BragaPCP afirma que políticas “contrariam” a Revolução de Abril

PCP afirma que políticas “contrariam” a Revolução de Abril

O PCP realizou, em Braga, um jantar comemorativo da Revolução de Abril, onde os evocou os valores de Abril e a construção de “um Portugal mais livre, justo, desenvolvido e soberano".

© PCP

O PCP realizou, em Braga, um jantar comemorativo da Revolução de Abril, reunindo dezenas de militantes e simpatizantes num momento de convívio, memória e afirmação dos valores de Abril.

A iniciativa contou com intervenções de André Castanho, da Comissão Concelhia de Braga do PCP, e de Inês Castro, em representação da Juventude Comunista Portuguesa (JCP), que sublinharam “a atualidade e a importância dos ideais de Abril na resposta aos problemas que hoje afetam os trabalhadores, a juventude e o povo em geral”.

Na sua intervenção, André Castanho destacou “o significado histórico da Revolução de Abril como uma das maiores conquistas do povo português”, evocando “o papel dos capitães de Abril, da resistência anti-fascista e do levantamento popular que transformou um movimento militar numa profunda revolução social”. Sublinhou ainda que “a Constituição da República Portuguesa, que assinala 50 anos, continua a ser um pilar fundamental da democracia e um instrumento essencial na defesa dos direitos dos trabalhadores e do povo”.

O dirigente comunista denunciou “o afastamento das políticas seguidas nas últimas décadas face aos valores de Abril”, apontando “a destruição ou desvirtuamento de importantes conquistas como o trabalho com direitos, o direito à saúde, à educação, à segurança social e à habitação”. Criticou “o avanço de políticas que favorecem os grupos económicos, promovem privatizações, agravam o custo de vida e aprofundam desigualdades, defendendo a necessidade de uma política alternativa que cumpra a Constituição e recoloque o país no caminho do progresso, da soberania e da justiça social”.

Por sua vez, Inês Castro deu voz às preocupações da juventude, salientando “as dificuldades que os jovens enfrentam no acesso à educação, ao emprego com direitos e à habitação”. Destacou que “muitos jovens continuam a ser empurrados para a precariedade, para baixos salários e para a emigração, adiando projetos de vida, e reforçou a importância da organização e da luta dos estudantes e jovens trabalhadores na defesa dos seus direitos”.

O jantar ficou também marcado pelo apelo à participação na jornada do 1.º de Maio. André Castanho alertou para “as ameaças aos direitos laborais, desde logo com o Pacote Laboral, já amplamente rejeitado pelo povo e pelos trabalhadores, mas que o Governo PSD-CDS, juntamente com os seus aliados à direita e o patronato insistem em levar adiante”.

A iniciativa decorreu “num ambiente de fraternidade e confiança, reafirmando o compromisso com os valores de Abril e com a construção de um Portugal mais livre, justo, desenvolvido e soberano”.

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