O Bairro das Andorinhas, em São Vicente, Braga, vai celebrar a Via Sacra na próxima sexta-feira, 6 de março.
Organizado pela Paróquia de São Vicente, o evento religioso irá decorrer às 21:00. A comunidade está convidada a participar nesta celebração da Quaresma.
“A Via Sacra está de volta ao Bairro das Andorinhas, numa noite de fé, reflexão e união comunitária. Convidamos todos os bracarenses a participar neste momento especial de espiritualidade e partilha”, referiu a Associação do Bairro das Andorinhas.
A Comissão de Festas de São Paio de Pousada, em Braga, promoveu, no sábado, um jantar comemorativo do Dia da Mulher, que reuniu cerca de 60 participantes, numa iniciativa solidária de angariação de fundos para a realização da Festa de São Paio de Pousada.
O evento, marcado por um ambiente de convívio e animação, teve como principal objetivo “mobilizar a comunidade em torno da preparação das festividades, reforçando o espírito de participação e entreajuda local”.
Na continuidade da programação anunciada para março, cuja agenda pode ser consultada nos canais habituais do Theatro Gil Vicente, em Barcelos, o mês de abril afirma-se como extensão dessa mesma linha artística, reforçando uma proposta que atravessa linguagem, públicos e territórios.
O mês apresenta uma programação marcada por questões de identidade, memória e pertença, cruzando tradição e contemporaneidade, linguagens performativas e reflexão política. Entre teatro, dança, música, o Theatro Gil Vicente mantém uma linha de programação que articula criação artística, pensamento crítico e relação com território.
A programação musical inicia-se a 2 de abril, às 22:00, inserida no ciclo de concertos “triciclo”, com Filipe Sambado, num concerto em formato Black Box que explora a canção como espaço de reinvenção estética e afirmação autoral.
A dimensão da música enquanto presença no espaço público reforça-se com o programa “Fora de Portas”. A 18 de abril, às 18:00, o projeto “Tricla” atua no Largo Guilherme Gomes Fernandes, em Barcelinhos, numa proposta de forte energia performativa que amplia o diálogo entre criação artística e cidade.
O teatro ocupa um lugar central na programação de abril. A 4 de abril, às 21:30, apresenta-se “A Matança do Porco do Pai”, criação original de Sónia Barbosa que parte de um ritual profundamente enraizado na cultura rural para questionar dinâmicas de poder, herança e violência simbólica no contexto familiar. Um espetáculo que convoca a memória coletiva e a reflexão contemporânea.
Já a 18 de abril, às 21:30, sobe ao palco “Welcome to Europe”, numa proposta que assume a forma de museu performativo e propõe uma leitura crítica sobre identidade europeia, fronteiras e construção política do presente.
A dança afirma-se enquanto território de reinvenção da tradição com “Bate Fado”, de Jonas&Lander, a 11 de abril, às 22:00. O espetáculo recupera o Fado Batido, reativando o gesto percussivo do sapateado e cruzando música ao vivo e coreografia numa leitura física e contemporânea do património.
No dia 12 de abril, às 16:00, o Nico Dance Studio apresenta “MY SHOES”, espetáculo que convoca a linguagem da dança urbana como espaço de afirmação identitária e expressão coletiva.
O Cineclube ZOOM mantém a sua programação regular em abril, reforçando a presença do cinema de autor contemporâneo no TGV.
A 7 de abril, às 21:30, apresenta-se “O Riso e a Faca”, de Pedro Pinho, uma película que retrata o neocolonialismo contemporâneo. Já a 21 de abril, às 21:30, chega “On Falling”, de Laura Carreira, filme que aborda a precariedade laboral e o isolamento nas dinâmicas urbanas atuais.
A programação dedicada às famílias assume uma dimensão poética com “Um Conto Japonês”, pelo Teatro das Beiras, a 26 de abril, às 16:00. Inspirado no conto “A Árvore”, de Sophia de Mello Breyner Andresen, o espetáculo propõe uma reflexão sensível sobre transformação, natureza e relação entre gerações.
Vai ser criada uma nova entrada de acesso ao Hospital de Braga, dando resposta a uma reivindicação antiga dos profissionais e a uma proposta apresentada pela Comissão de Trabalhadores, que assumiu este tema como “prioritário”.
A Comissão de Trabalhadores da Unidade Local de Saúde de Braga tinha já sinalizado, junto do Conselho de Administração, “as dificuldades sentidas no acesso ao Hospital a partir de alguns parques de estacionamento periféricos, que não dispõem de ligações diretas”. Segundo a Comissão, “esta situação obrigava muitos colaboradores a percorrer longos trajetos até às suas viaturas, expondo-os a maiores riscos, sobretudo em períodos noturnos ou de menor movimento”.
Na altura, foram igualmente reportadas ocorrências de viaturas vandalizadas e tentativas de assalto nas imediações, factos que “reforçaram a necessidade urgente de melhorar as condições de segurança e acessibilidade para os trabalhadores”.
Nesse contexto, a Comissão de Trabalhadores, sob coordenação de Camilo Ferreira, propôs a criação de uma nova entrada junto à área da Psiquiatria, solução considerada “mais funcional e segura”, permitindo “um acesso mais direto entre o Hospital e as zonas de estacionamento envolventes”. A proposta foi acompanhada de sinalização concreta do local onde o novo acesso poderia ser implementado.
“Após um processo que se prolongou no tempo e várias diligências por parte da Comissão, o projeto conhece agora um desfecho positivo, com a confirmação de que a nova entrada será concretizada”, acrescenta a comissão.
Esta medida representa uma “melhoria significativa” para os profissionais da Unidade Local de Saúde de Braga, “reforçando a segurança, reduzindo os percursos pedonais e valorizando as condições de trabalho”. A concretização desta solução evidencia, igualmente, “a importância do papel ativo da Comissão de Trabalhadores, coordenada por Camilo Ferreira, na identificação de problemas do dia a dia e na apresentação de propostas concretas que contribuam para o bem-estar dos trabalhadores e para o bom funcionamento da Instituição”.
A vereadora do Desporto do Município de Esposende, Paula Cepa, presidiu à Assembleia Eletiva da Associação de Municípios Portugueses do Cavalo, que decorreu na Golegã.
Esposende integra, a par de Ponte de Lima, Golegã e Alter do Chão, o grupo de municípios fundadores desta associação, criada com o objetivo de “defender, promover e valorizar a tradição equestre portuguesa”.
A assembleia realizou-se na Casa-Estúdio Carlos Relvas e contou com a participação de representantes dos 20 municípios que atualmente integram a associação.
Durante a sessão, procedeu-se à eleição e recondução dos órgãos sociais para o quadriénio 2026-2029, tendo a presidência da Direção sido novamente atribuída ao Município da Golegã, em reconhecimento do trabalho desenvolvido na promoção do mundo equestre e continuando o Município de Esposende a presidir à Assembleia Eletiva.
Após o ato eleitoral, decorreu a reunião do Conselho Diretivo, na qual foram debatidas e definidas estratégias para o crescimento da associação, focadas na valorização dos territórios e do património ligado ao cavalo. Esta abordagem assenta numa lógica de cooperação intermunicipal, orientada para a dinamização do turismo e da cultura.
Com a admissão de novos membros, a Associação de Municípios Portugueses do Cavalo reforça a sua missão de “valorizar o cavalo enquanto património cultural, económico e identitário de Portugal, promovendo a cooperação entre territórios com forte tradição equestre e afirmando o setor a nível nacional e internacional”.
A participação do Município de Esposende nesta estrutura traduz “a consolidação de uma estratégia desportiva e turística que reconhece o valor do património equestre como elemento diferenciador do território e fator de desenvolvimento local”.
ACáritas de Bragaacompanhou, no último ano,222crianças e jovensvítimasdeviolênciadoméstica, entre acolhimentode emergência e apoio psicológico, e,através dos projetosB!Equal-E9G eProinfância,150 menores em situação deexclusão social.
No global, trata-se deum aumentode84 casosem relação a 2024.Na área da violência doméstica,destaque,também,para o trabalho feito noCentro de Acolhimento de Emergência, que alojou129 mulheres, em 2025.Jáogabinete de apoio à vítima–Espaço Igual–acompanhou 187 vítimas adultas, com 71 novos casos.
“Sabemos que crianças e jovens expostos a contextos de violência doméstica têm maior probabilidade de, no futuro, reproduzir ou aceitar relações abusivas. Por isso, é fundamental uma intervenção especializada e articulada, que vá além do acolhimento e trabalhe a dimensão emocional e relacional, contribuindo para quebrar ciclos de violência e promover trajetórias de vida mais seguras e saudáveis”, salienta Raquel Gomes, coordenadora das Respostas de Apoio à Vítima.
Além dasmulheres, foram também acolhidos 129 menores a cargo, no Centro de Acolhimento de Emergência. Em simultâneo, 57 beneficiaram também de acompanhamento psicológico no Espaço Igual, através da Resposta de Apoio Psicológico a Crianças e Jovens Vítimas.
Os dados reforçam a importância donovo centro de acolhimento de emergência para vítimas de violência domésticaque está a ser construído pela Cáritas de Braga.O projeto, apoiado pelo PRR,representa um investimento global de cerca de1,5 milhões de euros,dos quais665 mil euros terãodeser assumidos pela Cáritas de Braga. Até à data já foram angariados cerca de75 mil euros.
Desta, forma, a instituição apela aos donativosnaSemanaNacional Cáritas, que arrancoueste domingo, 1 de março, e prolonga-seaté dia 8. Em Braga,o peditóriovai decorrernas lojas Lidl no fim de semana de 7 e 8 de marçoenas paróquias da Arquidiocese de Braga. Está,ainda,aser preparado um dia aberto, a 4 de março, para quem quiser conhecer de perto o trabalho da Cáritas.
“Ao celebrarmos 77 anos de missão, evocamos as cinco mulheres fundadoras que, em 1949, deram início à CáritasemBraga com coragem e sentido de responsabilidade social. Esse espírito mantém-se vivo e concretiza-se hoje em projetos estruturantes, como o novo Centro de Acolhimento de Emergência para vítimas de violência doméstica. Continuamos a desafiar-nos a adaptar e reforçar as nossas respostas perante as novas formas de pobreza e vulnerabilidade, mantendo-nos próximos de quem mais precisa”,reflete Ana Santos, presidente da Cáritas Braga.
Entre 20 e 22 de março, a freguesia de São Pedro da Torre, em Valença, volta a assumir o título de capital da lampreia, acolhendo mais uma edição do Festival Gastronómico Sabores da Lampreia do Rio Minho.
Durante três dias, o evento transforma-se num autêntico santuário da tradição culinária minhota, onde a lampreia é protagonista de uma experiência que ultrapassa a mera degustação. À mesa, desfilam interpretações clássicas que fazem vibrar os apreciadores mais exigentes: o incontornável Arroz de Lampreia, a elegante Lampreia à Bordalesa, a tradicional Lampreia Recheada, a Lampreia Assada no Forno, a lampreia seca e o emblemático prato dos cinco sabores, referências maiores de uma cozinha que honra o rio e a comunidade de pescadores de São Pedro da Torre.
Cada proposta gastronómica é confecionada com rigor e respeito pelos métodos tradicionais, proporcionando uma verdadeira viagem sensorial. Acompanham os vinhos verdes da região e várias sobremesas regionais. Para paladares que procurem alternativas, o festival apresenta igualmente opções como Bacalhau e Lombo Assado.
Mais do que um certame gastronómico, o Festival da Lampreia de São Pedro da Torre afirma-se como ponto de encontro entre tradição, cultura e celebração coletiva. O evento atrai visitantes de todo o país e da vizinha Galiza, dinamizando a economia local e promovendo o território através de uma das suas maiores riquezas: a gastronomia.
Com entrada livre, a iniciativa resulta de uma organização conjunta da Câmara Municipal de Valença, da Carochos – Associação dos Sabores do Rio Minho, da Junta de Freguesia de São Pedro da Torre e da Comissão de Festas local, num esforço coletivo que reafirma o compromisso com a valorização de um produto emblemático e de uma herança culinária singular.
Miguel Ferreira, do SC Braga, venceu o 5.º Open Pool Distrital Bola 9, que decorreu este fim de semana.
O Gverreiro do Minho venceu a final frente a José Antunes, da equipa Dynamic Pool Academy, garantindo o primeiro lugar na competição. Em destaque esteve também Miguel Freitas, que alcançou o 3.º lugar, enquanto Márcio Gomes assegurou o 5.º lugar.
A Assembleia Municipal de Braga aprovou, por unanimidade, duas iniciativas apresentadas pelo grupo municipal da Iniciativa Liberal, reafirmando “o compromisso do concelho com a valorização do mérito jovem e com o apoio às famílias”.
Foi aprovado um Voto de Louvor à estudante bracarense Beatriz Henriques, vencedora nacional do concurso europeu Juvenes Translatores, promovido pela Comissão Europeia. Aluna da Escola Secundária de Maximinos, Beatriz destacou-se a nível nacional num concurso que promove a aprendizagem de línguas e a aproximação entre os povos europeus. “A sua vitória projeta o nome de Braga a nível europeu e constitui um exemplo do talento, empenho e qualidade da juventude bracarense”, refere a Iniciativa Liberal.
Na mesma sessão, foi igualmente aprovada uma recomendação à Câmara Municipal de Braga para que avalie, crie e divulgue, em parceria com as juntas de freguesia, uma bolsa municipal de terrenos destinados à construção de novas creches, com regras transparentes e períodos de concessão atrativos. “A iniciativa surge como resposta à insuficiência de vagas atualmente existente no concelho, procurando facilitar o investimento e acelerar o aumento da oferta, promovendo melhores condições de conciliação entre vida profissional e familiar e reforçando a igualdade de oportunidades para as famílias bracarenses”, acrescenta o partido.
“A aprovação unânime destas iniciativas demonstra a convergência do órgão deliberativo municipal em torno de prioridades essenciais: reconhecer o mérito, valorizar a juventude e criar melhores condições para as famílias de Braga”, finalizou a Iniciativa Liberal.
O mundo contemporâneo parece mover-se como um colosso desorientado, avançando com passos largos mas sem direção clara, esmagando no caminho a delicadeza da diferença e a profundidade do pensamento. Vivemos rodeados de uma abundância de informação que, em vez de iluminar, obscurece; que, em vez de aproximar, separa; que, em vez de libertar, aprisiona. Cada indivíduo segura nas mãos um fragmento de realidade e, ainda assim, insiste em acreditar que esse fragmento é o espelho inteiro. A verdade tornou-se um objeto de posse, não de procura; uma arma, não uma ponte; um dogma, não um diálogo.
A sociedade atual parece ter perdido a capacidade de respeitar a diferença profunda , aquela que não se exibe em campanhas publicitárias, mas que vive no âmago do pensamento, na forma como cada ser humano interpreta o mundo. A diferença que desafia, que incomoda, que obriga a repensar. Hoje, essa diferença é tratada como ameaça, e a ameaça é tratada como erro. E quando o erro deixa de ser uma possibilidade humana e passa a ser uma falha moral, abre-se a porta à imposição: a imposição de valores, de narrativas, de verdades.
A comunicação global, que poderia ser o grande espaço de encontro entre consciências, tornou-se um instrumento de legitimação seletiva. Justifica-se um ataque a um país porque o seu regime é opressor segundo os nossos moldes, mas ignora-se a opressão praticada por aqueles que partilham interesses connosco. A moralidade tornou-se um produto de conveniência, aplicado apenas quando serve os interesses de quem detém o poder de moldar a opinião pública. Esta incoerência revela uma perda profunda da noção de universalidade, substituída por uma ética moldada pelo cálculo e pela utilidade.
A verdade, que deveria ser um horizonte comum, transformou-se numa construção individualizada, moldada por algoritmos, por bolhas de opinião, por discursos repetidos até se tornarem dogmas. Cada pessoa acredita que o que pensa é verdade, não porque o tenha refletido profundamente, mas porque o mundo digital lhe devolve constantemente o eco das suas próprias convicções. A verdade deixou de ser uma procura e passou a ser uma posse. E quando a verdade é possuída, deixa de ser dialogada. Quando deixa de ser dialogada, deixa de ser humana.
A filosofia sempre nos ensinou que a verdade é uma figura em movimento, uma construção que nasce do encontro entre consciências, da fricção entre ideias, da humildade de reconhecer que o mundo é demasiado vasto para caber numa única perspetiva. Mas vivemos num tempo em que a verdade é tratada como um objeto imóvel, cristalizado, impermeável ao outro. Esquecemos que a verdade é, antes de tudo, uma relação — entre o
que vemos e o que não vemos, entre o que sabemos e o que ignoramos, entre o que somos e o que o outro é.
E é precisamente aqui que reside a grande crise do nosso tempo: não é apenas uma crise política, económica ou social; é uma crise ontológica. Uma crise da própria condição humana. Perdemos a capacidade de nos reconhecermos uns nos outros. Perdemos a capacidade de escutar sem preparar a resposta. Perdemos a capacidade de duvidar de nós próprios. E quando a dúvida desaparece, desaparece também a possibilidade de crescimento. A certeza absoluta é a morte do pensamento.
O mundo adoece quando o “eu” se torna maior do que o “nós”. Quando a identidade individual se transforma numa fortaleza e a identidade coletiva num campo de batalha. Quando cada pessoa se fecha na sua verdade e recusa a complementaridade que dá sentido à existência humana. A humanidade não é um conjunto de indivíduos isolados; é uma teia de relações, de interdependências, de olhares que se cruzam e se transformam mutuamente.
Chegará o dia, e talvez esteja mais próximo do que imaginamos, em que teremos de escolher entre continuar a caminhar como fragmentos dispersos ou reencontrar-nos como um corpo coletivo. A humanidade só renascerá quando tivermos a coragem de abandonar a arrogância da certeza e regressar à humildade da procura. Quando aceitarmos que a verdade não é um trono onde nos sentamos, mas um caminho onde caminhamos juntos. Quando compreendermos que o outro não é uma ameaça à nossa identidade, mas a condição da nossa plenitude.
O mundo só se salvará quando deixarmos de pensar a partir do “eu” e começarmos a pensar a partir do “nós”. Quando a diferença deixar de ser motivo de conflito e passar a ser fonte de sabedoria. Quando a comunicação deixar de ser uma arma e voltar a ser um encontro. Quando a verdade deixar de ser uma imposição e voltar a ser uma construção partilhada.
E talvez então, nesse instante raro e luminoso, possamos finalmente dizer que reencontrámos aquilo que sempre nos definiu: a capacidade de sermos humanos juntos.