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Antes Feio e ativo do que um PS indisponível

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© Bruno Torres
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Desde 2013, o Partido Socialista em Braga procura, sem sucesso, reencontrar-se com a cidade. Tentámos fórmulas, nomes, equilíbrios internos, soluções repetidas e rostos rotativos. Mudou quase tudo na aparência, mas pouco mudou na essência. E quando se insiste, durante anos no mesmo caminho, esperando resultados diferentes, o problema já não está apenas nos outros. Está também em nós.

O PS Braga perdeu força, perdeu presença, perdeu rua e, acima de tudo, perdeu capacidade de mobilizar esperança.

Depois de um ciclo histórico, liderado por uma figura incontornável como o Eng.º Mesquita Machado, o partido entrou numa espécie de travessia sem rumo, escolhas erráticas, guerras internas, pequenos poderes, egos maiores do que a disponibilidade para servir e uma preocupante falta de mundividência.

Não escrevo isto por gosto de crítica. Escrevo porque é difícil ver um partido com a história do PS reduzido em Braga, a uma sombra daquilo que já foi. E quando, nas conversas de café, nas freguesias, nas ruas e nos encontros com amigos e conhecidos se ouve, vezes sem conta, que “o PS desapareceu em Braga”, então é porque alguma coisa falhou profundamente.

Este não é o tempo dos caciques. Não é o tempo dos quintais. Não é o tempo das guerrilhas internas, das máquinas fechadas ou das lideranças impostas pela força dos corredores. Este é o tempo de devolver o partido aos militantes, à cidade, às pessoas e à política com sentido.

Por isso, entendo que Artur Feio reúne condições para iniciar essa reconstrução. Não porque os outros não tenham qualidades, têm. Mas porque, neste momento concreto o PS Braga precisa de alguém com conhecimento dos dossiês, leitura do território, experiência política, capacidade de agregação e sobretudo, disponibilidade e vontade para devolver vida a uma estrutura que parece adormecida.

Artur Feio, enquanto vereador, suportou e dignificou o Partido Socialista num tempo difícil. Conhece a Câmara, conhece Braga, conhece as freguesias e conhece o partido. Mas, mais importante do que isso, parece compreender que uma concelhia não pode ser apenas uma estrutura orgânica, tem de ser uma casa viva, aberta, participada, capaz de pensar a cidade e de formar uma alternativa credível.

Nada de pessoal me move contra quem quer que seja nesta minha opinião. Ela é livre, frontal e assumida, por quem vive o partido e a cidade com sentido de responsabilidade. É também uma opinião preocupada, porque o PS Braga não pode continuar a viver de memórias, nem pode confundir passado com futuro.

A história honra-se, mas não substitui liderança. A tradição respeita-se, mas não chega para ganhar a cidade.

A cidade de Braga mudou. A política mudou. As pessoas mudaram. E o PS tem de mudar também.

Precisamos de uma liderança forte, sim. Mas forte não significa autoritária. Forte não significa fechada. Forte não significa capturada pela máquina. Uma liderança forte tem de ser agregadora, humilde, disponível, próxima e legitimada pelos militantes.

Tem de unir antes de dividir. Tem de abrir portas antes de controlar salas. Tem de construir projeto antes de distribuir lugares.

O PS Braga precisa de voltar a ser ouvido. Precisa de voltar a estar nas ruas. Precisa de voltar a incomodar pela qualidade das ideias, pela força das propostas e pela presença junto das pessoas. Precisa de sair do estado moribundo em que muitos o sentem e voltar a ser alternativa.

Porque sem um PS forte, Braga fica mais pobre. Fica com menos debate, menos escolha, menos pluralidade e menos exigência democrática.

Este é o momento de escolher entre continuar igual ou começar de novo. Entre proteger equilíbrios internos ou reconstruir uma esperança coletiva. Entre gerir o vazio ou devolver vida ao partido.

E, nesta escolha, digo-o com clareza, antes Feio e ativo do que um PS indisponível para Braga.

Braga: Junta de Crespos e Pousada alerta para deposição de resíduos junto aos ecopontos

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© Junta da União de Freguesias de Crespos e Pousada
© Junta da União de Freguesias de Crespos e Pousada

A Junta de Freguesia de Crespos e Pousada, em Braga, manifestou preocupação com a deposição de resíduos no chão junto a ecopontos, apelando ao civismo e à colaboração da população na preservação da limpeza dos espaços públicos.

Em comunicado, a autarquia recorda que, quando um ecoponto se encontra cheio, a melhor atitude passa por não deixar os resíduos no local. “Sempre que possível, os cidadãos devem procurar outro equipamento próximo ou aguardar pela recolha dos contentores”.

A Junta sublinha que pequenas atitudes individuais podem ter um impacto significativo na qualidade do ambiente e na imagem da comunidade, contribuindo para espaços públicos mais limpos e agradáveis para todos.

A autarquia agradece ainda a colaboração dos moradores e reforça a importância do compromisso coletivo com a proteção do ambiente e a manutenção da limpeza da freguesia.

Tony Carreira, Sara Correia e Anselmo Ralf no Festival Continente

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© Tony Carreira / Sara Correia / Anselmo Ralf
© Tony Carreira / Sara Correia / Anselmo Ralf

O Festival da Comida Continente regressa ao Parque da Cidade, no Porto, nos dias 11 e 12 de julho, prometendo dois dias de celebração que juntam gastronomia, música e animação num ambiente pensado para todos os públicos. A entrada é livre.

Com um cartaz diversificado, o evento aposta numa combinação de nomes populares da música portuguesa e lusófona, garantindo momentos de grande energia ao longo de todo o fim de semana.

No sábado, 11 de julho, sobem ao palco artistas como MC Livinho, Mizzy Miles e Karetus, num alinhamento marcado por sonoridades urbanas e eletrónicas que prometem animar o público até ao final da noite.

Já no domingo, 12 de julho, o destaque vai para grandes nomes da música portuguesa, com atuações de Tony Carreira, Sara Correia e Anselmo Ralph, num dia que deverá atrair diferentes gerações ao recinto.

O festival reafirma-se assim como um dos momentos mais aguardados do verão no Porto, combinando música ao vivo, experiências gastronómicas e um ambiente festivo ao ar livre.

Vieira do Minho promove literacia digital no Dia Mundial das Redes Sociais

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DR
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A Biblioteca Municipal Padre Alves Vieira, em Vieira do Minho, assinala o Dia Mundial das Redes Sociais, celebrado a 30 de junho, com uma iniciativa dedicada à promoção da literacia digital e à reflexão sobre o uso consciente e responsável destas plataformas.

Através do destaque mensal “Net Segura e Redes”, o espaço cultural propõe uma abordagem educativa ao universo digital, incentivando a comunidade a refletir sobre os desafios associados às redes sociais, nomeadamente a privacidade, a segurança online e o impacto da informação no quotidiano.

A iniciativa integra o programa regular da Biblioteca Municipal, que todos os meses associa uma data simbólica a ações de sensibilização dirigidas ao público, procurando estimular o pensamento crítico e a aprendizagem contínua.

Durante este mês, o foco recai sobre o papel das redes sociais na comunicação contemporânea e na forma como influenciam relações pessoais e sociais. Os visitantes são convidados a consultar materiais informativos disponibilizados no espaço, dedicados a temas como cidadania digital, segurança na internet e boas práticas online.

A iniciativa inclui ainda a reflexão baseada na citação de Brian Solis: “As redes sociais são ferramentas poderosas que podem ser usadas para o bem ou para o mal. Cabe a cada um de nós decidir como vamos usá-las.

Barcelos Cup 2026 junta mais de 1500 jovens atletas e cresce na sua 5.ª edição

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© CM Barcelos
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A Casa da Juventude de Barcelos recebeu a apresentação oficial da 5.ª edição da Barcelos Cup, torneio de futebol de formação que se realiza nos dias 20 e 21 de junho e que volta a registar um crescimento significativo em número de participantes e equipas envolvidas.

A edição de 2026 contará com 48 equipas, mais de 1500 atletas e cerca de três mil participantes no total, incluindo treinadores, dirigentes e familiares, consolidando o evento como uma das maiores competições de formação da região. No programa estão previstos 192 jogos distribuídos por três recintos desportivos do concelho.

Entre as novidades desta edição destaca-se a inclusão do escalão de sub-13 e a utilização de três infraestruturas desportivas: o Complexo Desportivo de Galegos Santa Maria, o Campo de Futebol de São Veríssimo e o Campo de Futebol “Os Ceramistas”.

O torneio terá como padrinho o guarda-redes do FC Porto, João Costa, que marcou presença na apresentação e destacou o orgulho em associar-se à iniciativa, sublinhando a importância de motivar os mais jovens através do desporto.

O vereador da Juventude de Barcelos, Carlos Eduardo Reis, destacou o crescimento contínuo da Barcelos Cup e o papel da competição na dinamização do concelho, valorizando o investimento feito na qualificação dos equipamentos desportivos e o envolvimento das comunidades locais.

Também presente na apresentação, Margarida Direito, representante da Associação de Futebol de Braga, sublinhou a importância do torneio na formação desportiva e pessoal dos jovens atletas, apelando a um ambiente positivo nas bancadas e à valorização dos valores do desporto.

A edição deste ano contará com a participação de clubes do concelho de Barcelos, de várias regiões do país e ainda de Espanha e Cabo Verde, reforçando a dimensão nacional e internacional da prova e o seu papel no intercâmbio desportivo entre jovens atletas.

Guimarães acolhe Fórum Europeu de Resiliência Urbana em ano de Capital Verde Europeia

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© Central de Informação
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Guimarães recebe, entre 17 e 19 de junho, o European Urban Resilience Forum (EURESFO) 2026, um encontro internacional dedicado às políticas de adaptação e resiliência climática, que contará com a participação de decisores políticos, especialistas e representantes de cidades europeias.

O evento, que terá lugar no Multiusos de Guimarães, decorre no ano em que a cidade detém o título de Capital Verde Europeia 2026 e é coorganizado pela ICLEI Europe, pela Agência Europeia do Ambiente e pelo Município de Guimarães.

Sob o tema “Ir além da adaptação: abordagens integradas para a resiliência”, o fórum pretende reforçar a ideia de que as estratégias climáticas urbanas devem ir mais longe do que a simples adaptação, promovendo respostas articuladas entre diferentes setores, instituições e comunidades.

Ao longo de três dias, o encontro funcionará como plataforma de partilha de conhecimento e de debate sobre políticas de adaptação às alterações climáticas, gestão de riscos e desastres, e promoção de práticas de resiliência urbana. O programa inclui ainda a análise de novos enquadramentos legislativos europeus, como o futuro Quadro Integrado da União Europeia para a Resiliência Climática e o Regulamento de Restauração da Natureza.

A edição de 2026 dará especial destaque ao papel das cidades de pequena e média dimensão, sublinhando a sua proximidade às populações e a capacidade de desenvolver estratégias de base local. Serão também discutidos modelos de financiamento para adaptação climática e soluções baseadas na natureza, bem como abordagens centradas nas pessoas, com foco na saúde, bem-estar e justiça social.

O presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, destaca que a realização do fórum no concelho “acontece num momento particularmente relevante, em que Guimarães assume a ambição de se afirmar como referência em qualidade de vida e sustentabilidade”, sublinhando que o evento “coloca o concelho no centro das soluções globais para os desafios climáticos e sociais”.

O autarca acrescenta ainda que o EURESFO “pode funcionar como uma plataforma de ação, capaz de ligar a transição ecológica à melhoria efetiva da vida das pessoas”, defendendo a importância de “liderar pelo exemplo na construção de um futuro mais sustentável e coeso”.

Também a ICLEI Europe destaca a importância de Guimarães enquanto anfitriã do evento, considerando a cidade um exemplo de integração da sustentabilidade na sua estratégia de desenvolvimento e um território adequado para discutir novas abordagens à resiliência urbana.

No âmbito do fórum, os participantes terão ainda acesso a visitas técnicas a projetos locais, incluindo a regeneração do Monte Latito e do Bairro C, o Corredor Biocultural de Guimarães, iniciativas ligadas à Horta Pedagógica e ao Laboratório da Paisagem, bem como intervenções na paisagem natural da Penha.

O programa completo do EURESFO 2026 está disponível aqui.

GNR de Braga regista 40 detenções e 145 acidentes numa semana de operações

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DR
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O Comando Territorial de Braga da GNR realizou, entre os dias 1 e 7 de junho, um conjunto de operações no distrito que visaram a prevenção e o combate à criminalidade, a fiscalização rodoviária e o controlo de diversas infrações contraordenacionais.

No balanço da atividade operacional, foram registadas 40 detenções, destacando-se 14 por condução sob o efeito do álcool, 11 por condução sem habilitação legal, quatro por violência doméstica, duas por tráfico de estupefacientes e uma por furto.

No âmbito da fiscalização rodoviária, foram detetadas 460 infrações, com maior incidência em situações como falta de inspeção periódica obrigatória (82 casos), excesso de velocidade (70), condução com taxa de álcool superior ao permitido por lei (27), ausência de seguro de responsabilidade civil (21), utilização incorreta do cinto de segurança ou sistemas de retenção para crianças (18), uso do telemóvel durante a condução (14), infrações relacionadas com tacógrafos (14), falta de iluminação ou sinalização (12) e excesso de peso ou má disposição da carga (7).

Durante o mesmo período, foram registados 145 acidentes rodoviários, dos quais resultaram dois feridos graves e 67 feridos ligeiros.

No âmbito da fiscalização geral, a GNR elaborou ainda 36 autos de contraordenação, sendo 20 no âmbito da legislação policial, nove na área da proteção da natureza e do ambiente e sete relacionados com o consumo de produtos estupefacientes.

As autoridades reforçam que estas ações têm como objetivo “aumentar a segurança rodoviária e prevenir comportamentos de risco”, sublinhando a importância do “cumprimento das regras de trânsito e da legislação em vigor”.

Braga: CDU questiona apoios públicos de 59.988 euros à Cimeira da Indústria 2026

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© Sandra Antunes
© Sandra Antunes

A CDU de Braga questionou esta segunda-feira os apoios financeiros atribuídos pelo Município de Braga, pelos Transportes Urbanos de Braga (TUB) e pela AGERE à organização da “Cimeira da Indústria 2026”, realizada no passado dia 26 de maio no Theatro Circo.

Em conferência de imprensa, o partido manifestou preocupação com os contratos celebrados por ajuste direto entre as três entidades públicas e o jornal Observador, apontando para um montante global de 59.988 euros destinados à realização do evento.

Segundo Sandra Cardoso, eleita da CDU na Assembleia Municipal de Braga, a iniciativa já se encontrava anunciada publicamente desde o início de abril, com data, local, programa e oradores definidos, considerando por isso legítimo “questionar a necessidade e o enquadramento dos apoios posteriormente atribuídos”.

A deputada destaca que o Município de Braga, a TUB e a AGERE “celebraram contratos individuais de 19.999 euros, 19.999 euros e 19.990 euros, respetivamente, com o mesmo adjudicatário e para o mesmo evento”.

Durante a conferência, a CDU criticou ainda a utilização de recursos públicos para apoiar uma iniciativa organizada por entidades privadas, defendendo que empresas municipais como a TUB e a AGERE devem concentrar a sua atividade nas missões para as quais foram criadas.

A CDU considerou igualmente que “a cimeira reuniu representantes de grandes grupos económicos e políticos nacionais, defendendo posições ligadas ao setor empresarial e ao modelo económico liberal, motivo pelo qual entende que o financiamento público do evento deve ser devidamente esclarecido”.

Face a esta situação, a CDU apela à transparência por parte das entidades envolvidas e pretende obter explicações sobre os critérios que sustentaram a atribuição destes apoios financeiros.

A deputada acrescentou ainda que “a Câmara Municipal de Braga financiou um evento que tinha como participantes: a Bosch Portugal, Banco BPI, Siemens Portugal, Continental Mabor, Tabaqueira, TMG e DST Grupo que em conjunto apresentam lucros de pelo menos 800 milhões de euros. Isto é aceitável? O código dos contratos públicos estabelece um limite de 20.000 euros para ajustes diretos e o valor individual de cada um  dos contratos dos TUB, da AGERE e da Câmara é milimetricamente abaixo do teto legalmente previsto de 20.000″.

A CDU referiu ainda que esta situação é grave e que “o presidente da Câmara Municipal de Braga vai ter que esclarecer na próxima Assembleia Municipal”. O partido anunciou ainda que irá remeter participações à Inspeção-Geral de Finanças (IGF), ao Tribunal de Contas e à Direção-Geral das Autarquias Locais (DGAL), solicitando a análise dos contratos e dos procedimentos adotados.

Por sua vez, a Câmara de Braga esclareceu à Braga TV que o contrato em causa visou apenas a promoção institucional da cidade no âmbito da Cimeira da Indústria, tendo sido realizado alegadamente em conformidade com as regras da contratação pública e fiscalização de custos.

Nove mortos em acidentes ferroviários nas passagens de nível em 2025

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© CM Barcelos
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Nove pessoas perderam a vida em acidentes ocorridos em passagens de nível em Portugal desde o início de 2025. Os dados, divulgados pela Guarda Nacional Republicana (GNR), pela Infraestruturas de Portugal (IP) e pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), revelam ainda o registo de 24 acidentes, entre colisões e colhimentos, ao longo dos primeiros meses do ano.

Segundo as entidades, foram contabilizadas 18 colisões entre veículos e comboios e seis casos de colhimento, resultando em nove vítimas mortais. Um dos aspetos que mais preocupa as autoridades é o facto de 20 destes acidentes terem ocorrido em passagens de nível equipadas com proteção ativa, como barreiras automáticas, sinalização luminosa e sonora.

As entidades responsáveis pela segurança ferroviária consideram que estes números demonstram que a eficácia das infraestruturas de proteção depende, em grande medida, do comportamento dos utilizadores e do cumprimento das regras de segurança.

Apesar da redução significativa do número de passagens de nível ao longo das últimas décadas, a diminuição da sinistralidade não tem acompanhado o mesmo ritmo. No final de 2025 existiam 763 passagens de nível em Portugal, mais de 60% das quais com sistemas de proteção ativa. Em 1999, o país contava com 2.494 passagens de nível, sendo que apenas 26% possuíam este tipo de proteção.

As autoridades destacam, contudo, que a estratégia de modernização e eliminação destas infraestruturas tem contribuído para uma redução global dos acidentes e das vítimas, mantendo-se o objetivo de baixar o número de ocorrências para menos de dez por ano até 2030.

Os 24 acidentes registados este ano tiveram também impacto na circulação ferroviária, provocando atrasos acumulados de 17.994 minutos em 580 comboios, com consequências para milhares de passageiros e para a gestão da rede ferroviária nacional.

No âmbito do plano de prevenção, foram eliminadas 44 passagens de nível e modernizadas outras 28 durante o último ano, num investimento que rondou os 70 milhões de euros.

A divulgação destes dados coincide com a celebração do Dia Internacional de Sensibilização para a Segurança em Passagens de Nível, assinalado esta terça-feira sob o lema “Alerta hoje – Seguro amanhã”, iniciativa que pretende reforçar a adoção de comportamentos responsáveis e prevenir acidentes nestes atravessamentos ferroviários.

Braga reforça compromisso climático e aproxima-se das metas para 2030

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© CM Braga
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O Município de Braga apresentou o 2.º Relatório de Monitorização do Plano de Ação para a Energia Sustentável e o Clima (PAESC), documento que evidencia os avanços alcançados pelo concelho no cumprimento das metas ambientais estabelecidas para 2030.

A avaliação confirma uma evolução positiva na redução das emissões de dióxido de carbono (CO), aproximando Braga do objetivo de diminuir em pelo menos 55% as emissões até ao final da década, no âmbito dos compromissos assumidos através do Pacto de Autarcas para o Clima e Energia. A estratégia municipal aponta ainda para a neutralidade carbónica até 2050.

O relatório destaca a consolidação das políticas implementadas nos últimos anos, refletindo uma maior capacidade de monitorização e integração de indicadores relacionados com a sustentabilidade ambiental e energética do território.

Entre as medidas já concretizadas encontram-se a substituição da iluminação pública por tecnologia LED, a implementação de sistemas inteligentes de gestão energética, a requalificação energética de edifícios municipais e estabelecimentos de ensino, bem como o reforço das infraestruturas de mobilidade suave e ciclável.

A autarquia salienta igualmente os programas direcionados para o combate à pobreza energética e as ações de adaptação às alterações climáticas, áreas que assumem crescente relevância na estratégia de desenvolvimento sustentável do concelho.

Para o vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, Altino Bessa, “os resultados agora apresentados demonstram que Braga está a transformar os compromissos climáticos em políticas concretas e em investimentos com impacto direto na qualidade de vida das pessoas”. O responsável acrescenta que “a sustentabilidade deixou de ser apenas uma ambição para passar a ser uma dimensão estruturante da governação municipal”.

O documento foi desenvolvido em parceria com a IrRADIARE – Science for Evolution®, entidade responsável pela monitorização dos consumos energéticos, das emissões de CO e da execução das medidas previstas no plano.