. Pedro e S. Mamede); Figueiredo; Guisande e Oliveira (S. Pedro); Merelim (S. Paio), Panóias e Parada de Tibães; Morreira e Trandeiras; Nogueira, Fraião e Lamaçães; Nogueiró e Tenões; Padim da Graça; Pedralva; Priscos; Real, Dume e Semelhe; Santa Lucrécia de Algeriz e Navarra; Sequeira; Sobreposta.
  • 10:00 | Novena a São João Baptista | Igreja São Lázaro
  • 15:00 | “Da Tradição à Inclusão” – IRIS | Praça Mestre Veiga
  • 16:00 | Exposição “São João à Cor do Daltonismo” | Palácio do Raio
  • 17:00 | Exposição “Memórias em Cartaz – 90 anos a preservar a tradição” | Museu do Traje
  • 19:00 | Cascatas Sanjoaninas | Braga Parque
  • 19:00 | Concerto “Cavaquinho na Escola” | Praça da República Escolas Primárias de Maximinos, Quinta da Veiga e Misericórdia
  • 21:30 | Concerto “Orquestra de Cordofones Tradicionais do Minho” | Avenida Central
  • 21:30 | Concerto dos Funky Friends | Parque da Ponte