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CDU acusa Governo de transformar Conselho de Ministros em Guimarães numa “grande operação de propaganda”

Comunistas criticam ausência de medidas para trabalhadores, saúde, habitação e transportes, considerando que a reunião "foi uma oportunidade perdida para responder aos problemas do distrito".

© CM Guimarães

A CDU considera que a realização do Conselho de Ministros em Guimarães serviu como “uma ação de propaganda política”, acusando o Governo de “não apresentar soluções concretas para os principais problemas que afetam o distrito de Braga e o país”.

Em comunicado, a coligação lembra que tinha alertado previamente para a necessidade de a reunião não se transformar numa mera operação mediática, lamentando que dela tenham resultado “poucas soluções para os problemas das populações, várias más decisões e muita propaganda”.

A CDU sustenta que “a deslocação do Governo ocorreu poucos dias após a rejeição do pacote laboral”, considerando que “o Executivo não retirou as devidas conclusões dessa derrota política”. Os comunistas apontam ainda “a ausência de medidas dirigidas aos trabalhadores dos setores têxtil, do vestuário, do calçado, da indústria, dos serviços e do comércio”, defendendo “uma maior valorização dos rendimentos e dos direitos laborais”.

O partido critica igualmente “a falta de referências à defesa do Serviço Nacional de Saúde, da Escola Pública e do direito à habitação”, acusando o Governo de “ignorar problemas como a especulação imobiliária e as dificuldades verificadas na correção dos exames nacionais”.

Na área dos transportes, a CDU manifesta reservas quanto ao anúncio da ligação BRT entre Guimarães e Caldas das Taipas, considerando que “a opção representa o abandono da solução ferroviária entre Braga e Guimarães”, que considera ser “a mais adequada para ligar as duas principais cidades do distrito”.

Relativamente à Justiça, os comunistas entendem que “o Governo se desresponsabilizou ao transferir para a Câmara Municipal a execução do futuro Campus da Justiça e das obras de manutenção dos equipamentos do Ministério”.

A CDU reconhece “a importância dos investimentos previstos para o Parque D. Afonso I, no campus de Azurém da Universidade do Minho, e para a valorização do rio Ave”, mas defende que “continuam por esclarecer os encargos financeiros que caberão ao Município de Guimarães”.

Outra das críticas incide sobre a nomeação de Paulo Portas para coordenar o Comissariado Nacional das Comemorações dos 900 anos da Batalha de São Mamede. A coligação considera que “a escolha representa um aproveitamento político e partidário das comemorações e desvaloriza o papel das instituições e da comunidade académica de Guimarães”.

Para a CDU, “a reunião do Conselho de Ministros realizada no Paço dos Duques constituiu uma oportunidade perdida para dar resposta a reivindicações antigas das populações e dos órgãos autárquicos”, concluindo que o encontro foi, acima de tudo, “uma grande operação de propaganda e de anúncios”.

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