
Este novo artigo dá continuidade ao publicado com o título “CANDIDATO, MAS SÓ SE FOR A 100%”, o qual mereceu um comentário público do ainda atual Presidente da União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade, Luís Pedroso.
Esse comentário, longe de se centrar no essencial, revelou mais uma vez um traço que já lhe é reconhecido: a dificuldade em lidar com a crítica e em aceitar que, em Democracia, os eleitos devem ser permanentemente escrutinados.
Ao utilizar a expressão “sejamos honestos”, Luís Pedroso tenta assumir uma posição de superioridade moral, como se tivesse o monopólio da verdade. Contudo, sejamos nós verdadeiramente honestos: os factos expostos não são opiniões vagas nem meras perceções subjetivas — são realidades que qualquer cidadão pode comprovar com os seus próprios olhos.
Basta percorrer as ruas, avenidas e largos da União de Freguesias para verificar a quase total ausência de espaços verdes. Basta acompanhar os meios de comunicação social, sejam jornais impressos, plataformas digitais ou até as redes sociais, para confirmar que o descontentamento dos moradores se acumula. Basta visitar o site oficial da União de Freguesias para perceber que, apesar de ser por lei um espaço de divulgação ativa, periódica e atualizada de informação pública, continua a falhar nos requisitos mínimos de transparência.
É verdade que, após a exigência que apresentámos por escrito, o site passou a disponibilizar alguns elementos em falta: atas da Assembleia de Freguesia, a identificação do Executivo e da Assembleia de Freguesia.
Contudo, a atualização feita foi incompleta e continua a deixar dúvidas muito sérias:
- Composição da Assembleia de Freguesia: a informação publicada no site está incompleta e não respeita os requisitos legais. A Mesa da Assembleia surge apenas com o presidente e o 1.º secretário, omitindo o 2.º secretário que deve estar sempre identificado. Na lista da composição da Assembleia de Freguesia surgem dois “vogais” entre os restantes membros, o que não se compreende.
Perante isto, a pergunta impõe-se de forma direta: o que procurou o Executivo da Junta esconder aos cidadãos?
A opacidade não é apenas um detalhe burocrático: é um sintoma de um estilo de governação fechado, resistente à crítica e pouco dado ao escrutínio público.
A Iniciativa Liberal recusa este caminho. Nós acreditamos numa União de Freguesias transparente, aberta à participação e ao diálogo. Não se trata apenas de corrigir falhas pontuais de publicação de documentos — trata-se de mudar a cultura política, de substituir a opacidade pela clareza, a desconfiança pela confiança e a arrogância pela proximidade.
É por isso que afirmamos: vamos fazer diferente.
Com o teu voto, no próximo dia 12 de outubro, a Iniciativa Liberal compromete-se a pedir de imediato uma auditoria independente ao funcionamento e às contas da União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade. Só assim poderemos garantir que todos os atos praticados são claros, que todos os recursos são devidamente justificados e que cada cidadão sabe ao certo como a sua freguesia é governada.
Mais do que uma promessa, é uma atitude: nova energia, mais abertura, mais diálogo e verdadeira transparência.
No próximo artigo aprofundaremos a questão das atas da Assembleia de Freguesia e a composição do Executivo da Junta, porque acreditamos que os cidadãos merecem respostas claras e completas.
Artigo de Américo Camarinha, candidato da Iniciativa Liberal à União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade.


