
A Câmara de Braga retirou mais de 900 toneladas de resíduos de obra e descargas ilegais do espaço público.
Em 2025, a Autarquia recolheu 715,5 toneladas de resíduos em várias freguesias do concelho e entre janeiro e fevereiro deste ano removeu 202,18 toneladas adicionais, elevando o total para 917,68 toneladas de resíduos retirados do espaço público.
As intervenções abrangeram diversas freguesias do concelho, incidindo sobretudo em resíduos de construção e demolição, terras e pedras, resíduos biodegradáveis (frequentemente depositados de forma ilegal em vias públicas, terrenos municipais e áreas sensíveis do território).
O vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, Altino Bessa, salienta que estes números evidenciam a persistência do problema, mas também a resposta imediata do Município. “Estamos perante situações de claro desrespeito pelo espaço público e pelo ambiente. O Município tem atuado de forma sistemática na limpeza destes espaços, assumindo um esforço financeiro e logístico significativo. Cada tonelada de resíduos abandonados representa um custo acrescido para os contribuintes e desvia recursos que poderiam ser aplicados noutros investimentos estruturantes”, referiu.
Altino Bessa destaca ainda “a necessidade da responsabilidade individual e coletiva, alertando para o facto de a descarga ilegal de resíduos prejudicar toda a comunidade e comprometer a sustentabilidade do território”. “O Município continuará a reforçar as ações de fiscalização e sensibilização, mantendo uma vigilância permanente do território que permite identificar situações irregulares e agir com rapidez. Sempre que se verificam ocorrências de abandono ilegal de resíduos, intervém de forma célere, assegura a limpeza do espaço público e a reposição da legalidade”, reforçou.
“Paralelamente, apelamos ao cumprimento das regras na descarga de resíduos, através da utilização dos circuitos legais existentes para a gestão de resíduos de construção e demolição. A defesa do espaço público é assumida como uma linha política clara e inegociável, não sendo admissível a normalização de comportamentos ilegais que comprometem a cidade e a qualidade de vida urbana”, concluiu Altino Bessa.


