s serviços municipais de Braga vão encerrar às 13:00 da próxima terça-feira, 23 de junho, devido às Festas de São João. A decisão, divulgada pela autarquia, tem em conta a tradição associada às celebrações sanjoaninas, consideradas um dos maiores acontecimentos anuais da cidade, bem como a previsível redução da afluência de utentes aos serviços municipais durante a tarde.
Apesar do encerramento antecipado, a Câmara Municipal garante a continuidade de vários serviços considerados essenciais. Entre eles encontram-se os Bombeiros Sapadores, a Polícia Municipal, o Centro Coordenador de Transportes, o Posto de Turismo, o Mercado Municipal, o Cemitério Municipal, o Parque de Campismo, a Quinta Pedagógica, o Parque Desportivo da Rodovia, o Estádio 1.º de Maio, o Aeródromo, o parque de estacionamento da Cangosta da Palha, bem como as Atividades de Apoio à Família, o programa IncluIR e os agrupamentos de escolas.
A Associação de Festas de São João de Braga (AFSJB) desafiou as freguesias do concelho a dar vida às tradições sanjoaninas, alargando as celebrações de 2026 para além do centro da cidade. A iniciativa “São João na Minha Freguesia” convida agora residentes e visitantes a descobrir os trabalhos artísticos coletivos espalhados por vários pontos do território.
Na manhã desta quinta-feira, a comitiva da AFSJB, liderada pela presidente Ana Daniela Pereira, visitou as instalações criadas pelas freguesias que aderiram ao desafio. A responsável destacou o entusiasmo demonstrado pelas comunidades participantes e sublinhou que o objetivo passa por reforçar a descentralização das festividades.
“O São João de Braga já era vivido por todo o concelho. Com esta iniciativa, pretendemos valorizar ainda mais o papel das freguesias na preservação das tradições e na construção da identidade”, afirmou Ana Daniela Pereira.
Os trabalhos podem ser apreciados em Adaufe, São Victor, Cabreiros e Passos (São Julião), Espinho, Este (São Pedro e São Mamede), Figueiredo, Guisande e Oliveira (São Pedro), Merelim (São Paio), Panóias e Parada de Tibães, Morreira e Trandeiras, Nogueira, Fraião e Lamaçães, Nogueiró e Tenões, Padim da Graça, Pedralva, Priscos, Real, Dume e Semelhe, Santa Lucrécia de Algeriz e Navarra, Sequeira e Sobreposta.
Integrada na programação das Festas de São João de Braga 2026, a iniciativa pretende afirmar-se como “um projeto de proximidade, envolvendo um número crescente de comunidades locais nas celebrações”. Para a organização, “o sucesso desta primeira edição abre caminho à continuidade e ao reforço da participação das freguesias nos próximos anos”.
A Universidade do Minho (UMinho) recebeu, esta quarta-feira, uma delegação da Ucrânia, numa visita de estudo promovida pela Agência Nacional Erasmus+ Juventude/Desporto e pelo Corpo Europeu de Solidariedade, com o objetivo de aprofundar a cooperação entre instituições e partilhar experiências na área da educação e da participação cívica.
A comitiva foi recebida na Reitoria pelo vice-reitor para a Modernização Institucional, Nuno Castro, e pelo pró-reitor para a Participação Universitária e Ligação ao Território, Carlos Videira.
A delegação integrou representantes da Agência Nacional Erasmus+ Juventude/Desporto e Corpo Europeu de Solidariedade, da Embaixada da Ucrânia junto das Organizações Internacionais em Viena, da Universidade Católica Ucraniana, do Serviço Voluntário Ucraniano, da Plataforma de Educação Ucraniana, da organização não-governamental Build Ukraine Together e do Gabinete de Integração Europeia de Lviv.
Segundo Nuno Castro, a partilha de experiências sobre a articulação entre educação formal e não formal assume uma importância central para a Universidade do Minho. O responsável destacou ainda que o encontro reforçou a internacionalização como eixo estratégico da academia minhota e abriu caminho para novas oportunidades de cooperação académica e científica, nomeadamente nas áreas da digitalização e da simplificação administrativa.
Por sua vez, Carlos Videira salientou o papel do associativismo, da participação cívica e do voluntariado na formação dos estudantes, considerando que a troca de experiências com instituições internacionais contribui para a inovação e para o desenvolvimento de respostas conjuntas aos desafios sociais.
A visita decorreu sob o tema “Linking Formal and Non-Formal Education through Youth Volunteering” e permitiu estreitar relações institucionais e consolidar as parcerias estratégicas que a Universidade do Minho tem vindo a desenvolver com entidades ucranianas.
Todos os anos, quando os alunos do 9.º ano se aproximam da escolha do seu percurso no ensino secundário, repete-se a mesma pergunta: para que servem as Humanidades?
A questão surge quase sempre acompanhada de um conjunto de preconceitos que parecem resistir ao tempo. Há quem diga que as Humanidades apenas são uma boa escolha para quem quer seguir Direito. Outros afirmam que são o refúgio dos que pretendem evitar a Matemática. Há ainda quem as veja como uma área sem futuro, sem empregabilidade e sem relevância numa sociedade dominada pela tecnologia e pela inteligência artificial.
O mais curioso é que muitos dos alunos que escolhem Línguas e Humanidades foram excelentes estudantes ao longo de todo o Ensino Básico. Obtiveram bons resultados em Matemática, Ciências, Português, História e Inglês. Não escolhem Humanidades por incapacidade. Escolhem-nas por interesse, vocação ou curiosidade intelectual. Apesar disso, são frequentemente confrontados com a desconfiança de familiares, amigos e até de alguns professores, que insistem em encaminhá-los para Ciências e Tecnologias, como se apenas essa via garantisse sucesso profissional e reconhecimento social.
Esta visão revela uma compreensão redutora da Educação e das necessidades da sociedade contemporânea. É verdade que o progresso científico e tecnológico é indispensável. Precisamos de médicos, engenheiros, programadores, investigadores e especialistas em inteligência artificial. Todavia, também precisamos de pessoas capazes de interpretar o mundo, compreender a complexidade das relações humanas, analisar criticamente a informação, comunicar com clareza, conhecer a História, refletir sobre questões éticas e participar de forma consciente na vida democrática.
As Humanidades são precisamente o campo do conhecimento que desenvolve estas competências. O estudo da literatura, da filosofia, da história, das línguas ou da geografia não serve apenas para acumular conhecimentos. Serve para aprender a pensar. Serve para interpretar diferentes perspetivas, argumentar com rigor, identificar manipulações, distinguir factos de opiniões e compreender as consequências das decisões humanas.
Muitas das competências associadas às Humanidades são hoje apontadas como essenciais para o futuro do trabalho. O relatório Future of Jobs 2025, do World Economic Forum, identifica o pensamento analítico, o pensamento crítico, a criatividade, a capacidade de comunicação, a liderança, a empatia e a aprendizagem contínua entre as competências mais valorizadas pelos empregadores. Numa economia cada vez mais automatizada, as capacidades especificamente humanas tornam-se mais importantes, e não menos.
A inteligência artificial consegue processar enormes quantidades de dados, mas continua a depender da intervenção humana para definir objetivos, interpretar contextos, ponderar implicações éticas e tomar decisões complexas. Quanto mais avançada se torna a tecnologia, maior é a necessidade de cidadãos capazes de refletir criticamente sobre a sua utilização.
Existe também uma dimensão democrática que não pode ser ignorada. As Humanidades desempenham um papel fundamental na formação de cidadãos informados e participativos. O conhecimento da história ajuda-nos a compreender os erros e os sucessos do passado. A filosofia ensina-nos a questionar certezas e a construir argumentos sólidos. A literatura permite-nos conhecer outras culturas, outras experiências e outras formas de olhar o mundo. As línguas aproximam povos e facilitam a integração num contexto cada vez mais global.
Uma sociedade que valoriza apenas a dimensão técnica corre o risco de produzir excelentes executantes, mas poucos cidadãos capazes de refletir sobre o sentido e as consequências do que fazem. A história (aqui está a importância do seu estudo) mostra-nos que os maiores desafios da humanidade raramente resultam da falta de conhecimento científico. Resultam, muitas vezes, da ausência de reflexão ética, de compreensão histórica ou de sensibilidade humana.
Por isso, talvez a pergunta esteja mal formulada. Em vez de perguntarmos para que servem as Humanidades, deveríamos perguntar que sociedade queremos construir sem elas. Uma sociedade sem literatura, sem história, sem filosofia e sem pensamento crítico pode ser tecnologicamente avançada, mas dificilmente será uma sociedade plena, democrática e humanizada.
Os alunos que hoje escolhem Humanidades não estão a optar por uma área menor. Estão a escolher um percurso que continua a ser essencial para compreender o mundo e para o transformar. Merecem respeito pelas suas escolhas e não a pressão de quem confunde utilidade com rentabilidade imediata.
Em suma, as Humanidades não são apenas uma área de estudo. São uma das formas mais profundas de compreender o que significa ser humano.
O movimento independente Amar e Servir Braga apresentou uma proposta à Câmara Municipal de Braga que visa alargar progressivamente o programa “Os Piratas vão à Piscina” a todos os jardins de infância e escolas do 1.º ciclo do concelho, bem como assegurar o transporte das crianças para as atividades promovidas pelo Município e pelas Juntas de Freguesia durante as pausas letivas. A iniciativa surge com o objetivo de “garantir igualdade de acesso às atividades educativas, culturais e desportivas, eliminando barreiras económicas e logísticas para muitas famílias”.
No documento, o movimento sublinha que “são atualmente as Juntas de Freguesia que suportam os custos do transporte no âmbito das pausas escolares e do programa de iniciação à atividade aquática, sem qualquer compensação financeira”. Além disso, alerta para “a inexistência de transporte em algumas atividades, situação que impede muitas crianças de participarem nas iniciativas públicas de apoio às famílias”.
Entre as medidas propostas está a elaboração, no prazo de 120 dias, de uma adenda ao contrato do SchoolBus com os Transportes Urbanos de Braga (TUB), permitindo assegurar o transporte das atividades dirigidas à infância durante as interrupções letivas.
O Amar e Servir Braga defende ainda a realização de um estudo de viabilidade operacional e financeira por parte dos TUB, considerando que “a disponibilização de transporte coletivo poderá também contribuir para a redução do tráfego automóvel, das emissões poluentes e dos problemas de estacionamento junto aos locais de atividade”.
A Câmara Municipal de Vizela apresentou esta quinta-feira o programa da Noite Branca 2026, marcada para 19 de setembro, com destaque para os concertos de Os Quatro e Meia e Carolina de Deus, dois dos principais nomes da música portuguesa da atualidade.
Os artistas vão atuar no palco principal, instalado na Praça da República, que receberá ainda Insert Coin e Danni Gato. A programação contempla também mais dois palcos, na Praça do Município e no Jardim Manuel Faria, com atuações de DJs e outros projetos musicais que prometem animar a cidade até de madrugada.
Depois de ter reunido cerca de 100 mil pessoas em 2025, a Noite Branca regressa com a ambição de voltar a afirmar Vizela como um dos principais destinos de eventos culturais e turísticos da região. A iniciativa, promovida pela autarquia, pretende encerrar a época de verão com uma noite de música, luz e animação, esperando atrair novamente dezenas de milhares de visitantes ao centro da cidade.
A Comunidade Intermunicipal do Cávado (CIM Cávado) promoveu, no dia 18 de junho, a última atividade da 12.ª edição dos “Dias a Viver a Água”, integrada no projeto “AQUA Cávado: o rio que nos une”.
A iniciativa, denominada “Derivação Barcelos – Um Passeio Junto ao Rio”, contou com a participação de 33 alunos da Escola Básica do Gerês e com o apoio da associação Amigos da Montanha, proporcionando uma experiência de contacto direto com o património natural associado ao rio Cávado.
Em representação da CIM Cávado, a secretária executiva Marta Magalhães acompanhou a atividade e destacou a importância da educação ambiental junto das gerações mais jovens, sublinhando que este tipo de iniciativas contribui para reforçar a consciência ambiental e a ligação dos estudantes ao território.
Durante a manhã, os participantes percorreram a Ecovia do Rio Cávado, em Barcelinhos, numa saída de campo interpretativa dedicada aos ecossistemas ribeirinhos, à biodiversidade da fauna e flora autóctones e à importância da preservação dos recursos naturais.
Da parte da tarde, os alunos visitaram o Mosteiro de São Martinho de Tibães, onde participaram em atividades relacionadas com a gestão da água naquele monumento nacional, explorando a sua dimensão histórica, cultural e patrimonial.
Coordenado pela CIM Cávado, o projeto “AQUA Cávado: o rio que nos une” afirma-se há mais de uma década como uma referência regional na educação e sensibilização ambiental, aproximando a comunidade escolar dos rios Cávado e Homem e promovendo uma maior literacia ambiental.
A Iniciativa Liberal de Vila Nova de Famalicão vai apresentar, na próxima reunião da Assembleia Municipal, uma proposta para a atribuição de um Voto de Louvor ao Contribuinte Local, Nacional e Europeu, com o objetivo de reconhecer o papel dos cidadãos e empresas no financiamento do Estado, dos municípios e dos serviços públicos.
A iniciativa é subscrita pelo deputado municipal Miguel Fidalgo, que considera que “o contribuinte é frequentemente esquecido no debate político”, apesar de ser, nas suas palavras, “o financiador silencioso da democracia”.
Além da aprovação formal do voto de louvor, a proposta prevê a divulgação institucional desse reconhecimento pelos canais oficiais do Município, a eventual atribuição da designação “Rua do Contribuinte” ou “Praça do Contribuinte” a um espaço público do concelho e a inclusão de uma referência aos contribuintes nas comemorações do Dia da Cidade.
Miguel Fidalgo defende que o reconhecimento constitui “uma questão de justiça” para com “aqueles que suportam os investimentos públicos”.
“O contribuinte é quem paga as escolas, os hospitais, as estradas, os apoios sociais, os investimentos municipais e até os erros de governação. No entanto, raramente é reconhecido”, afirma.
O deputado municipal liberal sustenta ainda que “os investimentos frequentemente associados a fundos europeus têm origem no esforço fiscal dos cidadãos”.
“Não existe dinheiro da Europa. Existe dinheiro dos contribuintes europeus, incluindo dos portugueses. Todo o investimento público tem origem no esforço de quem trabalha, cria riqueza e paga impostos”, refere.
A Iniciativa Liberal espera “reunir apoio das diferentes forças políticas representadas na Assembleia Municipal” e lança um apelo à maioria PSD/CDS para que “vote favoravelmente a proposta”.
Miguel Fidalgo recorda ainda que “algumas propostas anteriormente apresentadas pelos liberais acabaram por ser adotadas posteriormente pelo executivo, apontando como exemplo a redução do IMI”.
Também o coordenador da Iniciativa Liberal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Ricardo Lopes, considera que “a iniciativa pretende reforçar a valorização dos contribuintes”.
“Num momento em que a carga fiscal continua em máximos históricos e em que o Estado continua a exigir cada vez mais aos cidadãos, faz todo o sentido reconhecer quem suporta esse esforço”, sublinha.
A proposta será apreciada na próxima sessão ordinária da Assembleia Municipal.
A freguesia de Cabeçudos, em Vila Nova de Famalicão, vai inaugurar este sábado, 20 de junho, a sua nova Casa Mortuária. A cerimónia de bênção e entrega do equipamento à população está marcada para as 16:00, junto à Igreja Paroquial, e contará com a presença do presidente da Câmara Municipal, Mário Passos.
A nova Casa Mortuária resulta da requalificação de um antigo espaço de serviços localizado no núcleo religioso da freguesia, junto à igreja, ao salão paroquial, ao cemitério e à casa paroquial.
A intervenção contou com um apoio municipal de 93 mil euros e incluiu a remodelação dos espaços interiores e exteriores, com novos revestimentos, renovação de caixilharias, carpintarias e instalações sanitárias, além da valorização da área envolvente.
O terceiro dia do São João de Braga promete uma programação contínua na cidade, combinando tradição religiosa, cultura popular e música no centro da cidade.
A manhã desta sexta-feira começa às 10:00 com a novena a São João Baptista, seguida às 10:30 pelo “Rufar de Porta Aberta”. Ao meio-dia, os gigantones e cabeçudos animam a Praça da República.
Durante a tarde, entre as 15:00 e as 20:00, decorre o concerto “Braga capital do cavaquinho”, que reforça a identidade musical minhota.
A noite inicia-se às 19:30 com a abertura das barraquinhas das freguesias. A partir das 21:30, há concertos com grupos tradicionais, culminando às 22:00 com a atuação de Daniel Pereira Cristo & convidados.