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Braga vai unir-se nas manifestações contra a morte de Bruno Candé

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Bruno Candé

A cidade de Braga vai unir-se às manifestações convocadas em várias cidades do país que vão reclamar justiça para com Bruno Candé, ator que foi assassinado no passado sábado.

Organizada pelo Núcleo Antifascista de Braga e a Frente Unitária Antifascista, a manifestação vai realizar-se no próximo sábado, 1 de agosto, às 16h00, na Avenida Central.

“Até quando é que os crimes racistas vão continuar impunes? Até quando é que vão continuar a ser ignorados e disfarçados de crime comum? Até quando se vai continuar a fingir que Portugal não é um país racista? Para resolver os problemas da nossa sociedade, há que primeiro identificar a causa e dar-lhe um nome. O nome neste caso é racismo. Se acreditas num mundo onde todos os seres humanos sejam reconhecidos plenamente da mesma forma, que todos sejamos olhados com os mesmos olhos, que todos tenhamos os mesmos direitos, e se acreditas que justiça ainda não é um termo ultrapassado, então comparece”, referem os promotores desta ação, que vão decorrer nas cidades de Braga, Porto, Lisboa, Guimarães, Coimbra, Évora e Viseu.

Bruno Candé, ator de 39 anos, foi atingido com quatro tiros à queima-roupa, em Moscavide. A família da vítima afirmou que o homem que o baleou já o tinha ameaçado de morte e proferido “vários insultos racistas”.

35º Festival de Folclore do Vale d’Este adiado para 2021

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Grupo Folclórico de Santa Maria de Aveleda

O 35º Festival de Folclore do Vale d’Este, que desde 1986 tem sido realizado ininterruptamente, tornando-se o principal acontecimento cultural da freguesia de Aveleda, foi adiado para 6 e 7 de agosto de 2021.

Organizado pelo Grupo Folclórico de Santa Maria de Aveleda, esta decisão prende-se com a atual situação pandémica da Covid-19 que o mundo vive. “Esperamos que todos tenhamos atitudes socialmente responsáveis, para que o nosso movimento e todo o associativismo possa estar novamente juntos em 2021, com a vida e fulgor que nos caracteriza”, referiu o grupo.

JP Braga defende alargamento do horário dos estabelecimentos comerciais

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A Juventude Popular de Braga, em consonância com a posição adotada pela Associação Comercial de Braga, veio a público repudiar a decisão do Governo, no que diz respeito ao alargamento do horário de funcionamento dos estabelecimentos de restauração e similares, um dia depois da sua aprovação.

Para Renata Faria, “este retrocesso demonstra uma clara desorientação e desnorte por parte do Governo, criando falsas expectativas junto dos empresários”.

Para a líder da JP Braga, “é urgente operacionalizar medidas de apoio à economia, de forma a conter o aumento significativo do encerramento de empresas e, consequente, a perda de postos de trabalho. O alargamento do horário de funcionamento dos estabelecimentos de restauração é algo positivo, na medida em que assume um papel importante para a economia local, permitindo um maior período de faturação. Esta medida, em época alta, poderá representar um acréscimo na faturação das empresas de, sensivelmente, 20%”, afirma.

Segundo Renata Faria, “a ampliação da janela temporal de funcionamento destes estabelecimentos, cumprindo as normas de higiene e segurança, é crucial para o combate à concentração e aglomeração de pessoas, que colocam em causa a saúde pública”.

Por sua vez, Rui Marques, diretor geral da Associação Comercial de Braga, demonstrou preocupação com o impacto da pandemia na sustentabilidade das empresas. “É urgente que se operacionalize o rápido pagamento do anunciado incentivo à normalização da atividade económica, de forma a injetar alguma liquidez na tesouraria das empresas e ajudá-las a ultrapassar este período difícil, bem como a rápida definição da medida sucessora de lay-off simplificado. O atual regime cessa no final do mês presente e, infelizmente, ainda existem milhares de empresas que necessitam deste apoio para postos de trabalho”. disse.

Apesar de já se verificarem alguns casos de encerramento de empresas, Rui Marques considera que “se não forem disponibilizadas rapidamente estas e outras medidas de mitigação dos efeitos negativos da pandemia, para o final do ano o cenário poderá ser muito mais negro”.

Após a reunião com a Associação Comercial de Braga, Renata Faria apelou que “para que todos os bracarenses privilegiem o comércio local e contribuam para o estímulo do mesmo, uma vez que, este é talvez o momento em que os estabelecimentos comerciais da cidade mais precisem do apoio de todos os bracarenses de forma a garantirem a sua sobrevivência e de todos os postos de trabalho adjacentes”.

Piscina Municipal das Parretas abre ao público a 1 de agosto

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Piscina Municipal das Parretas. Foto: Município de Braga

A Piscina Municipal das Parretas abre ao público no dia 1 de agosto, informou o Município de Braga. O equipamento, que estará aberto até 31 de agosto, vai funcionar no seguinte horário:

  • Segunda a sexta-feira: 15h00 às 19h30;
  • Sábado e domingo: 10h00 às 19h30.

A piscina está localizada na Rua Dr. Sérgio da Silva Pinto, na freguesia de Real.

Curso de Viola Braguesa chega a Ferreiros e Gondizalves

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Foto: Braga TV

Dando continuidade à promoção da cultura e património de Braga, a União de Freguesias de Ferreiros e Gondizalves deu início ao Curso de Iniciação à Viola Braguesa. A sessão de abertura para o ensino deste instrumento icónico de Braga, decorreu esta terça-feira no Auditório da Junta de Ferreiros, e encontra-se com inscrições abertas.

João Costa, presidente da União de Ferreiros e Gondizalves, disse que a Autarquia local, ao tomar conhecimento que o Município de Braga iria promover o ensino gratuito da Viola Braguesa nas Juntas de Freguesia do concelho, quis logo associar-se a esta iniciaiva. “Desde a primeira hora que a União de Freguesias quis ser parceira deste grande projeto da Câmara Municipal de Braga e, nesse sentido, apenas um simples telefonema resolveu este momento onde estamos aqui reunidos. Quero agradecer a presença do público e desejo que os formandos saiam daqui quase mestres”, referiu o autarca.

Para Miguel Bandeira, vereador da Câmara Municipal de Braga, “a viola braguesa é um dos instrumentos que não tem nenhum equívoco quanto à sua origem. É uma viola de Braga e hoje começa a ser uma viola do mundo, onde já se produz com qualidade em quase todo o país. Também existem um conjunto de violas que estão associadas a este longo saber, que é transmitido de gerações em gerações, não só de violeiros, de músicos, mas também de pais para filhos, de avós para netos e que é de alguma maneira a razão de ser e o fundamento que nos faz sentir muito felizes por estarmos aqui”.

Por sua vez, Abílio Vilaça, presidente da Adere-Minho, salientou que a Viola Braguesa tem uma particularidade, que é a “alma dos bracarenses e dos minhotos”. “A Viola Braguesa é de todos nós, é a nossa alma, a alma dos minhotos e dos bracarenses. Ela dá-nos uma força tremenda porque nos leva para outra capacidade, porque fomos nós a certificar o primeiro cordofone em todo o mundo com certificado de origem e garantia. Desde 2017 que a Câmara Municipal de Braga, em boa hora, na pessoa de Miguel Bandeira, abraçou e conduziu este processo complexo, mas que chegou a bom termo e que nos leva a ter esta capacidade”, frisou Abílio Vilaça.

Promovido pelo Município de Braga e pela Adere-Minho, estas formações gratuitas visam despertar o interesse da comunidade por este instrumento ímpar bracarense. As inscrições continuam abertas para Ferreiros e Gondizalves, onde as aulas irão decorrer nas duas Juntas desta União.

Para mais informações, contacte a União de Freguesias através do telefone 253 215 817 / 253 693 621 ou por e-mail [email protected].

Na sessão de abertura, que decorreu esta terça-feira, estiveram presentes João Costa, presidente da União de Ferreiros e Gondizales, Miguel Bandeira, vereador da Câmara Municipal de Braga, Abílio Vilaça, presidente da Adere-Minho, Luís Capela, professor de música e monitor, Luís Dias, da Associação Corda da Música, Gabriela da Silva, secretária da União de Freguesias, Raúl Gomes, tesoureiro, e Carolina Teixeira, administrativa desta União.

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Carlos Carvalhal apresentado oficialmente como treinador do SC Braga

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Carlos Carvalhal. Foto: SC Braga

Carlos Carvalhal foi esta quarta-feira apresentado oficialmente como treinador do SC Braga. O técnico assinou um contrato válido para as próximas duas épocas.

O novo técnico admitiu que a decisão de treinar o clube “foi fácil de tomar”. “Não gosto de trabalhos incompletos. Sinto que tenho trabalho para fazer aqui, por toda a minha história neste clube. Foi uma decisão muito fácil de tomar”, disse Carlos Carvalhal.

“O meu ADN é SC Braga”, referiu o treinador. “Quando entro num clube, costumo dizer que vou vestir a pele desse clube. Desta vez é mais simples. Não vou vestir nada, porque esta é a minha pele”, declarou.

Carlos Carvalhal prosseguiu, afirmando que “o objetivo é formatar o plantel rapidamente para a ideia de jogo”. “Queremos um plantel competitivo onde todos se sintam úteis, sabendo que tem sempre que dar o máximo para poder jogar. Estamos muito conscientes daquilo que queremos, que é ganhar praticando um futebol positivo. As minhas decisões têm sido tomadas por base na minha convicção. Só treino onde me querem e onde me sinto desejado. Foi o que aconteceu aqui. Senti um desejo muito grande por parte do SC Braga e isso foi fundamental. Acredito que vamos conseguir grandes coisas juntos”, concluiu.

Covid-19: Mais 3 mortos, 203 novas infeções e 249 recuperados no país

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Portugal contabiliza esta quarta-feira 1.725 mortos por Covid-19, 50.613 casos confirmados e 35.875 recuperados, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde. Em 24 horas morreram 3 pessoas, registaram-se 203 novos casos e 249 recuperações.

Lisboa e Vale do Tejo continua a apresentar o maior número de casos, com 146 das 203 novas infeções. Há 36 novos casos no Norte, 7 no Centro, 9 no Alentejo e 5 no Algarve. Atualmente há 13.013 casos ativos em Portugal.

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No momento há 1.600 pessoas a aguardar pelo resultado laboratorial e 35.339 encontram-se em vigilância pelas Autoridades de Saúde.

Em todo o país há 403 doentes internados, mais 1 do que ontem, e 43 em unidades de cuidados intensivos, mais 2 nas últimas 24 horas.

Universidade do Minho utiliza estímulos acústicos para ajudar doentes com Parkinson

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A Escola de Engenharia da Universidade do Minho (EEUM) quer retardar efeitos da doença de Parkinson através de estímulos acústicos e monitorização recorrendo a um leitor de mp3 e a um simples smartwatch no pulso. O objetivo é auxiliar nos processos diários da reabilitação cognitiva e motora daqueles pacientes e no seu acompanhamento por cuidadores e médicos.

O projeto científico, designado “TECA-PARK – Tecnologias de capacitação acústica para a assistência, monitorização e reabilitação de pacientes com doença de Parkinson”, tem a parceria das universidades Politécnica de Madrid e de Oviedo, em Espanha, e o apoio do Hospital Senhora da Oliveira e Lar de Santa Estefânia, ambos em Guimarães. É financiado pelo Centro Internacional sobre o Envelhecimento, ligado ao programa transfronteiriço INTERREG e ao Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. A investigação em Portugal é coordenada por Pedro Arezes e Nélson Costa, do Centro Algoritmi da UMinho.

O som é dos principais meios para estimular o ser humano e, nas doenças neuro-degenerativas, a musicoterapia ajuda no estado de espírito e a desbloquear movimentos. O “TECA-PARK” inova ao recorrer a objetos de uso frequente no quotidiano do paciente. Entrega-lhe um kit de estimulação (leitor de mp3 com auriculares, para ouvir duas vezes ao dia uma estimulação de dez minutos) e ainda um kit de monitorização (relógio inteligente, telemóvel ou tablet, para realizar exercícios bissemanais). Esses suportes recolhem a informação gerada e enviam-na para servidores, onde algoritmos de inteligência artificial relacionam os dados com a evolução dos sintomas do paciente e eventuais melhorias fruto desses estímulos acústicos. Na UMinho criou-se ainda uma ferramenta de monitorização do movimento, decisiva para perceber o efeito dos medicamentos na autonomia dos doentes; isto é, traz mais dados para a sua avaliação clínica.

Experiências na Península Ibérica e nos EUA

Na primeira fase do projeto, as tecnologias desenvolvidas foram integradas numa plataforma em nuvem que utiliza técnicas de reconhecimento de padrões e big data. O suporte foi validado com as associações Parkinson Madrid, Jovellanos, Aparkam e com o laboratório AgeLab do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA. No primeiro trimestre deste ano decorreram sessões semanais com pacientes voluntários do hospital e lar de Guimarães, orientadas por Nelson Costa. Mas a pandemia suspendeu os trabalhos e as sessões foram escassas para saber se o estimulo acústico produz efeitos retardadores da evolução da patologia. No entanto, os resultados prévios confirmaram que a ferramenta é útil para acompanhar a evolução da doença, diz aquele investigador do Grupo de Ergonomia & Fatores Humanos do Centro Algoritmi e professor do Departamento de Produção e Sistemas da EEUM.

O responsável acredita que a disponibilidade de informações precisas para os serviços clínicos e de reabilitação poderá melhorar os tempos de resposta na adaptação de protocolos de tratamento farmacológico e de reabilitação, contribuindo para o cuidado e assistência a doentes de Parkinson. Os cientistas querem continuar a melhorar a vida dos doentes de Parkinson através de tecnologias inclusivas, não invasivas e de baixo custo, que favoreçam a estimulação, monitorização e acompanhamento do paciente, facilitando em simultâneo a sua interação com o cuidador e o clínico assistente.

“Iremos prosseguir o projeto logo que possível e estamos a preparar novas candidaturas a financiamento”, explica. O estudo junta engenheiros, neurologistas, neurocientistas e técnicos de reabilitação e assistência. A região transfronteiriça, na qual se insere o “TECA-PARK”, tem uma população tendencialmente envelhecida, dispersa em territórios rurais e com acessibilidade assistencial limitada a nível neuro-degenerativo, um tipo de patologia em que a tecnologia poderá ter um impacto muito positivo nos pacientes.

Braga destacada pela OCDE como um exemplo na resposta à pandemia da Covid-19

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CM Braga

Braga foi uma das cidades destacadas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) no que diz respeito às políticas públicas de resposta à Covid-19.

Foram vários os exemplos de medidas tomadas por Braga que a OCDE destacou, num relatório elaborado sobre o tema, como boas práticas no combate à crise da Covid-19, tanto no início como numa fase mais avançada da pandemia.

Entre outros aspetos, foi elogiada as isenções aplicadas às taxas de ocupação de espaço, as isenções e reduções concedidas pela AGERE, a criação de linha de telefone pública para atender os idosos em isolamento ou em situação mais vulnerável, a disponibilização de alojamento para pessoas afetadas pela Covid-19, o pagamento dos testes a utentes e profissionais dos lares ou a desinfeção de locais de maior risco com recurso aos Bombeiros Sapadores de Braga.

A somar a isto, foi ainda destacada a importância da actuação da InvestBraga, através de consultoria gratuita e webinars, no apoio às pequenas empresas no sentido de desenvolverem aptidões digitais, como o recurso ao e-commerce, trabalho remoto e videoconferências.

No relatório publicado a OCDE enfatizou o esforço que as cidades efetuaram e o papel determinante que continuam a ter no contexto desta pandemia, agindo como veículos de implementação de medidas nacionais e liderando respostas inovadoras, recorrendo a tecnologia e outros recursos próprios ou da comunidade e construindo uma proximidade única com os cidadãos.

Por fim, a OCDE refere no seu relatório que existe uma oportunidade se tomar decisões “ousadas e corajosas” que contribuam para a construção, a longo prazo, de cidades mais inclusivas, verdes e inteligentes.

Para além de Braga, também as cidades portuguesas de Porto, Lisboa, Viana do Castelo, Vila Nova de Famalicão e Sintra são referidas no relatório.

O relatório pode ser consultado aqui.

CDS Braga quer retoma da linha de circulação do comboio Celta

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CP

A circulação do comboio Celta, que faz a ligação entre Porto e Vigo, encontra-se suspensa desde o dia 17 de março, altura em que foram encerradas as fronteiras devido à pandemia da Covid-19. A retoma desta valência aguarda ainda decisão da CP e da Renfe, cujas propostas apresentadas estão em fase de apreciação.

Apesar de as fronteiras terrestres entre Portugal e Espanha terem sido abertas a 1 de julho, a circulação do comboio Celta ainda não foi reativado.

“É dissonante que as fronteiras terrestres abram e a ligação de comboio continue encerrada. Estamos perante um contrassenso. Qual é a diferença entre uma fronteira terrestre e a linha de ligação ferroviária? Já há circulação de portugueses e espanhóis no território ibérico. Logo, não há nenhuma justificação plausível para que a respetiva ligação ferroviária não seja retomada”, contesta Altino Bessa, presidente da Concelhia do CDS.

O centrista considera elementar a ligação entre os dois territórios através de todos os meios de transporte existentes. “Acredito que qualquer tipo de infraestrutura ou transporte será importante para o desenvolvimento desta região. Nesta medida, urge que haja sensibilidade às necessidades da região transfronteiriça, encarando como necessária a retoma desta conexão ferroviária. Bem sabemos que devem ser tomadas todas as precauções no sentido de prevenir novos surtos. Todavia, estando já as ligações terrestre e aérea abertas, não há justificação para manterem encerrada a linha do comboio Celta. O setor turístico no Minho e na Galiza vive dias muito complicados. Com a não retoma desta ligação o resultado é uma maior asfixia do turismo”, ressalvou.

Para Altino Bessa, “muitos residentes na Galiza viajam até Braga ou Porto a título turístico, principalmente nos meses de verão. A linha ferroviária é, muitas vezes, a única opção para tantos destes viajantes. Aliás, alguns deles, podendo usufruir da linha ferroviária, evitariam o uso de viatura privada para se deslocarem entre Portugal e Espanha ou vice-versa. Grosso modo, para além de ser uma necessidade que facilita a mobilidade entre regiões também é um meio de promover e fomentar o setor turístico. Apesar da conjuntura ter mudado e de o nosso quotidiano estar repleto de cuidados, a atividade económica não pode estagnar”.

“Com a devida cautela, urge que a circulação comece a acontecer de forma regular e através de todos os meios existentes. Parece-me totalmente descabido que se abram fronteiras terrestres e se mantenham encerradas as linhas ferroviárias. A análise das propostas apresentadas por ambas as operadoras (CP e Renfe) tem que ser célere. Esta espera é nefasta para alguns setores. Fica o ensejo de que o bom senso impere na tomada de decisão”, concluiu.