BragaPCP critica deputados eleitos por Braga por não apoiarem processo de regionalização

PCP critica deputados eleitos por Braga por não apoiarem processo de regionalização

Comunistas lamentam rejeição da proposta na Assembleia da República e acusam eleitos do distrito de travarem criação das regiões administrativas.

© Assembleia da República

O PCP criticou os deputados eleitos pelo círculo de Braga por não terem votado favoravelmente as propostas apresentadas pelo partido para avançar com o processo de regionalização, discutidas na quarta-feira na Assembleia da República.

Em comunicado, os comunistas afirmam que “nenhum deputado eleito pelo distrito de Braga votou favoravelmente a regionalização” e lamentam o chumbo da proposta de Lei-Quadro das Regiões Administrativas e do calendário de trabalho que previa a criação destes órgãos.

Citado na nota, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, defendeu que “não podemos continuar numa situação em que, não obstante praticamente todos se dizerem comprometidos com a regionalização, quando chega a hora da verdade se bloqueia o processo invocando falsos argumentos ou agitando medos como o da fragmentação da unidade nacional”.

Segundo o dirigente comunista, a criação das regiões administrativas corresponde apenas à instituição de novas autarquias de âmbito regional e constitui um instrumento de aprofundamento democrático e de desenvolvimento do território.

O PCP sustenta que a aprovação das suas propostas permitiria auscultar os portugueses e abrir caminho à concretização das regiões administrativas, considerando que esta solução contribuiria para combater desigualdades e assimetrias regionais e promover um desenvolvimento mais equilibrado do país.

De acordo com os comunistas, o deputado da Iniciativa Liberal, os cinco deputados do Chega e os oito deputados do PSD eleitos por Braga, entre os quais o secretário-geral social-democrata, Hugo Soares, votaram contra a iniciativa. Já os cinco deputados do PS, incluindo o secretário-geral do partido, José Luís Carneiro, optaram pela abstenção.

O PCP considera que a decisão representa a perda de “mais uma oportunidade de aprofundar a democracia” e acusa os deputados do distrito de integrarem “a barreira que tem vindo a impossibilitar” uma descentralização efetiva e a eleição direta dos órgãos das futuras regiões administrativas.

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