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Hugo Pires afirma que Braga “não está a atrair investimento empresarial”

PS Braga

O candidato do Partido Socialista à presidência da Câmara Municipal de Braga, Hugo Pires, reuniu com a direção da Associação Comercial de Braga. Na reunião, o socialista falou do “desinvestimento no urbanismo comercial, da falta de parques industriais, de inação sobre a mobilidade regional e da atenção às microempresas”.

Para Hugo Pires, a pré-campanha socialista é para “ouvir os empresários, aqueles que produzem riqueza para a comunidade para encontrar soluções”.

“Aqueles que produzem riqueza para a comunidade, são interlocutores importantes. A pré-campanha socialista em Braga definiu que este é o tempo de ouvir e queremos saber dos representantes do comércio e indústria no concelho, a leitura que fazem deste momento, as suas perspetivas, lamentos e sugestões”, disse o candidato socialista.

Por sua vez, Domingos Macedo Barbosa, presidente da Associação Comercial de Braga, referiu que em tempos de pandemia, não fechou a associação e que os empresários “acreditam que os tempos que aí vêm, vão ser bem mais interessantes”.

“Temos que sublinhar que hoje se nota um espírito mais positivo nos empresários bracarenses, comparando há um ano a esta parte. Os nossos associados acreditam que os tempos que aí vêm vão ser bem mais interessantes. Em tempos de pandemia, nunca fechámos as portas, nunca foi negado apoio aos nossos associados”, relembrou.

Ao ter falado em “estado da arte”, o dirigente associativo falou que a Associação Comercial de Braga está a preparar a transformação para a nova Associação Empresarial de Braga, assumindo a orfandade dos empresários do sector industrial, que ficaram sem entidade representativa, referindo a necessidade de ver a cidade em atrair mais investimento. Domingos Macedo Barbosa reconheceu que “tal não acontece porque não estão a ser criadas condições para que tal aconteça”.

“Braga é dos concelhos onde temos tratado pior os parques para a instalação das empresas, desde logo do ponto de vista do urbanismo e dos acessos”, confessou o dirigente associativo.

Domingos Macedo Barbosa reafirmou que o concelho “não disponibiliza hoje de espaço para a instalação das empresas, não há pavilhões e os que há, são comercializados a preços proibitivos. Além disso, as infraestruturas que existem estão degradadas e sem imagem para atrair. Se temos interesse em atrair investimento, temos que dar condições às empresas”, salientou o dirigente.

Quanto à questão do Quadrilátero Urbano, Hugo Pires e Domingos Macedo Barbosa voltaram a estar de acordo quanto à “necessidade de intervir numa rede intermunicipal de transportes públicos e de “aproveitar bem” a ferrovia, designadamente a ligação de alta velocidade que há-de servir Braga”.

A qualificação do espaço público como indutor da reabilitação dos espaços comerciais, também foi falado neste encontro, tendo realçado “a urgência de um urbanismo comercial que permita intervir nas dinâmicas de que a cidade precisa”.

“A Universidade do Minho continua divorciada da cidade. Os estudantes não fluem entre o campus académico e a cidade. Não estamos a saber lidar com essa realidade e temos um grande potencial dentro de portas que não estamos a saber aproveitá-lo”, admitiu o dirigente associativo.

Hugo Pires relevou, entretanto, “o esforço que a Associação Comercial de Braga faz para melhorar as qualificações do empresariado bracarense”, designadamente na oferta de formação e concordou com Domingos Macedo Barbosa sobre a urgência de “vencer a burocracia que continua a dominar os serviços do Município na sua relação com os investidores”.

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