
A tradicional procissão em honra de Nossa Senhora da Orada, realizada este domingo no Santuário da Orada, na freguesia de Pinheiro, em Vieira do Minho, ficou marcada pela profunda fé dos participantes, pela ausência de pirotecnia e pelas elevadas temperaturas que se fizeram sentir durante toda a manhã.

Após a celebração da Eucaristia na capela do santuário, teve início a procissão, que percorreu as imediações do recinto religioso. O cortejo integrou a cruz processional, estandartes, escuteiros do Agrupamento 1251 do Corpo Nacional de Escutas de Santa Maria de Pinheiro, seis andores, o páleo de seis varas, autoridades civis e religiosas, mordomos da Comissão de Festas, músicos e maestros das bandas Sociedade Filarmónica de Vilar Chão e Filarmónica de Vieira do Minho, além de numerosos figurantes e devotos.

Apesar do calor intenso, devido ao início da cerimónia por volta das 12:00, muitos fiéis participaram na procissão, mantendo viva uma das mais importantes manifestações religiosas da freguesia.

Carlos Dobreira, ambientalista de Braga esteve presente na cerimónia e referiu que “a realização da celebração em período de elevadas temperaturas voltou a suscitar reflexões sobre a necessidade de adaptação dos horários das festividades religiosas às atuais condições climáticas. Entre os participantes, há quem defenda a realização destes eventos em horários mais amenos, privilegiando períodos matinais ou noturnos”, disse.


