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Braga: Priscos lança projeto para ajudar reinserção social de ex-reclusos

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A Paróquia de Priscos e a Pastoral Penitenciária de Braga lançaram o projeto “Fronteira” para apoiar à reinserção social de ex-reclusos.

Segundo o Padre João Torres, o projeto visa “dar resposta às dificuldades de reinserção social à população reclusa que, apesar de se encontrar em condições de poder beneficiar de liberdade condicional, não pode dela usufruir plenamente, por ausência de enquadramento sociofamiliar no exterior, como também a indivíduos em final de pena nos quais seja identificada a mesma vulnerabilidade”.

“À ausência de enquadramento sociofamiliar, muitas vezes acresce a ausência de enquadramento habitacional. Tendo em conta a necessidade, no distrito de Braga, de casas de saída/transição facilitadoras da integração deste público fragilizado, identificou-se a urgência de incluir uma resposta residencial desta natureza no projeto ‘Fronteira'”, acrescenta João Torres, reforçando que “proporcionará um ambiente privilegiado para o desenvolvimento ou aquisição de estilos de vida e de competências básicas, pessoais e sociais, promovendo-se uma autonomia progressiva dos seus beneficiários”.

Segundo o coordenador da Pastoral Penitenciária de Braga, uma Casa de Transição “pode facilitar a passagem da vida institucional para a vida em comunidade num processo o mais harmonioso possível, fornecendo um ambiente mais ou menos supervisionado, mais ou menos estruturado, no qual os residentes possam gradualmente recuperar ou alcançar uma vida com relativa autonomia”.

O projeto “Fronteira” tem como meta receber ex-reclusos dos estabelecimentos prisionais de Braga, Guimarães, Viana do Castelo e talvez de Custóias e Paços de Ferreira, com a finalidade de reintegrar esta população. “Durante seis meses poderiam habitar as moradias, onde iriam aprender, a título de exemplo, a cozinhar. Seriam acompanhados por psicólogos e assistentes sociais. No fundo, tornar estes cidadãos mais “autónomos para que com o seu trabalho pudessem seguir a sua vida sem depender de subsídios do Estado ou voltar ao mundo do crime”, refere João Torres.

O trabalho com os beneficiários irá começar dentro dos estabelecimentos prisionais, considerando a “importância do trabalho de preparação para a saída”. Os candidatos à “Fronteira” devem ser sinalizados pelos serviços responsáveis pela sua tutela, nomeadamente os técnicos da Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.

O projeto está a concorrer ao Orçamento Participativo de Braga.

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