
Uma equipa de investigadores da Escola de Ciências da Universidade do Minho (ECUM) identificou um material com elevada capacidade para remover resíduos de medicamentos da água, alcançando uma eficácia de até 83% em água potável.
O estudo, publicado na revista científica Scientific Reports, analisou o comportamento de diferentes materiais semicondutores na remoção do fosfato de cloroquina, um fármaco utilizado no tratamento da malária e de algumas doenças autoimunes. Os investigadores concluíram que a composição da água influencia significativamente a eficiência do processo de descontaminação.
Entre os cinco materiais avaliados, o dióxido de titânio destacou-se pelos melhores resultados, demonstrando uma elevada capacidade de degradação do medicamento tanto em água potável como em água do mar sintética.
Segundo a equipa de investigação, esta descoberta poderá contribuir para o desenvolvimento de novas tecnologias de tratamento de água, mais eficazes na eliminação de fármacos e outros poluentes persistentes presentes em rios, lagos e zonas costeiras.
Os autores são Fangyuan Zheng, Pedro M. Martins (ambos do Centro de Biologia Molecular e Ambiental e do Instituto para a Bio-Sustentabilidade na ECUM), Senentxu Lanceros-Méndez (do Centro de Física na ECUM e do espanhol BCMaterials) e Roberto Fernández de Luis (também do BCMaterials). A pesquisa teve apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, do Ministério da Ciência e Inovação de Espanha, do Governo Basco e do Horizonte Europa (bolsa Marie Curie), no âmbito dos projetos científicos 3DMemBio, HyPerRem e Modules.


