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EducaçãoPolitécnicos do país contribuíram para a criação de 100 empresas

Politécnicos do país contribuíram para a criação de 100 empresas

O Poliempreende é a maior rede nacional de incentivo ao empreendedorismo no ensino superior politécnico em Portugal.

© Poliempreende

O contribuiu, ao longo das últimas duas décadas, para a apresentação de sensivelmente 1.700 projetos, para a criação de cerca de 100 empresas e 100 registos de propriedade industrial, envolvendo mais de 1.200 alunos. A 20.ª edição da iniciativa, já em marcha, tem coordenação Universidade da Madeira e iniciou-se com a passagem de testemunho do Politécnico do Cávado e Ave para a UMA.

Estimular o empreendedorismo, potenciando saídas profissionais, promover a mudança de atitudes dos atores académicos participantes, bem como a constituição de novas empresas de cariz inovador e de implantação regional, com potencial de crescimento, e fomentar a inovação e o registo de patentes são alguns dos objetivos primordiais do Poliempreende.

Constituído por todas as instituições politécnicas do país, escolas superiores não integradas (Enfermagem de Coimbra, Porto e Lisboa, Hotelaria e Turismo do Estoril e Escola Náutica Infante D Henrique) e escolas politécnicas das universidades de Aveiro, do Algarve e da Madeira, o Poliempreende destina-se a alunos, diplomados ou docentes das instituições referidas, ou outras pessoas, desde que integrem equipas constituídas por estudantes e/ou diplomados.

O processo inicia-se com a inscrição das ideias de negócio numa plataforma criada para o efeito, seguindo-se uma fase de capacitação com as oficinas E e E2, através das quais os promotores adquirem competências para desenvolver os seus planos de negócio. Os projetos serão posteriormente avaliados por um Júri Regional e os vencedores representarão a sua instituição no concurso nacional, agendado para o início de setembro.

Ao nível regional, o valor do prémio pode ir até 2.000 euros, enquanto o vencedor do concurso nacional pode ganhar até 20.000€. A partir de 2023, o 1.º lugar do Concurso Nacional passou a denominar-se Prémio Comendador Rui Nabeiro, em homenagem a um dos grandes impulsionadores do empreendedorismo e em particular desta iniciativa.

O vencedor do primeiro Prémio Comendador Rui Nabeiro foi o projeto Pit O’Gram, apresentado pelo aluno Francisco Henriques (Politécnico de Viseu), que consiste num programa e aparelhos de comunicação para utilização em centros de inspeção automóvel, procurando facilitar a comunicação entre inspetor e cliente, quando é necessária a avaliação da parte inferior do automóvel. O recurso permite ultrapassar as dificuldades da comunicação oral, substituída por pictogramas animados num monitor, sendo apenas necessário inputs em botões de teclado.

Em 2013, o Poliempreende foi reconhecido internacionalmente, ao receber o Prémio Europeu de Promoção Empresarial, na categoria de Investimento nas Competências Empreendedoras, considerando a metodologia única desenvolvida.

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