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Conheça a chave do Eurodreams

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© Angélica Antunes / Braga TV
© Angélica Antunes / Braga TV

Os números do sorteio do Eurodreams desta quinta-feira já são conhecidos. A chave é composta pelos números 3 – 8 – 9 – 22 – 27 e 33 e número de sonho 1.

O jackpot vale 20 mil euros por mês durante 30 anos.

Para mais informações, consulte o site dos Jogos Santa Casa.

Braga vai ter Plano Municipal da Juventude após proposta da Iniciativa Liberal

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© CM Braga
© CM Braga

Braga vai passar a ter um Plano Municipal da Juventude, após uma recomendação da Iniciativa Liberal, no passado mês de novembro.

Na passada quarta-feira realizou-se uma Reunião Ordinária do Conselho Municipal da Juventude de Braga, na Junta de Freguesia de São Vicente, onde foi discutido e emitido o parecer obrigatório referente ao Plano Anual de Atividades e Orçamento para 2024 no Município de Braga, onde surge a incorporação do Plano Municipal da Juventude.

A Iniciativa Liberal congratulou-se pela aprovação do plano que obrigará a “uma política transversal e integradora da política municipal de juventude do concelho e que irá igualmente dedicar uma atenção acrescida aos milhares de jovens residentes em Braga”.

Clara Almeida, responsável pela Juventude de Braga da IL © Iniciativa Liberal

No mesmo plano foi também incorporada outra proposta da Iniciativa Liberal: a criação um Workshop sobre “Mercado de Trabalho”, que visa esclarecer os estudantes sobre questões e possibilidades para os seus futuros profissionais, e a respetiva integração no mercado de trabalho.

Esposende vai ter dois Centros Tecnológicos Especializados

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© CM Esposende
© CM Esposende

Esposende vai dispor de dois Centros Tecnológicos Especializados (CTE), designadamente na Escola Profissional de Esposende (EPE), na área de Restauração e Alojamento Hoteleiro, e na Escola Secundária Henrique Medina.

Por via da aprovação das respetivas candidaturas a esta medida do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o Município de Esposende vê, assim, “concretizar-se o propósito de aumentar a capacidade de resposta do sistema educativo e formativo no território concelhio”. O investimento envolve a modernização e reabilitação das instalações e infraestruturas existentes e a aquisição de recursos educativos tecnológicos (equipamento).

No caso da Escola Profissional de Esposende – valência da Zendensino, cooperativa que conta com capital do Município, foi aprovado um orçamento no valor de 1.502.208,99 euros, que possibilitará concretizar a requalificação de um edifício para criação de novos Restaurante e Cozinha Pedagógica, bem como a remodelação e renovação do restaurante e cozinha pedagógica existentes, sendo que a intervenção contempla também o apetrechamento destes espaços, no que se refere a mobiliário, equipamento, hardware e software. Está igualmente prevista a criação de quarto/alojamento piloto e receção, de cinco estúdios de aprendizagem para os cursos profissionais do CTE e de uma sala de aplicação prática – usada para demonstrações práticas, showcookings, palestras, apresentações, seminários. O financiamento engloba, ainda, a modernização da infraestrutura tecnológica e a melhoria das condições de acessibilidade com rampas de acesso e plataforma elevatória.

O presidente da Câmara Municipal, Benjamim Pereira, ressalta que “com este centro, a Escola Profissional de Esposende pretende alinhar-se com os objetivos definidos no âmbito da Estratégia Portugal 2030 e apostar em infraestruturas e equipamentos de elevada qualidade, melhorando a capacidade técnica e pedagógica dos espaços educativos e formativos e, consequentemente, poder oferecer uma formação robusta e de grande qualidade”.

Manifesta, de igual modo, satisfação pela instalação do Centro Tecnológico Especializado em Informática na Escola Secundária Henrique Medina, cujo orçamento aprovado foi de 1.054.414,60 euros, prevendo-se a sua criação na 2.ª fase das obras de requalificação, conforme projeto desenvolvido pela Câmara Municipal, à semelhança da 1.ª fase da intervenção. “Além da melhoria das condições de trabalho de toda a comunidade escolar, professores, técnicos e demais operacionais, registamos com agrado a melhoria da oferta curricular na única escola secundária do concelho, que se traduz, sem dúvida, numa mais-valia que vai ao encontro das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU”, sublinha.

Os Centros Tecnológicos Especializados surgem no âmbito da ação “Modernização da oferta dos estabelecimentos de ensino e da formação profissional”, prevista no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a instalar em todo o país, até 2025. Pretende-se, por esta via, combater as desigualdades sociais e de género e aumentar a resiliência do emprego (em situações de crise económica como a provocada pela pandemia Covid-19), sobretudo dos jovens e adultos com baixas qualificações, reforçando-se as medidas que têm vindo a ser executadas nos últimos 20 anos para desenvolver um sistema consistente de ensino e formação profissional e aumentar as taxas de qualificação.

Foram submetidas a concurso, nos termos do Aviso, 463 candidaturas, tendo sido preenchidas as 261 vagas previstas, sendo 204 dos lotes regionais (CIM/AM) e 57 do lote residual, tendo sido contempladas, conforme estava regulado, as candidaturas com melhor classificação, nas quais se inclui a Escola Profissional e a Escola Secundária de Esposende.

Presidente da República presente no 30.º aniversário da Escola de Direito da UMinho

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© Presidência da República Portuguesa
© Presidência da República Portuguesa

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, participa, esta sexta-feira, na cerimónia dos 30 anos da Escola de Direito da Universidade do Minho (EDUM), em Braga. O evento encerra também as comemorações do centenário do advogado e político bracarense Francisco Salgado Zenha. A sessão tem a entrada livre e pode também ser acompanhada no canal YouTube da EDUM.

As intervenções iniciais cabem ao reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, e à presidente da EDUM, Cristina Dias. Segue-se uma palestra de Artur Santos Silva, presidente honorário do BPI e curador da Fundação “la Caixa”, com o tema “Salgado Zenha como Homem de Estado: a sua inspiração para os desafios que enfrenta a nossa academia”. O Presidente da República intervém no final.

Após uma curta pausa, o programa transita do auditório para a biblioteca da EDUM, designada Salgado Zenha. Vai então decorrer a entrega de prémios de mérito escolar e do Prémio Almedina, bem como o fecho da exposição “As Páginas Necessárias”, que aí esteve patente com uma seleção do acervo de Salgado Zenha, à guarda da EDUM. Esse acervo foi doado há 25 anos e engloba 20.000 documentos, desde livros de várias áreas, peças judiciais, discursos e também cartas, como de François Mitterrand, Mário Soares e José Cardoso Pires.

Lançamento de livro

O momento prevê ainda a apresentação da obra coletiva “As Palavras Necessárias” sobre os 30 anos da Escola de Direito e do centenário de Salgado Zenha. Trata-se de dois volumes e cerca de mil páginas com testemunhos de figuras nacionais e internacionais, como o presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, e a Provedora da Justiça, Maria Lúcia Amaral, a par de diversos estudos científicos. É publicada pela UMinho Editora e tem a coordenação dos professores Mário Monte, Cristina Dias, Patrícia Jerónimo, Sónia Moreira, Carlos Abreu Amorim, Flávia Loureiro e Joana Covelo de Abreu.

À margem da sessão, às 15:00, vai ser apresentado publicamente na EDUM o Observatório Prático de Direito das Crianças, Família e Sucessões, havendo intervenções do juiz desembargador Paulo Guerra, da psicóloga Rute Agulhas, da notária Débora Torres e do professor Marco Gonçalves.

Figura da democracia

O programa do centenário de Salgado Zenha (1923-1993) tem os Altos Patrocínios da Presidência da República e da Assembleia da República e foi coorganizado com a EDUM, o Município e a Assembleia Municipal de Braga (AMB) e a Comissão Promotora da Homenagem aos Democratas de Braga. Salgado Zenha presidiu à Associação Académica de Coimbra (onde se licenciou em Direito) e notabilizou-se como advogado na defesa de presos políticos no Estado Novo. Foi cofundador do PS, ministro da Justiça e das Finanças no pós-25 de Abril (criou a Provedoria de Justiça e renegociou a Concordata com a Santa Sé), candidato à Presidência da República, vice-presidente da Assembleia do Conselho da Europa e primeiro presidente da AMB.

A Escola de Direito da UMinho foi a terceira academia pública de Direito a nascer em Portugal, após Coimbra (1290) e Lisboa (1911). Tem 1645 alunos inscritos em duas licenciaturas, onze mestrados e um doutoramento, apoiados por 35 docentes de carreira e nove técnicos. Tem apostado na diversificação do ensino pós-graduado, na crescente internacionalização, no reforço da investigação e na interação com a sociedade.

O seu Centro de Investigação em Justiça e Governação (JusGov) é avaliado como “Muito Bom” pela tutela e tem grupos científicos nas áreas de Direito da UE, Direitos Humanos, Estado, Empresa, Tecnologia, Globalização, Democracia e Poder, Justiça Criminal e Criminologia e Laboratório de Justiça, além de uma Escola de Investigadores. A EDUM sedia ainda entidades como o Centro de Estudos Jurídicos do Minho (edita algumas das principais revistas jurídicas do país) e desenvolve projetos com parceiros de todo o mundo.

ProChild CoLAB da UMinho recebeu Prémio Direitos Humanos 2023 da Assembleia da República

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© UMinho
© UMinho

O ProChild CoLab Against Poverty and Social Exclusion (ProChild CoLAB) recebeu ontem, na Assembleia da República, o Prémio Direitos Humanos 2023. O prémio foi recebido pela presidente da direção do ProChild e professora catedrática da Escola de Psicologia da Universidade do Minho (UMinho), Isabel Soares, e acompanhada pelo reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro. Esta alta distinção reconheceu o trabalho do ProChild no combate à pobreza e exclusão social na infância e de contributo para políticas públicas de defesa dos direitos das crianças, através de uma abordagem científica transdisciplinar e de articulação com vários parceiros dos setores público e privado.

Este foi um prémio atribuído ex-aequo a outra organização que tem trabalhado na área da proteção das crianças, a Plataforma de Apoio a Jovens ex-Acolhidos. Na cerimónia foi ainda atribuída a Medalha de Ouro Comemorativa do 50.º Aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos aos membros da extinta Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais contra as Crianças na Igreja Católica Portuguesa. O coordenador do Grupo de Investigação Histórica desta Comissão, Francisco Azevedo Mendes, professor do Instituto de Ciências Sociais da UMinho e investigador do Lab2PT, também esteve presente no momento desta distinção.

O Prémio Direitos Humanos foi instituído em 1998, quando a Assembleia da República, na celebração do 50.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovou uma resolução que instituiu o dia 10 de dezembro como Dia Nacional dos Direitos Humanos. A partir do ano seguinte determinou-se que o Prémio seria anualmente atribuído a uma organização não governamental, ou personalidade, que viesse a distinguir-se na defesa dos direitos humanos.

O ProChild CoLAB é uma associação privada sem fins lucrativos, reconhecida pela Fundação para a Ciência e Tecnologia como Laboratório Colaborativo desde novembro de 2018. O ProChild CoLAB assume como missão o combate à pobreza e exclusão social na infância procurando gerar valor económico e social e sendo o seu principal fator diferenciador a abordagem científica transdisciplinar e holística, assente na aliança entre a intervenção social e a inovação tecnológica.

Foxled oferece mais de 350 lâmpadas aos mais carenciados de Vila Verde

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© Foxled
© Foxled

A Foxled ofereceu mais de 350 lâmpadas LED à Loja Social de Vila Verde para distribuir pelos mais carenciados deste concelho.

“Além da oferta em si, as lâmpadas LED têm consumos de energia mais económicos e são mais resistentes, pelo que esperamos que ajudem a iluminar o Natal de muitas famílias”, refere a empresa, que tem sede em Vila Verde.

Volt Portugal elege cabeças de lista às legislativas 2024

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Luís Almeida Fernandes e Inês Bravo Figueiredo © Volt Portugal
Luís Almeida Fernandes e Inês Bravo Figueiredo © Volt Portugal

O Volt Portugal elegeu os cabeças de listas às eleições legislativas de 10 de março. Inês Bravo Figueiredo e Luís Almeida Fernandes serão os rostos do partido, que apresenta a mulher mais jovem de sempre como cabeça de lista numas eleições legislativas em Portugal.

Assumindo-se como “um partido moderado e inclusivo”, o Volt defende o projeto europeu como “elo central para o crescimento e desenvolvimento sustentável da economia e tecido social nacional”.

“O Volt é um partido pan-europeu que defende os valores democráticos e a importância da participação cívica, de ouvirmos os cidadãos e destes poderem ter voto real nas decisões que são tomadas. Espero que a minha candidatura sirva de incentivo a que mais jovens possam participar neste projeto de mudança já a 10 de março de 2024. Acreditamos que somos a alternativa ponderada no espectro do centro político”, refere Inês Bravo Figueiredo.

“A nossa prioridade passa por melhorar a qualidade de vida dos portugueses, apresentando propostas válidas que ajudem a superar a conjuntura difícil que vivemos. Faremos uma campanha focada nas nossas ideias, apelando à participação e ao voto e combatendo extremismos”, acrescenta Luís Almeida Fernandes.

Inês Bravo Figueiredo tem 29 anos. Estudou no Instituto Superior Técnico e na Católica, sendo licenciada em Gestão e Administração de Empresas. Trabalhou como consultora estratégica nas áreas de Business Intelligence e Data Analytics. É fundadora da Zarnie Analytics. Assume o cargo de Head of Policy do Volt Europa, tendo sido responsável pelo desenvolvimento do programa eleitoral do partido para as Eleições Europeias de 2024.

Luis Almeida Fernandes tem 40 anos. É licenciado em Engenharia Eletrotécnica e Ciência dos Computadores, pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa, e conta com um MBA na Columbia Business School. Foi partner da consultora McKinsey & Company, tendo acompanhado e desenvolvido vários projetos nas áreas da saúde e digitalização em diferentes países (Estados Unidos da América, Etiópia, México, Angola, Espanha, entre outros). Em 2022, liderou o SNS24 e a estratégia definida com vista à transição digital e ao uso crescente da telemedicina no Serviço Nacional de Saúde.

Braga emitiu cerca de duas mil novas licenças urbanísticas em 2023

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© CM Braga
© CM Braga

Braga prevê chegar, até ao final de 2023, com cerca de dois mil procedimentos de licenciamento urbanístico concluídos, sendo que o número de procedimentos aprovados entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2022 (1499) foi já atingido no início do mês de outubro deste ano.

João Rodrigues, vereador do Município de Braga, destaca “os esforços que têm sido desenvolvidos pela autarquia para responder de forma cada vez mais ágil no âmbito dos procedimentos administrativos de licenciamento urbanístico, sejam eles para fins habitacionais, sejam para fins de fixação e ampliação de atividades económicas”.

“Desenvolvemos esforços a vários níveis que nos permitiram chegar a estes números: desde a reestruturação dos serviços do Município, que levámos a cabo no início de 2022, à contratação de mais meios, quer humanos, quer ao nível dos processos de digitalização e informatização dos sistemas com que trabalhámos. Tem sido nosso foco aumentar a rapidez, o rigor técnico e, em consequência, o número de procedimentos concluídos”, refere o vereador, sublinhando que a ‘digitalização permite também aumentar a transparência dos processos tramitados e a confiança dos cidadãos e empresas nos serviços municipais'”, acrescenta o vereador.

De acordo com João Rodrigues, estes números “possibilitam um volume de construção bem acima do resto do país e reforçam a estratégia de desenvolvimento urbano equilibrado e de atenção às necessidades habitacionais da população”.

“Os serviços do urbanismo do Município são agora mais ágeis, mais produtivos e, sobretudo, respondem cada vez melhor às necessidades dos cidadãos. Considerando que a cidade tem crescido substancialmente nos últimos anos, é fundamental que se criem condições para que este crescimento seja sustentado e é para isso que temos trabalhado com o sucesso que estes números bem demonstram”, sublinha.

João Rodrigues sublinha que “numa altura em que Portugal enfrenta uma crise sem precedentes no acesso à habitação, Braga está na dianteira neste setor, aumentando a oferta no seu parque habitacional e criando condições para o setor privado desenvolver novas soluções residenciais”.

Braga é a segunda capital de distrito em que a taxa de esforço no acesso à habitação é menor. Apesar da crise que se vive nesta área, conseguimos promover um ambiente favorável ao crescimento económico e a um maior dinamismo na oferta habitacional. A juntar a isso, temos um conjunto amplo de apoios incluídos na Estratégia Local de Habitação do Município que vem dar resposta quer aos setores da população mais desfavorecidos, quer a agregados da classe média que também têm sentido dificuldades em aceder a habitação condigna”, afirma o vereador.

Morador de Braga lamenta estado do pavimento em São Victor

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© Manuel José Freitas
© Manuel José Freitas

Um morador de Braga lamentou nas redes sociais o estado do pavimento da via de circulação automóvel na freguesia de São Victor.

© Manuel José Freitas

O bracarense captou várias imagens da estrada e partilhou-as a fim de “se conseguir resolver esta situação da cidade”.

© Manuel José Freitas

“A 100 metros da Rua de São Victor. A cidade e os bracarenses precisam de respostas, não de desculpas”, escreveu Manuel José Freitas.

“Simão Freitas e a Cidade”: um documento histórico e repositório de memórias de Guimarães

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© CM Guimarães
© CM Guimarães

“A data não foi escolhida por acaso, uma vez que o dia 13 de dezembro celebra a inscrição do Centro Histórico de Guimarães na lista do Património Cultural da Humanidade”, disse Paulo Lopes Silva, vereador da Cultura da Câmara de Guimarães, na abertura do evento de apresentação do livro de fotografias “Simão Freitas e a Cidade”, uma edição do Município, a partir do espólio fotográfico adquirido a José Carlos Moreira, colaborador de Simão Freitas na Foto Simão.

“Com esta obra, celebramos parte deste património coletivo de Guimarães. Uma obra que homenageia Guimarães, os Vimaranenses e Simão Freitas, e que agora faz parte, também ela, do património imaterial de Guimarães”, conclui o vereador, que agradeceu à família de Simão Freitas, a Paulo Pacheco, coordenador da publicação, e a Alexandra Marques, do Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, instituição que preservou e tratou o acervo que serviu de base à seleção das cerca de 350 fotografias que compõem a obra.

Domingos Bragança, presidente da Câmara, agradeceu a presença da família de Simão Freitas, e vincou a paixão com que o fotógrafo vimaranense vivia a sua cidade, classificando-a como “uma marca identitária forte”, apanágio do sentimento de pertença que em Guimarães os Vimaranenses cultivam. “A vida e os seus instantes foram excecionalmente captados pela lente de Simão Freitas, pelo que este livro é um documento histórico que traz o passado ao presente, que mostra as diferentes camadas evolutivas da cidade, a sua realidade física e as suas pessoas”, referiu o presidente da Câmara. Domingos Bragança disse que a obra é, em primeiro lugar, um legado para a família de Simão Freitas, mas também para todos os Vimaranenses.

Paulo Pacheco, coordenador da publicação, falou da sua relação com Simão Freitas, e de como as conversas que tinha na sua loja nos anos 80 e 90 do século passado os colocava cúmplices na paixão pela fotografia. “As primeiras imagens aéreas do Centro Histórico foram feitas por ele”, disse, revelando depois que foram necessários 15 anos para que o espólio fotográfico respeitante à cidade e aos seus acontecimentos pudessem estar disponíveis no Arquivo Municipal Alfredo Pimenta. “Foram mais de 9500 negativos em película de vários formatos que ao longo de um ano foram tratados pelos técnicos do arquivo na sua digitalização. Este foi um processo coletivo, com design de Alexandre Neves e texto do arquiteto Miguel Frazão”, concluiu.

Em representação da família, a neta de Simão Freitas, Luísa Guimarães, agradeceu ao Município de Guimarães o “excelente trabalho realizado com as fotografias”. “Este é um sonho de todos nós, que se concretizou. É uma memória que fica no coração da família e uma memória que fica disponível para todos os vimaranenses”, concluiu.