A Associação de Festas de São João de Braga tem novos órgãos sociais, contando, pela primeira vez na sua história, com uma mulher como presidente da direção.
Daniela Pereira foi a aposta do Município de Braga e apresenta agora, em estreita articulação com o mesmo, a nova direção, que integra elementos já envolvidos na organização das festas, bem como novos elementos que, num esforço conjunto, procuram reafirmar o estatuto de maior festa popular do país. Recorde-se que Ana Daniela Pereira foi nomeada presidente da Associação de Festas de São João de Braga (AFSJB) pelo presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, tendo o seu nome, assim como o dos restantes membros que estatutariamente são indicados pelo Município, sido validados em reunião de vereação.
Na assembleia geral da AFSJB, realizada na passada terça-feira, a nova presidente viu a sua nomeação reconfirmada, assim como apresentou a constituição para os órgãos sociais, aprovados por maioria. A nova direção será composta pelos já nomeados António Barroso, como tesoureiro, José Freitas Silva, como secretário, e pelos agora eleitos em reunião de associados, André Marcos e Carla Sousa. A Mesa da Assembleia será presidida pelo cónego Mário Martins, tendo sido reconduzido Inácio Ferreira, como secretário, assim como eleita Sofia Araújo. O Conselho Fiscal será presidido por Rui Marques e contará com Marco Sousa e Vera Oliveira, como primeiro e segundo vogais, respetivamente.
A nova presidente sublinha que a próxima edição das Festas de São João de Braga será coordenada por uma equipa de mais de 50 pessoas que, mais uma vez, se dedicarão voluntariamente às festas municipais. A esta equipa irão ainda juntar-se os habituais voluntários que, ano após ano, ajudam a manter as Festas de São João de Braga, a maior festa popular do país.
A equipa que agora assume os destinos da AFSJB está comprometida em revitalizar as festas, “conjugando o património histórico das festas com inovação”, tal como defendeu Daniela Pereira durante a Assembleia Geral desta Associação. A presidente quer também “não só dar continuidade à valorização do São João pelos bracarenses e instituições do concelho, mas também projetar as Festas bracarenses além fronteiras”.
A freguesia de Cabreiros, em Braga, volta a cumprir a “Puxada do Guião” na quinta-feira, 5 de março; às 21:00.
Esta tradição tem já 300 anos e consiste em medir as forças de quem consegue levantar e suportar o peso do guião para transportá-lo na Procissão do Senhor dos Passos.
No domingo, a Procissão em honra do Senhor dos Passos abre com três bandeiras, mas a Confraria tem que escolher as pessoas mais fortes para as transportar.
O guião é composto por uma vara de madeira de grande dimensão, onde na extremidade superior está pendurada uma estrutura metálica pesada, onde pende um pano roxo em forma de bandeira.
A procissão do Senhor dos Passos irá realizar-se no domingo, às 15:30, e contará com o Sermão do Pretório na Igreja e o Sermão do Encontro na Capela.
A Junta de Freguesia de Fiscal, em Amares, acolheu no sábado, a apresentação do livro “Toninho, o Fantástico Variações“, da autoria de Fabíola Lopes, na presença de objetos pessoais do cantor e autor da canção Guerra Nuclear, constituindo um momento emocionante e de saudade num dia em que o mundo assistiu a ofensivas militares.
Nas intervenções proferidas, o coordenador da Comissão Promotora de Homenagem a António Variações (2018-2026) – CPHAV (2018-2026), Carlos Dobreira, lembrou o momento em que o ainda “Presidente da República Portuguesa referiu o lugar de Pilar na cerimónia de atribuição da Comenda da Ordem do Infante D. Henrique – grau Comendador ao cantor, ocorrida no palácio de Belém em novembro de 2020, constituindo uma homenagem comovente, ao homem do povo nascido num recôndito lugar do Portugal rural, onde se labutava diariamente numa família de 10 irmãos.”
“Nestes tempos de mudança, o seu legado é atual pelo seu humanismo, pela solidariedade, pela defesa do pacifismo sendo certo que estaria na dianteira da luta pela preservação do planeta, pela ecologia e a paz. A sua vida e obra é importante para o país e o mundo, em particular as crianças, jovens e para quem nos governa. O cantor tinha perfeita noção de que o país estava a mudar, mas já com injustiças flagrantes, hoje facilmente constatáveis, por exemplo, com gastos supérfluos e chocantes em Braga, ao mesmo tempo que cidadãs e cidadãos dormem ao relento, não tem eletricidade e teto nas suas casas após as depressões de janeiro e fevereiro.”
O coordenador da CPHAV (2018-2026) aproveitou o ensejo para dar a conhecer a sua estupefação face ao desconhecimento que tem constatado no concelho de Amares em relação à vida e obra de António Variações.
O presidente da Junta de Freguesia de Fiscal, Duarte Ribeiro, proferiu uma intervenção sentida considerando o cantor “um português ilustre, um artista maior da cultura nacional e um orgulho imenso para a nossa terra que o viu nascer. Este momento histórico é ainda mais enriquecido com a presença de objetos pessoais do cantor, alguns dos quais estarão expostos no futuro Museu ou Centro Interpretativo dedicado a António Variações. Lutaremos para que esse espaço venha a ser uma realidade. Contamos com o apoio de todas e de todos para honrar a memória de António Variações, símbolo maior da nossa freguesia e do nosso concelho.”
Na intervenção do presidente da Câmara Municipal de Amares ressaltou o compromisso na concretização do Centro Interpretativo António Variações (CIAV) evocativo do cantor, tendo ouvido da família, representada nesta cerimónia por três irmãos, da disponibilidade em doar o espólio em posse ao CIAV. O autarca vincou estar ali para “falar do futuro” e “do lado das soluções”. “Temos de dar passos em frente, todos. Queremos dar andamento ao projeto. Esta é uma marca importante para o concelho. Passos certos e seguros com família, Comissão, Junta e Câmara”, aludiu o autarca.
A anteceder a autora do livro, o irmão do cantor, Carolino Ribeiro, revelou a sua alegria e gratidão pelo momento recordando os discos do irmão que continua a ouvir, entre eles, os de Amália Rodrigues e David Bowie, o cuidado e o amor para com os irmãos, a sua mãe e o seu pai. Nas suas palavras, António era uma “figura especial” que “continua a interrogá-lo.” Recordou que o irmão era um visitante assíduo da Feira da Ladra de Lisboa onde comprava e recuperava objetos de segunda-mão, artesanato, vestuário, alguns hoje expostos pela primeira vez desde o seu falecimento.
Já Fabíola Lopes apresentou o livro destinado aos mais jovens, na sua opinião, para que a memória do cantor “perdure e porque é merecedor de cerimónias, mas também de estudo e explorações. Um ser tão agregador, tanto na sua vertente artística como pessoal, que encanta inevitavelmente quem no seu universo mergulha.” Agradeceu o apoio incondicional da família e da comissão para a construção do livro que retrata o percurso de vida até aos 12 anos, idade que marcou o início de novas vivências e desembaraços. A professora deu a conhecer o desconhecimento, quase generalizado por parte dos seus alunos, da figura de António, um agregador irresistível, rematando que quem “não gosta de Variações é porque não o conhece”.
A intervenção de Fabíola Lopes foi intercalada com a leitura de extratos do livro, a cargo de Rita Campos, atriz que integra a CPHAV (2018-2026).
No final da apresentação, houve lugar a intervenções do público presente, nomeadamente, de Domingos Gonçalves, fã do cantor dando a conhecer que doará o seu espólio ao futuro CIAV, onde se inclui investigação pormenorizada relativa à vida e obra de António, mas também de Luís Capela, o qual propôs a realização em 2027, no concelho de Amares, de um festival de verão com o nome do autor da canção Gelado de Verão para angariação de fundos a direcionar à conclusão e manutenção do CIAV.
Destaque para os objetos pessoais expostos na Junta de Freguesia de Fiscal, sendo exemplo, o gira discos, o gravador Automatic Cassette Recorder N 2206 Philips, discografia de Amália Rodrigues, David Bowie, Lou Reed, Rod Stewart e Nina Simone, ativista e cantora conhecida como sacerdotisa do soul. Igualmente, menção para perfumes, quadros de várias figuras como Marilyn Monroe e Mata Hari, produtos e utensílios da barbearia “É Pró Menino e Prá Menina”, tais como o fixador vegetal para o penteado, a navalha da marca Filarmónica Doble Temple, ocre, pó de talco, pentes, navalha de barbear, a mala de barbeiro, os batons, louças e molduras da sua casa e até a manta do seu cadeirão.
A iniciativa resultou de uma parceria entre a CPHAV (2018-2026) e a Junta de Freguesia de Fiscal, com a colaboração da Editorial Novembro e inseriu-se num conjunto de ações da CPHAV (2018-2026) previstas este ano para assinalar os 42 anos da gravação e mistura do álbum Dar & Receber (1984).
A Câmara de Braga retirou mais de 900 toneladas de resíduos de obra e descargas ilegais do espaço público.
Em 2025, a Autarquia recolheu 715,5 toneladas de resíduos em várias freguesias do concelho e entre janeiro e fevereiro deste ano removeu 202,18 toneladas adicionais, elevando o total para 917,68 toneladas de resíduos retirados do espaço público.
As intervenções abrangeram diversas freguesias do concelho, incidindo sobretudo em resíduos de construção e demolição, terras e pedras, resíduos biodegradáveis (frequentemente depositados de forma ilegal em vias públicas, terrenos municipais e áreas sensíveis do território).
O vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, Altino Bessa, salienta que estes números evidenciam a persistência do problema, mas também a resposta imediata do Município. “Estamos perante situações de claro desrespeito pelo espaço público e pelo ambiente. O Município tem atuado de forma sistemática na limpeza destes espaços, assumindo um esforço financeiro e logístico significativo. Cada tonelada de resíduos abandonados representa um custo acrescido para os contribuintes e desvia recursos que poderiam ser aplicados noutros investimentos estruturantes”, referiu.
Altino Bessa destaca ainda “a necessidade da responsabilidade individual e coletiva, alertando para o facto de a descarga ilegal de resíduos prejudicar toda a comunidade e comprometer a sustentabilidade do território”. “O Município continuará a reforçar as ações de fiscalização e sensibilização, mantendo uma vigilância permanente do território que permite identificar situações irregulares e agir com rapidez. Sempre que se verificam ocorrências de abandono ilegal de resíduos, intervém de forma célere, assegura a limpeza do espaço público e a reposição da legalidade”, reforçou.
“Paralelamente, apelamos ao cumprimento das regras na descarga de resíduos, através da utilização dos circuitos legais existentes para a gestão de resíduos de construção e demolição. A defesa do espaço público é assumida como uma linha política clara e inegociável, não sendo admissível a normalização de comportamentos ilegais que comprometem a cidade e a qualidade de vida urbana”, concluiu Altino Bessa.
O presidente da Câmara Municipal de Guimarães, acompanhado de vereadores e do presidente da Assembleia Municipal de Guimarães, marcou presença nas celebrações da Feira dos 27, em São Torcato, data que assinala o Dia de São Torcato, sublinhando a importância cultural, religiosa e económica desta tradição secular que continua a mobilizar milhares de pessoas e a afirmar a identidade rural do concelho.
“É um orgulho e uma felicidade para Guimarães ver esta Feira dos 27 chegar ao terreiro de São Torcato e encontrar aqui tanta gente, que mantém e preserva tradições profundamente ligadas à religiosidade e ao mundo rural”, afirmou o presidente do Município, Ricardo Araújo, depois de ter percorrido o recinto da festa e à margem da cerimónia de entrega de prémios e distinções do concurso pecuário.
Ricardo Araújo destacou também a vitalidade da iniciativa, mesmo perante as condições meteorológicas adversas, afirmando que “é uma grande alegria verificar que, ano após ano, esta tradição se mantém com muita força. São tradições de que nos orgulhamos e que estão também associadas a setores fundamentais para a nossa região, como a agricultura e a pecuária.”, sublinhou o autarca.
Reafirmando o compromisso com a preservação da secular tradição da Feira dos 27 que, anualmente, se mantém como uma herança viva, que junta o sagrado e o quotidiano do povo, a devoção e a ruralidade, a memória e a celebração, Ricardo Araújo garantiu o apoio institucional contínuo. “Da parte da Câmara Municipal de Guimarães, temos muito orgulho nesta realização e estaremos sempre ao lado da Irmandade de São Torcato, da Junta de Freguesia, dos agricultores e dos empresários locais, que contribuem para a qualidade e a continuidade desta Feira dos 27”, assegurou.
Promovida pela Irmandade de São Torcato, em articulação com a Comissão de Agricultores, a Feira dos 27 voltou a cumprir a tradição secular que assinala o Dia de São Torcato. O programa teve início durante a manhã com a Missa Solene e a Bênção do Gado, seguindo-se o Concurso Pecuário, que contou com desfile e entrega de prémios, momento presidido pelo presidente da Câmara Municipal de Guimarães.
Esta festividade, de forte expressão religiosa e popular, continua a atrair à vila de São Torcato milhares de visitantes e produtores pecuários de várias regiões do norte do país, constituindo uma referência do calendário tradicional vimaranense e um exemplo vivo da ligação entre fé, comunidade e atividade agrícola.
A edição deste ano integra ainda um programa de animação cultural, com atuações de grupos tradicionais e momentos de convívio, que se prolongam ao longo destes dois dias e reforçam o caráter identitário desta celebração.
A Póvoa de Lanhoso volta a celebrar as festas em honra de São José. O anúncio foi efetuado pelo Município de Póvoa de Lanhoso que divulgou que as festividades irão decorrer de 13 a 22 de março.
Hoje, 1 de março, assinala-se o Dia Mundial da Proteção Civil, uma data que deve ser mais do que simbólica. É um momento de reconhecimento para todos os agentes que, diariamente, asseguram a proteção de pessoas e bens, mas é também uma oportunidade para refletir sobre a forma como estamos a preparar o nosso território para enfrentar riscos cada vez mais exigentes.
Nas últimas semanas, o país foi fustigado por condições meteorológicas severas que levaram à declaração do estado de calamidade em vários territórios. Braga não esteve sob esse enquadramento legal, mas não ficou imune aos efeitos das intempéries. Houve ocorrências, constrangimentos e situações que exigiram resposta pronta dos bombeiros, das forças de segurança, dos serviços municipais e das juntas de freguesia. A todos eles é devido reconhecimento pelo seu trabalho.
Mas a proteção civil não se esgota na capacidade de resposta. Começa muito antes, na prevenção, no planeamento e na identificação rigorosa dos riscos. Num concelho com a dimensão, diversidade territorial e dinâmica urbana de Braga, os desafios são significativos. Temos zonas urbanas densamente povoadas, áreas rurais extensas, linhas de água que exigem manutenção contínua, taludes que carecem de monitorização e uma pressão crescente sobre o território. As alterações climáticas vieram intensificar fenómenos extremos, com episódios de chuva intensa mais concentrados no tempo e maior probabilidade de ocorrências inesperadas.
É neste contexto que importa analisar com rigor as opções políticas que estão a ser tomadas. O Orçamento Municipal para 2026, que será discutido em breve em Assembleia Municipal, enquadra formalmente a proteção civil como prioridade. No entanto, quando observamos as verbas concretas inscritas, impõe-se uma leitura crítica.
O conjunto das dotações diretamente afetas à proteção civil ronda 1,1 milhões de euros. Trata-se de um montante relevante, mas cuja estrutura merece maior escrutínio. A maior rubrica corresponde a um protocolo de colaboração no âmbito da proteção civil, com 350 mil euros previstos. Sendo a verba mais expressiva, seria desejável maior detalhe público quanto aos objetivos concretos, metas mensuráveis e critérios de avaliação associados. A transparência e a capacidade de medir resultados são essenciais quando falamos de segurança coletiva.
Verifica-se igualmente uma aposta significativa em equipamentos, fardamento e meios operacionais. São investimentos necessários e que valorizamos. Contudo, quando analisamos a componente estrutural de prevenção territorial, como a beneficiação de caminhos florestais, a criação de postos de água para combate a incêndios ou outras intervenções de mitigação de risco, os montantes parecem relativamente limitados face à dimensão do concelho e aos riscos acrescidos que enfrentamos.
A criação de uma Sala Municipal de Monitorização e Gestão de Operações constitui um passo positivo e estruturante. Mas importa garantir que este investimento não se esgota na infraestrutura física. É indispensável assegurar recursos humanos qualificados, formação contínua e plena articulação com as entidades externas, sob pena de o investimento não produzir o impacto desejado.
Importa, pois, que se encare a proteção civil como uma política pública transversal, assente numa estratégia clara de prevenção, planeamento territorial responsável, fiscalização efetiva e promoção da literacia em matéria de risco. Não pode depender apenas da capacidade de reação quando a emergência já se instalou.
O Dia Mundial da Proteção Civil deve servir para agradecer, mas também para exigir. Exigir mais planeamento, mais prevenção, mais transparência e maior ambição estratégica. A segurança coletiva não pode ser tratada como um tema circunstancial ou meramente operacional. É uma prioridade permanente e uma responsabilidade política inadiável.
Proteger é cuidar do território e das pessoas que nele vivem. Em Braga, temos o dever de garantir que estamos verdadeiramente preparados para os desafios presentes e futuros.
A AGRO – Feira Internacional de Agricultura, Pecuária e Alimentação está de regresso ao Forum Braga de 26 a 29 de março.
A edição deste ano contará com mais de 25.000m² de exposição, dos quais 15.000m² dedicados aos expositores.
A InvestBraga vai apresentar, brevemente, o programa da AGRO, que terá conferências, seminários e, também, um espaço dedicado a demonstrações, apresentações e degustações.