
A Câmara Municipal de Vizela manifestou-se contra a interdição de banhos no Rio Vizela, decretada pela autoridade de saúde, e afirmou que irá exigir esclarecimentos e responsabilidades às entidades competentes, defendendo que se verificaram melhorias significativas na qualidade da água nos últimos anos.
Em comunicado, a autarquia refere que o processo de despoluição do rio tem registado “notórias melhorias”, sublinhando que a água apresenta atualmente uma coloração transparente, ao contrário do que sucedia no passado, resultado de intervenções e diligências municipais.
A Câmara de Vizela acrescenta, contudo, que a interdição resulta de uma decisão da Autoridade de Saúde Pública, na sequência de uma alteração de metodologia, que determinou a água como imprópria para banhos e obrigou à colocação de sinalização de interdição no local.
O município sublinha que esta decisão é alheia à autarquia e lembra que, anteriormente, realizava análises regulares à qualidade da água, colocando avisos sempre que os resultados não aconselhavam a prática balnear, sinalética que, segundo refere, era frequentemente removida ou vandalizada.
A autarquia clarifica ainda que a zona de lazer da Marginal Ribeirinha, incluindo os repuxos de água, permanece operacional e segura, por ser alimentada através da rede pública de abastecimento.
A decisão de interdição levou ao cancelamento do Triatlo Jovem e de atividades de rio previstas no programa das Férias Desportivas, situação que a Câmara Municipal considera prejudicial para o concelho.
Perante a medida, o município anunciou que irá avançar com diligências junto de várias entidades, incluindo a Agência Portuguesa do Ambiente e a empresa Águas do Norte, propondo a realização de análises independentes à água a montante e a jusante da Estação de Tratamento de Águas Residuais de Serzedo.
A autarquia pretende ainda que sejam revistas as condições de descarga na bacia do rio e admite solicitar a intervenção do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) para fiscalização das descargas associadas à estação de tratamento.
Em paralelo, a Câmara de Vizela anunciou que irá pedir uma reunião com caráter de urgência à ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, para expor a situação e exigir uma resposta institucional.
O município reafirma que a despoluição do rio “é essencial para o desenvolvimento turístico e para a valorização da Marginal Ribeirinha”, defendendo “uma resolução célere do problema e a reposição das condições para utilização balnear”.


