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Rui Rocha: “Propomos investir um milhão de euros por ano em segurança para os bracarenses”

Entrevista ao candidato da Iniciativa Liberal à presidência da Câmara Municipal de Braga.

© Angélica Antunes

O concelho de Braga prepara-se para ir a eleições e eleger o seu terceiro presidente em democracia. Rui Rocha é o candidato da Iniciativa Liberal à Câmara Municipal de Braga. Licenciado em Direito, tem 55 anos e foi eleito deputado por Braga à Assembleia da República em 2022, tendo sido reeleito nas legislativas de 2024 e 2025. Foi líder da Iniciativa Liberal entre 2023 e 2025.

O que motivou a sua candidatura à Câmara Municipal de Braga?

Há três razões fundamentais. A primeira é o potencial do Município, que eu acho que é extraordinário. A segunda é considerar que sou a pessoa certa para desenvolver esse potencial. E a terceira é o conjunto de candidatos que estavam em presença, que na minha opinião não são os candidatos adequados a desenvolver esse potencial, nomeadamente no que diz respeito ao candidato do PS, muito ligado ao passado, a Mesquita Machado, ao José Sócrates, e o candidato do PSD, que eu creio que também representa o pior do presente, porque será provavelmente o pior vereador do elenco de Ricardo Rio.

Que balanço faz destes 12 anos da coligação Juntos por Braga à frente da Câmara Municipal?

Eu quero ser justo. Não quero fazer aqui acusações ou dirigir palavras que não sejam justas. Eu creio que a situação que encontraram era uma situação difícil. Creio que, do ponto de vista financeiro, houve um trabalho feito no sentido da recuperação da Câmara, mas depois, a partir de certa altura, esse trabalho estagnou e ficou muito aquém daquilo que eram as promessas e os desejos dos bracarenses.

Portanto, creio que precisamos mesmo de um tempo novo, de um tempo diferente, em que essa ambição que tem faltado, essa coragem que tem faltado para catapultar Braga para uma dimensão completamente diferente se possa encontrar, e é essa visão e essa ambição que eu quero protagonizar.

Na sua ótica, quais as principais necessidades do concelho? Quais são os principais problemas que Braga enfrenta atualmente e como os pretende resolver?

Isso está muito ligado ao o que acabei de dizer, ou seja, o Executivo de Ricardo Rio ficou muito aquém de vários problemas que era preciso resolver.

Um deles é a mobilidade. Creio que todos concordamos que há hoje um problema sério de mobilidade em Braga, muitas das promessas feitas não avançaram, a Variante do Cávado não existe, as soluções de transporte público prometidas também não avançaram e, portanto, Braga ficou para trás nessa matéria.

Outro problema sério é claramente a habitação. A cidade cresceu, temos cada vez mais pressão do ponto de vista dos custos e precisamos, de facto, de mais casas em Braga, trazer mais investimento para que os bracarenses possam ter mais opções para a habitação.

Por último, eu identificava aqui também como um desafio a questão da segurança. Braga ainda é uma cidade segura, não faz sentido alarmar as pessoas, mas com o crescimento e com a evolução de certos fenómenos ligados a uma criminalidade mais organizada, nós temos que estar muito atentos a esta questão e é por isso que temos, por exemplo, uma proposta de um investimento adicional de 1 milhão de euros por ano em segurança para os bracarenses.

Caso for eleito, o que pretende mudar no concelho nos próximos quatro anos?

A visão que queremos trazer para Braga é, olhando para a mobilidade, lançar um conjunto de investimentos que são absolutamente terminantes, que não vão estar disponíveis amanhã, mas que é preciso começar desde já a estruturar. O primeiro deles é a questão do TGV. Nós temos que ter uma estação do TGV tão próxima quanto possível do centro da cidade. Isso é uma condição absoluta para o sucesso da operação do TGV.

Nós temos que ter também uma visão para uma década e, nessa visão para uma década, lançar as bases do que será o futuro metro de superfície para Braga, que é também absolutamente determinante. Temos que olhar para o serviço de autocarros públicos e, ao contrário da proposta que faz, por exemplo, o candidato do PSD que quer trazer a gratuitidade para todos, nós dizemos que a gratuitidade deve existir para os que precisam. O foco tem que ser na melhoria do serviço, da frequência, da pontualidade do serviço e, portanto, estas são algumas questões em termos de mobilidade.

Na habitação, queremos lançar um projeto para desafiar investidores para virem para Braga e nos trazerem mais casas com uma visão de desenvolvimento urbanístico a Norte puxada pela Variante do Cávado, a Oeste puxada pela nova estação do TGV, mas o investimento vai para os sítios que oferecem uma visão e, se nós não tivermos essa visão para a cidade, o investimento vai para outros sítios.

Nós queremos trazer esse investimento. Queremos dizer que Braga tem uma visão, tem um projeto urbanístico de excelência para toda a cidade e para essas áreas de desenvolvimento e, portanto, com isso atrair investimento para que haja mais habitação e habitação mais acessível para os bracarenses.

Quais as propostas do seu partido para os mais jovens?

A ideia que queremos transmitir é que Braga tem de ser a capital do Norte. É essa a nossa visão e a nossa ambição. Para sermos a capital do Norte, nós temos que ser capital em várias áreas.

Na segurança, já falei do tal investimento de um milhão de euros que se vai traduzir no reforço dos operacionais da Polícia Municipal e na criação do novo posto da Polícia Municipal junto à Universidade do Minho para que a Polícia Municipal trabalhe 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano.

Nós queremos trazer esse investimento e essa visão para a área da mobilidade com soluções de elevada capacidade para o futuro de Braga em termos de transporte público, queremos trazer mais casas, tudo isto faz parte de uma ideia também para tornar Braga a capital da qualidade de vida.

Essa é a proposta que temos para os jovens. Estamos a construir cidades, estamos a construir municípios para amanhã, mas sobretudo para aqueles que hoje são jovens e que quiserem fazer a sua vida em Braga.

E para os seniores? Existem propostas?

Para os seniores nós temos uma ideia de que há muitas coisas no Estado que neste momento não funciona, no Estado Central, e a obrigação do Município, nos casos em que o Estado Central não funciona, o Município prestar serviço, e isso leva-me a um exemplo concreto.

Hoje em Braga, na Unidade Local de Saúde, mais de 60% das consultas são feitas fora do prazo legalmente previsto para o efeito. Isso é um problema para os mais idosos, que não têm um acesso à saúde, nomeadamente os mais desfavorecidos. Portanto, uma das primeiras medidas que avançaremos é com um seguro de saúde para que os mais idosos, os mais carenciados, não fiquem à porta de um hospital, à porta de um centro de saúde, ou da espera de uma consulta, e possam ter essa consulta através de um seguro que será suportado pelo Município. É um investimento que vale a pena para os nossos idosos.

Que mensagem quer deixar aos eleitores do concelho de Braga?

Quero dizer aos eleitores do concelho de Braga que apresento uma visão, apresento uma ambição. Estou firmemente convencido que nós temos todas as condições, as pessoas, a história, a tradição, a cultura, o território, para sermos a capital do Norte.

Quero convidar os bracarenses a acompanhar-me para construirmos juntos esta nova ideia de Braga como capital do Norte, desafiando o Porto, e dizendo que nós somos capazes de fazer melhor do que qualquer um em Portugal.

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