Um homem de 50 anos morreu, esta segunda-feira, após ter sido atropelado por um camião na A11, em Braga, a cerca de 500 metros da praça de portagem.
Segundo o Correio da Manhã, a vítima terá encostado a viatura à berma da autoestrada e saído do carro para ir buscar uma garrafa de água, quando foi colhida por um veículo pesado, sendo projetada para a faixa de rodagem.
O automóvel em que seguia, onde se encontravam pelo menos mais duas pessoas, foi igualmente abalroado pelo camião, que acabou por se imobilizar alguns metros à frente.
Os Bombeiros Voluntários de Barcelos foram acionados para o local, mas já não foi possível reverter o óbito.
A ocorrência está a ser investigada pela Brigada de Trânsito da GNR, que se encontra no local a apurar as circunstâncias do acidente.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) controlou mais de 91 mil cidadãos estrangeiros e efetuou 243 detenções por permanência ilegal em Portugal desde outubro de 2023, período em que assumiu o controlo das fronteiras terrestres e marítimas e a fiscalização de cidadãos estrangeiros em cerca de 94% do território nacional.
Segundo a GNR, através do Grupo de Guarda de Fronteiras da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras (UCCF), foram realizadas 5.458 ações de fiscalização em diversos setores de atividade, com especial incidência na agricultura, pescas, restauração e transportes rodoviário e ferroviário.
Entre 2023 e 2026, estas ações deram origem a 540 notificações para abandono voluntário do país e à instauração de 6.598 processos de contraordenação por incumprimento da legislação aplicável aos cidadãos estrangeiros.
A Guarda sublinha que a fiscalização não se limita ao combate à imigração ilegal, procurando também verificar as condições de vida e de trabalho dos cidadãos estrangeiros residentes em Portugal, com especial atenção à deteção de situações de tráfico de seres humanos e exploração laboral.
Além da atividade no território, o Grupo de Guarda de Fronteiras é responsável pelo controlo da fronteira marítima nacional, através de 15 postos distribuídos pelo continente e regiões autónomas. Desde outubro de 2023, foram ainda emitidas 82.579 autorizações de acesso às zonas internacionais dos portos.
A GNR considera que esta atuação integrada permite reforçar a segurança das fronteiras externas do Espaço Schengen e responder aos atuais desafios migratórios, conjugando fiscalização, combate à criminalidade e proteção das pessoas.
A Casanova Farmhouse, em Braga, acolhe, no próximo dia 18 de julho, um encontro dedicado à criatividade, à cultura e ao bem-estar, numa iniciativa que pretende proporcionar uma experiência de desaceleração, partilha e expressão artística.
Com um formato intimista, o evento contará com um workshop de ilustração orientado por Iolanda Guimarães, conhecida nas redes sociais pelo projeto “i.lus.tra.me”, proporcionando aos participantes um momento de criação e descoberta artística.
O programa inclui ainda uma conversa sobre arte e cultura, que reunirá Carla Sepúlveda, Zita Pinto e Aida Alves, convidadas que irão partilhar os seus percursos e diferentes perspetivas sobre a criação e a expressão cultural.
A encerrar a tarde, Branca Meireles, da plataforma Care and Flow, conduzirá uma sessão de respiração e meditação consciente, promovendo um momento de tranquilidade e reconexão.
Os atletas do SC Braga Carina Fernandes e Amaro Pinheiro estiveram em destaque no 1.º Alpen Open Kickboxing, prova organizada pela WAKO Suíça, ao conquistarem dois segundos lugares nas respetivas categorias.
Na disciplina de Low Kick, Carina Fernandes alcançou o 2.º lugar na categoria sénior de 60 quilogramas, confirmando o bom momento de forma da atleta arsenalista.
Também Amaro Pinheiro subiu ao pódio, ao terminar na segunda posição da categoria sénior de 81 quilogramas, na disciplina de K1, depois de uma prestação de elevado nível.
Uma petição dirigida à Assembleia da República defende que os beneficiários de apoios públicos iguais ou superiores a um milhão de euros passem a estar sujeitos à prestação de trabalho não remunerado de utilidade social, à semelhança do que acontece com os beneficiários da Prestação Social Única (PSU).
Os subscritores da iniciativa argumentam que a atual legislação obriga os beneficiários da PSU em idade ativa a prestar até 15 horas semanais de trabalho comunitário, sob pena de perderem o apoio durante dois anos. Consideram, por isso, que o mesmo princípio de contrapartida deve aplicar-se a todos os cidadãos e entidades que recebam apoios públicos de elevado valor.
No texto da petição, é defendido que o Estado transfere anualmente centenas de milhões de euros através de benefícios fiscais e outros mecanismos de apoio, considerando os promotores que a renúncia a receitas fiscais produz efeitos económicos equivalentes à atribuição direta de subsídios.
Entre as medidas propostas está a obrigatoriedade de prestação de trabalho de utilidade social por parte dos beneficiários de apoios públicos iguais ou superiores a um milhão de euros, em proporção ao valor recebido. A petição prevê ainda a suspensão dos benefícios durante dois anos em caso de incumprimento e a criação de um mecanismo de denúncias junto da Autoridade Tributária.
Os autores sustentam que, se a exigência de uma contrapartida é considerada legítima para quem recebe 247,56 euros mensais através da Prestação Social Única, então o mesmo princípio deverá ser aplicado a quem beneficia de apoios públicos de montante significativamente superior.
A petição encontra-se em fase de recolha de assinaturas e pretende levar o debate sobre a igualdade de tratamento dos beneficiários de apoios públicos ao Parlamento.
Duas mães portuguesas transformaram a sua experiência pessoal num projeto inovador que pretende facilitar a comunicação de crianças e adultos com dificuldades comunicativas. Sophia Bernardo e Ana Leitão, ambas mães de crianças neurodivergentes, são as criadoras do Noé, uma plataforma digital desenvolvida para apoiar famílias, professores e terapeutas na criação de recursos de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA).
O projeto nasceu da necessidade de encontrar soluções mais rápidas e eficazes para produzir materiais adaptados às necessidades específicas de cada utilizador. Ao longo dos anos, as fundadoras depararam-se com os desafios enfrentados por milhares de famílias e profissionais na preparação de tabelas de comunicação, rotinas visuais, histórias sociais e outros recursos essenciais para promover a comunicação e a autonomia.
A plataforma Noé permite criar estes materiais de forma personalizada e intuitiva, destacando-se pela integração de um assistente baseado em Inteligência Artificial. Esta funcionalidade ajuda a desenvolver conteúdos adaptados a diferentes contextos e perfis de utilizadores, reduzindo significativamente o tempo necessário para a sua elaboração.
Atualmente em fase inicial de implementação, o Noé disponibiliza gratuitamente as suas funcionalidades, permitindo a sua utilização em escolas, instituições, consultórios de terapia e ambientes familiares. O objetivo passa por validar a ferramenta em contextos reais e torná-la acessível ao maior número possível de utilizadores.
Para Sophia Bernardo e Ana Leitão, o Noé representa mais do que uma solução tecnológica. Trata-se de uma resposta concreta a desafios que conhecem de perto e de uma ferramenta criada para promover a inclusão, a participação e a qualidade de vida de pessoas com diferentes perfis de comunicação.
As fundadoras acreditam que a tecnologia, quando colocada ao serviço das necessidades humanas, pode desempenhar um papel decisivo na construção de uma sociedade mais inclusiva e acessível para todos.
No meio de uma fatura de eletricidade, entre kilowatts, potências contratadas e contas que ninguém percebe bem, mas paga na mesma, lá aparece ela. Discreta, quase envergonhada, como quem sabe que não devia ali estar. A famosa CAV, Contribuição para o Audiovisual. Uma Palavra bonita que cheira a cultura, a informação, a serviço público, só não cheira é a escolha.
Esta contribuição paga-se sempre. Consuma-se, veja-se, oiça-se ou não um único minuto de televisão ou rádio pública. Na prática, o raciocínio é simples e quase genial, não interessa se usa, interessa que pode usar. E se pode, paga. É o princípio da disponibilidade forçada, uma espécie de Netflix obrigatório, mas sem catálogo personalizado e sem botão de cancelar.
E o mais curioso é surgir na fatura da eletricidade, como se ver televisão fosse um fenómeno elétrico inevitável. Para a maioria das pessoas, são cerca de 2,90 euros por mês. Um valor aparentemente inofensivo. Pequeno o suficiente para não gerar revoltas, grande o suficiente para, multiplicado por milhões, garantir um fluxo estável de financiamento. Um clássico, não dói individualmente, mas rende coletivamente. A nota justificativa é curiosa, “diz que” é para financiar o serviço público. Justo, dirão alguns. Talvez, mas então porque não financiar como se financiam outros serviços públicos, via impostos gerais? Porque esta insistência em criar uma taxa específica, obrigatória, associada a um consumo totalmente distinto?
A resposta é simples, é mais fácil assim. Disfarça-se melhor, dilui-se no meio de outras rubricas, e, sobretudo, evita-se a discussão de fundo, aquela mais incómoda — a de saber se faz sentido obrigar todos a financiar algo que nem todos usam. A isenção para consumos muito reduzidos é apresentada como gesto social. Um detalhe simpático, sem dúvida, mas não resolve o essencial ou seja, quem não consome, paga, quem não quer, paga na mesma. Ou seja, estamos perante uma liberdade, mas…com débito direto.
No fundo, a CAV é um excelente exemplo de como um imposto pode ser tudo ao mesmo tempo: pequeno, constante, silencioso e inevitável. Uma espécie de streaming fiscal que corre sempre em segundo plano, sem pedir autorização. E o mais fascinante é que já ninguém estranha. Entrou no quotidiano como o IVA ou o preço da eletricidade. Está lá, pronto. Aceite. Normalizado. A verdadeira obra-prima não foi criar a taxa. Foi fazer com que deixasse de ser questionada.
Talvez esse seja o maior sucesso do audiovisual público. Não o que vemos no ecrã, mas o que não vemos na fatura.
A tradicional procissão em honra de Nossa Senhora da Orada, realizada este domingo no Santuário da Orada, na freguesia de Pinheiro, em Vieira do Minho, ficou marcada pela profunda fé dos participantes, pela ausência de pirotecnia e pelas elevadas temperaturas que se fizeram sentir durante toda a manhã.
Após a celebração da Eucaristia na capela do santuário, teve início a procissão, que percorreu as imediações do recinto religioso. O cortejo integrou a cruz processional, estandartes, escuteiros do Agrupamento 1251 do Corpo Nacional de Escutas de Santa Maria de Pinheiro, seis andores, o páleo de seis varas, autoridades civis e religiosas, mordomos da Comissão de Festas, músicos e maestros das bandas Sociedade Filarmónica de Vilar Chão e Filarmónica de Vieira do Minho, além de numerosos figurantes e devotos.
Apesar do calor intenso, devido ao início da cerimónia por volta das 12:00, muitos fiéis participaram na procissão, mantendo viva uma das mais importantes manifestações religiosas da freguesia.
Carlos Dobreira, ambientalista de Braga esteve presente na cerimónia e referiu que “a realização da celebração em período de elevadas temperaturas voltou a suscitar reflexões sobre a necessidade de adaptação dos horários das festividades religiosas às atuais condições climáticas. Entre os participantes, há quem defenda a realização destes eventos em horários mais amenos, privilegiando períodos matinais ou noturnos”, disse.
Graça Costa, de Barcelos, esteve em destaque nos Campeonatos Nacionais de Veteranos em pista ao ar livre, realizados este fim de semana no Estádio Universitário de Lisboa, ao conquistar dois títulos nacionais e garantir presença no pódio em todas as provas que disputou.
A atleta dos Amigos da Montanha competiu no escalão F60 e iniciou a participação da melhor forma, ao sagrar-se campeã nacional dos 100 metros. No mesmo dia, alcançou ainda o terceiro lugar na prova dos 1.500 metros.
Já este domingo, e com poucas horas de recuperação, Graça Costa voltou a subir ao lugar mais alto do pódio ao vencer os 200 metros, somando o segundo título nacional do fim de semana. A prestação ficou concluída com a conquista do segundo lugar nos 3.000 metros.
Os Campeonatos Nacionais de Veteranos, promovidos pela Federação Portuguesa de Atletismo, reuniram mais de 700 atletas de 140 clubes de todo o país.
A Causa de Beatificação e Canonização do Venerável Frei Bernardo de Vasconcelos promove, entre os dias 25 de junho e 4 de julho, a tradicional Novena em honra do religioso, na Igreja Paroquial de São Romão do Corgo, em Celorico de Basto.
A edição deste ano assume um significado especial, ao assinalar o décimo aniversário da declaração de Venerável de Frei Bernardo de Vasconcelos e os 94 anos do seu falecimento, ocorrido a 4 de julho de 1932.
Ao longo dos dez dias, a comunidade é convidada a participar em vários momentos de oração, com celebrações da Eucaristia, recitação do Terço e os atos próprios da novena, num convite a aprofundar o conhecimento da vida e das virtudes do religioso.
A celebração de encerramento está marcada para o dia 4 de julho, pelas 10h30, e será presidida por monsenhor Mário Rui Oliveira, postulador da Causa de Beatificação e Canonização do Venerável Frei Bernardo de Vasconcelos e chanceler do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica, no Vaticano.
O vice-postulador da causa, Hugo Peixoto Henriques, considera que a novena representa «um momento particularmente importante para manter viva a memória de Frei Bernardo, reforçar a oração pela sua beatificação e celebrar, com gratidão, o caminho já percorrido nestes dez anos desde a sua declaração como Venerável».
Segundo o responsável, a iniciativa constitui também «uma oportunidade para todos se aproximarem da espiritualidade de Frei Bernardo, deixando-se tocar pelo seu exemplo de vida simples, profundamente unida a Cristo e marcada por uma grande confiança na vontade de Deus».
A organização convida os fiéis, devotos e toda a comunidade cristã a participar na novena e, de forma especial, na Eucaristia solene do dia 4 de julho, renovando a oração pela beatificação de Frei Bernardo de Vasconcelos e preservando a memória do seu testemunho cristão.