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Braga vai beneficiar de um incentivo de 1,3 milhões de euros para apoiar as empresas

© Associação Empresarial de Braga

A Associação Empresarial de Braga marcou presença na sessão de apresentação dos Bairros Comerciais Digitais. Esta cerimónia juntou, no Palácio da Bolsa, no Porto, os consórcios aprovados no processo de candidatura a esta medida do PRR.

À cerimónia presidiu o ministro da Economia, António Costa Silva, e os secretários de Estado Nuno Fazenda do Turismo, Comércio e Serviços (Nuno Fazenda), da Digitalização e da Modernização Administrativa (Mário Campolargo), e do Planeamento (Eduardo Pinheiro).

A candidatura do Município de Braga, apresentada em copromoção com a Associação Empresarial de Braga, foi aprovada, beneficiando de um incentivo global de 1,3 milhões de euros.

António Barroso, adjunto do presidente da Câmara Municipal, representou o Município de Braga, enquanto a representar a Associação Empresarial de Braga marcaram presença na cerimónia, o presidente da Direção, Daniel Vilaça, e o diretor-geral, Rui Marques.

Sendo a candidatura mais pontuada e que mais incentivo arrecadou e mais estabelecimentos abrange no país, esta candidatura prevê uma área de intervenção composta por 52 artérias do centro histórico de Braga, abrangendo 927 estabelecimentos de comércio e serviços ao consumidor.

O investimento elegível associado ao projeto é de 1,5 milhões de euros. “Posicionar Braga como a referência inovadora para comprar no comércio local é o objetivo principal deste projeto”, aponta Rui Marques. Segundo o diretor-geral da Associação Empresarial de Braga, a candidatura ao programa Bairros Comerciais Digitais reforça o propósito de afirmar a reputação global de Braga enquanto principal destino de compras da Euro-região Norte de Portugal e Galiza, e um dos principais da Península Ibérica.

“Quando partimos para esta candidatura, assumimos o desígnio de apresentar uma proposta distintiva, um projeto que fosse uma grande referência em Portugal. A nossa ambição era termos o projeto mais bem pontuado do país, fazendo jus ao epíteto de Braga como Capital do Comércio. Esta é uma imagem que importa defender e reforçar”, salienta Rui Marques.

Após o reconhecimento conseguido na fase de avaliação de candidatura, Rui Marques reforça que o próximo passo “é fazer uma execução exemplar”. “Agarramos com determinação este investimento, trazendo-o para a nossa região. Apresentamos o projeto com maior dimensão, que une o maior número de estabelecimentos, o maior investimento e incentivo, e a melhor pontuação. Agora é fazer uma execução exemplar, para que Braga dê o salto rumo à digitalização do comércio e dos serviços”, acentua. 

Para além do contributo para a transcrição digital no setor no comércio, o projeto apresentado pelo Município, visa ainda, reforçar o posicionamento de Braga enquanto território de excelência para visitar, viver e investir, aumentando a atratividade e acessibilidade do espaço urbano e fomentando a digitalização do ecossistema empresarial e a competitividade dos negócios.

António Barroso, coordenador-geral da candidatura afirma que “fizemos um grande trabalho de equipa com a Associação Empresarial de Braga e outros parceiros públicos e privados sendo de realçar o envolvimento das empresas municipais. Agora que obtivemos este reconhecimento e este volume de financiamento temos a responsabilidade e o desafio ainda maior de implementar estas medidas, ações e instalações. Este é também um desafio dos parceiros da candidatura, mas sobretudo dos empresários que devem connosco saber potenciar todos estes investimentos. Cativar novos públicos, melhorar a experiência de consumo e de visita, alargar o radar de negócios com a digitalização, permitir uma melhor, célere e mais limpa e sustentável comunicação e divulgação dos eventos, notícias, mas sobretudo da oferta comercial, de restauração, hotelaria, animação turística e outros serviços. Digitalizar para melhor comunicar e vender é o principal desiderato do ‘Braga Smart Retail’”.

António Barroso considera que “esta iniciativa dos Bairros Comerciais Digitais teria ainda mais impacto e retorno económico se em paralelo houvesse também um programa de incentivos diretos às empresas. Estou certo que a aliança deste investimento coletivo reforçado com investimento nos estabelecimentos, incrementaria ainda mais a digitalização dos negócios. Tenho esperança que tal ainda venha a suceder”.

Associação Empresarial de Braga reivindica apoios diretos aos estabelecimentos

Reconhecendo o programa ‘Bairros Comerciais Digitais’ como uma iniciativa catalisadora do crescimento económico, Rui Marques aponta, contudo, a ausência de uma dimensão “muita importante” na estrutura deste programa. “No entender da Associação Empresarial de Braga, este programa enferma de um problema de base, que é não apoiar diretamente os estabelecimentos. Acreditamos que era importante entrar dentro dos espaços comerciais e intervir loja a loja”, explica.

Neste contexto, com o intuito de complementar o projeto dos Bairros Comerciais Digitais, a Associação Empresarial de Braga irá conjugar o programa com outra medida do PRR de apoio à transição digital do comércio e serviços – as Aceleradoras de Comércio Digital. Através deste, as micro e pequenas empresas da região irão beneficiar gratuitamente da elaboração de um diagnóstico da maturidade digital da empresa e de um plano de ação para o desenvolvimento da sua estratégia de transformação digital, que incluirá ainda a atribuição de um voucher de serviços para capacitar os colaboradores das empresas, seja em processos formativos ou de consultoria especializada.

“Vamos ajudar as empresas ao nível da capacitação digital, sobretudo através de processos de formação dos seus ativos e na prestação de consultoria de serviços especializada, para que assim as empresas da nossa região possam começar a trabalhar o seu nível de maturidade digital”, acrescenta Rui Marques. Tanto o programa Bairros Comerciais Digitais como o projeto Aceleradoras de Comércio Digital, não prevêem o financiamento direto a empresas para a aquisição de equipamentos tecnológicos. Esta é uma dimensão que a AEB considera fundamental, acreditando que a estratégia “Portugal 20-30 possa viabilizar esta oportunidade”.

“Apoiar diretamente o investimento das empresas é essencial. Esta é uma reivindicação que a AEB está atenta e que tem feito chegar junto do governo. Consideramos que é fundamental para que no seu global este processo de transformação digital seja bem-sucedido, para que assim possamos fechar este ciclo de transição e avançar para outro patamar”, conclui.

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