A ASAE desmantelou uma rede de falsificação de azeite, tendo apreendido mais de 500 litros deste produto falsificado.
Em comunicado, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica indica que no âmbito da sua missão na proteção de produtos nacionais e de combate às práticas fraudulentas, realizou, através da Unidade Regional do Sul – Unidade Operacional de Évora e na sequência de diligências de investigação, várias ações de fiscalização e de inspeção direcionadas para a cadeia de valor do azeite, para identificar potenciais inconformidades sobre a autenticidade e qualidade do produto, e ainda, práticas de concorrência desleal.
Como resultado das ações que decorreram na margem Sul do Tejo e nas imediações da cidade de Portalegre, a ASAE inspecionou diversos operadores económicos não sedentários, com ligações entre si, “tendo sido detetado em flagrante delito a comercialização de um produto com indicação de ‘azeite virgem’, com forte suspeita de se tratar de óleo alimentar”, apresentando preços unitários por embalagem de 5 litros a rondar os 30 e os 40 euros.
“Foram ainda instaurados três processos-crime, pelos ilícitos de Fraude Sobre Mercadorias e géneros alimentícios anormais falsificados e apreendidos 510 litros de produto falsificados, centenas de rótulos, uma viatura de mercadorias e diversa documentação probatória e indiciária, tudo avaliado num valor aproximado de 29 mil euros”, acrescenta a ASAE.
Foram realizadas 18 colheitas de amostras a todos os produtos oleicos detetados, as quais foram encaminhadas para o Laboratório de Segurança Alimentar da ASAE, para a realização das respetivas análises físico-químicas e sensoriais.
Os suspeitos foram Constituídos Arguidos e sujeitos a Termo de Identidade e Residência, tendo os factos sido comunicados à Autoridade Judiciária.
A ASAE alerta os consumidores para “estarem atentos a ofertas deste produto com preço abaixo do expectável, induzindo o consumidor em erro com objetivo de serem comercializadas outras substâncias oleicas como azeite”.
A Câmara Municipal de Braga vai assinar um protocolo de cooperação com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), para a realização da XVI Conferência Anual da Rede de Cidades Criativas da UESCO que a cidade irá recerber no mês de julho.
Esta será a primeira vez que uma cidade portuguesa recebe este encontro. “O evento representa uma oportunidade para a cidade anfitriã construir uma ampla sensibilização e apoio à cultura e criatividade, impulsionando estratégias e planos de desenvolvimento urbano, bem como o cultivo para colaborações com outras cidades, nacionais ou estrangeiras, alargando a sua visibilidade e o impacto internacional”, refere a Autarquia.
Criada em 2004, a Rede de Cidades Criativas da UNESCO (UCCN) tem como objetivo potenciar a cooperação entre cidades que reconhecem a criatividade como fator estratégico de desenvolvimento sustentável a nível económico, social, cultural e ambiental.
Braga passou a integrar a Rede de Cidades Criativas da UNESCO em 2017, tornando-se a única cidade representante na área das Media Arts na Península Ibérica.
A Auchan decidiu encerrar as suas lojas no Domingo de Páscoa a pedido dos colaboradores, para que estes possam gozar do dia de folga no feriado religioso.
Todos os trabalhadores do grupo francês vão poder tirar folga no feriado e outro na mesma semana, numa medida que surgiu após os colaboradores terem pedido para passarem a Páscoa em família.
O bom tempo chega este sábado com previsões de sol e alguma nebulosidade. As temperaturas vão chegar aos 22º em Braga este fim de semana, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Este sábado as máximas vão rondar os 20º, esperando-se céu parcialmente nublado. No domingo os termómetros vão subir para os 22º, mantendo-se na segunda-feira.
As temperaturas mínimas vão variar entre os 5º e os 9º.
Braga vai aderir à “Cities & Regions for Cyclists”, da European Cyclists Federation, para incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte diário, de turismo e lazer.
Ao aderir a esta rede, Braga pretende fortalecer as políticas e infraestruturas para tornar a cidade mais amigável para ciclistas e promover a cultura da bicicleta entre a população.
A “Cities & Regions for Cyclists” conta atualmente mais de 70 cidades e regiões aderentes, entre Amesterdão, Copenhaga, Barcelona, Viena e Paris. “Estas cidades e regiões têm demonstrado um compromisso sério em promover a mobilidade sustentável e o uso da bicicleta como modo de transporte, e têm alcançado resultados significativos nessa área”, refere a Autarquia.
Para a Câmara Municipal, “o acesso a experiências bem-sucedidas e boas práticas fruto da cooperação transnacional, é uma mais-valia significativa para Braga na medida em que possibilita acelerar a implementação de infra-estruturas cicláveis, promover campanhas de sensibilização, assim como obter financiamento europeu para projetos de mobilidade sustentável”.
A Câmara Municipal de Vizela vai entregar 129 cheques-bebé no valor de 1000 euros cada, no âmbito do Regulamento Municipal de Incentivo à Natalidade.
A cerimónia terá lugar no Auditório Municipal Francisco Ferreira, nos próximos dias 20 e 22 de fevereiro, às 17:30.
A Câmara Municipal de Vizela já entregou, desde a criação deste regulamento, mais de mil cheques-bebé, uma medida adotada pelo Município com o objetivo de “desenvolver estratégias de estímulo à natalidade e à fixação da população, de modo a criar condições que favoreçam o bem-estar e a qualidade de vida dos munícipes, assim como uma medida de estímulo ao comércio local”.
Este regulamento está em vigor desde 1 de janeiro de 2018.
A CDU esteve no Hospital de Braga numa ação em defesa do SNS, onde reclamou mais investimento no Hospital de Braga.
Sandra Cardoso, João Pimenta Lopes, Inês Rodrigues, Carmo Cunha, João Baptista, Catarina Marques, Ana Sofia Cabeleira e Ricardo Silva estiveram em contacto com profissionais e utentes do hospital.
“Há muito que a CDU tem vindo a alertar para a situação de falta de profissionais e de investimento no SNS. Esta situação tem impactos diretos em todo o país e é transversal às diversas áreas e especialidades. O Hospital de Braga tem vindo também a sofrer com esta situação”, refere a CDU.
O partido lembra que “na recente discussão do Orçamento do Estado para 2024, o PCP destacou que para garantir que o Serviço Nacional de Saúde tem capacidade de assegurar os cuidados a que os utentes têm direito, é necessário dotá-lo de profissionais de saúde em número adequado. Sem trabalhadores da saúde, nos hospitais e nos centros de saúde, compromete-se o acesso às consultas, cirurgias, exames e tratamentos indispensáveis para a saúde dos Portugueses”.
A CDU sustenta que “as dificuldades na contratação e fixação de profissionais de saúde têm causas, pois sem condições de trabalho, sem carreiras dignas, sem progressão nem desenvolvimento profissional, sem remuneração justa, perdem-se trabalhadores para o privado ou para a emigração. Por isso, o PCP apresentou nos últimos Orçamento do Estado propostas que valorizam, fixam e retêm esses profissionais no SNS. Apesar das ‘lágrimas de crocodilo’ de alguns, importa realçar que as propostas do PCP têm merecido a oposição por parte do PS, PSD, Iniciativa Liberal e Chega”.
Relativamente às instalações do Hospital de Braga, a CDU recorda que “o PCP propôs a afetação de verbas com vista à sua ampliação, tendo em conta que o hospital tem vindo a recorrer ao aluguer de instalações a privados para conseguir responder às necessidades de cirurgias”.
“A própria Administração do Hospital veio agora a público destacar o projeto existente para uma nova unidade que integrará cinco salas de bloco operatório de ambulatório, hospital de dia, consultas de grupo, consulta de oncologia e gabinetes de consulta externa. O bloco de ambulatório terá cinco pisos e capacidade para 10 mil cirurgias por ano. No entanto, não há cabimentação para este investimento. Perante a intenção de PSD, CDS, Iniciativa Liberal e Chega de retomar a gestão PPP do Hospital de Braga, a CDU recorda que esta foi no passado uma expressão da política de entrega do SNS aos privados que o governo do PS não contrariou com medidas concretas de reforço dos meios disponíveis”, sublinha o partido.
O fim da PPP que geria este hospital foi para a CDU “uma importante decisão. “Como era de prever, desde então mantém-se uma feroz batalha de propaganda, desvirtuando factos, omitindo dados fundamentais, explorando carências reais que persistem, procurando confundir a população e criar as condições para fazer andar para trás”, destaca a CDU, reforçando que “os problemas do Hospital de Braga não resultam do fim da PPP, mas sim da falta de investimento no SNS”.
A síndrome de Asperger é uma perturbação neuropsiquiátrica que se caracteriza por dificuldades significativas na interação social, na comunicação e no comportamento. É considerada uma perturbação do espectro do autismo (PEA) mais ligeira. As crianças com esta síndrome distinguem-se por desenvolverem linguagem verbal e por apresentarem um nível cognitivo normal ou mesmo acima da média em algumas áreas.
A síndrome de Asperger é bastante mais comum do que o autismo clássico, afetando 20 a 25 crianças por cada 10 mil. Em Portugal estima-se que existam cerca de 40 mil portadores desta síndrome. É mais comum nos rapazes do que nas raparigas (cerca de 10 para um).
As manifestações clínicas da síndrome podem ser observadas antes dos 2 anos de idade. Os sintomas iniciais típicos são a dificuldade em manter um contacto ocular confortável e em utilizá-lo em conjugação com outras formas de comunicação e a hipersensibilidade aos estímulos, particularmente sonoros, mas também luzes, sabores ou texturas.
A estes sintomas associam-se tipicamente:
Dificuldade de comunicação, sobretudo na comunicação não verbal. A criança com síndrome de Asperger tem dificuldade em descodificar mensagens para além do conteúdo verbal explícito, nomeadamente tom de voz, segundos sentidos, ironia, humor, expressão facial e corporal. Tende a interpretar de forma literal. Pode existir pouca iniciativa de comunicação e/ou comunicação muito centrada nos tópicos de interesse e na perspetiva do próprio, com pouca oportunidade de participação de outras pessoas;
Dificuldade no relacionamento com outras pessoas, por falha na compreensão dos outros e em mostrar empatia;
Dificuldade em compreender as regras sociais e de conduta, como, por exemplo, levantar o dedo para falar na sala de aula ou esperar numa fila;
Descoordenação motora e dificuldades na motricidade fina, afetando a destreza e dificultando a prática de alguns desportos;
Necessidade de estabelecer rotinas e resistência a alterações desta, que geralmente causam ansiedade e instabilidade no comportamento;
Interesse restringido a temas muito específicos que dominam as conversas e as atividades;
Descontrolo emocional em situações de sobrecarga, por dificuldade na compreensão e gestão os próprios sentimentos e as emoções.
A apresentação clínica da síndrome de Asperger é, no entanto, muito variada e influenciada pela idade de início e pela eventual associação a outras comorbilidades, como défice de atenção, perturbação de tiques, ansiedade e depressão, que devem ser reconhecidas e abordadas.
Não são conhecidas as causas da síndrome de Asperger, no entanto, sabe-se que tem uma forte componente genética. Os genes que têm vindo a ser identificados estão envolvidos no desenvolvimento cerebral, influenciando a transmissão de sinais entre os neurónios e a forma como a informação é processada. Além disso, a interação entre fatores genéticos e ambientais parece ser igualmente relevante no desenvolvimento desta perturbação.
O diagnóstico da síndrome de Asperger é clínico, baseado na história clínica fornecida pelos pais e na observação do comportamento da criança na consulta, com recurso a avaliações formais do desenvolvimento.
Não existe medicação específica para a síndrome de Asperger, mas existem intervenções terapêuticas que possibilitam uma melhor convivência com a doença. Uma criança com síndrome de Asperger, acompanhada desde cedo, pode fazer o percurso escolar habitual.
A intervenção é multidisciplinar, envolvendo neuropediatras, pediatras, pedopsiquiatras, psicólogos e terapeutas, e deve ser personalizada, de forma a responder às necessidades de cada doente. Pode incluir acompanhamento psicológico, terapia cognitivo-comportamental e, eventualmente, terapia da fala e ocupacional. O tratamento das condições neuropsiquiátricas associadas é fundamental, podendo estar indicada medicação dirigida no sentido de obter um melhor controlo dos sintomas e maior sucesso nas outras intervenções.
De uma forma geral, o apoio e compreensão dos familiares, amigos, professores e colegas são fundamentais. Na verdade, a família tem um papel central na abordagem da síndrome, ao estimular a socialização e ao promover o desenvolvimento de competências sociais básicas, encorajando o contacto visual, antecipando e explicando alterações à rotina, auxiliando na compreensão das próprias emoções e dos outros, diversificando interesses e fortalecendo a autoestima, ao valorizar os sucessos.
Artigo de opinião de Joana Martins, neuropediatra no CNS Braga.