O jogo entre o Santa Clara e o Gil Vicente, referente à terceira jornada da Liga NOS, vai ter público nas bancadas, o que acontece pela primeira vez no Futebol Profissional desde março, altura em que os jogos foram suspensos devido à pandemia da Covid-19.
A Direção Regional de Saúde aprovou a presença de público no estádio, que irá funcionar como jogo-piloto no próximo sábado, respeitando o limite máximo de 10% da capacidade total do recinto desportivo, que são mil pessoas.
“Este jogo assumirá um caráter experimental e pretende recuperar o papel pedagógico e de divulgação que o Futebol Profissional, pela sua notoriedade, pode e quer desempenhar, como a Liga Portugal e as Sociedades Desportivas pedem desde a primeira hora”, esclarece a Liga Portugal.
Álvaro Sampaio, Paulo Simões, Pedro Arezes e António Pontes
Álvaro Sampaio, Paulo Simões, Pedro Arezes e António Pontes
A Sociedade Americana de Ergonomia e Fatores Humanos (HFES) premiou uma equipa das Escolas de Engenharia e de Arquitetura da Universidade do Minho (UMinho) pelo melhor artigo de 2019 na revista Ergonomics in Design, com um sistema que identifica instrumentos cirúrgicos deixados nos pacientes.
É a primeira vez que o prémio, criado há três décadas, distingue portugueses e vai ser atribuído no Congresso Anual da HFES, que decorre de 5 a 9 de outubro, a partir de Chicago, nos Estados Unidos da Amércia. O júri do galardão juntou 50 figuras de universidades de topo e instituições como Google, NASA e General Motors.
Todos os anos é deixado material cirúrgico no corpo de pacientes, devido a negligência e ao stress na mesa de operações. A equipa da UMinho – Álvaro Sampaio, António Pontes, Paulo Simões e Pedro Arezes – propõe um sistema RFID (identificador por rádio frequência) incorporado nos instrumentos cirúrgicos, de forma a que estes sejam logo detetados e não fiquem esquecidos no corpo dos doentes. Em particular, o estudo analisou e mapeou áreas de contacto entre as mãos dos cirurgiões e sete tesouras cirúrgicas. A ideia foi assegurar, através da avaliação dos próprios profissionais, que a posição do RFID não perturba na manipulação dos instrumentos.
“Cremos que este é um importante contributo para diminuir este tipo de ocorrência e assim aumentar de forma manifesta a segurança dos pacientes”, diz Álvaro Sampaio.
O trabalho multidisciplinar inovou nos padrões das áreas de contato mão-produto, isto é, no modo como o utilizador interage manualmente com um artefacto.
“Esta metodologia pode ser aplicada na conceção e desenvolvimento de outros produtos, em especial para interações similares, pois escasseiam técnicas padrão para caraterizar e avaliar áreas de contacto entre a mão e os produtos”, nota o investigador.
O artigo premiado intitula-se “Hand-product contact point detection on surgical instruments: a user evaluation”. A HFES é uma das sociedades mais influentes do mundo em ergonomia. Nasceu em 1955 em Los Angeles, tem 65 filiais na América do Norte e Europa e reúne mais de 4000 profissionais.
Álvaro Sampaio é doutorado em Engenharia de Polímeros, professor da Escola de Arquitetura da UMinho, investigador do Laboratório de Paisagens, Património e Território e diretor operacional do laboratório Done Lab.
António Pontes é doutorado em Projeto e Processamento de Polímeros, professor da Escola de Engenharia da UMinho (EEUM), investigador do Instituto de Polímeros e Compósitos, coordenador de projetos I&D na parceria Bosch/UMinho e vice-presidente do PIEP – Polo de Inovação em Engenharia de Polímeros.
Paulo Simões é doutorando em Engenharia Industrial e de Sistemas, investigador no Centro Algoritmi e designer industrial na Beckman Coulter (Suíça).
Pedro Arezes é doutorado em Engenharia de Produção e Sistemas, professor catedrático e presidente da EEUM, coordenador do grupo Ergonomia e Fatores Humanos do Algoritmi e diretor do Programa MIT Portugal.
A GNR deteve, esta segunda-feira, em flagrante delito, seis homens, com idades entre os 37 e 63 anos, pelo crime de prática ilícita de jogo e presença em local de jogo ilícito, na cidade de Vizela.
No seguimento de uma ação de fiscalização a um estabelecimento daquela cidade, os militares constataram que numa sala anexa ao estabelecimento se encontravam vários indivíduos a jogar cartas a dinheiro.
Os militares aproximaram-se do local, tendo verificado e confirmado os factos, pelo que a atividade ilícita foi cessada e os detidos os intervenientes.
Desta ação, resultou a apreensão de 15,50 euros em numerário e dois baralhos de cartas usados no jogo.
Os detidos foram constituídos arguidos e os factos remetidos ao Tribunal Judicial de Guimarães.
A Póvoa de Lanhoso celebrou os 728 anos de concelho, no dia 25 de setembro, com uma comemoração em moldes diferentes das habituais. As atividades presenciais foram canceladas e as intervenções oficiais do presidente da Câmara Municipal, Avelino Silva, e do presidente da Assembleia Municipal, João Duque, foram transmitidas online.
Num ano em que a homenagem foi para todos os povoenses pela luta contra a pandemia, Avelino Silva, lembrou que os desafios são difíceis, mas que o desenvolvimento do concelho vai continuar.
Nesse capítulo, o ano de 2020 ficará marcado por um investimento superior a 10 milhões de euros. “Apesar do tempo e dos meios que esta pandemia nos tem absorvido, estamos a realizar o plano de investimentos previsto para este ano. Tivemos de reduzir a atividade cultural e dos equipamentos municipais, mas mantemos a determinação em realizar os investimentos nas freguesias. São muitas as obras em curso de requalificação das estradas e dos espaços públicos na maioria das freguesias. O alargamento da rede de água e saneamento tem sido outra prioridade, bem como a renovação de toda a rede de iluminação pública, que iniciaremos no próximo mês. O desenvolvimento do concelho não pode parar, apesar de todas as limitações que a pandemia nos veio trazer”, disse o autarca.
A par deste investimento, a atenção da Autarquia também está voltada para a Educação, a Intervenção Social e o Desenvolvimento Económico. “Retomar a nossa economia em segurança e criar as melhores condições sanitárias para nos proteger são as prioridades dos próximos meses”, salientou, referindo contar com todos os povoenses para vencer esta batalha.
Comunidade homenageada pela batalha contra a pandemia
O Dia do Concelho tem sido oportunidade para a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso reconhecer o trabalho desenvolvido por individualidades e entidades em prol do desenvolvimento da Póvoa de Lanhoso.
Este ano, a homenagem foi para todos os povoenses pela luta que têm travado contra a pandemia nas várias frentes. “Já todos percebemos que não existindo uma vacina, teremos de saber lidar com este problema nas nossas rotinas pessoais e profissionais. Tem sido um desafio tremendo para todos nós. Para as famílias, para as empresas, para as instituições e também para a autarquia. Temos feito tudo que está ao nosso alcance para minimizar este problema. Apoiando os lares de idosos, as escolas, as famílias, em especial as mais frágeis e também o nosso comércio. Fizemos o que nos competia num momento de dificuldade coletiva como o que estamos a passar”, destacou Avelino Silva.
“Neste dia do Concelho, não podia esquecer todos aqueles que têm estado na linha da frente deste combate. Os profissionais de saúde, os voluntários, todos os membros da proteção civil concelhia e todos os cidadãos anónimos que desde o primeiro dia estão a ajudar. É na dificuldade que se sente ainda mais a força de um povo. Os povoenses têm sido fantásticos na reação à pandemia, respeitando globalmente as orientações das entidades públicas. Esse é o segredo de não termos problemas de maior. É também esse o grande desafio que temos pela frente. Continuar a cumprir as recomendações, evitando comportamentos de risco. É por isso que este ano a homenagem do 25 de setembro tinha de ser para todos os povoenses”, explicou.
“Para os que estão na linha da frente a trabalhar nos serviços, garantindo que nada falte e também para os que souberam contribuir para que este problema não fosse ainda mais grave. Em nome da Câmara Municipal a todos agradeço, reforçando uma mensagem de confiança no futuro, pois, como sempre na nossa história, saberemos ultrapassar as dificuldades” finalizou.
A habitual homenagem aos funcionários da Autarquia fica adiada. As comemorações englobaram ainda um vídeo com intervenções de povoenses, através da leitura do poema “A minha terra”, de João Augusto Bastos.
Morreram 6 pessoas nas últimas 24 horas por Covid-19 em Portugal, registaram-se 688 novos infetados e 309 recuperados, de acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde. O número de mortos subiu para os 1.963, contabilizam-se 74.717 casos confirmados e há ao todo 48.193 casos de recuperação.
O boletim da Direção-Geral da Saúde indica a região de Lisboa e Vale do Tejo registou 5 mortos e o Centro um óbito.
A região de Lisboa e Vale do Tejo tem 478 novos infetados, há 160 no Norte, 22 no Algarve, 16 no Centro, 5 no Alentejo, 5 na Madeira e 2 nos Açores.
Atualmente há 24.561 casos ativos da infeção em Portugal, mais 373, e 44.231 pessoas encontram-se em vigilância pelas autoridades de saúde, mais 60.
O número de internados no país subiu para os 661, mais 2 face a ontem, e 99 pessoas estão em cuidados intensivos, mais 1 em 24 horas.
É a primeira obra do género preparada de raiz por uma equipa portuguesa. A “História da Filosofia Política” tem a coordenação de João Cardoso Rosas, professor da Universidade do Minho, e 600 páginas para o leitor comum aceder com rigor às ideias políticas do Ocidente ao longo de 2500 anos, desde Platão a Hannah Arendt, e que marcam a sociedade atual.
O volume possui 25 capítulos, cada um sobre a vida e obra de um pensador, ou dois, caso haja proximidade temporal e intelectual, como Maquiavel e Tomás Moro. Foi escrita por autores das universidades da Beira Interior, Católica, Lisboa, Minho, Nova, Federal do Mato Grosso do Sul (Brasil), York (Reino Unido), Autónoma de Madrid e Carlos III (Espanha). Entre eles estão João Carlos Espada, Mónica Brito Vieira ou Viriato Soromenho Marques. A capa alude à pintura La Città Ideale, possivelmente da autoria de Piero della Francesca.
A “viagem intelectual” que este livro propicia inicia-se na antiguidade, com Platão, Aristóteles e Cícero, incorpora a visão cristã de Agostinho de Hipona e Tomás de Aquino e junta a escolástica tardia e o Renascimento de Maquiavel, Moro, Bodin e Altúsio. Explora a época moderna com Hobbes, Espinosa, Locke, Montesquieu e Hume, refletindo depois as transformações do fim do século XVIII, por Rousseau, Adam Smith, Kant, federalistas americanos, Burke, Comte ou Tocqueville. Entra na contemporaneidade pelo utilitarismo de Jeremy Bentham e Stuart Mill, além da dupla Hegel e Marx. Já no século XX repensa o choque do totalitarismo e do holocausto, por Popper e Arendt.
Estes pensadores influenciaram a organização política das sociedades e criaram conceitos como Estado e República, justiça e bem comum, realismo e utopia, democracia e vontade geral, contradição social e luta de classes, revolução e reforma, totalitarismo e liberalismo, define Cardoso Rosas. “Nestes pensadores temos também a inspiração e os recursos para refletir com a máxima lucidez sobre os desafios do mundo, as incertezas atuais e as possibilidades do futuro”, acrescenta.
João Cardoso Rosas doutorou-se no Instituto Universitário Europeu (Florença) e tem sido docente e investigador visitante em Oxford (Reino Unido), Providence (EUA), Madrid (Espanha) e Lisboa. Na UMinho, é professor do Departamento de Filosofia do Instituto de Letras e Ciências Humanas e investigador do Centro de Ética, Política e Sociedade (CEPS) e do Centro de Investigação em Justiça e Governação (JusGov). Presidiu à Associação Portuguesa de Ciência Política e à Sociedade Portuguesa de Filosofia. Os seus livros publicados são, entre outros, “Novas Direções na Filosofia dos Direitos Humanos”, “Ideologias Políticas Contemporâneas”, “Left and Right: The Great Dichotomy Revisited” e “Concepções da Justiça”.
Ao longo dos últimos meses, a Câmara Municipal de Vizela implementou o programa de apoio municipal “Vizela Covid-19”. Trata-se de um conjunto de medidas para assegurar o combate ao surto, o estímulo à recuperação económica, a proteção social e ajudar quem mais precisa.
Tendo em atenção a evolução da pandemia e face à prolongação do Estado de Contingência, a Câmara Municipal de Vizela elaborou um novo Plano de Contingência para esta nova fase, tendo em atenção as condicionantes de regresso de férias, regresso às aulas e a evolução da situação epidemiológica.
A Câmara Municipal adquiriu recentemente 100 mil máscaras a uma empresa do concelho, máscaras certificadas e produzidas em Vizela, para estimular, desta forma, a economia local.
A Autarquia vai instalar 20 máquinas dispensadoras de máscaras, num total de cerca de 40.000 máscaras produzidas no concelho, que serão distribuídas pelos edifícios municipais e pelas freguesias, tendo já sido entregues aos presidentes das Juntas de Freguesia.
As máquinas dispensam packs de duas máscaras, com um custo de 0,50€ e cuja receita reverte a favor das IPSS do concelho, uma medida que, para além de ajudar as instituições sociais do concelho, visa também ajudar a população no acesso ao material de proteção.
A esta medida junta-se a distribuição de máscaras, com uma nova distribuição de 60.000 máscaras pela população, cuja entrega está a ser efetuada pelos CTT, num kit composto por quatro máscaras e um folheto de como as utilizar corretamente, que será distribuído por todas as habitações do concelho.
Este reforço de kits de máscaras será também entregue nas Juntas de Freguesia, pelo que os munícipes que não recebam as máscaras nas suas habitações podem dirigir-se à sua junta para efetuar o levantamento das mesmas.
“Estas medidas, para além de ser relevante do ponto de vista da saúde pública, trata-se, acima de tudo de uma ação de sensibilização para o uso da máscara, de forma a que população se consciencialize das medidas de proteção a adotar, evitando a transmissão da doença na nossa comunidade”, refere Victor Hugo Salgado, presidente da Câmara Municipal de Vizela.
“A Câmara Municipal de Vizela tem acompanhado atentamente a evolução do surto epidémico do Covid-19 no concelho e tomado as medidas necessárias para informar a população e apoiar as várias instituições para fazer face às necessidades acrescidas vividas neste momento, efetuando também uma reavaliação diária das medidas de prevenção adotadas e a adotar de modo a prevenir e conter a respetiva propagação”, finalizou o autarca.
A Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva (BLCS) acolhe esta sexta-feira, 2 de outubro, às 18h30, uma sessão literária com Sònia Hernández, autora espanhola, no âmbito da sua residência literária em Braga.
Nessa sessão, a jornalista e escritora abordará o seu processo criativo, as suas principais referências e partilhará as suas primeiras impressões relativas a Braga. A moderação da sessão ficará a cargo de António Ferreira, do programa de rádio “Livros com RUM”.
Promovido pelo Município de Braga, o programa de residências literárias pretende apoiar o desenvolvimento de quatro projetos de criação literária por autores nacionais e internacionais que terá a contemporaneidade bracarense como tema central e que serão apresentados na Feira do Livro de Braga do próximo ano.
Sònia Hernández (Terrassa, Barcelona, Espanha, 1976) é jornalista e escritora. Publicou as obras poéticas La casa del mar (2006), Los nombres del tiempo (2010), La quietud de metal (2019) e Del tot inacabat (2019); em prosa, os livros de contos Los enfermos erróneos (2008) e La propagación del silencio (2013), e os romances La mujer de Rapallo (2010), Los Pissimboni (2015), El hombre que se creía Vicente Rojo (2017) e El lugar de la espera (2019). Em 2010 foi incluída pela revista Granta na seleção dos melhores jovens autores em espanhol. É colaboradora frequente do “Cultura|s”, suplemento literário do jornal La Vanguardia, tendo escrito para diversas revistas e outras publicações.
Victor Hugo Salgado, presidente da Câmara Municipal de Vizela, acompanhado por Joaquim Meireles, vereador das Obras Municipais, visitou as obras de requalificação das margens e leito do rio Vizela, que se encontram em fase de conclusão.
A requalificação das margens e leito do rio Vizela resulta do contrato assinado com a Agência Portuguesa do Ambiente, IP, para execução da “Empreitada de desobstrução do troço do rio Vizela, entre a interceção da Ribeira de Sá com o Rio Vizela e a Ponte Romana” da bacia hidrográfica RH2 Cávado, tendo a obra sido apoiada parcialmente pela APA, I.P. em 50.000 euros.
A obra de requalificação das margens e leito do rio Vizela integra a limpeza das margens, o desassoreamento do Rio, a construção de um muro, a recuperação do muro existente, assim como o lançamento das bases para a criação de uma praia fluvial.
Esta obra de requalificação vai permitir o regresso dos barcos ao Rio Vizela junto ao Chalé, uma maior segurança para as crianças e para as famílias, assim como aumentar o espaço de lazer e uma maior relação da população com o Rio.
Após a conclusão desta fase, será ainda executada uma última intervenção, desde o açude do Parque das Termas, até ao açude da Ponte D. Luís.
A Câmara Municipal considera que, “sendo Vizela um concelho e uma cidade virados para o rio, têm obrigatoriamente que se desenvolver todos os esforços conducentes à sua total recuperação, para que todos possam colher os benefícios de natureza ambiental, desportiva, lúdica e económica que, aliados à recuperação termal e à dinâmica de outras medidas que a Câmara se propõe implementar, contribuirão decisivamente para a ansiada recuperação económica do concelho”.
Depois de alguns dias soalheiros, a chuva regressa esta quarta-feira ao distrito de Braga e vai trazer uma descida das temperaturas máximas, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Para esta terça-feira, o IPMA prevê céu pouco nublado com as máximas a chegarem aos 27º. A partir de amanhã até a domingo, espera-se chuva ou aguaceiros, com os termómetros a baixarem dos 23º, previstos para amanhã, até aos 19º no domingo.
As mínimas vão subir ligeiramente dos 9º para os 12º na quinta-feira, voltando a baixar até aos 9º no sábado.