OpiniãoCandidato, mas só se for a 100%

Candidato, mas só se for a 100%

Artigo de Américo Camarinha.

© IL

Tudo começou no início do verão, numa conversa de família sobre a Praceta onde vivemos. Rapidamente o tema alargou-se a toda a União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade.

Falou-se do sentimento generalizado de viver numa zona descaracterizada e sem união, onde os passeios, as ruas, a iluminação e até as passadeiras (verdadeiras armadilhas para quem as atravessa) estão longe do que se espera numa cidade do século XXI.

Falou-se do exagero e do ruído das festas que se instalaram na Freguesia, eventos que a cada dia levam a paciência dos moradores ao limite, com efeitos nefastos na saúde e no bem-estar de todos.

Falou-se da falta de zonas de lazer, de espaços verdes e de árvores. Sentimos falta de um local onde se possa estar em contacto com a natureza, ouvir música, ler um livro ou simplesmente deixar as crianças brincar num parque infantil — que simplesmente não existe.

Falou-se do lixo e da reciclagem, com contentores constantemente cheios, muitas vezes a transbordar, e da falta de higienização desses espaços, que só conhecem alguma limpeza quando chove.

Falou-se das vezes em que procurámos informação relevante sobre a Freguesia e desistimos. O site da Junta e as redes sociais estão desorganizados, confusos e desatualizados.

Falou-se, por isso, da falta de transparência: reuniões e assembleias anunciadas apenas no próprio dia; a impossibilidade de aceder, de forma simples à informação, da falta do relatório de contas de 2024 e da ausência de informação clara sobre entidades apoiadas, valores atribuídos, datas e relatórios de execução.

Falou-se até da dificuldade em encontrar documentos oficiais, como o “Relatório do Estatuto do Direito de Oposição 2022”, escondido na secção de formulários.

Falou-se também de como esse relatório, apesar de legalmente válido, evidencia claramente quem é a oposição na Assembleia de Freguesia e, sobretudo, quem tem gerido a Junta: a Coligação Juntos por Braga e o PS.

Falou-se que em fim de mandato a informação institucional indica um Executivo, diferente daquele que consta das atas de instalação.

Perante este cenário, todos concordaram: era preciso combater esta inércia e esta falta de clareza. E todos foram unânimes: “Tu és a pessoa indicada”. Mas havia uma condição — teria de ser um futuro Presidente da União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade 100% disponível.

Por isso, aqui estou. Conto convosco, no dia 12 de outubro e em todos os dias que se seguem.

Artigo de Américo Camarinha, candidato pela Iniciativa Liberal à União de Freguesias da Sé e Cividade.

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