Integrado na estratégia de promoção do concelho, o Município de Esposende vai marcar presença na 23.ª edição do Xantar – Salão Internacional de Turismo Gastronómico, que decorrerá entre os dias 9 e 13 de novembro, em Ourense, Galiza, Espanha.
Reconhecido como uma referência ao nível dos certames de gastronomia, para a Autarquia, “este evento constitui mais uma excelente oportunidade para reforçar a visibilidade de Esposende como destino turístico, procurando conquistar novos visitantes, sobretudo na época baixa, de modo a atenuar o impacto da sazonalidade. O Xantar – Salão Internacional de Turismo Gastronómico afigura-se, pois, como o cenário ideal para posicionar Destinos Enoturísticos – Gastronómicos de Excelência, ligando distintos territórios da Península Ibérica”.
Nesta edição, dedicada à gastronomia dos Caminhos para Santiago de Compostela, o Município de Esposende vai apostar na promoção da sua gastronomia e produtos endógenos, com particular incidência no projeto ESLOCAL, aproveitando para fazer a divulgação do “Caminho Português da Costa”, bem como da riqueza natural e cultural que o concelho encerra.
Ao longo dos cinco dias do evento, decorrerão ações de animação e degustação de produtos locais do concelho, nomeadamente dos vinhos, cerveja artesanal, queijos e doçaria. Simultaneamente, a mascote “Pedrinhas” promoverá, de forma itinerante pelo recinto do certame, a divulgação do destino Esposende, que terá especial destaque no sábado, 12 de novembro, dia dedicado ao concelho.
A AGERE, empresa municipal de Águas, Efluentes e Resíduos de Braga, foi eleita a empresa municipal portuguesa com melhor resultado económico pelo quinto ano consecutivo.
A 18.º edição do Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2021, apresentada esta segunda-feira, englobou 144 entidades empresariais analisadas em 2021.
Para a AGERE, “este resultado resulta de uma estratégia acertada que foi definida e desenvolvida pela empresa desde 2013, com otimização e utilização eficiente dos meios ao seu dispor, reduções de preços de compra, redução dos custos de financiamento, mas mais importante por reajustamentos/readaptações de processos e procedimentos internos, onde o papel de todos os trabalhadores tem uma preponderância acrescida e garantiu a eficácia, colocando a empresa num patamar de excelência, não descurando, contudo, a lógica de partilha destes mesmos resultados com os bracarenses”, reforçando que “esta partilha resulta de um dos tarifários mais baixos do país e de investimentos que impactam na vida dos bracarenses”.
“Por um lado, a AGERE realizou ao longos dos últimos oito anos inúmeros investimentos, com o objetivo de melhorar a qualidade dos seus serviços em todas as áreas de atuação da empresa e assim garantir a excelência na qualidade da água que distribuí, o tratamento e manutenção das redes de águas residuais, a recolha eficaz de resíduos, a limpeza urbana, e os melhores cuidados com os animais que acolhe, num total de 45 milhões de euros no referido período”, acrescenta a empresa municipal.
Todos estes investimentos têm sido realizados “sem qualquer repercussão no tarifário da empresa, e assim continuará a ser nos os próximos anos, mesmo considerando mais investimentos de grande relevância, como o de 30 milhões de euros na construção da nova ETAR do Este ou o de 4 milhões para implementação da recolha seletiva de resíduos orgânicos, ambos a realizar até ao final de 2023”.
Braga é capital de distrito com a fatura dos serviços de água, saneamento e resíduos mais barata de Portugal continental, tendo como base o consumo médio de 15 m3/mês (180 m3 anuais). Um estudo da DECO divulgado a 12 de janeiro revelou, ainda, que em todas as áreas analisadas Braga encontra-se abaixo da média nacional, ressaltando o facto que a nível do serviço de resíduos, para além de ser o mais barato e de a média nacional ser 105,91% mais alta, apresenta uma diferença a favor dos bracarenses de 21,62% para a segunda capital de distrito.
“Em termos históricos, importa referir que com este executivo, foi aprovado o alargamento da tarifa familiar da água a todos os agregados com quatro ou mais pessoas, medida que representou uma redução de 40 por cento no valor final da parcela da água. Para além da tarifa familiar, também a tarifa social sofreu alterações com o alargamento da base dos bracarenses que podem aceder a esta tarifa. A somar a estas alterações, houve ainda a redução de 12,5% para IPSS’s, e as Juntas de Freguesia passaram também a beneficiar de uma redução de 20% em fatura nos custos da AGERE”, sustenta ainda.
As associações desportivas, com a reformulação dos escalões, tiveram uma redução do tarifário do serviço de água de cerca de 7%, em termos médios.
“Para 2017 estava guardada, pela primeira vez na história da empresa, uma redução tarifária de 2,5%, medida que se repetiu em 2018. E ainda no ano de 2020 mais de 77 mil consumidores da AGERE viram a sua conta de resíduos urbanos baixar. Resultado dos ganhos de eficiência dos últimos anos, a empresa municipal procurou sempre reduzir a diferença entre os preços reais do custo destes serviços e os valores que são cobrados aos consumidores, através da manutenção das tarifas e preços dos serviços de água, saneamento e resíduos no concelho, para todos os utilizadores, domésticos e não domésticos. Esta medida traduz-se numa consolidação da evolução do referido tarifário, refletindo um ganho real nas faturas de todos os bracarenses”, dá ainda nota a empresa municipal.
Por último, a AGERE lembra que “ao nível interno, foi ainda possível viver um momento histórico para a empresa, com o acordo de empresa celebrado entre a AGERE e os dois Sindicatos representativos dos trabalhadores SINTAP e STAL, que definiu entre outras medidas, o novo quadro de direitos e deveres e que passou a reger os mais de 530 trabalhadores da empresa, permitiu reduzir o período normal de trabalho para as 35 horas, um ordenado base fixado acima do mínimo nacional, e estabelecimento de um mecanismo de participação nos resultados da empresa (todos os trabalhadores com avaliação positiva passaram a receber um prémio sempre que empresa atinja um patamar mínimo de resultados líquidos). Por outro lado, foi possível, fazer as atualizações “tão almejadas pelos colaboradores”, ao nível das tabelas remuneratórias, bloqueadas há mais de uma década. Este acordo teve um impacto de mais de 1 milhão de euros nas contas da empresa, aqui também, sem qualquer repercussão no tarifário da empresa”.
A Junta de Freguesia de Gualtar, em Braga, realiza no sábado, dia 12 de novembro, no seu futuro parque de merendas e lazer de Caixas de Água, a partir das 11:00, o tradicional magusto.
Organizado em colaboração com a Associação Juvenil de Gualtar o evento tem entrada livre para todos os gualtarenses.
A atividade começa logo às 09:30 com uma caminhada pela área das Sete Fontes, com encontro junto ao campo de futebol, seguido de um convívio no espaço com cerca 20 mil metros quadrados. Durante a atividade estão previstas várias animações diversas, atividades musicais, a apanha de cogumelos, um porco no espeto e vinho, para além das tradicionais castanhas e o tradicional salto da fogueira de São Martinho.
De acordo com a Autarquia Local, “o magusto é um momento com tradição nos últimos anos e muito apreciado pelos gualtarenses, de todas as idades, que usualmente se juntam a este momento de convívio. São esperadas, como habitualmente, algumas dezenas de pessoas numa tarde de grande convívio no qual os participantes podem ainda trazer o seu próprio piquenique”.
O Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho assinala o seu 46º aniversário esta terça-feira, dia 8, com uma sessão solene a partir das 14:00, na sala de atos do seu edifício, no campus de Gualtar, em Braga.
O programa abre com as intervenções da presidente do ICS, Paula Remoaldo, e do vice-reitor para a Investigação e Inovação da UMinho, Eugénio Campos Ferreira. Segue-se a roda de conversa “As alterações climáticas na perspetiva das Ciências Sociais”, com os professores Viriato Soromenho Marques, Carla Gomes (ambos da Universidade de Lisboa), Susana Batel (ISCTE) e Anabela Carvalho (ICS-UMinho). A moderação cabe a Ana Duarte Melo, também do ICS-UMinho.
A cerimónia inclui uma homenagem ao docente recém-aposentado Albertino Gonçalves, com um depoimento do professor e colega Jean-Martin Rabot. Prevê-se ainda a entrega de prémios, um momento musical por alunos do Departamento de Música e, no final, o corte do bolo de aniversário e um Porto de Honra.
O ICS nasceu há 46 anos e é uma das maiores unidades de ensino e investigação da UMinho, tendo valências nos campi de Gualtar (Braga) e Azurém (Guimarães). Integra 83 docentes, 24 investigadores, 17 funcionários e 1607 estudantes, distribuídos por seis licenciaturas, nove mestrados e seis programas doutorais. Está organizado em quatro departamentos – Ciências da Comunicação, Geografia, História, Sociologia –, além de quatro centros de investigação: o Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS); o Laboratório de Paisagens, Património e Território (Lab2PT), em parceria com a Escola de Arquitetura, Arte e Design da UMinho; e os polos do Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais (CICS-UMinho) e do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA-UMinho).
Já se encontra a decorrer o período de apresentação de propostas pelos cidadãos no âmbito do Orçamento Participativo da cidade de Braga. Uma iniciativa que constitui um mecanismo de exercício, aprofundamento e valorização da democracia participativa, permitindo aos cidadãos ter o poder de decisão sobre parte do Orçamento do Município.
No Orçamento Participativo de Braga podem participar todos os cidadãos com idade igual ou superior a 16 anos, que estejam recenseados no concelho de Braga, ou que comprovadamente residam, estudem ou trabalhem no concelho, e que se inscrevam no Portal do Orçamento Participativo.
A Câmara Municipal de Braga prevê para o Orçamento Participativo, edição de 2022/2023, o valor global de 650 mil euros, para apoiar e financiar projetos de montante igual ou inferior a 85 mil euros. O Orçamento Participativo abarca a totalidade das áreas de competência da Câmara Municipal de Braga, devendo as propostas enquadrar-se em áreas temáticas como a ação social, o ambiente, a cultura, o desenvolvimento económico, o desporto, a educação, os equipamentos e infraestruturas, a juventude, a sustentabilidade e o urbanismo, entre outras.
Os cidadãos que pretendam apresentar propostas devem realizar a respetiva inscrição no Portal do Orçamento Participativo de Braga, podendo submeter as mesmas por intermédio do Portal. As propostas devem ser claras, concretas, exatas no que diz respeito ao seu âmbito e propósitos, bem definidas na sua execução, e cumprir as demais regras estabelecidas nas Normas do Orçamento Participativo para a edição de 2022/2023.
A fase para apresentação de propostas encerra a 7 de fevereiro de 2023, sendo que, nos meses de novembro e dezembro de 2022 e janeiro de 2023, terão lugar as Assembleias Participativas, fóruns que têm como fim estimular a participação de todos os cidadãos bracarenses.
No Orçamento Participativo de Braga, serão vencedores os projetos que sejam mais votados pelos cidadãos até ao limite do valor previsto e que reúnam os requisitos dispostos nas Normas do Orçamento Participativo.
O Orçamento Participativo de Braga pretende promover a participação ativa, informada e construtiva dos munícipes e envolvê-los nos processos de governança local. Simultaneamente, permite adequar as políticas públicas municipais às necessidades e expectativas dos cidadãos, fomentando uma sociedade civil dinâmica, forte e coesa, e melhorando a qualidade de vida no concelho.
Calendário do Orçamento Participativo
Inscrições: 7 de Novembro de 2022 a 25 de Abril de 2023
Apresentação de Propostas: 7 de Novembro de 2022 a 7 de Fevereiro de 2023
Assembleias Participativas: Novembro e Dezembro de 2022 e Janeiro de 2023
Apreciação Técnica pelos Serviços Municipais: 8 de Fevereiro a 8 de Março de 2023
Fase de Reclamações: 9 de Março a 15 de Março de 2023
Análise e Decisão das Reclamações: 16 de Março a 22 de Março de 2023
Divulgação da Lista Final de Projectos a Votação: 23 de Março de 2023
Fase de Votação: 24 de Março a 28 de Abril de 2023
A apresentação Pública dos Projetos Vencedores será posteriormente anunciada.
No próximo dia 13 de novembro, a população de Pedralva, em Braga, é convidada a participar no magusto organizado pela Junta de Freguesia. O evento decorrerá, a partir das 15:30, na sede da autarquia local.
Com o objetivo de reunir em convívio a população da freguesia, a Junta abre as suas portas para um magusto tradicional. As castanhas, as bifanas, o caldo verde e o vinho da região vão ser acompanhados por muita animação musical.
A entrada do evento é gratuita e toda a população é convidada a participar. Esta é mais uma iniciativa que faz parte do plano de atividades anual da Junta de Freguesia de Pedralva.
O vereador João Rodrigues, que tutela o pelouro do Planeamento do Município de Braga, reuniu com a Associação Empresarial de Braga, num encontro que teve como ponto de discussão principal o processo de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) do concelho.
No encontro foram ainda abordados outros temas com relevância para a atividade económica das empresas, como a tramitação dos processos de licenciamento, as novas infraestruturas de mobilidade, as novas áreas de expansão urbanística e a identificação de soluções para acolhimento de projetos de investimento de maior dimensão relacionados com a criação e expansão de unidades fabris e de logística.
João Rodrigues fez uma apresentação geral do processo em curso de revisão do PDM, enfatizando que o Município está a “encetar todos os esforços” para que o mesmo consagre um “aumento muito significativo” das áreas urbanas dedicadas a funções empresariais e habitacionais, tendo em vista um “desenvolvimento integrado, inclusivo e sustentável de uma cidade e concelho que evidenciam grande dinamismo e capacidade empreendedora”.
Por seu turno, o presidente da Associação Empresarial de Braga, Daniel Vilaça, apelou à necessidade de existirem soluções de acesso a terrenos e espaços urbanizáveis para as empresas que queiram ampliar as suas instalações fabris, nomeadamente para as que pretendem apresentar projetos de investimento a financiar no âmbito do próximo quadro comunitário de apoio, designado por Portugal 2030.
Segundo João Rodrigues, o PDM de Braga, após a revisão, contemplará condições e soluções “mais atrativas para empresas e investidores, sendo um instrumento regulador com uma gestão mais adequada e flexível face às necessidades de expansão e de desenvolvimento do concelho de Braga”. Lembrou ainda que o atual PDM já enquadra soluções vantajosas e eficazes para o acolhimento de projetos de investimento de interesse estratégico, nomeadamente o reconhecimento de determinados empreendimentos como estratégicos, à luz do atual Regulamento do PDM.
O vereador aproveitou ainda para salientar, junto da associação, a aposta do Município na digitalização dos processos, na reformulação da orgânica e direcção dos serviços de urbanismo e no reforço do respetivo quadro de pessoal.
No mês em que comemora 60 anos de vida, a Associação Juventude Cultural e Recreativa de Perelhal, em Barcelos, inaugurou ontem o seu relvado sintético, numa festa que mobilizou dezenas de adeptos e simpatizantes. A obra custou 160 mil euros, sendo 100 mil financiados pelo Município de Barcelos e os restantes 60 mil pela Junta de Freguesia, empresas e população de Perelhal.
Convidado para a inauguração, o vice-presidente da Câmara, Domingos Pereira, assegurou que “o Município de Barcelos continua com a sua política de apoio ao desporto, estabelecendo protocolos de cooperação com as associações desportivas do concelho para a melhoria das suas infraestruturas, como é o caso da colocação de relvados sintéticos. Esta política permite dotar os clubes de melhores condições para a prática desportiva, ajudando a captar novos atletas, projetando assim os clubes das freguesias, caso da Juventude Cultural e Recreativa de Perelhal” a quem deu os parabéns e louvou o trabalho desenvolvido ao longo das últimas seis décadas. O vice-presidente da Câmara assumiu ainda que “o Município está disponível para continuar a apoiar todas as modalidades desportivas e também para criar condições para a população poder usufruir de espaços de lazer e espaços desportivos”.
Visivelmente feliz estava o presidente da Junta, Armando Costa, que agradeceu “à população de Perelhal que muito contribuiu para a concretização desta obra, à Câmara Municipal e a todos os ex-dirigentes e presidentes do clube que, com o seu trabalho, engrandeceram o nome do clube”. Referindo que “o dirigismo associativismo faz perder muito tempo em prol de uma causa comum”, o autarca rematou que “o clube merecia este espaço para praticar desporto com qualidade”, salientando que, com o novo relvado, “os jovens e adultos têm agora um local com as devidas condições para praticarem desporto”.
Entretanto, o presidente da Junta já pensa mais alto e assegura que o relvado foi a primeira parte de uma obra mais global, que só terminará com a construção de uma bancada e a colocação um novo piso no polidesportivo.
Por seu lado, o presidente da coletividade, Gil Rosendo, aproveitou a cerimónia de inauguração para realçar este “marco histórico na vida do clube, enumerando duas razões: o relvado, tão ansiado pela freguesia, e a celebração dos 60 anos” da Associação. “Esta obra foi conseguida graças à Junta, à Câmara, aos habitantes da freguesia e às empresas”, disse, terminando a agradecer o trabalho de todos os ex-presidentes, bem como a presença dos muitos populares que marcaram presença na festa de inauguração do novo relvado.
Associação Juventude Cultural e Recreativa de Perelhal
A Associação Juventude Cultural e Recreativa de Perelhal (J.C.R.P.) é uma associação sem fins lucrativos, fundada em 01/11/1962, tendo como sócios fundadores: Laurentino Campos Ribeiro, Manuel da Silva Ramalho, Fernando Gonçalves da Silva, Avelino de Sá Faria, Eduardo Barroso Alves, Manuel Henrique do Vale Martins, Manuel Arlindo Amorim da Silva, Fernando Miranda dos Reis, Adriano Ferreira de Miranda, Manuel do Vale Carvalho, António Joaquim Miranda da Silva, Fernando Coelho Miranda.
O símbolo da coletividade é constituído por uma bandeira branca e vermelha, tendo ao centro uma bola amarela decorada com traços pretos e uma faixa verde em diagonal com a inscrição – Juventude Cultural e Recreativa de Perelhal.
O atual recinto, que agora foi relvado, foi adquirido no dia 6 de fevereiro de 1993, sendo na altura a direção composta pelos seguintes elementos: José Miranda do Vale Lima, José Martins Barros, José Miranda Cardoso, Manuel José Martins Neiva Soares.
No próximo sábado, 12 de novembro, a Orquestra de Cordofones Tradicionais de Braga vai promover um Dia Aberto e um concerto, no Auditório José Sarmento do Conservatório Bomfim. Com esta atividade, a orquestra pretende desafiar o público a conhecer o seu trabalho, bem como fomentar o gosto pela música de raiz portuguesa.
O Dia Aberto arranca pelas 10:00, estando destinado a todas as pessoas, de todas as idades, que desejam experimentar os diversos instrumentos tradicionais. Até às 13:00, nas salas de música do Conservatório Bomfim, o público poderá, assim, participar nas ‘Oficinas Música’ com músicos experientes que orientarão os curiosos em conhecer e tocar os vários instrumentos.
Às 17:00, os envolvidos nas oficinas musicais, bem como o público em geral, estão convidados a assistir ao concerto da Orquestra de Cordofones Tradicionais de Braga, no auditório José Sarmento, com direcção musical de Jorge Castro e tendo como solistas Jorge Castro, em contra-baixo, e Tiago Brás, na viola braguesa. Neste espetáculo musical, a orquestra vai revisitar vários instrumentos profundamente enraizados na tradição portuguesa como o cavaquinho, a viola braguesa, o bandolim, a guitarra portuguesa e a rabeca, colocando-os no centro do processo de ligação entre a música e as tradições de cada região do nosso país, unindo assim o popular e o erudito num só palco.
A Orquestra de Cordofones Tradicionais de Braga foi criada com o objetivo de valorizar e destacar os cordofones tradicionais, bem como o reportório tradicional da região. A orquestra reúne alguns músicos especialistas, com muito traquejo neste tipo de instrumentos tradicionais, tais como as braguesas, cavaquinhos, bandolins, guitarras e contra-baixos.
Laurentina Torres, ex-presidente da Câmara Municipal de Esposende, autarquia onde também desempenhou as funções de vereadora.
O Município de Esposende decretou um dia de Luto Municipal, a 8 de novembro. Um voto de pesar será submetido à votação, na próxima reunião do Executivo Municipal.
Laurentina Veloso Fernandes Torres Losa Faria nasceu a 5 de junho de 1937, na freguesia de Apúlia. Além do trabalho que desenvolveu profissionalmente enquanto professora, destacou-se pela atividade social que levou a cabo ao longo da sua vida, na defesa das tradições e cultura de Apúlia, em particular, e de todo o concelho de Esposende, tendo recebido a Medalha de Mérito Municipal, na sessão camarária de 27 de julho de 2006.
Na sequência das eleições autárquicas de 15 de dezembro de 1985, Laurentina Torres foi eleita vereadora da Câmara Municipal de Esposende, tendo sido, também, membro do Conselho de Administração do Serviços Municipalizados e representante da Câmara Municipal no Conselho Técnico de Deficientes.
Pelo falecimento do então presidente Alexandre Domingos Losa Faria, Laurentina Torres assumiu a Presidência da Câmara em 1986, tendo cumprido o restante mandato, como presidente da Câmara Municipal de Esposende, até às eleições autárquicas de 17 de dezembro de 1989.
A par das suas atividades políticas e de docente, Laurentina Torres dedicou grande parte da sua vida à promoção da cultura e tradições da sua terra natal. De 1964 a 1979 dirigiu a Secção Feminina do “Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia”. Em 1984 fundou o “Grupo Infantil dos Sargaceiros de Apúlia”.
Exerceu o cargo de presidente da Comissão de Apoio à Casa do Povo de Apúlia e de Coordenadora do “Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia”. O expoente deste seu trabalho surge em 2004 com a proposta de classificação do repositório oral da cultura luso-galaica como Património Imaterial da Humanidade da UNESCO, onde alguns valores da etnografia esposendense foram integrados, nomeadamente as tradições dos sargaceiros de Apúlia, com as suas atividades agro piscatórias.
“Foi com enorme pesar que o Executivo da Câmara Municipal de Esposende recebeu a notícia do falecimento da Digníssima Senhora Professora Laurentina Torres, manifestando a autarquia um público Voto de Pesar pelo seu falecimento.Laurentina Torres dedicou a sua vida à causa pública, facto que merece o nosso reconhecimento e que serve de exemplo, na persecução da defesa dos valores comuns à sociedade e ao desenvolvimento do País. A Câmara Municipal de Esposende apresenta sentidas condolências à sua família e a todos os que sentem profundamente a sua ausência”, disse o Executivo da Câmara Municipal de Esposende.