
A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou 2344 furtos em residências até 31 de maio de 2026, um número que mantém o fenómeno criminal sob atenção, apesar de se verificar uma ligeira tendência de diminuição nos últimos anos.
Os dados divulgados pela força de segurança indicam que foram contabilizados 6 469 furtos em 2024 e 6 275 em 2025, evidenciando uma evolução ligeiramente descendente, ainda que a criminalidade associada a residências continue a ser uma preocupação relevante.
No mesmo período, a GNR procedeu à detenção de 54 pessoas em 2026, comparativamente com 129 em 2024 e 132 em 2025, no âmbito de investigações relacionadas com este tipo de crime.
De acordo com a autoridade, os distritos com maior incidência de ocorrências em 2026 (até maio) são Faro, Porto, Lisboa, Setúbal e Leiria, embora os casos estejam distribuídos por todo o território nacional.
Com a aproximação do verão e das férias, período em que muitas habitações permanecem desocupadas, a GNR está a reforçar o policiamento de proximidade e a sensibilização da população para a adoção de medidas de prevenção.
A força de segurança alerta que os autores deste tipo de crimes procuram habitualmente habitações aparentemente vazias, observando rotinas, sinais de ausência ou informação partilhada nas redes sociais. Portas, janelas, varandas e garagens são apontadas como os acessos mais vulneráveis.
Entre os conselhos deixados pela GNR estão o reforço do fecho e segurança das habitações, a simulação de presença através de iluminação temporizada, a recolha de correspondência por vizinhos ou familiares, a não divulgação de ausências nas redes sociais e a instalação de sistemas de alarme sempre que possível.
A autoridade sublinha ainda a importância da colaboração dos cidadãos na denúncia de comportamentos suspeitos e recomenda o contacto com o posto territorial da GNR da área de residência para esclarecimentos adicionais. Em caso de emergência, deve ser utilizado o número europeu 112.


