A Comissão Municipal de Proteção Civil de Esposende deliberou hoje, por unanimidade, cancelar o evento Galaicofolia, por não estarem reunidos os requisitos de segurança, devido às condições climatéricas que ditaram a declaração de estado de contingência decretado pelo Governo. Estado de Contingência condiciona, também, o normal decurso de festas e romarias.
“Para montar todo o cenário da Galaicofolia, as intervenções teriam de iniciar-se amanhã. Como não é permitida a realização das tarefas inerentes a este tipo de eventos, não estão reunidas as condições para concretizar o evento”, referiu o presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira que lamentou “os transtornos causados por esta decisão, mas a segurança deverá ser sempre a nossa prioridade”.
Em reunião realizada hoje, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Esposende, os elementos integrantes da Comissão Municipal de Proteção Civil manifestaram a sua preocupação, ante as condições climatéricas, favoráveis à deflagração de incêndios.
Num briefing que marcou o início dos trabalhos, o coordenador do Gabinete Municipal de Proteção Civil, Júlio Melo, apresentou previsões meteorológicas preocupantes para os próximos dias, nomeadamente, o baixo índice de humidade e as temperaturas elevadas.
Confrontado com a possibilidade de realizar o evento Galaicofolia, no monte de S. Lourenço, em Vila Chã, o comandante do destacamento de Esposende da GNR, Paulo Campos, assim como os representantes das corporações de bombeiros, manifestaram disponibilidade para “reforçar os efetivos”. Porém, as circunstâncias em que ocorre o evento, numa área envolvente em espaço florestal que poderá condicionar as ações de socorro, foi deliberado cancelar o evento.
O Município de Esposende vai avançar com um plano de proteção às populações, com uma equipa de vigilância móvel que reforçará ações de patrulhamento e vigilância nas zonas florestais, ativação da Àrea de Apoio Logístico para as forças de socorro colocação em pré-alerta de meios do município, nomeadamente equipa de apoio logístico e máquinas rectroescavadoras. Às Juntas de Freguesia foi solicitado o levantamento dos meios existentes nas freguesias, nomeadamente cisternas e tratores privados, além de criarem uma bolsa local de voluntários para apoio nas ações de rescaldo em incêndios rurais.
Nesta reunião da Comissão Municipal de Proteção Civil foi ainda debatida a questão da segurança no concelho, tendo os autarcas solicitado ao comandante do destacamento de Esposende da GNR o reforço dos efetivos, principalmente nesta época de verão.
Augusto Nhaga, secretário de Estado dos Combatentes da Liberdade da Pátria da Guiné-Bissau, fez ontem uma visita aos Paços do Concelho de Famalicão, tendo sido recebido pelo presidente Mário Passos, com quem conversou, entre outros assuntos, sobre o estreitamento das relações institucionais destas regiões.
A Secretaria de Estado dos Combatentes já possui uma relação institucional com o Museu da Guerra Colonial de Famalicão, desenvolvida com o intuito de estudar e preservar a história associada a este momento marcante, numa perspetiva conjunta, e gerar conhecimento para as gerações vindouras.
Dezena e meia de vendedoras e funcionários do Mercado Municipal de Braga vão trocar esta quinta-feira as bancas de fruta, legumes, peixe ou flores para, ali mesmo, desfilarem com roupas e acessórios sustentáveis de uma dúzia de marcas de Portugal e do Brasil. A sessão ocorre às 15:30 e é organizada pela plataforma Passeio, do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho, à qual se associam o Departamento de Engenharia Têxtil da UMinho e o Município de Braga.
Por estes dias ultimam-se as provas de roupa, os cabelos e a maquilhagem dos modelos, os quais estão curiosos e motivados para se estrearem na passerelle. O calçado a usar é criado por alunos de Design e Marketing de Moda da UMinho. Já a conceção e coreografia geral cabe à estilista Madeleine Muller, que traz histórias do seu Brasil sobre a “alta costura da sustentabilidade”, que é diferenciadora, confortável, duradoura e com materiais e acabamentos cuidados. A reutilização de jeans, a aplicação de vegetais e o design inovador são alguns dos segredos a descobrir no desfile.
A iniciativa designa-se “Moda (IN)sustentável” e inclui, ainda, uma roda de conversa (10:00), um tributo com testemunhos e música à saudosa docente Gabriela Gama (16:00), um verde de honra (16:45) e uma exposição de roupas/adereços sustentáveis (todo o dia). Tal como na edição inicial em 2020, em Guimarães, foca-se o lugar de excelência das trocas comunicacionais da cidade, onde produtos (cheiros, cores, texturas) e pessoas (gestos, pregões, dizeres) desfilam diariamente.
O evento visa sensibilizar para a moda sustentável, divulgar marcas e práticas na área, desconstruir narrativas na moda, incentivar novos estilos de vida, renovar os usos do mercado e afirmar pequenos produtores locais. A roda de conversa vai contar com a ativista Cátia Santos (Let’s Swap), os criadores Alice Araújo (Obi Clothing), Luciana Blucão (Dona Rufina), José Lima (Ideal & Co) e Marita Moreno (Marita Moreno) e os professores Cristina Broega e Albertino Gonçalves (ambos da UMinho). A exposição apresenta coordenados das marcas Ablesia, Kozii, Rico Bracco, Daterra Project, Elementum, Wetheknot e Rosa Chock, entre outras, além de peças de alunos da UMinho.
A indústria da moda é uma das que mais contribui para a crise climática e ecológica atual, estando em causa os objetivos de reduzir as emissões em 50% em 2030. Em paralelo, a sociedade tem um apetite insaciável pelas novidades, gerando desperdício excessivo. Aplicar as recomendações da Carta da Indústria de Moda para a Ação Climática é outro desafio. Os movimentos de slow life e slow food têm-se afirmado, procurando resgatar valores e uma vida comum equilibrada com a natureza, as condições de trabalho, as práticas de consumo e as diferentes culturas.
As Festas Gualterianas estão de regresso a Guimarães de 28 de julho a 8 de agosto. O cartaz foi apresentado esta terça-feira na Fonte Santa de São Gualter e contou com a presença de Domingos Bragança, presidente da Câmara, e Paulo Lopes Silva, vereador da Cultura. Expensive Soul e o fadista Camané são os cabeças de cartaz das festas da edição deste ano.
Domingos Bragança disse que as Festas Gualterianas “é a manifestação cultural mais apreciada pelos vimaranenses”. “Todos queremos que, cada vez mais, as festas sejam bem-sucedidas, pois elas são o orgulho dos vimaranenses e a alegria de quem nos visita”, frisou. O edil quis destacar como ponto alto do programa das Gualterianas, que se estendem desde a Alameda Alfredo Pimenta até à Igreja de São Gualter, a Marcha Gualteriana, elogiando o “trabalho excecional” desempenhado pelos obreiros.
O presidente da Câmara deixou um pedido às instituições que terão um carro alusivo no cortejo. “Os carros evocativos das instituições ou de determinadas iniciativas devem ser complementados com números vivos promovidos pelas mesmas, para que esses números possam ser evocativos e vivos. Precisamos de participação que traga criatividade e contemporaneidade à Marcha, aumentando a contemplação da obra artística dos nossos obreiros. Todos têm que dizer ‘sim’ a esta chamada”, sustentou.
Outras das componentes importantes no programa que Domingos Bragança fez questão de salientar, trata-se da presença da gastronomia, o que acontecerá na Feira de Artesanato, pois esta “permite que as pessoas passem mais tempo no local do evento, engrandecendo a participação na festa”. O presidente terminou a sua intervenção dizendo que a Majestosa Procissão de São Gualter terá quer ser o ponto alto da componente religiosa e quer que as Festas Gualterianas sejam as “festas do povo, de todo o povo de Guimarães, de todas as gerações”.
Anteriormente, Paulo Lopes Silva justificou a escolha do local da conferência de imprensa dizendo querer reforçar a ligação com o santo padroeiro, aprofundando o cariz religioso, cultural e patrimonial. O vereador destacou o caráter multifacetado e o trabalho em rede que permitiu apresentar um vasto programa, que se iniciará em 28 de julho para terminar em 8 de agosto.
Do vasto programa, Paulo Lopes Silva referiu apenas alguns dos momentos que, pela sua originalidade ou pertinência, ilustram a diversidade procurada. Em 28 de julho, é inaugurada uma exposição de fotografia intitulada “A Reconstrução – 75 anos sobre a extraordinária história das Gualterianas de 1947”, organizada pela Muralha – Associação de Guimarães para a Defesa do Património. A 29 de julho, abre, no Jardim da Alameda de São Dâmaso, a Feira de Artesanato, que vai para a XXIV edição. A 30 de julho, o Grupo Folclórico Recreativo de Tabuadelo organiza o seu Festival de Folclore, no Largo do Toural, comemorando os seus 25 anos. Destaque ainda para a animação de rua, os grupos de bombos, o desfile de Charretes antigas, o despique de bandas, entre outros números.
José Pontes, da Marcha Gualteriana, revelou alguns dos carros que vão participar no cortejo de 8 de agosto, pelas ruas da cidade: Carro de Santa Estefânia (carro da cidade), Carro da Criança, Carro da Ucrânia, Carro Gago Coutinho e Sacadura Cabral, Carro da Universidade do Minho, Carro do Ambiente, Carro do Património Minhoto, Carro do Vitória Sport Clube e Carro das Balonas.
Programa:
28 de julho a 24 de agosto: Largo de São Francisco – A RECONSTRUÇÃO – 75 anos sobre a extraordinária história das Gualterianas de 1947; Exposição de Fotografia (inauguração 28 julho, 21h30) Org. Muralha – Associação de Guimarães para a Defesa do Património;
29 de julho a 8 de agosto: Jardim da Alameda de São Dâmaso – XXIV Feira de Artesanato de Guimarães;
29 de julho: 18H00 e 21H00 – Ruas da Cidade – Bomboémia;
30 de julho: 18H00 e 21H00 – Ruas da Cidade -Animadixie; 21H30 – Largo do Toural – XXII Festival de Folclore do Grupo Folclórico Recreativo de Tabuadelo
5 de agosto: 17H00 e 21H00 – Ruas da Cidade – Curinga; 18H30 – Ruas da Cidade – Desfile e Concentração de Grupos de Bombos, Grupos de Bombos Amigos da Borga, Estrelas do Norte, Mestre Zé, Nossa Senhora da Hora, Os Completos e Teixeira e Lopes; 21H30: Coreto do Jardim da Alameda – Cantares ao Desafio – Org. Rádio Fundação; 21H30 – Largo de Donães – Noite de Fado – FaDouro; 22H00 – Largo do Toural – Festival de Folclore; 22H00 -Praça da Plataforma das Artes – atuação dos Expensive Soul
6 de agosto: 09H30 – Campo de S. Mamede – Feira de Gado e Concurso Pecuário – Org. Cooperativa Agrícola Concelhia de Guimarães, CRL; 17H00 e 21H00 – Ruas da Cidade – Zabadum; 21H30 – Largo do Toural – Arruada e Encontro de Tocadores de Concertina; 21H30 – Largo de Donães – Noite de Fado – Mário Lundum – Imaterial; 22H00 – Praça da Plataforma das Artes, sobe ao palco o fadista Camané – Horas Vazias; 00H30 – Largo Condessa da Mumadona – Sessão de Fogo de artifício.
7 de agosto: 09H00 – Ruas da Cidade – Desfile e Concentração de Grupo de Bombos com os Grupos de Bombos Amigos da Borga, Estrelas do Norte, Mestre Zé, Nossa Senhora da Hora, Os Completos e Teixeira e Lopes; 10H30 – Ruas da Cidade – Desfile de Charretes Antigas; 12H30 – Igreja de São Francisco – Festividades Litúrgicas em honra de São Gualter Org. Irmandade de São Gualter / Venerável Ordem Terceira de São Francisco; 17H00 e 21H00 – Ruas da Cidade – Ruído à Portuguesa; 18H00 – Ruas da Cidade – Majestosa Procissão de São Gualter com início no Largo da Fonte Santa, em Urgezes, pelas 17h30, saída da Igreja de São Francisco pelas Ruas da Cidade – Org. Irmandade de São Gualter / Venerável Ordem Terceira de São Francisco e Participação da Banda das Caldas das Taipas; 21H30 – Largo do Toural – Despique de Bandas com a Banda das Caldas das Taipas e a Banda de Pevidém; 21H30 – Largo de Donães – Noite de Fado com Serenata de Fado de Coimbra.
8 de agosto: 22H00 – Ruas da Cidade – Marcha Gualteriana – Org. Associação Artística da Marcha Gualteriana
A Marcha Gualteriana encerra, como é tradição, as Festas da Cidade e Gualterianas. À semelhança dos últimos anos, será colocada uma bancada no Largo da Mumadona. Quem quiser desfrutar da Marcha Gualteriana com maior conforto poderá adquirir um ingresso, no valor de 7,50 euros, nas bilheteiras do Centro Internacional das Artes José de Guimarães, da Casa da Memória e da Loja Oficina, bem como na Feira de Artesanato de Guimarães.
A Galeria do Paço, em Braga, acolhe até 20 de agosto duas exposições que evocam a China, a sua relevância no contexto internacional e as suas relações com Portugal há mais de cinco séculos. As mostras foram inauguradas na passada sexta-feira num momento que contou, para além do reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, da vice-reitora para a área da Cultura e Território, Joana Aguiar e Silva, e do diretor do Instituto Confúcio da UMinho, António Lázaro, com a presença do Embaixador da República Popular da China em Portugal, Zhao Bentang, e do presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio.
Uma das exposições, “A China vista do lado de cá (O país e os seus habitantes nas coleções da Biblioteca Pública de Braga)”, explora o lugar que a China ocupa na produção bibliográfica europeia e, de alguma forma, no imaginário ocidental. A exposição procura dar a conhecer ao grande público uma mostra do vasto e precioso acervo bibliográfico e iconográfico sobre aquele país baseando-se num conjunto de obras da Biblioteca Pública de Braga que inclui dezenas de livros e documentos publicados entre os séculos XVI e XX, em Portugal e no resto da Europa. Do espólio recolhido destacam-se as crónicas, descrições geográficas, relatos de viajantes, gravuras, atlas e mapas que foram publicados em Portugal e no estrangeiro. Estas obras pretendem enaltecer a riqueza das coleções da Biblioteca Pública de Braga no que concerne a obras sobre a China e os seus habitantes, assim como dar a conhecer as imagens e representações desse país.
A exposição, organizada pelo Instituto Confúcio da Universidade do Minho e Biblioteca Pública de Braga, conta com o apoio da Reitoria da UMinho e está organizada em três temas: Da herança clássica ao saber de experiências feito (séc. XVI); Sob o signo da mercancia e da fé (séculos XVII e XVIII); Um país distante e exótico (séculos XIX e XX).
Patente na Galeria do Paço está também a exposição “Belt and Road: Community of Shared Future for All Mankind” que visa sublinhar o projeto político, económico e cultural lançado pelo governo da República Popular da China em 2013, vulgarmente designado por Uma Faixa, uma Rota, em torno do qual se estrutura hoje a ação diplomática desse país. Esta iniciativa, cuja organização é da responsabilidade da Embaixada da República Popular da China em Portugal (com apoio do Instituto Confúcio e Reitoria da Universidade do Minho), recolhe inspiração nas antigas rotas comerciais que, por via terrestre ou marítima, ligaram a China à Europa e ao Oceano Índico, e encontra expressão num investimento, sem paralelo, numa rede de infraestruturas que assume como seu objetivo último, como foi declarado pelas autoridades chinesas, promover a paz e o desenvolvimento harmonioso de um grande número de países, distribuídos pela Ásia, Europa e África.
Ambas as exposições têm entrada gratuita e poderão ser visitadas na Galeria do Paço, no edifício da Reitoria, no Largo do Paço, em Braga.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu um novo alerta vermelho para o distrito de Braga para esta quarta-feira devido à previsão do calor extremo.
O alerta, que já vigora no distrito de Braga desde ontem, estende-se até 21:00 de amanhã, esperando-se temperaturas acima dos 40 graus.
Devido ao calor previsto para os próximos dias e que apontam para o agravamento do risco de incêndios rurais, Portugal entrou em Estado de Contingência.
O Observatório Autárquico CESOP-Local da Universidade Católica Portuguesa realizou hoje o 5º Seminário para o Desenvolvimento Sustentável “Desenvolvimento por contágio: Os ODS além do meu Território”. O evento, que contou na sessão de abertura com a presença de Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, decorreu na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa.
O autarca enalteceu a importância do Índice de Sustentabilidade Municipal, cuja divulgação é da responsabilidade do CESOP-Local. Esta é uma ferramenta que procura refletir o nível de sustentabilidade de cada Município ao aferir o grau de concretização dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 no território municipal.
“O trabalho que realizam é de enorme importância porque funciona como instrumento de apoio à definição de estratégias por parte das autarquias, permitindo ainda o escrutínio de toda a comunidade relativamente aos resultados dos esforços de cada município”, afirmou.
Ricardo Rio sublinhou ainda que para se atingir o desenvolvimento sustentável dos territórios é necessário ter uma abordagem transversal a todas as áreas de governação na delineação das políticas públicas. “É essencial o envolvimento das autoridades locais e regionais neste esforço, já que segundo um estudo da OCDE mais de 60% dos ODS só podem ser atingidos a nível local”, referiu, adiantando que tem sido crescente o número de autoridades locais que, voluntariamente, assumem a responsabilidade de conectar os seus investimento financeiros aos ODS que pretendem atingir.