Todos os estabelecimentos de comércio em Guimarães vão poder estar abertos ao público a partir das 8:00 nos próximos dois fins de semana.
A medida ficou definida ao início da noite desta quinta-feira, na sequência de uma reunião promovida por Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal, com representantes da Associação de Comércio Tradicional de Guimarães (ACTG), Associação Vimaranense de Hotelaria (AVH) e Associação de Jovens Empresários de Guimarães (AJEG).
O encerramento de todos os espaços comerciais será às 13:00, período determinado pelo Governo para o início do recolhimento obrigatório nos fins de semana de 14/15 e 21/22 de novembro, no âmbito das novas medidas do Estado de Emergência, definidas também hoje em reunião do Conselho de Ministros. A partir das 13:00, apenas poderão estar abertos farmácias, clínicas e consultórios, estabelecimentos de venda de bens alimentares com porta para a rua até 200 metros quadrados, bombas de gasolina e restaurantes através de venda com entrega ao domicílio.
“A medida de abrir o comércio mais cedo, além de evitar a aglomeração de pessoas, vai possibilitar aos vimaranenses um horário mais alargado para fazerem tranquilamente as suas compras, dentro das limitações que são determinadas por um Estado de Emergência. Estamos a viver um tempo muito difícil e precisamos de todos para lutar contra esta pandemia”, afirmou Domingos Bragança.
A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão em parceria com alguns restaurantes do concelho, vai disponibilizar aos famalicenses um serviço de estafetas gratuito para entrega de refeições ao domicílio durante os próximos dois fins de semana (dias 14, 15, 21 e 22 de novembro), no período das 19:00 às 22:30.
A medida tomada pelo executivo municipal liderado por Paulo Cunha tem como objetivo contribuir para a mitigação dos efeitos económicos na restauração provocados pelas medidas impostas pelo estado de emergência, nomeadamente com o recolher obrigatório a partir das 13h00 aos fins de semana.
Para o autarca, “esta medida materializa um apoio muito específico do município à restauração do concelho, que é claramente o sector mais castigado do novo Estado de Emergência”. “O município de Vila Nova de Famalicão tem vindo a acompanhar com muita preocupação as dificuldades num dos setores mais afetados pelas medidas excecionais restritivas à circulação das pessoas, recentemente aprovadas pelo Governo no contexto da pandemia”, realçou Paulo Cunha.
Para já, cerca de três dezenas de restaurantes do concelho já aderiram a este apoio municipal. Os consumidores podem verificar os restaurantes aderentes através do site do município em www.famalicao.pt. Posteriormente, basta contactar o restaurante e encomendar a refeição. A campanha é válida para encomendas de valor superior a 10 euros. O pagamento deverá ser efetuado diretamente ao restaurante por MB WAY ou transferência bancária, não sendo admitidos pagamentos diretamente ao estafeta.
O Conselho Cultural da Universidade do Minho acaba de distinguir Cátia Tuna com o Prémio Victor de Sá de História Contemporânea 2020, o maior galardão do país para jovens investigadores desta área.
A laureada concorreu com a obra “‘Não sei se canto se rezo’: ambivalências culturais e religiosas do fado (1926-1945)”, que também recebeu há dias o Prémio Fundação Mário Soares. Foi ainda atribuída uma menção honrosa a Bruno Madeira, pela obra “‘Homens entre ruínas’? Ideias, narrativas, mundividências e representações das Direitas radicais portuguesas (1974-1985)”, e a Júlia Korobtchenko, pela obra “O Ministério dos Negócios Estrangeiros. A reforma administrativa e o corpo social (1834-1910)”.
Cátia Tuna mostrou-se “muito feliz” pelo galardão, que tem “peso historiográfico, rigor científico e décadas de tradição”. “A minha esperança em vencer era limitada, porque o objeto do meu trabalho era algo periférico aos considerados grandes temas da História, como política ou tensões sociais; por outro lado, tenho formação inicial em Teologia e não em História”, reconheceu Cátia Tuna. A autora concorreu com a sua tese doutoral e concluiu que – nas duas décadas iniciais do salazarismo – o fado passou de uma clandestinidade e subversão social para um patamar de moralização, integrando-se de algum modo na lógica do regime.
A religião emergiu nesse trajeto. “Nas letras das músicas alude-se à cruz, ao ‘ai meu Deus’, à ‘santa da minha mãe’ (figura redentora); diz-se também que o fado é uma oração e usa-se metáforas da guitarra e da voz fadista”, elencou. Já as letras anticlericais foram diminuindo com o reforço da censura. Cátia Tuna analisou ainda os gestos no fado, como olhos fechados e olhos revirados (remetendo para o êxtase ou sobrenatural), o impacto retórico para o público do choro e da dor, bem como a centralidade ideológica do destino e da saudade, entre outros aspetos. Cátia Tuna é doutorada em História e Cultura das Religiões pela Universidade de Lisboa, professora da Universidade Católica Portuguesa e investigadora do Centro de Estudos de História Religiosa.
Três décadas de prémio
O júri da 29ª edição do Prémio Victor de Sá foi presidido por Viriato Capela, professor catedrático da UMinho, tendo como vogais os professores Maria Fernanda Rollo, da Universidade Nova de Lisboa e Luís Alberto Alves, da Universidade do Porto. O concurso foi bastante participado, o que revela o prestígio alcançado e a vitalidade da historiografia portuguesa contemporânea, refere a presidente do Conselho Cultural da UMinho, Helena Sousa. O vencedor recebe 3500 euros e as menções honrosas têm o valor de 500 euros, tendo este ano sido entregues a Bruno Madeira, professor da UMinho e membro do Centro de Investigação Transdisciplinar “Cultura, Espaço e Memória”, e a Júlia Korobtchenko, investigadora do Centro de História da Universidade de Lisboa e membro da New Diplomatic History Network.
Este galardão nasceu em 1991 com base numa doação do historiador e humanista Victor de Sá, foi reconhecido como sendo de manifesto interesse cultural pela Secretaria de Estado da Cultura e é também apoiado por mecenas públicos e privados. Em edições anteriores foram laureados com o Prémio vários investigadores que são hoje uma referência, como Fernanda Rollo, Miguel Cardina e Cláudia Ninhos.
O Pingo Doce acabou de anunciar que não vai alargar o horário de abertura nos próximos fins de semana do Estado de Emergência.
A cadeia de hipermercados estava a prever a sua abertura das 6:30 às 22:00 nos 121 concelhos de maior risco de contágio por Coivd-19, gerando indignação perante a população e pequenos comerciantes.
De acordo com o comunicado, o alargamento do horário servia para evitar a concentração de muitos clientes nas lojas. “A alteração extraordinária de horários comunicada pelo Pingo Doce gerou uma controvérsia nacional que não esperávamos e que não desejámos. A intenção do Pingo Doce ao decidir antecipar a abertura da maioria das suas lojas no próximo fim de semana era a de contribuir para evitar a concentração de clientes no período da manhã, facilitando o desfasamento das visitas numa altura em que a situação epidemiológica no país aconselha toda a prudência”, explicou a cadeia de hipermercados.
No entanto, o Pingo Doce vai manter o seu horário habitual de abertura. “Face às múltiplas interpretações, também de implicação política, que têm vindo a ser feitas e veiculadas ao longo das últimas horas e ao nível da discussão pública gerada, o Pingo Doce informa que os horários habituais das suas lojas se manterão inalterados”, finalizou.
No âmbito do Dia Nacional do Não Fumador, que se assinala a 17 de novembro, é importante lembrar que o tabaco é um dos fatores de risco para o enfarte agudo do miocárdio e outras doenças cardíacas.
O tabagismo causa um grande prejuízo à saúde pública, uma vez que é responsável pela diminuição da qualidade e duração de vida da população que fuma. Além disso, tem ainda a agravante de ser um fator de risco não apenas para o fumador, mas para todos aqueles que se encontram frequentemente expostos ao fumo passivo.
Assim sendo, deixar de fumar é uma medida preventiva eficaz para diminuir os riscos de enfarte do miocárdio e de muitas outras patologias causadoras de morbilidade e mortalidade.
O enfarte agudo do miocárdio, ou ataque cardíaco, resulta da obstrução de uma das artérias do coração, que faz com que uma parte do músculo cardíaco fique em sofrimento por falta de oxigénio e nutrientes. Esta obstrução é habitualmente causada pela formação de um coágulo devido à rutura de uma placa de colesterol.
Os sintomas mais comuns, para os quais as pessoas devem estar despertas, são a dor no peito, por vezes com irradiação ao braço esquerdo, costas e pescoço, acompanhada de suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade. Normalmente, os sintomas duram mais de 20 minutos, mas também podem ser intermitentes. Podem ocorrer de forma repentina ou gradualmente, ao longo de vários minutos.
Na presença destes sintomas é importante ligar imediatamente para o número de emergência médica – 112 e esperar pela ambulância que estará equipada com aparelhos que registam e monitorizam a atividade do coração e permitem diagnosticar o enfarte. Não deve tentar chegar a um hospital pelos seus próprios meios porque este poderá ser um centro sem capacidade para realizar o tratamento mais adequado. Esta situação não acontece quando se liga para o 112 porque a equipa de emergência confirma a suspeita de um enfarte e ativa a via verde coronária que permite encaminhar os doentes para hospitais com laboratórios de hemodinâmica.
Não se esqueça, no enfarte agudo do miocárdio cada segundo conta. É importante a precocidade no diagnóstico (valorização dos sintomas) – o que implica um tratamento mais rápido com redução significativa da quantidade de músculo cardíaco “perdido”, o que leva a que os doentes tenham um melhor prognóstico, isto é, que voltem a ter uma vida “normal”.
Artigo de opinião de João Brum da Silveira, médico e presidente da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular.
O país chegou esta quinta-feira aos 3.181 mortos por Covid-19, foram registados 198.011 casos de infeção e 113.689 recuperados, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde. Nas últimas 24 horas morreram 78 pessoas, detetaram-se 5.839 novos infetados e 3.336 casos de recuperação.
O boletim epidemiológico indica que morreram 45 pessoas no Norte, 25 em Lisboa e Vale do Tejo, 6 no Centro e 2 no Alentejo.
Foram registados 3.567 novos casos no Norte, 1.345 em Lisboa e Vale do Tejo, 749 no Centro, 77 no Algarve, 56 no Alentejo, 29 nos Açores e 16 na Madeira.
O número de casos ativos no país subiu para 81.141, mais 2.425 face a ontem, e 89.675 pessoas encontram-se em vigilância pelas autoridades de saúde, mais 568.
Em todo o território nacional há 2.794 pessoas internadas, mais 9 em 24 horas, das quais 383 em unidades de cuidados intensivos, menos 8.
A Biofeet, startup da comunidade da Startup Braga, acaba de lançar o desinfetante “BioFeet Clean”, uma solução preparada para ajudar na prevenção do contágio da Covid-19.
Pensado para facilitar a higienização das superfícies e equipamentos, o BioFeet Clean está certificado pela Direção-Geral de Saúde e apresenta um bom desempenho na eliminação de vírus, bactérias e fungos. O produto, desenvolvido pela startup da área da nanotecnologia, está também preparado para a eliminação de vírus encapsulados, como o que está na origem da Covid-19.
Cristina Costa, CEO da Biofeet, destaca a facilidade de aplicação do produto, sublinhando que o BioFeet Clean “procura contribuir para o aumento da segurança e do bem-estar dos utilizadores em todos os momentos do seu dia, podendo ser aplicado em diversas superfícies e equipamentos, além do calçado”.
O produto desenvolvido, além de poder ser aplicado no calçado e em equipamentos tecnológicos, poderá ser utilizado para a desinfeção de mãos, garantindo a integridade da pele.
O SC Braga renovou com David Carmo até 2025. O central de 21 anos soma 27 jogos pela pela equipa principal do clube bracarense.
“Fico muito feliz e sinto-me em casa. Sinto que o SC Braga acredita em mim e que as pessoas dão valor ao meu trabalho. O que eu tento fazer é ajudar ao máximo o Clube e é isso que vou procurar fazer nos próximos 5 anos”, disse o jogador, em declarações ao clube.
David Carmo realçou que “o SC Braga é um clube grande e isso nota-se pelas chamadas às seleções jovens e pelos resultados que tem tido nos campeonatos. O SC Braga é cada vez mais uma das melhores formações de Portugal”.
“Temos uma equipa fantástica e temos de ambicionar coisas muito altas porque já provámos que somos capazes e tenho a certeza que vamos dar muitas felicidades aos adeptos”, finalizou.
No dia 14 de novembro celebra-se o dia Mundial da Diabetes. Desde 1991 que a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Federação Internacional da Diabetes (IDF) comemoram esta data.
Segundo os dados desta Federação, referentes a 2019 e em todo o mundo, 463 milhões de pessoas adultas (entre os 20 e 79 anos de idade) têm diabetes. Estima-se que este número atingirá os 700 milhões em 2045. Em 2019 uma em cada 5 pessoas com mais de 65 anos sofria desta doença, tendo sido responsável por 4.2 milhões de mortes.
O mesmo relatório refere que mais de 1.1 milhões de crianças e adolescentes em todo o mundo vive com diabetes tipo 1, e mais de 20 milhões de nascimentos têm uma história prévia de diabetes na gravidez.
Em Portugal, e segundo os dados do Observatório Nacional da Diabetes, mais de um milhão de pessoas têm diabetes (13.6% da população entre os 20 e os 79 anos de idade). Destas aproximadamente um terço está por diagnosticar e dois milhões têm risco elevado de vir a ter a doença no futuro.
Estes números não param de crescer, refletindo o impacto que a maior longevidade, associada a estilos de vida cada vez mais sedentários e maus hábitos alimentares, tem na prevalência desta doença.
As implicações sociais e económicas são enormes, consumindo a diabetes e as suas complicações uma fatia significativa do orçamento anual para a saúde. Em Portugal, a diabetes ainda é a principal causa de cegueira, de amputações não traumáticas dos membros inferiores e de doença renal crónica com necessidade de hemodiálise.
O Programa Nacional para a Diabetes, foi classificado como prioritário pela Direção Geral da Saúde. A diabetes mellitus tipo 2 é uma doença que pode ser prevenida se todos contribuirmos, com alterações profundas do estilo de vida ou seja adotando hábitos alimentares saudáveis e praticando regularmente exercício físico.
Perante esta realidade, em 2007 a Organização das Nações Unidas (ONU), através da sua resolução (61/225) associou-se a esta causa elegendo o dia 14 de novembro como o Dia Mundial da Diabetes.
Como símbolo foi escolhido um círculo de cor azul. O círculo nas diferentes culturas simboliza a vida e a saúde. A cor azul (a mesma da bandeira da ONU) simboliza a união de todas nações. O círculo azul pretende assim simbolizar a união para a resposta à (também) pandemia da diabetes.
A escolha deste dia do ano, constitui uma homenagem a Frederick Banting, nascido a 14 de novembro de 1891. Este investigador, em parceria com Charles Best e após anos de trabalho, anunciaram a descoberta da insulina em 1921, tendo o primeiro doente sido tratado logo no ano seguinte. Esta façanha valeu-lhes a atribuição do Prémio Nobel de Fisiologia e Medicina em 1923.
Em 2020 o tema de destaque escolhido pela IFD para o dia Mundial da Diabetes é “Os (as) Enfermeiros (as) fazem a diferença na diabetes”. A campanha centra-se no papel fundamental que os profissionais de enfermagem desenvolvem nos vários locais, na prevenção e tratamento da diabetes.
Apesar da preocupação de todos estar compreensivelmente virada para a pandemia Covid-19, não podemos deixar de alertar também para a pandemia da diabetes como um problema nacional e mundial de saúde pública. A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna e o seu Núcleo de Estudos da Diabetes associa-se a esta causa, e desde há longa data que trabalha em prol de mais e melhores cuidados para as pessoas com diabetes em Portugal.
Artigo de opinião de Edite Nascimento, Especialista em Medicina Interna / Núcleo de Estudos da Diabetes Mellitus da SPMI.
Mariana Machado, atleta do SC Braga, completa esta quinta-feira, 12 de novembro, 20 anos. Natural de Celeirós, a Gverreira do Minho representa o SC Braga desde 2015 e é filha da conhecida antiga atleta Albertina Machado.
Principais feitos de Mariana Machado
– Medalha de prata nos 3000 metros do Europeu de Juniores de 2019 e medalha de bronze no Europeu de Juniores de corta-mato de 2019;
– Integrou a Seleção Nacional de 2019 que ganhou a I Liga do Europeu de Seleções, sendo 2ª nos 3000 metros e 3ª nos 1500 metros;
– Recordista nacional de juniores (ar livre) de 1500 metros, de juniores (pista coberta) de 1500 e 3000 metros e de juvenis (pista coberta) de 800, 1500 e 3000 metros
– Três vezes campeã nacional de crosse curto
– Campeã nacional de 3000 metros como sub’23
– Campeã de Portugal de 800 e 1500 metros em pista coberta em 2020
– 18 vezes campeã nacional de sub’23, juniores e juvenis (ar livre e pista coberta) de 800 metros (3), 1500 metros (7), 3000 metros (3) e corta-mato (5)
Recordes nacionais
– Juniores: 1500 metros (4.10,61) em 2019;
– Juniores (pista coberta): 1500 metros (4.22,01) e 3000 metros (9.02,56) em 2019;
– Juvenis (pista coberta): 800 metros (2.09,85), 1500 metros (4.29,53) e 3000 metros (9.27,92) em 2017.