A Junta de Priscos, em Braga, alertou a população para a responsabilidade social, uma vez que esta freguesia tem registado diariamente novos casos de contágio por Covid-19.
Braga está na lista dos concelhos de maior risco de contágio de infeção, numa altura em que o país está a atravessar a segunda vaga da pandemia. A Autarquia local apelou para que as famílias da freguesia cumpram as recomendações da Direção-Geral da Saúde para travar a pandemia.
“Como é do conhecimento geral,temos vivido nos últimos dias um aumento significativo de novos casos de Covid-19 em território nacional. Infelizmente, a nossa freguesia de Priscos tem registado casos positivos todos os dias. Apelamos à vossa responsabilidade social, pedindo que todas as famílias cumpram escrupulosamente as recomendações da DGS após o contacto ou suspeita de contacto com doente positivo com o vírus SARS-CoV-2. Só assim, com responsabilidade e rigor, conseguiremos conter e vencer esta pandemia”, realçou o Executivo.
O país encontra-se em Estado de Emergência até 23 de novembro.
O projeto de Braga “Virar a Página”, que confeciona e distribui refeições solidárias aos cidadãos carenciados do concelho desde o início da pandemia, vai contar com o apoio de diversas Juntas de Freguesia.
Com o aumento de pedidos de ajuda, os voluntários deste projeto têm vindo a solicitar o apoio das Autarquias locais para a distribuição das refeições nas respetivas freguesias.
A União de Freguesias de Crespos e Pousada, a Junta de Adaúfe, a União de Freguesias de Nogueiró e Tenões e a União de Este São Mamede e Este São Pedro já aderiram a esta parceria solidária para ajudar as pessoas que estão a atravessar por dificuldades.
Helena Pina-Vaz, diretora do CLIB e mentora do projeto, disse que esta parceria é uma grande ajuda, uma vez que os pedidos têm aumentado. “Há 8 meses,servíamos 150 pessoas que já refizeram as suas vidas. No entanto, as vagas foram preenchidas e os pedidos continuam a aumentar devido aos despedimentos e negócios que fecharam as suas portas. Estamos a contactar as Juntas de Freguesia para facilitar a distribuição das refeições, uma vez que estamos a ajudar famílias em diversas zonas geográficas. Por isso, apelamos a ajuda de todas as Juntas de Freguesia, pois são uma mais-valia e liberta muito tempo dos nossos voluntários”, explicou a mentora.
José Correia, presidente da União de Freguesias de Crespos e Pousada, associou-se a esta causa, disponibilizando a carrinha da Junta para distribuir as refeições nesta União e na freguesia de Navarra. “Aderimos a esta parceria porque é uma causa de louvar e nós sabemos que os voluntários deste projeto dão muito de si. Temos famílias nesta União a receber este apoio e vamos disponibilizar a carrinha da nossa escola e uma funcionária para ir buscar as refeições e, assim, libertar um pouco da massa humana para fazer esta rota. Temos que estar agora ainda mais unidos para ajudarmos uns aos outros”, realçou o autarca, acrescentando que desde o início da pandemia que a Junta entregava medicamentos e comida nas casas dos habitantes de risco.
Helena Pina-Vaz apelou à doação de bens alimentares e a voluntários que se queiram associar a esta causa solidária.
A cozinha solidária deu início na cantina do Colégio Luso-Internacional de Braga, mas devido ao regresso das aulas, as refeições passaram a ser confecionadas na cozinha do salão paroquial de Gualtar.
Caso pretenda fazer um donativo ou voluntariar-se, consulte a página do Virar a Página.
Os Bombeiros Voluntários de Braga afirmaram esta sexta-feira que existem doentes infetados por Covid-19 que recorrem ao transporte desta corporação, ocultando o seu estado de saúde.
Os elementos apelaram à população que, no caso de solicitar o serviço de transporte para as urgências do Hospital, para informar se estão infetados.
Os elementos desta corporação lamentam que alguns doentes têm ocultado a doença, pondo em risco a saúde dos bombeiros. “Apelamos a todos os cidadãos que, em caso de necessidade de serem transportados para uma urgência do hospital ou por qualquer outro motivo, aquando da nossa chegada até junto do doente ou vítima, que nos indiquem se estão infetados ou suspeitam estar, assim como se estão em isolamento. Temos verificado que nos ocultam esta informação. Tais factos podem colocar os nossos operacionais em risco, embora estejam equipados nas suas primeiras abordagens”, lamentam.
De 16 a 22 de novembro, as coleções de moda Outono-Inverno do comércio vão invadir as redes sociais da Associação Comercial de Braga e do I Shop Braga.
Tendo como fundo os espaços interiores e exteriores do Mosteiro de São Martinho de Tibães, cada loja aderente vai apresentar algumas das melhores propostas de moda para esta estação, em formato vídeo-editorial.
Esta é uma iniciativa da Associação Comercial de Braga, em parceria com o Município de Braga, e visa promover e dinamizar o comércio local, demonstrando a oferta disponível através do lançamento de vários vídeos promocionais.
Em formato 100% digital, a Semana da Moda vai mostrar a oferta do comércio em roupa masculina e feminina, bem como no calçado, acessórios de bijuteria e as malas, incentivando à preferência pelas lojas do comércio local.
Desde 2016 que a comunidade escolar do Colégio Luso-Internacional de Braga (CLIB) se mobiliza no acolhimento de famílias de refugiados em Braga.
Esta semana, chegou a Braga a 10ª família acolhida por esta escola. Trata-se de um casal sírio, com três filhos e que, agora, tenta recomeçar a sua vida em Portugal. A família foi instalada numa casa preparada e mobilada pela comunidade académica do Colégio Luso-Internacional de Braga e alguns amigos que se juntaram com este propósito comum. O apoio vai estender-se também ao acesso à saúde, educação e trabalho, sendo o CLIB responsável pelo bem-estar e integração desta família por dezoito meses.
“Estamos cientes que o valor de uma organização se mede pelo modo como trata a vida e, assim, o CLIB prossegue com o seu papel activo na comunidade onde se insere. O colégio é muito sensível à hospitalidade e cultiva nos seus alunos estes sentimentos de empatia e acolhimento, contrariando assim sentimentos de hostilidade para com nacionais de países terceiros”, refere Helena Pina Vaz, diretora do CLIB.
A chegada desta família à região resulta de um protocolo entre o colégio com a Plataforma de Apoio aos Refugiados, PAR, cuja Comissão executiva o CLIB integra também desde 2016.
“Vindos da Síria, procuram recomeçar a sua vida em Braga e num país que lhes abre as portas na esperança de que encontrem agora paz e um novo lar e uma sociedade simpática e acolhedora”, refere a diretora, considerando que “este projeto tem sido muito importante para o colégio”.
“No CLIB não entendemos possível outra forma de abordar este flagelo mundial, que não seja a nossa disponibilidade total para nos envolvermos e fazermos a nossa parte. Toda a comunidade escolar, alunos, pais e colaboradores se envolvem no acolhimento destas famílias Há sempre alguém que pode ajudar com alguma coisa no processo de integração das novas famílias e com o contributo de muitos, passo a passo conseguimos apoiar neste recomeço estas pessoas já tão massacradas pela vida”, salientou.
O Colégio Luso-Internacional de Braga é a única escola internacional em Braga, com um currículo e metodologias que visam a excelência na preparação académica, o CLIB promove uma diversidade adequada de programas, materiais e atividades quotidianas, fornecendo uma educação de alta qualidade, equilibrada e relevante a todos os seus alunos, incluindo sempre que possível a participação e colaboração dos pais.
Desde o início da pandemia em Portugal morreram 3.250 pessoas por Covid-19, registaram-se 204.664 casos de infeção e há ao todo 117.382 recuperados, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde. Nas últimas 24 horas morreram 69 pessoas, detetaram-se 6.653 novos infetados e 3.693 casos de recuperação.
De acordo com o boletim epidemiológico, morreram 32 pessoas no Norte, 27 em Lisboa e Vale do Tejo, 8 no Centro, 1 no Alentejo e 1 no Algarve.
Foram registados 4.061 novos casos no Norte, 1.733 em Lisboa e Vale do Tejo, 626 no Centro, 114 no Alentejo, 86 no Algarve, 19 nos Açores e 14 na Madeira.
O número de casos ativos aumentou para 84.032, mais 2.891 face a ontem, e 90.425 pessoas encontram-se em vigilância pelas autoridades de saúde, mais 750.
Em todo o país há 2.799 pessoas internadas, mais 5 em 24 horas, das quais 388 em unidades de cuidados intensivos, mais 5.
A Junta de Freguesia de São Victor, em Braga, está a apelar a população com animais de estimação para manter a freguesia limpa, durante os passeios com os amigos de quarto patas.
O Executivo fez uma publicação a avisar a comunidade para levar sempre um saco quando for passear os cães de estimação, para fazer a recolha dos dejetos.
“Quando passeares o teu animal de estimação, não te esqueças de levar sempre um saco para recolher os dejetos do teu cão, não os deixando ficar no chão. A freguesia de São Victor é tua, mas também dos teus vizinhos e dos restantes fregueses. Ajuda-nos a manter a freguesia limpa!”, apelou a Autarquia local.
É de relembrar que constitui contraordenação, punível com coima entre 50 a 485 euros, deixar que os canídeos ou outros animais defequem em espaços públicos, a menos que os donos ou acompanhantes do animal removam de imediato os dejetos (exceto pessoas invisuais).
Luís Gonçalves Ferreira, estudante de doutoramento da Universidade do Minho, venceu o Prémio Lusitania História, da Academia Portuguesa da História, por um estudo que mostra como a roupa doada pelas misericórdias reconhecia as diferenças entre os pobres nos séculos XVII e XVIII.
O galardão, que reconhece uma obra de investigação sobre a História de Portugal publicada no último ano, vai ser entregue a 9 de dezembro, às 15:00, em Lisboa, com transmissão online. Luís Gonçalves Ferreira concorreu com a sua dissertação de mestrado em História pela UMinho, “Vestidos de caridade: assistência, pobreza e indumentária na Idade Moderna”, editada em livro pela Misericórdia de Braga e pela Húmus.
“Estou feliz e ainda a ‘processar’ este prémio tão importante, que é um incentivo emocional e de carreira. Prova que estou a arriscar na direção certa, que valeu a pena tanto trabalho e que é possível publicar livros com investigação de qualidade e a respeitar os ‘tempos’ da História”, afirma o autor. O seu estudo é duplamente inovador, ao abordar a indumentária dos pobres (em vez das habituais elites) e a prática de esmola aos pobres, provando que as Santas Casas da Misericórdia acentuaram a identificação de subescalas de pobres, percetíveis pelo tipo de roupa, sapatos, objetos domésticos, alimentos, guarida, valores, salários e emprego que lhes doavam. Por exemplo, notava-se que viúvas, órfãos e padres vestiam-se melhor do que mendigos e delinquentes, os quais apresentavam roupa esfarrapada. Aliás, até o tipo de mortalha doado no funeral “comunicava” a situação do pobre.
Luís Gonçalves Ferreira centrou o seu mestrado no caso de Braga, mas encontrou muitos indícios de um cenário idêntico pelo reino, nomeadamente em cidades como Lisboa e Porto, que está a aprofundar na sua tese doutoral. Aliás, as Santas Casas estavam sob alçada do rei e também presentes nas colónias, sendo “agentes ativos na categorização da aparência dos pobres” em vários continentes na Idade Moderna. “A esmola era um ato político, não era dar por dar, avaliava-se o pobre numa escala social e situando-o pela roupa, numa espécie de cultura da consideração e das expectativas que a instituição tinha”, justifica o investigador. As Santas Casas contribuíram para muitas pessoas sobreviverem e terem dignidade.
Por outro lado, “dar esmola significava fazer o bem a Deus e a prática misericordiosa de ‘vestir os nus’ (pobres) era assim uma bolsa de crédito para aliviar a agonia da alma no purgatório”. Nos arquivos ao dispor, o historiador analisou também tipologias, materiais e cores dos objetos esmolados, o impacto destes na despesa da instituição e a construção da imagem e aparência social, explorando os fenómenos de moda, de ritualização, de civilidade e de privatização, mas também das narrativas históricas com os pobres à mercê dos ricos e sem margens de atuação.
Nota biográfica
Luís Gonçalves Ferreira nasceu há 30 anos em Vila Verde e vive em Braga. É licenciado, mestre e doutorando em História pela UMinho, além de investigador do Laboratório de Paisagens, Património e Território (Lab2PT) e membro do grupo História Social a Norte. Venceu três Bolsas de Mérito pela Direção-Geral do Ensino Superior, três Bolsas de Excelência pela UMinho e o Prémio Eng. Duarte do Amaral pela Sociedade Martins Sarmento. A sua tese doutoral, “Pobres, doentes e esfarrapados? Indumentária de pobres no contexto da assistência urbana do Porto e Lisboa (séculos XVII e XVIII)”, tem apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Já publicou 15 artigos científicos sobre a História social e cultural, com foco no vestuário, na pobreza, no género e nas instituições assistencialistas, sendo ainda autor de vários blogues.
A Academia Portuguesa da História é uma instituição de utilidade pública fundada em 1938 que reúne especialistas dedicados à reconstituição documental e crítica do passado, materializada na organização de eventos e publicações, nomeadamente de fontes e obras com rigor científico que facilitem aos portugueses o conhecimento da sua História. Esta Academia distingue, com o apoio de mecenas, o mérito de obras historiográficas publicadas a cada ano.
O concelho de Vizela inicia na próxima terça-feira, 17 de novembro, a fazer testes rápidos de antigénio à Covid-19.
Os Bombeiros Voluntários de Vizela serão os primeiros a serem testados, seguindo-se os funcionários e professores de creches, jardins de infância e escolas do 1.º ciclo da rede pública e privada do concelho. Estes testes serão também utilizados no caso do surgimento de eventuais surtos.
A Câmara Municipal considera de “extrema importância a realização dos testes, não só o aumento do número de indivíduos testados, mas também a rapidez do diagnóstico, tendo como objetivo a deteção rápida, no sentido de uma implementação célere de medidas de isolamento que conduzam à contenção da transmissão do vírus”.
A Autarquia criou uma equipa de emergência de testes, efetuados numa unidade de rastreio móvel, uma carrinha adaptada para o efeito, sendo esta constituída por profissionais de saúde, que estarão disponíveis para testar em caso de necessidade, em especial nas escolas, nas USF’S, nas IPSS, nos bombeiros locais e no comércio local.
“O objetivo da realização dos testes é criar condições de segurança, em especial para esbater a propagação do surto associada a esta nova realidade, aferindo quem possa estar infetado e desta forma evitar a propagação, entre a comunidade vizelense”, realça a Autarquia.
A Câmara Municipal já realizou testes de despiste e diagnóstico da Covid-19 no final do mês de outubro em todas os lares do concelho, nomeadamente Centro social de Santa Eulália, Santa Casa da Misericórdia e AIREV, tendo resultado em dez utentes que testaram positivo à Covid-19.