A Associação de Moradores Camélias e Couteiro, em Braga, promove, no próximo dia 13 de junho, o Arraial de Santo António, uma iniciativa que pretende reunir a comunidade num ambiente de convívio e celebração.
O evento decorre a partir das 14:30, no terreno junto ao Campo das Camélias, e inclui um programa diversificado com torneio de sueca, atuação de concertinas, jogos tradicionais, coro popular, animação musical e encerramento com DJ.
Ao longo da tarde e da noite, os participantes poderão também desfrutar de várias especialidades típicas dos Santos Populares, como sardinhas assadas, bifanas, caldo verde e cerveja.
Integrada no programa “Viva o Bairro”, promovido pela BragaHabit com o apoio do Município de Braga, a iniciativa visa reforçar os laços de vizinhança, incentivar a participação dos moradores e dinamizar a vida comunitária no bairro das Camélias e Couteiro.
Vivemos numa época em que a palavra “Democracia” é repetida até à exaustão, é invocada pelos governos, partidos políticos, comentadores, meios de comunicação social e pelas instituições internacionais. Fala-se em democracia como quem fala de uma verdade absoluta, de um sistema perfeito, de uma conquista definitiva da humanidade.
Mas será que a democracia existe mesmo? Se existe, onde está?
A pergunta pode parecer provocatória. Afinal, vivemos em países onde votamos, onde existem eleições periódicas, onde há parlamentos e constituições. Contudo, talvez seja precisamente aí que reside o maior equívoco do nosso tempo, confundimos o acto de votar com a verdadeira democracia.
A democracia nasceu, na sua essência, como o governo do povo, não o governo de alguns em nome do povo, de elites que falam em nome do povo, de estruturas partidárias que se apropriam da vontade popular. O ideal democrático assentava na participação activa dos cidadãos na construção da vida colectiva.
Mas olhemos à nossa volta:
– Quantos cidadãos participam realmente nas decisões fundamentais que afectam as suas vidas?
– Quem decide o rumo da economia?
– Quem define as políticas fiscais?
– Quem estabelece as prioridades do investimento público?
– Quem controla os mercados financeiros?
– Quem influencia os meios de comunicação social?
– Quem determina, muitas vezes, as agendas políticas?
As respostas a todas estas questões, raramente é o povo.
O cidadão comum é chamado a pronunciar-se de quatro em quatro anos, entre eleições, torna-se sobretudo espectador, observa debates que não controla, assiste a decisões que não toma e suporta consequências que não escolheu.
Chamamos democracia a este sistema porque nos habituámos a fazê-lo, mas a verdade é que muitos dos mecanismos fundamentais de decisão encontram-se hoje afastados do alcance da maioria das pessoas.
A própria política transformou-se num produto.
Os partidos vendem promessas como empresas vendem marcas, os candidatos são trabalhados por especialistas em comunicação, as campanhas eleitorais são desenhadas para gerar emoções, não necessariamente para promover reflexão.
O cidadão tornou-se consumidor político, escolhe entre opções previamente seleccionadas por estruturas que raramente controla, depois regressa à sua vida, convencido de que participou plenamente na governação do país.
Mas terá participado? Ou terá apenas legitimado um sistema previamente montado?
A questão torna-se ainda mais inquietante quando observamos a influência crescente dos grandes grupos económicos.
Num mundo globalizado, muitos governos parecem possuir menos poder do que grandes multinacionais, empresas que movimentam capitais superiores ao PIB de muitos países e conseguem influenciar legislação, condicionar políticas públicas e moldar comportamentos sociais.
Quem governa realmente?
O voto popular ou o poder económico?
A democracia ou os mercados?
A resposta não é simples. Mas a pergunta é inevitável.
Talvez o maior triunfo dos sistemas modernos tenha sido convencer os cidadãos de que são livres enquanto limitam progressivamente os espaços de verdadeira liberdade.
Somos livres para escolher produtos, entretenimento, expressar opiniões nas redes sociais.
Mas somos realmente livres para influenciar as grandes decisões colectivas? Ou apenas livres dentro dos limites previamente definidos por outros?
O filósofo francês Jean-Jacques Rousseau alertava para este perigo quando afirmava que o povo inglês julgava ser livre porque elegia os seus representantes, mas que, após as eleições, voltava a ser servo.
Passaram-se séculos.
A reflexão continua actual.
Talvez a democracia moderna tenha evoluído para uma espécie de ritual, um conjunto de procedimentos formais que preservam a aparência da participação popular, enquanto as estruturas profundas do poder permanecem relativamente intocáveis.
Seria injusto concluir que a democracia não existe de todo.
Talvez ela exista.
Não como realidade consumada, mas como ideal, como horizonte, um projecto inacabado.
A verdadeira democracia talvez não seja aquilo que temos, talvez seja aquilo que ainda procuramos.
Existe sempre que um cidadão questiona, recusa aceitar verdades impostas, sempre que uma comunidade se organiza para resolver os seus próprios problemas, sempre que o poder é escrutinado, sempre que a liberdade de pensamento sobrevive à pressão do conformismo.
A democracia não vive nos discursos,vive na consciência crítica, na capacidade de pensar. Não vive apenas nas urnas e sim na coragem de participar.
O problema do nosso tempo não é apenas a corrupção política, a influência económica ou a manipulação mediática.
O problema maior talvez seja a resignação.
Uma sociedade que deixa de questionar deixa de ser verdadeiramente democrática.
Uma sociedade que aceita tudo sem reflexão transforma-se numa multidão obediente.
E uma multidão obediente pode ter eleições, pode ter parlamentos, partidos políticos,
até ter constituições, mas dificilmente terá democracia.
Por isso, a pergunta permanece.
A democracia existe mesmo?
Talvez exista em pequenas manifestações de cidadania consciente, em momentos raros de participação genuína ou apenas como uma promessa ainda por cumprir. Mas se quisermos encontrá-la, provavelmente não devemos procurá-la nos palácios do poder, devemos procurá-la dentro de cada cidadão que continua a pensar por si próprio.
Porque a democracia não morre quando desaparecem as eleições, morre quando desaparecem os cidadãos.
E talvez a questão mais importante não seja onde está a democracia,a verdadeira questão talvez seja:
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e a Direção-Geral da Saúde (DGS) emitiram um alerta devido à previsão de temperaturas elevadas para os próximos dias, apelando à adoção de medidas de prevenção para reduzir os riscos associados ao calor.
Segundo as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os termómetros vão ultrapassar os 35 graus Celsius em várias regiões do país, aumentando o risco de desidratação, insolação e agravamento de problemas de saúde, sobretudo entre a população mais vulnerável. Em Braga as máximas chegam aos 38 graus.
As autoridades recomendam o consumo regular de água ao longo do dia, mesmo sem sensação de sede, e aconselham a evitar bebidas alcoólicas. É também sugerido limitar a exposição solar entre as 11:00 e as 17:00, utilizar protetor solar com fator de proteção elevado e optar por roupa leve e clara.
A DGS e a Proteção Civil alertam ainda para a necessidade de especial atenção a idosos, crianças, doentes crónicos e trabalhadores expostos ao calor, bem como para a importância de não deixar pessoas ou animais dentro de viaturas estacionadas ao sol.
As entidades reforçam o apelo à vigilância de familiares, vizinhos e pessoas em situação de maior fragilidade, numa fase em que o país enfrenta um episódio de calor intenso.
Os preços dos combustíveis voltam a sofrer alterações na semana de 15 a 21 de junho. De acordo com as previsões baseadas no fecho mais recente dos mercados, o gasóleo simples deverá registar uma descida de cerca de três cêntimos por litro, enquanto a gasolina simples 95 deverá aumentar aproximadamente meio cêntimo por litro.
Estas variações são apenas indicativas, uma vez que os preços praticados dependem da política comercial de cada marca e posto de abastecimento, num mercado de preços livres.
Fafe recebe a partir desta sexta-feira a 4.ª ronda do FIM EnduroGP World Championship, uma das mais prestigiadas competições de enduro a nível mundial. O evento traz ao concelho os melhores pilotos da modalidade, reforçando a posição de Portugal no panorama internacional do desporto motorizado.
Reconhecida pela sua tradição no motociclismo, Fafe volta a assumir um papel de destaque ao acolher uma prova de elevada exigência técnica, que promete atrair milhares de espectadores e equipas de vários países.
A sessão oficial de abertura contará com a presença do Secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, e do presidente da Câmara Municipal de Fafe, Antero Barbosa, numa cerimónia que assinala o arranque de mais um fim de semana de competição de alto nível.
A edição deste ano ficará também marcada por uma aposta na sustentabilidade. Pela primeira vez, a prova contará com a medição das emissões de CO₂, numa iniciativa desenvolvida pela Mota-Engil ATIV que permitirá avaliar o impacto ambiental do evento e definir medidas de mitigação futuras.
Além da componente desportiva, a competição deverá gerar um impacto significativo na economia local, com forte procura por alojamento, restauração e serviços, consolidando Fafe como uma referência internacional na organização de grandes eventos motorizados.
O Hospital de Braga vai assegurar, a partir de 1 de julho, a resposta da Via Verde AVC em regime contínuo, funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana, durante todo o ano.
A medida resulta do alargamento da cobertura da Neurorradiologia de Intervenção ao período noturno, permitindo garantir uma resposta permanente a doentes com acidente vascular cerebral (AVC) e evitando a transferência anual de dezenas de utentes para hospitais da Área Metropolitana do Porto.
Com o novo modelo, os doentes da área de influência da Unidade Local de Saúde de Braga passam a ter acesso imediato a tratamentos altamente especializados, numa situação clínica em que o tempo de resposta é determinante para a recuperação.
Para assegurar esta cobertura permanente foi criada uma equipa multidisciplinar que integra profissionais das áreas de Neurorradiologia, Anestesiologia, Imagiologia, Neurologia e Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica.
O investimento ultrapassa os 500 mil euros e permitirá realizar entre mais 50 e 75 trombectomias mecânicas por ano, reforçando a capacidade assistencial e a diferenciação clínica da instituição.
Além dos benefícios para os utentes, a nova organização deverá contribuir para uma maior eficiência do Serviço Nacional de Saúde, reduzindo transportes inter-hospitalares e mantendo na região atividade médica altamente especializada.
A Câmara Municipal de Guimarães recebeu o Intendente de Colonia del Sacramento, Guillermo Rodríguez, naquela que foi a primeira visita institucional à cidade desde a geminação estabelecida entre os dois municípios em 2000.
A delegação uruguaia foi recebida pelo presidente da autarquia, Ricardo Araújo, num encontro marcado pelo reforço da cooperação entre as duas cidades. Durante a visita, foi assinada a Declaração Guimarães One Planet City, documento que reafirma o compromisso conjunto com a sustentabilidade, a ação climática e o desenvolvimento de territórios mais resilientes.
Ao longo da jornada, os representantes de Colonia del Sacramento visitaram os Paços do Concelho, o Laboratório da Paisagem e o Centro Histórico de Guimarães, onde tiveram contacto com projetos ligados à sustentabilidade ambiental, inovação territorial e educação para o desenvolvimento sustentável.
A visita reforça a relação institucional entre os dois municípios e abre portas ao desenvolvimento de novas iniciativas de cooperação em áreas de interesse comum.
Dez trotinetas elétricas foram deixadas ao abandono num passeio da cidade de Braga, situação que está a gerar indignação entre os internautas e moradores daquele espaço pedonal.
Segundo a denúncia efetuada por um cidadão, os equipamentos encontram-se naquele local “há vários dias”, ocupando parte significativa do passeio e dificultando a circulação de peões, sobretudo de pessoas com mobilidade reduzida, carrinhos de bebé e idosos.
Estes equipamentos são vandalizados e abandonados um pouco por toda a cidade desde que foram instalados no espaço público.
A população defende uma maior fiscalização e uma gestão mais eficaz por parte das entidades responsáveis, de forma a garantir a segurança e a acessibilidade dos espaços destinados aos peões.
O Estádio do Moreirense FC, em Moreira de Cónegos, recebeu esta quarta-feira a festa de encerramento da Liga Neno 2026, que juntou mais de 800 crianças de vários clubes e freguesias do concelho de Guimarães.
Promovida pelo Município de Guimarães e pela Tempo Livre, a competição reuniu ao longo dos últimos meses 62 equipas, num projeto dedicado à promoção do futebol jovem e dos valores associados ao desporto.
A cerimónia contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, do vereador do Desporto, Alberto Martins, do presidente da Tempo Livre, José Luís Ribeiro, e de Simone Barros, viúva de Neno, que participaram na entrega de medalhas e troféus.
Ricardo Araújo destacou a importância da iniciativa na promoção do desporto e na transmissão de valores como o espírito de equipa, a amizade e a participação, sublinhando o papel dos clubes, treinadores e famílias.
O autarca reforçou ainda a importância de preservar o legado de Neno, lembrando os valores de alegria, dedicação e companheirismo que marcaram o antigo guarda-redes.
A final decorreu no dia em que se assinalam cinco anos da morte de Neno, figura que dá nome à competição e que continua a inspirar novas gerações.
Num ambiente de festa, a Liga Neno voltou a afirmar-se como uma das principais iniciativas de futebol de formação no concelho, promovendo o desporto e a homenagem a uma das figuras mais marcantes do futebol português.