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Candidaturas abertas para projetos artísticos na Braga Romana

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© CM Braga
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A Câmara Municipal anunciou a abertura das candidaturas aos projetos artísticos na Braga Romana, que decorrerá de 20 a 24 de maio.

Na edição deste ano, o ponto de partida é “Bracara Augusta: Antes de Roma”, que convida a explorar os territórios, culturas, comunidades e práticas que antecederam a fundação romana da cidade.

Até 15 de março decorrem as candidaturas aos projetos nas áreas de música, teatro, dança, artes circenses e multidisciplinar.

“Procuram-se grupos locais, nacionais ou internacionais com propostas de animação que evoquem o quotidiano de Bracara Augusta, a mitologia, os rituais, a gastronomia, as artes, o ócio, a estética, o desporto, a saúde e a vida política, entre outros aspetos da vivência daquela urbe, bem como abordagens contemporâneas que dialoguem com estes universos”, refere a Autarquia.

As inscrições podem ser feitas aqui.

Morreu o Professor Lopes Nunes, primeiro presidente do IPCA

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Morreu o Professor Lopes Nunes, primeiro presidente do Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) e um dos grandes arquitetos da instituição. Tinha 97 anos.

Lopes Nunes dedicou a sua vida à educação e à ciência, sendo uma referência incontornável no desenvolvimento do ensino superior em Portugal. Natural de Angola, formou-se em Ciências Naturais na Universidade de Coimbra e doutorou-se em França, iniciando uma carreira marcada pelo rigor académico e pela paixão pelo ensino, que o levou a lecionar em Moçambique e, mais tarde, a desempenhar papéis determinantes na Universidade do Minho e na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

Em 1995, aceitou o desafio de criar do zero o que viria a ser o IPCA. “Na altura, não havia mais do que um decreto de lei: foi necessário contratar professores, recrutar funcionários, procurar instalações e organizar cursos — tarefa que exigiu coragem, visão e uma determinação inabalável. Foi Presidente da Assembleia Estatutária e integrou o Conselho Geral, assumindo responsabilidades que ajudaram a consolidar os fundamentos institucionais da instituição”, recorda o IPCA.

“O legado do Professor Lopes Nunes é visível na sólida instituição que hoje conhecemos: um Politécnico moderno, inovador, próximo dos estudantes e profundamente integrado na região. Mais do que fundador, foi mentor e inspirador, transmitindo aos que com ele trabalharam valores de dedicação, rigor e humanidade. O IPCA presta homenagem à sua vida e obra, expressando sentida gratidão por tudo o que construiu. A sua memória permanecerá viva em cada espaço do Politécnico, em cada estudante e em cada docente que teve a oportunidade de com ele aprender e colaborar. Já reformado, era visível o seu orgulho pelo percurso do IPCA, afirmando que se tornou ‘numa instituição de mérito científico e pedagógico'”, acrescenta a instituição.

Em sinal de respeito, a Presidente do IPCA decretou luto académico de três dias.

As cerimónias fúnebres terão lugar na Igreja de Santo Adrião, na Quinta da Capela, em Braga. O velório decorre hoje, entre as 17:00 e as 19:00, e amanhã, entre as 10:00 e as 16:00. A missa de funeral será celebrada amanhã, dia 20, às 16:00.

À família e amigos, a Braga TV endereça as mais sinceras condolências.

Vila Verde lança Bolsa de Mérito para distinguir jovens universitários

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O Município de Vila Verde vai atribuir, pela primeira vez, a Bolsa de Mérito “Vila Verde + Superior”.

A medida visa “reconhecer o esforço e a excelência dos jovens do concelho que ingressam e frequentam o ensino superior, contribuindo também para incentivar a continuidade dos seus percursos académicos e promover a igualdade de oportunidades no acesso à formação superior”.

As candidaturas encontram-se abertas e destinam-se a estudantes até aos 25 anos de idade — ou até aos 35 anos, no caso de candidatos com grau de incapacidade igual ou superior a 60% — que tenham entrado pela primeira vez num curso de licenciatura.

Os alunos que já tenham apresentado candidatura à bolsa de estudo para o ensino superior, entre os meses de outubro e novembro, não necessitam de submeter novo pedido, sendo a atribuição desta bolsa de mérito efetuada automaticamente.

Esta nova medida municipal assume-se como “um instrumento da estratégia de valorização do capital humano do concelho, premiando o mérito académico e apoiando as famílias neste momento determinante do percurso formativo dos seus jovens”.

A presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Júlia Rodrigues Fernandes, sublinha que “a criação da Bolsa de Mérito ‘Vila Verde + Superior’ representa “um investimento concreto no futuro do concelho e nas pessoas”.

“Queremos reconhecer o trabalho, a dedicação e o talento dos nossos jovens, incentivando-os a prosseguir estudos e a construir percursos académicos de sucesso, sem que as dificuldades económicas sejam um entrave. Esta é também uma forma de afirmar Vila Verde como um território que valoriza o conhecimento, a qualificação e a igualdade de oportunidades”, explicou Júlia Rodrigues Fernandes.

Câmara de Braga quer aumentar fatura da água. Oposição contesta

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© Sandra Antunes
© Sandra Antunes

A oposição votou contra o aumento de 7% da fatura da água em Braga para 2026. Após a proposta ter sido chumbada na Reunião de Câmara desta quarta-feira, João Rodrigues alertou de que a subida do preço está prevista no contrato de gestão delegada pela AGERE, tendo a votação sido anulada.

A proposta será novamente apresentada na próxima Reunião do Executivo para análise e nova votação.

Rui Rocha, vereador da Iniciativa Liberal, questionou o porquê do Executivo Municipal de Braga não ter aumentado a tarifa da água em 2025. “Nós ouvimos, nesta reunião, dizer que em 2025 as tarifas não foram atualizadas por decisão política. Ora, eu tentei perceber que decisão política é essa, mas qualquer um de nós pode presumir que isso foi feito porque havia eleições autárquicas em 2025. Portanto, o ponto fundamental político que há aqui a debater é se os tarifários de um serviço, como é o serviço de fornecimento de água, devem estar ou não dependentes de ciclos políticos. Porquê é que isso foi assim? Porquê é que agora em 2026 é preciso aumentar para repor, não só aquilo que seria o aumento normal de 2026, mas recuperar aquilo que não foi aumentado em 2025 por decisão política e eleitoral?”, perguntou o liberal.

Já Filipe Aguiar, do CHEGA, contestou o aumento da fatura, tendo referido que “é um aumento insustentável” e que “afeta a dobrar para os bracarenses”. “Hoje percebemos, nesta reunião, que houve um adiamento desse aumento porque houve eleições num passado recente e foi aqui um taticismo político na decisão de um momento progressivo. Neste momento, os bracarenses têm um aumento que, na nossa opinião, é demasiado, principalmente nas taxas fixas. Não conseguimos perceber o porquê desse aumento tão alto, daí que não podemos estar de acordo com uma situação em que houve uma tática política num passado recente e que agora é afetada a dobrar para os bracarenses”, contestou.

Por seu turno, Ricardo Silva, do Amar e Servir Braga, diz não concordar com o aumento de tarifa para as famílias numerosas e para as IPSS e que o movimento independente “não é responsável pelas decisões tomadas pelo anterior executivo”.

“Quando nós percebemos que até o próprio presidente não sabia que afinal vinha de uma deliberação de um executivo anterior e que agora nós é que seríamos comprometidos, isto não existe em lado nenhum, portanto, aquilo que nós queremos fazer valer é que nós somos contra o processo nesses moldes. A documentação diz que há um aumento de tarifa para as famílias numerosas e para as IPSS e nós não concordamos com isto. Se o anterior executivo concordava, isso é problema deles. Que sejam chamados ao banco do Tribunal, que sejam chamados a prestar declarações, eles que façam o que entenderem, mas isto não vincula a nossa posição. A nossa posição é muito clara. Nós somos pela defesa da família, somos pela defesa das instituições de solidariedade social e, portanto, continuaremos a acompanhar esta iniciativa de que queremos melhores condições e melhores benefícios para estas instituições e para acompanhar as famílias”, frisou Ricardo Silva.

Pedro Sousa, do Partido Socialista, falou que o anterior executivo “poderia ter aumentado as tarifas em 2025, mas adiou o aumento para um ano não eleitoral”. Este aumento de tarifário que foi atrasado e alterado a sua votação em 2025, não é popular em ano eleitoral aumentar tarifários. Fica muito claro que a coligação  ‘Juntos por Braga’ entendeu postergar o aumento da água e das tarifas de saneamento para um ano não eleitoral, havendo agora algo que podia ter sido repartido ao longo dos anos e representar um aumento mais marginal, ou seja, mais progressivo, havendo agora um aumento que vai entre 6% e 7%, num contexto difícil para as  famílias e para o país”, explicou o vereador. 

Para João Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Braga, “o adiamento da votação da proposta vai evitar criar problemas aos vereadores da oposição”, uma vez que “estavam a ir contra as instruções da ERSAR”.

“Eu acho que os vereadores da oposição devem estar muito agradecidos já que a proposta foi retirada. Iam ter grandes problemas nos próximos anos, não tenho dúvida nenhuma, porque estavam a ir contra as instruções de uma entidade reguladora para um setor público essencial como é a água. Como devem imaginar, é altamente fiscalizado e altamente controlado por outras entidades. Aquilo que Rui Rocha aqui fez hoje foi não cumprir aquilo que o seu próprio partido se tinha comprometido há um ano. Portanto ainda bem para os vereadores da oposição que o ponto pôde ser retirado”, finalizou o autarca.

Na Reunião de Câmara foi ainda aprovada a redução de 14% nos passes dos Transportes Urbanos de Braga e o aumento de 25% do preço do estacionamento à superfície na cidade.

Sexagenário apanhado em Guimarães a conduzir carro sem seguro

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Um homem, de 65 anos, foi detido, na cidade de Guimarães, por conduzir um carro que estava apreendido por falta de seguro de responsabilidade civil.

“No dia 18 de fevereiro, no âmbito de uma operação de fiscalização rodoviária, realizada na cidade de Guimarães, os Polícias procederam à detenção de um cidadão com 65 anos de idade, pelo crime de desobediência. O mesmo conduzia um veículo automóvel que se encontrava apreendido, por falta de seguro de responsabilidade civil”, refere a PSP.

O detido foi notificado para comparecer no Tribunal Judicial de Guimarães.

João Pinheiro vai arbitrar SC Braga – Vitória SC

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© AF Braga
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João Pinheiro, da AF Braga, vai arbitrar o jogo entre o SC Braga e o Vitória SC, no sábado.

A partida, a contar para a 23.ª jornada da I Liga, decorrerá às 20:30, no Estádio Municipal de Braga.

Braga: Filipe Aguiar alerta para “problemas” em Vilaça e exige segurança e salubridade

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© CHEGA
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Filipe Aguiar, vereador do CHEGA na Câmara Municipal de Braga, alertou o Executivo Municipal, na Reunião de Câmara, para “um conjunto de problemas” que considera “graves”, na freguesia de Vilaça.

O vereador defende “uma intervenção urgente para garantir segurança, salubridade e proteção do espaço público”.

Segundo Filipe Aguiar, “uma das preocupações levantadas prende-se com o corte na Rua de Santo António, que se encontra intransitável há vários dias, impedindo a circulação de autocarros e afetando diretamente a mobilidade da população. A situação resulta da obstrução do escoamento de águas por um particular, através da deposição de lenha e entulho florestal”.

O vereador alerta que “a água está a circular sobre o pavimento e poderá estar a comprometer a estabilidade estrutural da via, defendendo que o problema exige uma intervenção imediata e firme das autoridades municipais”.

Filipe Aguiar destacou ainda “a necessidade de instalação de rails de proteção em vários troços da rede viária da freguesia, alertando para riscos evidentes de segurança rodoviária”. Nesse sentido, recomendou que o Executivo Municipal realize uma deslocação ao local, em articulação com a Junta de Freguesia, para “avaliar no terreno as intervenções necessárias”.

“Outra situação denunciada relaciona-se com a recolha de roupas usadas”, refere, chamando a atenção para “a existência no território da freguesia de grandes quantidades de têxteis armazenados a céu aberto por uma empresa do setor, criando uma situação ambiental preocupante e contrária aos princípios da economia circular”.

Filipe Aguiar sublinha que “os sistemas de recolha de roupa usada surgiram com o objetivo de reduzir o encaminhamento de resíduos têxteis para aterro e promover a reutilização, mas alerta que, sem fiscalização adequada, podem transformar-se num problema ambiental e de saúde pública”. “O que está a acontecer em Vilaça não corresponde à economia circular, mas sim à transferência de resíduos de um local para outro, sem controlo e à vista da população”, sustenta.

O vereador considera que “estas situações exigem uma resposta célere e responsável do Município”, defendendo que “Vilaça deve merecer uma atenção prioritária, tendo em conta o impacto direto na segurança, mobilidade e qualidade de vida dos habitantes”.

Agride, ameaça e injuria agentes da PSP em Braga

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© PSP
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Um homem, de 32 anos, foi detido esta quinta-feira, em Braga, pelo crime de ameaças e injúrias a Polícias.

De acordo com a PSP, o suspeito dirigiu-se aos Polícias, que se encontravam em serviço de patrulhamento auto, com “uma atitude agressiva”, tendo-os injuriado e ameaçado. Ainda no decorrer da abordagem policial, o mesmo agrediu um Policia.

O detido vai ser presente no Tribunal Judicial da Comarca de Braga.

Estatísticas e impacto da IA em Portugal: o que está a mudar para os portugueses e como usar AI companions

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A inteligência artificial deixou de ser “assunto de laboratório” e virou hábito quotidiano: estudantes a resumir textos, profissionais a acelerar tarefas, empresas a automatizar atendimento e, cada vez mais, pessoas a experimentar AI companions (companheiros de IA) como entretenimento e apoio conversacional. Em 2026, Portugal aparece frequentemente como um dos países europeus com maior ritmo de adoção — e isso tem efeitos claros na educação, no trabalho e na economia.

1) Portugal está mesmo na frente? Os números mais citados

Há dois indicadores que ajudam a perceber a dimensão do fenómeno:

  • Uso pessoal de IA generativa: um estudo citado em fevereiro de 2026 aponta que 62% dos inquiridos em Portugal usam ferramentas de IA generativa “regularmente”, acima da média europeia (52%).
  • Adoção nas empresas: um relatório setorial (AWS, 2024) indica que 35% das empresas portuguesas já adotaram alguma tecnologia de IA (subida face a 28% no ano anterior) e que 70% dos adotantes usam IA generativa/LLMs. O mesmo relatório estima um potencial de €61 mil milhões de valor económico se a aceleração digital (com destaque para IA) se mantiver.

O retrato fica ainda mais forte quando olhamos para os mais novos: um estudo apoiado pela .PT (no âmbito do EU Kids Online) refere que 85% das crianças e jovens (9–17) em Portugal usam IA generativa, acima da média europeia, e quase metade utiliza para tarefas escolares como resumir textos ou ajudar nos trabalhos.

2) O impacto real: produtividade, empregos e “vantagem de ritmo”

Em Portugal, a conversa sobre IA tende a cair em dois campos: entusiasmo (“isto vai libertar tempo”) e receio (“isto vai substituir pessoas”). A realidade costuma ser mais híbrida: a IA desloca tarefas e exige requalificação, mas pode elevar a produtividade se for bem implementada.

Um exemplo concreto: um estudo citado pela Reuters (outubro de 2024) aponta que Portugal poderia aproximar-se da produtividade média da UE até 2030 se requalificar cerca de 1,3 milhões de trabalhadores (aprox. 30% da força de trabalho) para trabalhar com IA generativa, além de apoiar transições de funções mais rotineiras para novas funções.

Do lado da infraestrutura, Portugal também está a entrar no mapa europeu de “AI compute”. Investimentos de grande escala em centros de dados, como os projetos associados a Sines, são apresentados como estratégicos para suportar cloud e cargas de IA (energia, conectividade por cabos submarinos, etc.).

Em termos práticos, isto significa:

  • Mais IA no trabalho, especialmente em atendimento, marketing, programação, análise e backoffice.
  • Pressão por competências: não apenas “saber usar prompts”, mas saber validar, auditar, medir e operar sistemas.
  • Uma vantagem para quem aprende cedo: pessoas e empresas que dominam fluxos de IA (sem abdicar de pensamento crítico) conseguem entregar mais e melhor com menos esforço.

3) O que a lei europeia muda em 2026 (e por que isso interessa aos portugueses)

Em 2026, a grande peça regulatória é o EU AI Act, que entrou em vigor em 1 de agosto de 2024 e fica totalmente aplicável a 2 de agosto de 2026, com fases intermédias (práticas proibidas e literacia de IA a partir de 2 de fevereiro de 2025; obrigações para modelos de uso geral a partir de 2 de agosto de 2025).

Para o utilizador comum em Portugal, isto tende a traduzir-se em:

  • Mais transparência sobre conteúdos gerados por IA (rótulos/avisos em certos contextos).
  • Mais obrigações de segurança e gestão de risco para fornecedores.
  • Regras mais claras quando a IA entra em domínios sensíveis (emprego, educação, saúde, serviços públicos).

E, como sempre na UE, o RGPD continua central: partilha de dados pessoais com plataformas de IA deve ser feita com prudência (minimização, finalidade, direitos do titular). Não é “paranoia”: é higiene digital.

4) Como usar AI companions em Portugal: guia prático (sem complicar)

Um AI companion é um chat (e às vezes voz) com personalidade, concebido para conversar, entreter, acompanhar e, em alguns casos, ajudar em rotinas ou treino social. Para usar bem — e com segurança — o ideal é seguir um método simples:

Passo A — Define o objetivo (para não ficares num chat “vazio”)

Exemplos úteis:

  • “Quero treinar conversa para encontros.”
  • “Quero uma companhia leve para descontrair.”
  • “Quero praticar português/inglês.”
  • “Quero organizar pensamentos e reduzir stress.”

Quanto mais claro fores, mais consistente será a experiência.

Passo B — Dá contexto e pede estilo

Em vez de “Olá”, tenta:

  • “Fala comigo num tom descontraído e bem-humorado. Faz perguntas curtas.”
  • “Quero respostas diretas e sem moralismos.”
  • “Ajuda-me a escrever mensagens naturais, sem parecer forçado.”

Passo C — Define limites (isto melhora a experiência e reduz riscos)

  • “Não uses linguagem agressiva.”
  • “Evita temas que me deixem ansioso.”
  • “Se eu pedir conselhos médicos/legais, lembra-me de procurar fontes oficiais.”

Passo D — Protege dados e bem-estar

Regras de ouro:

  • Não partilhes dados sensíveis (morada, NIF, passwords, info bancária).
  • Evita enviar fotos/documentos pessoais para “melhor personalização”.
  • Mantém o companion como complemento, não substituto de relações reais.

5) Exemplo prático com uma plataforma de companions: Joi (pt.joi.com)

Para ver como isto funciona na prática, os interessados podem explorar um serviço como o Joi em português: https://pt.joi.com/

Um uso responsável e “com retorno” pode ser assim:

  1. Escolhe um perfil/persona que combine com o teu objetivo (leve, romântico, divertido, calmo).
  2. Começa com um briefing curto (“quero treinar conversa”, “quero descontrair”, “quero praticar linguagem”).
  3. Pede rotinas: por exemplo, 5 minutos de conversa por dia para praticar comunicação, ou simulações de situações sociais (apresentações, convites, resposta a mensagens).
  4. Faz revisão crítica: se o companion sugerir algo estranho, pede alternativas e valida com bom senso.

O valor aqui não é “a IA ter sempre razão”; é ela funcionar como espelho conversacional, laboratório social e ferramenta de criatividade — desde que tu continues a conduzir o volante.

6) Conclusão: o que isto significa para os portugueses em 2026

Os dados sugerem um país a experimentar IA a um ritmo elevado (utilizadores, jovens e empresas), ao mesmo tempo que enfrenta desafios de competências e implementação responsável.
A melhor forma de aproveitar esta onda é pragmática: usar IA para ganhar tempo, aprender mais depressa e comunicar melhor — sem abdicar de privacidade, senso crítico e equilíbrio.

Jovem detido em Braga com haxixe e 735 euros

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A PSP deteve hoje um jovem, de 27 anos, em Braga, pelo crime de tráfico de estupefacientes.

Aquando abordagem, o suspeito tinha em sua posse haxixe suficiente para cerca de 14 doses e a quantia de 735 euros em dinheiro, que lhe foram apreendidos.

O detido foi notificado para comparecer no Tribunal Judicial de Vila Nova de Famalicão.