O Governo vai disponibilizar 3,5 milhões de euros em apoio extraordinário ao setor da pesca para compensar as perdas na pesca devido ao mau tempo.
As candidaturas para o programa MAR2030 estão abertas até ao dia de 27 de fevereiro de 2026,
“Para serem elegíveis, as embarcações devem ter registado perdas iguais ou superiores a 30% no valor das vendas em lotas nacionais, face ao período homólogo do ano anterior. Devem ainda estar registadas na frota do continente, com descargas em lotas nacionais, e comprovar pelo menos 120 dias de atividade nos dois anos civis anteriores ao pedido”, pode ler-se numa nota publicada no site da República Portuguesa.
A Biblioteca Municipal Prof. Machado Vilela, em Vila Verde, inaugura no sábado a exposição “Bordando Inquietudes: do amor romântico ao design ativista”. Trata-se de uma iniciativa que resulta de um trabalho que juntou professores e alunos do Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA).
Sob coordenação dos docentes Suzana Dias e Manuel Granja, o projeto concretizou-se na criação de uma campanha de sensibilização social de carácter ativista, na qual os Lenços de Namorados assumem um papel central de inspiração para “esta mostra extraordinária, simultaneamente bela e inquietante”.
Na concretização dos trabalhos, o grupo esclarece que “os Lenços de Namorados foram interrogados enquanto objeto cultural vivo, sendo convocados para dialogar com problemáticas sociais atuais relacionadas com o amor, ou falta dele”.
A proposta foi implementada no 1.º ano da Licenciatura em Design Gráfico (diurno e pós-laboral), da Escola Superior de Design, no âmbito da unidade curricular Metodologia do Design Gráfico II (2.º semestre, 2024/2025), coordenada pelos docentes Suzana Dias e Manuel Granja e com a intervenção da Designer Miriam Zanini.
“Bordando inquietudes: do amor romântico ao design ativista” é o resultado desse percurso, que vai ser exposto na Biblioteca em Vila Verde. A inauguração está agendada para as 21:00 de sábado, numa sessão que inclui o lançamento do respetivo catálogo e uma noite de reflexão e debate. A iniciativa integra ainda uma vertente pedagógica, materializada numa palestra da investigadora Miriam Zanini e numa mesa-redonda, sob o título: “Do território à sala de aula: quando a tradição ativa o pensamento crítico na educação — o caso dos Lenços de Vila Verde”.
A sessão pública visa “aprofundar a reflexão sobre a relevância de levar o território e as tradições para a sala de aula, enquanto estímulos ao pensamento crítico, criativo e à inovação pedagógica”. Esta iniciativa quer “afirmar-se como um ato cultural partilhado e não como um exercício fechado sobre si mesmo”. Como explicitam os docentes Suzana Dias e Manuel Granja, este é o resultado do desafio de “ensinar design a partir do território”.
Como referem os coordenadores do projeto, “comunicar é também perturbar, deslocar o olhar, obrigar à pergunta: o que fazemos hoje com aquilo que herdámos? Falar de amor através do design não é um exercício decorativo. Os estudantes entraram num território de tensão entre tradição e contemporaneidade, entre afeto e crítica, entre identidade herdada e identidade em construção”. A proposta pedagógica, que está na origem desta exposição, assume o design como prática crítica, enraizada na consciência patrimonial, na ação e na intervenção no território.
A Arte Total apresentou a programação Call Oficina, reunindo em Braga três propostas que cruzam criação artística, formação em dança contemporânea e temas particularmente atuais: a improvisação como linguagem de presença, o corpo como potência e a ancestralidade como matéria viva.
O programa abre a 20 de fevereiro com um workshop de improvisação orientado por Mercedes Quijada, coreógrafa, bailarina e artista plástica espanhola, e concentra-se a 28 de fevereiro em dois momentos com Pak Ndjamena, artista multidisciplinar moçambicano reconhecido como bailarino, coreógrafo, músico, ator e promotor cultural. De manhã, a imersão TREMURIA e, ao final da tarde, a performance a solo “Ancestralidade Vital”.
As atividades decorrem na Arte Total, no Mercado Cultural do Carandá, em Braga, com entradas de 10 e 25 euros para workshops e 5 euros para a performance.
Call Oficina | Workshop de Improvisação com Mercedes Quijada
No dia 20 de fevereiro, entre as 18:15 e as 20:15, Mercedes Quijada orienta um workshop de improvisação em dança contemporânea com uma abordagem prática e sensível. A proposta centra-se na escuta do corpo, na relação com o espaço e no diálogo com o outro, combinando exercícios guiados com estruturas abertas que estimulam presença, disponibilidade e consciência do movimento. Aqui, improvisar não é “inventar ao acaso”, é aprender a estar, a responder e a criar no instante, como quem escreve com o corpo uma frase que só pode existir naquele momento.
Nascida em Granada (1991), Mercedes Quijada formou-se em Dança Contemporânea no Reina Sofía Professional Dance Conservatory e na Oficina Zero (Porto). Entre 2008 e 2015 aprofundou a sua formação em flamenco com mestres como Manolete e Mariquilla e, desde 2017, dedica-se ao estudo e prática da improvisação em diálogo com artes visuais, voz e teatralidade. Licenciada em Belas Artes e com pós-graduação em Educação Artística, vive no Porto desde 2019, colaborando com artistas e companhias como Eva la Yerbabuena, Victor Hugo Pontes, Mafalda Deville e Hélder Seabra, e integrando redes e projetos de criação internacionais. A participação tem o valor de 10€ e é indicada para maiores de 12 anos.
Call Oficina | Workshop TREMURIA com Pak Ndjamena
No dia 28 de fevereiro, das 10:30 às 12:00, a Arte Total recebe Pak Ndjamena para o workshop TREMURIA, uma imersão que parte de uma ideia simples: o corpo que treme não é um corpo fraco, é um corpo vivo. TREMURIA nasce do impulso primordial do tremor como potência e como linguagem, trabalhando a partir do eixo de gravidade e da região pélvica como centro vital de energia e presença. Nesta sessão, a proposta é transcender limites físicos e simbólicos, transformando cada gesto em escuta da pele, do ar e do chão, e cada vibração em reorganização interna, um lugar onde o corpo se torna campo de criação, memória e invenção.
Pak Ndjamena (Bernardo Guiamba) é um artista multidisciplinar moçambicano, reconhecido internacionalmente como bailarino, coreógrafo, promotor cultural, músico e ator. A sua prática tem na dança contemporânea o eixo principal, cruzando-a com diferentes géneros e formas de expressão. Vencedor do Mozal Arts & Culture Award 2019 na categoria de dança, apresentou e coreografou mais de 20 peças e desenvolve projetos pedagógicos e oficinas em contextos nacionais e internacionais. O workshop tem o valor de 25€ e é indicado para maiores de 16 anos.
Call Oficina | Performance “Ancestralidade Vital” com Pak Ndjamena
No mesmo dia, 28 de fevereiro, às 18:00, a Arte Total apresenta “Ancestralidade Vital”, uma performance a solo com 30 minutos de duração que investiga a força dos corpos-memória e a presença dos saberes ancestrais no quotidiano contemporâneo. O trabalho emerge da escuta profunda das heranças corporais, gestos, ritmos, respirações e silêncios, que atravessam gerações e sobrevivem em cada movimento. Entre o ritual e a dança, entre o grito e o sussurro, o palco transforma-se num lugar de convocação: presenças invisíveis, vozes de antepassados, fluxos de tempo, raízes que se entrelaçam ao chão. O corpo torna-se território, tambor, arquivo vivo, e o público assiste a um instante em que o passado pulsa e o futuro se anuncia. A entrada tem o valor de 5€ e a performance é indicada para maiores de 12 anos.
O Conselho Cultural da Universidade do Minho (UMinho) vai atribuir o Prémio Victor de Sá de História Contemporânea 2025 ao investigador André Costa Pina, sendo a menção honrosa para André Fernandes. A sessão de entrega do galardão, o mais prestigiado para jovens investigadores da área em Portugal, será anunciada em breve.
Esta 34.ª edição voltou a ser muito participada, na maioria com teses doutorais, o que revela o prestígio da iniciativa e a vitalidade da historiografia portuguesa contemporânea. O júri do prémio foi presidido pela professora Alexandra Esteves (UMinho), tendo como vogais os professores Miguel Bandeira Jerónimo (Universidade de Coimbra) e Cláudia Castelo (Universidade de Lisboa).
André Costa Pina foi distinguido pela obra “Os primeiros comunistas portugueses: A estruturação do Partido Comunista Português (1921-1943)”, defendida no âmbito do doutoramento em Sociologia pela Universidade do Porto (UP). O trabalho incide desde a receção da Revolução Russa até ao III Congresso do PCP (1943), recorrendo a um estudo coletivo das biografias de 1671 militantes no país para mostrar que aquele espaço foi marcado por ambivalências, conflitos e múltiplas interpretações do comunismo. O autor é colaborador do Instituto de Sociologia da UP e cruza sociologia, história e ciência política, sendo especializado em prosopografia.
Já André Ribeiro Fernandes foi laureado pela dissertação “O Sindicalismo Anticolonial em Angola, o Império Português e a Questão da Representação Internacional (1960-1973)”, concluída no mestrado em História pela UMinho. A pesquisa mostrou que sindicatos angolanos como UNTA e LGTA rejeitaram o colonialismo e buscaram reconhecimento internacional, enquanto promoviam a autodeterminação através da organização laboral, numa fase de repressão, rivalidades nacionalistas e reformas no império português tardio. O autor é de Braga, licenciado em Relações Internacionais pela UMinho e bolseiro FCT do doutoramento em História Contemporânea da Universidade de Coimbra.
Este prémio foi instituído há 34 anos, com base numa doação do professor e historiador Victor de Sá (1921-2004), sendo reconhecido como de manifesto interesse cultural pela Secretaria de Estado da Cultura e apoiado também por mecenas públicos e privados. Em edições anteriores foram laureados com o prémio vários investigadores que se tornaram uma referência, como Fernanda Rollo, José Neves, Miguel Cardina e Cláudia Ninhos.
As rebuçadeiras de Braga mantêm viva a tradição da venda dos “Rebuçados do Senhor” durante o período quaresmal, que decorre nos quarenta dias que antecedem à Páscoa.
Como é habitual, as rebuçadeiras encontram-se à porta das Igrejas onde está a decorrer o Lausperene Quaresmal, ajudando as pessoas a identificarem as igrejas onde podem orar e adorar o Senhor exposto.
Maria do Céu Ribeiro é uma das rebuçadeiras conhecida na cidade e enche os sacos de rebuçados, embrulhados com papel colorido, confecionados artesanalmente a partir de uma calda de açúcar que, segundo dizem, ajudam a reforçar o jejum quaresmal.
A cidade de Braga encontra-se a reviver o Lausperene Quaresmal, que deu início na Sé Primaz, esta Quarta-Feira de Cinzas, e que se prolonga até 2 de abril, percorrendo 24 Igrejas e Capelas de Braga.
Quem olha para o Moçambola apenas como mais um campeonato africano perde metade da história. A principal prova do futebol moçambicano é feita de viagens longas, campos difíceis, pressão financeira e uma paixão popular que não se apaga mesmo quando faltam meios. Em 2026, o Moçambola entra numa fase decisiva: ou consolida regras, calendário e credibilidade, ou arrisca continuar preso aos mesmos problemas que têm travado o seu crescimento ao longo dos anos.
O adepto, esse, está mais atento do que nunca. Já não se limita a saber quem ganhou ou perdeu. Analisa séries, contas de manutenção, diferenças de golos e até probabilidades, algo que se cruza naturalmente com o interesse crescente por mais de uma casa de apostas em Moçambique, encarada por muitos de forma positiva como mais uma ferramenta para acompanhar jogos, tendências e o desenrolar de um campeonato onde cada ponto pesa.
Quem manda no Moçambola e porque 2026 é especial
Depois de uma época anterior marcada por interrupções e dificuldades financeiras, a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) voltou a assumir o controlo direto da competição. O objetivo é simples no papel: garantir que o campeonato começa, termina e respeita critérios mínimos de justiça desportiva. Para 2026, foi definido um calendário mais claro, com início em março e encerramento em novembro, evitando arrastamentos que, no passado, prejudicaram clubes, jogadores e até a seleção nacional.
Esta tentativa de normalização não é detalhe administrativo. No Moçambola, quando a organização falha, falha tudo: arbitragem, deslocações, salários e até a credibilidade da tabela classificativa.
O formato da competição: simples, mas exigente
Em 2026, o Moçambola mantém o formato clássico de liga com 14 equipas, todas a jogarem entre si em duas voltas. Cada clube realiza 26 jornadas, uma em casa e outra fora frente a cada adversário. Não há grupos, não há fases finais: ganha quem for mais regular ao longo de toda a época.
O sistema de pontuação segue o padrão internacional:
vitória vale 3 pontos
empate dá 1 ponto
derrota não soma nada
Este modelo, aparentemente básico, transforma o campeonato num teste de resistência. Num país com grandes distâncias e infraestruturas desiguais, ganhar fora de casa é muitas vezes tão importante quanto defender o próprio estádio.
Critérios de desempate: quando um golo muda tudo
No Moçambola, empatar em pontos não é raro. A luta pelo título, pelas vagas africanas ou pela permanência costuma ser decidida ao detalhe. Quando há igualdade pontual, entram critérios como:
diferença de golos
golos marcados
confrontos diretos
É por isso que um golo sofrido aos 90 minutos pode custar um campeonato inteiro. A média recente de golos ronda pouco mais de dois por jogo, o que mostra uma liga equilibrada, muitas vezes tática, onde os erros pagam caro.
Descidas: onde o futebol fica mais cruel
A regra é clara: quem termina nos últimos lugares desce à Segunda Divisão Nacional. Na prática, a história é mais dura. Descer no Moçambola não é apenas uma questão desportiva; pode significar perder patrocínios, jogadores e até a sobrevivência do clube.
Nos últimos anos, houve situações em que equipas teoricamente despromovidas acabaram por se manter na elite devido a desistências ou problemas financeiros de outros clubes. Isto cria polémica, mas também expõe uma realidade: no futebol moçambicano, a tabela nem sempre conta a história toda.
Subidas: o caminho longo desde as províncias
Chegar ao Moçambola não é fácil. A Segunda Divisão é organizada por campeonatos provinciais, onde os melhores seguem para fases finais de apuramento. É um percurso desgastante, feito muitas vezes sem grandes apoios, mas que mantém viva a ambição de clubes de zonas menos mediáticas.
Para muitos jogadores, subir ao Moçambola é o primeiro passo para a visibilidade nacional e, em alguns casos, para contratos fora do país.
O nível real do Moçambola em África
Convém ser direto: o Moçambola não está entre as ligas mais fortes do continente. Compete num patamar intermédio, abaixo dos campeonatos da África do Sul, Egito ou Marrocos. Ainda assim, não é irrelevante. O campeão e outros clubes têm acesso às competições da CAF, onde enfrentam realidades mais exigentes e servem de termômetro ao nível interno.
Clubes históricos como Ferroviário de Maputo e Costa do Sol continuam a ser referências, enquanto projetos mais recentes, como UD Songo e Black Bulls, trouxeram maior competitividade e organização, elevando a exigência do campeonato.
Estádios, viagens e o fator casa
Um dos elementos mais decisivos no Moçambola é o contexto. Há estádios com grande tradição, como a Machava, e outros com condições limitadas. As deslocações longas, muitas vezes feitas por estrada, afetam rendimento físico e preparação. Por isso, o fator casa continua a ser decisivo: perder em casa é quase sempre sinónimo de crise.
O que esperar do Moçambola 2026
Para o adepto, há três pontos-chave a seguir:
Regularidade: quem mantiver séries longas sem derrotas estará sempre na luta.
Zona de descida: costuma ser mais intensa do que a luta pelo título.
Desempenho africano: é fora de portas que se mede a verdadeira evolução da liga.
O Moçambola 2026 promete ser competitivo, tenso e imprevisível. O formato é simples, mas o contexto é duro. E é precisamente aí que reside o seu encanto: um campeonato onde cada ponto conta, cada viagem pesa e cada época é uma batalha até ao fim.
Paula Brito e Luís Pedroso são candidatos à presidência da Concelhia de Braga do CDS-PP.
As eleições vão eleger o sucessor de Altino Bessa, que está a cumprir o terceiro e último mandato.
Paula Brito é militante do partido há cerca de 40 anos. Fez parte da Juventude Centrista e das Mulheres Centristas, tendo integrado o Executivo da União de Freguesias de São Lázaro e São João do Souto.
Luís Pedroso filiou-se ao CDS-PP em 2017. Foi presidente da União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade entre 2013 e 2025.
Estão a decorrer as inscrições para intervenção de jovens na próxima reunião do Plenário do Conselho Municipal de Juventude de Guimarães, que terá lugar no dia 28 de fevereiro, pelas 14:30, no Auditório da Biblioteca Municipal Raúl Brandão.
No período antes da ordem de trabalhos será reservado um momento, que não pode exceder os trinta minutos, para a intervenção programada de jovens e/ou grupos informais de jovens. Cada intervenção não pode ultrapassar os cinco minutos; serão aceites no máximo seis inscrições por cada reunião ordinária; as inscrições são ordenadas e aceites por ordem de inscrição; podem inscrever-se para participar, intervir ou questionar, qualquer jovem entre os 16 e os 30 anos, independentemente de ser ou não membro de uma associação.
A inscrição deverá ser feita, por e-mail, para: [email protected] até sete dias antes da realização do CMJ.
A ordem de trabalhos completa pode ser consultada aqui.
Segundo a organização, “o encontro foi pensado para esclarecer as dúvidas mais frequentes sobre gravidez, parto e pós-parto e proporciona um espaço de partilha e contacto direto com profissionais de saúde, organizado em dois momentos principais”.
“Para além da componente informativa, todas as participantes receberão ofertas exclusivas dos parceiros do projeto, criando um ambiente próximo e acolhedor”, afirmou a organização.