Início Site Página 451

Executivo propõe classificação da Calçada Portuguesa de Braga como Interesse Municipal

0
© CM Braga
© CM Braga

O Executivo vai propor a abertura de procedimento de classificação da Calçada Portuguesa de Braga como conjunto de interesse municipal.

A proposta será analisada e votada na Reunião de Câmara, que se realiza na segunda-feira, 12 de janeiro, às 09:30, no Forum Braga.

A Reunião terá um total de 70 pontos a serem votados.

Póvoa de Lanhoso vai instalar bancos inteligentes

0
© CM Póvoa de Lanhoso
© CM Póvoa de Lanhoso

No decorrer deste mês de janeiro, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso vai proceder à instalação dos primeiros bancos inteligentes em locais estratégicos da vila, no âmbito do projeto e-póvoa, que promove a modernização urbana através da tecnologia e da sustentabilidade.

Os primeiros três bancos serão instalados na Avenida da República, junto aos Paços do Concelho e à Paragem Central, e na Avenida 25 de Abril. Está prevista também, até final de março de 2026, a instalação do quarto banco na futura paragem verde e inteligente junto à Escola Básica António Lopes,  uma solução híbrida que conjugará tecnologia, conforto e sustentabilidade.

Estes equipamentos inovadores, alimentados por energia solar, permitem o carregamento de dispositivos móveis por USB e carregamento sem fios, disponibilizam Wi-Fi gratuito e incluem sensores ambientais que monitorizam em tempo real a qualidade do ar.

Com esta iniciativa, é possível aproximar a tecnologia da cidadania e oferecer aos/às munícipes um espaço público mais moderno, sustentável e acessível.

A instalação dos bancos inteligentes integra a estratégia de revitalização urbana e transformação digital da Póvoa de Lanhoso, posicionando o concelho como “referência nacional em soluções de smart city adaptadas às necessidades locais e ao quotidiano dos cidadãos e das cidadãs”.

Vila Verde: Vila de Prado vai festejar Santo Amaro

0
© Junta de Freguesia da vila de Prado
© Junta de Freguesia da vila de Prado

A vila de Prado, em Vila Verde, vai festejar Santo Amaro nos dias 9, 10, 11 e 15 de janeiro.

O ponto alto das festividades acontece no domingo, 11 de janeiro, com a realização de uma procissão, seguida de uma Missa na capela às 12:00. À tarde, a partir das 15:00, a animação estará a cargo do Rancho Folclórico da Casa do Povo da Vila de Prado.

No Dia de Santo Amaro, 15 de janeiro, haverá uma missa às 19:00.

Furtam caixa das esmolas na Igreja da Lapa em Braga

0
© CM Braga
© CM Braga

A caixa das esmolas que se encontrava na entrada da Igreja da Lapa, em Braga, foi furtada na noite desta quinta-feira.

De acordo com Carlos Teixeira, fotógrafo bracarense, a caixa foi posteriormente encontrada junto ao Palácio do Raio.

© Carlos Teixeira

UMinho inaugura exposição sobre Lu Xun, pai da literatura moderna da China

0
© UMinho
© UMinho

O espaço B-Lounge da Universidade do Minho (UMinho), no campus de Azurém, Guimarães, acolhe em janeiro uma exposição dedicada a Lu Xun (1831-1936), pai da literatura moderna da China. A mostra estará depois em junho no B-Lounge do campus de Gualtar, em Braga. De acesso livre, a iniciativa está a cargo do Instituto Confúcio da UMinho (ICUM), com a parceria do Museu Lu Xun de Pequim e dos Serviços de Documentação e Bibliotecas da UMinho.

A exibição intitula-se “Seeking new voices beyond new borders – Lu Xun and European science and culture” e apresenta três dezenas de painéis com documentos, imagens e materiais históricos. O acervo foca a ligação profunda de Lu Xun com o pensamento científico, literário e artístico do Ocidente e como contribuiu para a renovação intelectual e cultural do seu país, num percurso marcado pelo intercâmbio, pela reflexão e pela criação.

Lu Xun foi central no Movimento de Nova Cultura, no Movimento Quatro de Maio e na Liga de Escritores de Esquerda, sendo um símbolo da crítica, modernidade e consciência social. Através de contos, novelas, crónicas, ensaios e traduções, denunciou o atraso social, o autoritarismo e as tradições opressivas. Entre as suas obras estão “Diário de um louco”, “A verdadeira história de AQ”, “História concisa da ficção chinesa” ou as coletâneas “O Chamado” e “Errâncias”.

Estudou Medicina no Japão, absorvendo ideias científicas e filosóficas ocidentais, traduziu autores como Nietzsche, Gogol, Ibsen ou Byron e usou modelos literários europeus para questionar a tradição confucionista e para levar à modernização cultural da China e à reforma linguística (foi dos primeiros a usar vernáculo em vez de chinês clássico). No entanto, nunca abdicou de uma perspetiva crítica face ao colonialismo e ao eurocentrismo.

Quatro especialistas do Museu Lu Xun de Pequim estiveram igualmente há dias na UMinho, promovendo junto dos alunos do Departamento de Estudos Asiáticos uma conferência sobre Lu Xun, a descrição dos artefactos e manuscritos expostos e uma oficina de xilogravura alusiva ao Ano Novo Chinês. A sessão no espaço da Biblioteca Fernão Mendes Pinto contou com o curador de investigação daquele Museu, Ge Tao, e a diretora do ICUM, Zhang Yan, entre outros.

Bilhetes para final da Taça da Liga estão esgotados

0
© SC Braga / Vitória Sport Clube
© SC Braga / Vitória Sport Clube

Estão esgotados os bilhetes para a final da Taça da Liga entre SC Braga e Vitória SC, que se disputa este sábado, às 20:00.

O Estádio Municipal de Leiria terá casa cheia para uma final inédita entre dois emblemas históricos, que se enfrentam para decidir um título nacional pela primeira vez.

Suspeito de ameaçar ex-companheira em Braga tinha armas e munições em casa

0
© GNR
© GNR

A GNR deteve, esta quinta-feira, um homem de 56 anos por violência doméstica, no concelho de Braga.

No âmbito de uma investigação por violência doméstica, a decorrer desde outubro do ano passado, a Guarda apurou que o suspeito exercia ameaças contra a ex-companheira de 49 anos.

No seguimento das diligências policiais, os militares da Guarda deram cumprimento a um mandado de detenção e a um mandado de busca domiciliária, que resultaram na detenção do suspeito e na apreensão de sete espingardas, uma pistola e 323 munições de diversos calibres.

As armas e as munições apreendidas foram entregues no Núcleo de Armas e Explosivos da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Braga.

Ao detido, após ser presente no Tribunal Judicial de Braga, foi-lhe aplicada a medida de coação de proibição de contacto com a vítima por qualquer forma e proibição de aproximação da vitima num raio de 500 metros.

Catarina Martins visita Barcelos a 15 de janeiro

0
© Bloco de Esquerda
© Bloco de Esquerda

Catarina Martins, candidata à Presidência da República, estará em Barcelos no próximo dia 15 de janeiro.

A visita terá início às 09:30 junto ao Largo da Porta Nova.

Braga acolhe Encontro de Grupo de Reis e Concerto de Ano Novo

0
© CM Braga
© CM Braga

No domingo, 11 de janeiro, com início às 15:00, no Forum Braga, realiza-se a 38.ª edição do Encontro de Grupo de Reis, uma tradição que atravessa gerações e volta a reunir a comunidade em torno dos cantares de Janeiras e Boas Festas.

A iniciativa preserva e valoriza costumes que fazem parte da identidade local, evocando harmonia, partilha e o espírito do Ano Novo, sempre acompanhados por instrumentos e sonoridades tradicionais.

Participam nesta edição a Associação Cultural e Festiva “Os Sinos da Sé”; Grupo Coral do Seminário de Fraião; Grupo Cénico Cultural e Beneficente de Arentim; Grupo de Cantares da MAXISECI; Grupo Folclórico de S. Martinho de Tibães; Coro da Igreja de São José de São Lázaro; Rancho Folclórico Santa Cecília de Vilaça; Grupo Coral e Instrumental do Carmo; Grupo Folclórico Infantil e Juvenil do Carreiro; e Orfeão de Merelim.

No sábado, dia 10 de dezembro, pelas 21:30, também no Forum Braga, o início do ano ganha um brilho especial com a Orquestra do Distrito de Braga em palco para um concerto, intitulado “Happy New Year at the Opera”, dedicado aos grandes momentos da ópera.

Entre aberturas, árias e duetos de Puccini e Verdi, a música conduz a uma viagem emocionante, interpretada por solistas de excelência e acompanhada por uma orquestra em grande forma.

As CCDR: de Administração Intermédia a Verdadeira Governação Regional

0
© Bruno Miguel Machado
© Bruno Miguel Machado

As eleições para as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) voltam a colocar na agenda pública uma discussão que tem sido, demasiadas vezes, superficial: qual é a verdadeiramente a função das CCDRs no modelo de organização do Estado e o que podem — e devem — ser no futuro do país?

O debate tem-se concentrado em excesso na gestão de fundos comunitários ou na sua natureza administrativa. No entanto, essa leitura é hoje manifestamente insuficiente. As CCDR detêm um conjunto de competências que as posiciona muito para além de simples organismos desconcentrados. São estruturas com responsabilidades efectivas em matéria de estratégia de desenvolvimento regional, planeamento territorial, integração de políticas públicas e coordenação institucional.

Vejamos: compete às CCDR definir e executar estratégias de desenvolvimento regional que integrem dimensões económicas, sociais, territoriais e ambientais. São, por isso, actores centrais na arquitectura de governação do território. São elas que articulam políticas públicas tão diversas como ambiente, economia, ordenamento do território, cidades, cultura, educação, agricultura e conservação da natureza, assegurando coerência entre decisões sectoriais que, de outro modo, permaneceriam fragmentadas. Coordenam ainda programas de coesão europeia, promovem competitividade económica, apoiam tecnicamente os municípios e funcionam como ponto de articulação entre autarquias, universidades, centros tecnológicos, empresas e Administração Central.

Em vários domínios, as CCDR assumem mesmo funções de balcão único para licenciamento e emissão de pareceres, acompanhando e avaliando políticas públicas de impacto regional e promovendo cooperação intermunicipal, transfronteiriça e internacional. Mais recentemente, viram ainda reforçadas as suas atribuições no planeamento regional da educação e da formação profissional, consolidando o seu papel estratégico.

Em resumo, as CCDR já exercem, na prática, tarefas centrais de governação regional. O problema não reside na ausência de instrumentos. Reside, isso sim, na ausência de legitimidade política e democrática que lhes permita exercer essas competências com autoridade estratégica, visão de longo prazo e responsabilidade directa perante os cidadãos.

É neste ponto que o debate se deve recentrar. Não se trata de uma discussão ideológica sobre “regionalizar ou não regionalizar”. Trata-se de reconhecer que Portugal possui hoje estruturas regionais operacionais, com massa crítica, conhecimento do território e capacidade de coordenação. O que falta é um mandato político claro para transformar essa capacidade em verdadeira liderança estratégica.

Tomemos o exemplo do Norte: uma região com forte base industrial, peso exportador, ecossistemas de inovação consolidados e universidades de excelência. Este território já funciona como uma unidade económica integrada. Porém, continua sem uma instância regional dotada de legitimidade política suficiente para alinhar, de forma consistente, políticas de desenvolvimento económico, habitação, mobilidade, qualificação de recursos humanos, energia e coesão territorial.

Uma CCDR com mandato político reforçado poderia desempenhar esse papel sem substituir o Governo central, mas complementando-o: assegurando coerência entre políticas, protegendo áreas produtivas, promovendo atracção e retenção de talento, orientando o planeamento urbano e territorial e projectando internacionalmente a marca económica da região.

O país não precisa de mais organismos. Precisa, sim, de melhor governação territorial. E isso passa, inevitavelmente, por reconhecer que às CCDR já não falta competência técnica nem escala institucional — falta-lhes, sobretudo, legitimidade política.

A próxima fase da modernização do Estado português terá de enfrentar esta realidade com maturidade. Enquanto continuarmos a tratar as CCDR como estruturas intermédias sem verdadeiro poder político, continuaremos a desperdiçar um dos instrumentos mais promissores para o desenvolvimento equilibrado, competitivo e sustentável do país.

Portugal não precisa de mais centralização. Precisa de regiões capazes de pensar, decidir e agir com responsabilidade. E esse caminho começa por conferir às CCDR o estatuto político que as suas próprias funções já justificam.

A regionalização formal continua a suscitar debate. Ainda assim, há uma evidência difícil de ignorar: o Norte já funciona como uma região económica integrada. O que lhe falta não é identidade nem escala. Falta-lhe uma governação capaz de acompanhar essa maturidade. A mudança de ciclo que agora se aproxima deve ser lida como uma oportunidade. Se souber assumir plenamente as suas competências, a CCDR-Norte pode afirmar-se como o núcleo de coordenação de uma região industrial moderna e competitiva.

O Norte não precisa de mais tutela; precisa, sim, de liderança regional.