O psiquiatra e poeta Rui Lopes, residente em Bragae que, por vezes, usa a poetoterapia na sua consulta como ferramenta terapêutica complementar para ajudar e estimular os seus doentes a terem “uma vida mais rica”, prepara-se para lançar o seu quarto livro de poesia. Chama-se “Borbolet(r)as e suas metá(foras)morfoses” e chegará às principais livrarias do país a 7 de abril, editado pela Idioteque.
A nova obra deste poeta, que já foi apresentado por nomes como José Cândido de Oliveira Martins e Germano Nunes, procura “explorar a metamorfose do existencialismo pelas asas da imaginação”.
Nela figuram várias personagens ou “eus” poéticos, que emergem em diálogos, monólogos e interpelações dirigidas a um coletivo imaginado. Em diferentes camadas temáticas convivem elementos naturais — carvalhos (Quercus), insectos, animais, rios, etc. — que compõem o cenário simbólico onde a principal vocalização se dirige à Borbolet(r)a. Essa voz pode ser entendida como um murmúrio interior ou como uma escuta psicográfica de um ente espiritual, presentificada em expressões como “Dizias” ou “Disseste”, uma escrita íntima, quase mântrica, catártica e, por isso, também, autoterapêutica.
Nas palavras do autor, “a grande temática é a metamorfose do Eu poético — um Eu em permanente movimento espiritual, empenhado numa busca contínua de reencontro e reconexão com um mundo exterior (e interior) em constante transformação. O Amor, o Natural, a Ética e o Humanismo funcionam como mapas para essa ressintonização e ressincronização”.
Para o editor, a obra “é uma voz situada no limiar: entre a dor e o esplendor, entre a queda e o voar, entre a pergunta e a epifania”.
O Município de Esposende, em articulação com a empresa municipal Esposende 2000, EM, vai avançar com uma empreitada de requalificação e eficiência energética nas Piscinas Foz do Cávado, num investimento com valor base de 1,4 milhões de euros e com um prazo de execução previsto de 180 dias.
“A intervenção surge na sequência da identificação de diversas anomalias estruturais e funcionais no edifício, nomeadamente ao nível das caixilharias e envidraçados originais, que apresentam perda significativa de desempenho térmico e de eficiência energética. Entre os principais problemas detetados encontram-se condensações na superfície dos vidros, fraturas, degradação dos elementos de vedação e anomalias nas ferragens, situações que têm contribuído para a corrosão dos materiais, desenvolvimento de microrganismos, perda de capacidade isolante e impacto negativo na imagem do equipamento”, refere a Autarquia.
“A empreitada encontra-se atualmente em fase de reorganização técnica e operacional, com vista à retoma definitiva dos trabalhos. Segundo a Esposende 2000, o atual Executivo encontrou a obra interrompida e o edifício sem cobertura, circunstância que, aliada às condições meteorológicas adversas, agravou o estado de degradação da infraestrutura. Perante este cenário, foi necessário proceder à atualização do relatório técnico de patologias, permitindo uma avaliação rigorosa dos danos e a redefinição do plano de intervenção. Esta etapa é considerada essencial para assegurar a execução sustentada da obra e evitar constrangimentos futuros”, explica a Câmara Municipal, acrescentando que “a requalificação será desenvolvida em três fases, sendo a primeira de caráter prioritário e centrada na estabilização estrutural do edifício. Esta inclui a colocação de uma nova cobertura, o reforço da estrutura, substituição de vigas, pintura técnica interior e renovação de revestimentos degradados. As fases seguintes irão incidir na modernização funcional do equipamento, na melhoria da eficiência energética e na qualificação dos serviços prestados aos utilizadores”.
A Câmara Municipal de Esposende destaca “o caráter estratégico desta intervenção, sublinhando o seu impacto na promoção da atividade física, da saúde e do bem-estar da população. O Município assegura que o processo está a ser conduzido com rigor técnico e responsabilidade financeira, visando a valorização de um dos principais equipamentos desportivos do concelho”.
A campanha “Laço Azul” arrancou oficialmente em Vieira do Minho, reforçando o compromisso da comunidade na prevenção dos maus-tratos na infância. A iniciativa é promovida pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Vieira do Minho, em estreita colaboração com a Câmara Municipal de Vieira do Minho e diversas entidades ligadas às áreas da educação e juventude.
Para assinalar a abertura oficial da campanha, foi colocada uma faixa na fachada dos Paços do Concelho, chamando a atenção da população para a importância da prevenção e erradicação dos maus-tratos contra crianças e jovens. Em simultâneo, foi também instalado um laço azul elaborado pela Associação de Pais do AEVA, reforçando simbolicamente a mensagem da campanha. Ontem, dia 1 de abril, também foi iluminada, de azul, a Casa da Cultura de Vieira do Minho, num gesto de sensibilização visível a toda a comunidade.
Ao longo de abril, está previsto um conjunto de atividades que pretende alertar para o facto de os maus-tratos na infância constituírem um problema transversal a todas as sociedades. Esta realidade pode ter consequências profundas no desenvolvimento físico e emocional das crianças, afetando o seu crescimento e comprometendo o seu bem-estar e futuro.
No dia 8 de abril, às 10:30, terá lugar uma sessão solene dedicada à temática, dirigida a auxiliares de ação educativa, na sede do Agrupamento de Escolas Vieira de Araújo. Pelas 14h30, realiza-se também a sessão solene da campanha “Laço Azul”, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
Já no dia 30 de abril, pelas 15:30, será promovida a criação de um laço humano com a participação das crianças da Escola Básica Domingos de Abreu, dos 5.º e 6.º anos, bem como das crianças da Santa Casa da Misericórdia de Vieira do Minho, na Praça do Município. À mesma hora, a iniciativa será replicada nas restantes escolas do concelho. No final, realizar-se-á ainda a “Caminhada Azul”, uma ação de sensibilização para esta importante temática.
A campanha “Laço Azul” assume-se como um apelo à consciência coletiva, incentivando todos os cidadãos a desempenharem um papel ativo na proteção dos direitos das crianças e jovens. A iniciativa reforça ainda a importância de garantir ambientes seguros, estáveis e afetivos, fundamentais para um desenvolvimento saudável e equilibrado
A Guarda Nacional Republicana realiza a Operação “Páscoa 2026”, entre os dias 2 e 6 de abril, em todo em o território continental, através do reforço de patrulhamento e da intensificação das ações de sensibilização e fiscalização, orientando o esforço para os locais de festividades associados ao período pascal e para as vias rodoviárias mais críticas, assegurando que os cidadãos usufruam das festividades da Páscoa e das respetivas deslocações em segurança.
“No âmbito das festividades associadas às comemorações da Páscoa, prevê-se um aumento significativo do tráfego rodoviário nas estradas portuguesas, sendo requerido às forças de segurança um esforço acrescido para que seja garantida a segurança e a proteção das pessoas, não apenas na vertente rodoviária, mas também através do reforço da presença nos locais de festividades e respetivas imediações, zonas residenciais e comerciais”, refere a GNR.
A Guarda reforça que “tradicionalmente, esta época carateriza-se pela reunião das famílias nas suas regiões de origem e, sendo coincidente com o período de férias escolares, prevê-se um aumento significativo do tráfego rodoviário nas estradas portuguesas. Neste sentido, a GNR, através dos militares da valência territorial e de trânsito, terá em curso a Operação ‘Páscoa 2026’, manterá um conjunto de atividades operacionais com vista à redução da sinistralidade rodoviária e da criminalidade em geral, apostando no patrulhamento rodoviário como área privilegiada de atuação, através da implementação de medidas de fiscalização e regulação do trânsito, essenciais para reforçar a segurança rodoviária e melhorar a fluidez da circulação”.
A Guarda aconselha a “uma condução atenta, cautelosa e defensiva, para que o período festivo seja passado em segurança”.
Para um deslocamento em segurança nesta época festiva, a GNR aconselha, em especial, “adequar a velocidade às condições meteorológicas, ao estado da via e ao volume de tráfego rodoviário, e evitar manobras que possam resultar em embaraço para o trânsito ou que, de alguma forma, possam originar acidentes, mantendo uma condução atenta e defensiva”.
A GNR terá especial preocupação com os comportamentos de risco dos condutores, sobretudo “os que ponham em causa a sua segurança e a de terceiros”. Assim, os militares da Guarda estarão particularmente atentos “a manobras perigosas, à condução sob a influência do álcool e substâncias psicotrópicas, ao excesso de velocidade, à correta sinalização e execução de manobras de ultrapassagem, de mudança de direção e de cedência de passagem, à utilização indevida do telemóvel, à incorreta ou não utilização do cinto de segurança e/ou dos sistemas de retenção para crianças, e às condições de segurança dos veículos”.
A Procissão do Ecce Homo sai esta quinta-feira, dia 2 de abril, às ruas de Braga. Organizada pela Irmandade da Misericórdia, também conhecida como a procissão do Senhor da Cana Verde ou dos Fogaréus, esta cerimónia da Semana Santa evoca o julgamento de Jesus Cristo, quando Pilatos, dirigindo-se à multidão, proclamou “Eis o Homem”, que em latim se pronuncia “Ecce Homo”, daí o nome dado à imagem que é transportada durante a manifestação religiosa, sendo o único andor que a compõe.
A procissão sai da Igreja da Misericórdia às 21:30, com osFarricocos e Fogaréus a darem início ao cortejo religioso.
Itinerário
Igreja da Misericórdia > Rua D. Diogo de Sousa > Arco da Porta Nova > Av. S. Miguel-o-Anjo > Rua D. Paio Mendes > Rua D. Gonçalo Pereira > Largo de S. Paulo > Largo de Paulo Orósio > Rua do Alcaide > Campo de Santiago > Rua do Anjo > Rua de S. Marcos > Largo Barão de S. Martinho > Rua do Souto > Rua Dr. Justino Cruz > Rua Eça de Queirós > Praça Municipal > Rua da Misericórdia > Igreja da Misericórdia
As ruas de Braga encheram-se com milhares de pessoas, esta quarta-feira à noite, para assistir à Procissão da Burrinha, um dos momentos mais emblemáticos da Semana Santa.
O cortejo biblíco “Vós Sereis o meu Povo” é uma verdadeira aula de catequese ao vivo, sendo um dos eventos que atrai mais devotos e turistas à cidade de Braga.
A Procissão da Burrinha tem a recriação do episódio da fuga da Sagrada Família para o Egito, em que José leva a esposa Maria e Jesus montados num jumento. A burrinha, mais uma vez, foi a figura mais fotografada pelas pessoas que assistiram à passagem do cortejo.
Desde o chamamento de Abraão por parte de Deus, desfilam, em sucessão cronológica, profetas, reis, figuras eminentes, símbolos e quadros bíblicos do Antigo Testamento.
A Procissão da Burrinha representa a mensagem de Deus à Humanidade, através dos profetas, culminando com Jesus Cristo.
Cerca de 187 alunos de Famalicão do 9.º ano estão a “vestir a pele” de profissionais de diversos setores de atividade, num programa de Miniestágios promovido pela autarquia.
A iniciativa, que está a decorrer até dia 10 de abril, visa proporcionar aos jovens do concelho o contacto direto com o contexto empresarial, ajudando-os a decidirem de forma informada e segura sobre o futuro do seu percurso formativo.
“Neste momento, estou em dúvida entre algumas áreas”, comenta Rita Coelho, aluna na Escola Básica D. Maria II, que ao abrigo deste programa municipal se encontra a estagiar numa das farmácias da cidade, a Farmácia da Devesa. “Na candidatura escolhi Ciências Farmacêuticas, Saúde e Administração. Achei que experimentando alguma delas, poderia ajudar-me a ter uma melhor noção do que quero seguir no 10.º ano”, explica a jovem, que decidiu participar no programa de Miniestágios “pela noção prática que nos dá de determinadas profissões”.
“Ao proporcionar uma experiência real em contexto de trabalho, estamos a dar aos nossos jovens um complemento importante à sua tomada de decisão”, explica a propósito o vereador da Educação do Município de Famalicão, Pedro Oliveira, acrescentando que estes jovens estão num momento crucial do seu percurso formativo, que exige “uma escolha informada e consciente, para que sintam a segurança de ter tomado a decisão certa para o seu futuro”.
O vereador também realça a importância da “colaboração das muitas empresas e serviços que responderam afirmativamente a este desafio”. Opinião partilhada também pelo vereador da Economia e Empreendedorismo da autarquia, Augusto Lima, que vê esta iniciativa como uma oportunidade para os jovens conhecerem e estreitarem laços com o vasto tecido empresarial do concelho.
“Nesta edição, tivemos a adesão de 102 empresas e perto de 200 estagiários, números significativos que têm vindo a evoluir ao longo dos anos, mostrando o interesse, por parte das empresas em acolher estes alunos”, comenta Augusto Lima.
“Além das mais-valias para os estagiários, estou certo de que as empresas terão muito a ganhar no futuro com esta iniciativa, pois têm muita necessidade de recrutamento de técnicos especializados e este tipo de projetos dá-lhes a possibilidade de mostrar as oportunidades e desafios do seu setor de atividade”, acrescenta.
O Município da Póvoa de Lanhoso promoveu uma campanha de reflorestação, que mobilizou a comunidade local.
Ao longo de todo o mês, cerca de 1500 exemplares de espécies autóctones foram plantados num terreno de dois hectares na freguesia de Covelas, cedido pela respetiva Junta de Freguesia. Esta iniciativa contou com o contributo direto de cerca de 1500 pessoas, unindo alunos e alunas dos Agrupamentos de Escolas do concelho e da EPAVE, utentes da Rede de Centros de Convívio e das IPSS’s, Escuteiros, bem como voluntários da Academia Municipal e da Equipa de Voluntariado Interno da Câmara Municipal e da empresa de Braga da Fujitsu, com o objetivo comum de aumentar o património natural do concelho.
No arranque desta campanha, a 3 de março, Gilberto Anjos, vereador responsável pelo Ambiente, salientou a importância estratégica destas ações para a regeneração dos solos e valorização da floresta.
O vereador sublinhou que “a intervenção seria executada de forma planeada e tecnicamente estruturada, integrando o envolvimento das instituições sociais e escolares para reforçar a dimensão educativa e a sensibilização ambiental”. Desta forma, a proteção da floresta é assumida como “uma responsabilidade coletiva perante os desafios da sustentabilidade”.
“No terreno, o planeamento respeitou as características do meio envolvente, nomeadamente o distanciamento necessário face aos postes de alta tensão. A plantação foi organizada através da técnica de carreiras intercaladas, uma solução que melhora a gestão do espaço e atua como uma barreira contra a propagação de incêndios”, acrescenta.
À semelhança do ano passado, em que na freguesia de Galegos foram plantadas 1000 árvores, a biodiversidade foi priorizada, no entanto, este ano, esse número chegou às 1500 unidades, assim distribuídas com 200 sobreiros, 150 pinheiros mansos, 150 pinheiros bravos, 200 medronheiros, 100 castanheiros, 100 nogueiras, 200 carvalhos alvarinhos, 200 freixos, 100 bétulas e 100 acer pseudoplatanos.
A instabilidade no Médio Oriente voltou a colocar o mundo em alerta — e desta vez com serias implicações que vão muito, mas muito além da região. O recente ataque ao Irão conduzido por Israel com total apoio dos Estados Unidos, não foi apenas mais um episódio num conflito prolongado: foi um abalo tremando nas fundações do comércio global, sobretudo no setor energético.
Durante décadas, a globalização criou uma ilusão de estabilidade permanente. Cadeias de abastecimento super eficientes, rotas marítimas previsíveis , seguras e sobretudo energia relativamente acessível tornaram-se garantias quase invisíveis do nosso quotidiano. Porém , bastou um novo foco de tensão numa zona crítica para expor aquilo que sempre esteve presente, mas raramente discutido e que raramente queríamos ver : a fragilidade estrutural do comércio mundial.
O impact é brutal, a começar pelo frete marítimo assistimos a um aumento significativo dos custos de transporte . Os fretes dispararam em flexa , refletindo o risco crescente associado às principais rotas comerciais. Estávamos a falar de um aumento de 300 a 400%, assim como o aparecimento de taxas são imputadas pelos armadores ao cliente dia após dia. Isto não é um detalhe técnico — é um fenómeno com impacto direto na vida de todos nós. Para ter uma ideia, cerca de 80% do comércio global depende do transporte marítimo. Praticamente tudo o que temos em casa — desde alimentos a tecnologia — chegou, em algum momento, por via marítima, num porta contentores.
Este conflito veio colocar a nu um conceito essencial para compreender a economia global: os chamados “chokepoints”, ou pontos de estrangulamento. Estes são locais geográficos estratégicos por onde passa uma parte significativa do comércio mundial. Quando um deles é perturbado, todo o sistema sente o impacto.
Entre os principais chokepoints destacam-se o Canal de Suez,no Egipto o Canal do Panamá, na América Central o Estreito de Malaca, no sudeste asiático o Estreito de Gibraltar na Europa do Sul , acima de todos neste contexto, temos o Estreito de Ormuz, no golfo pérsico . Cada um deles desempenha um papel crucial na circulação de mercadorias e estabilidade do c comercio mundial . Recorde-se, por exemplo, o encalhe do navio Ever Given no Canal de Suez em 2021 — um incidente que foi suficiente para bloquear uma das artérias mais importantes do comércio mundial durante dias, gerando perdas económicas significativas, e um super impacto no comercio mundial.
No entanto, há uma diferença fundamental entre estes pontos e o Estreito de Ormuz. Enquanto os restantes são maioritariamente utilizados para o transporte de bens transformados — como produtos industriais e matérias-primas já processadas — Ormuz é um corredor vital para algo ainda mais essencial: a energia, aquilo que move o nosso mundo.
É por este estreito que passa uma parte substancial do petróleo consumido globalmente. Além disso, é também uma rota crítica para o gás natural liquefeito, especialmente proveniente do Qatar, um dos maiores exportadores mundiais de LNG. Portanto perturbação nesta região tem efeitos imediatos nos preços da energia, que por sua vez influenciam toda a economia global — desde a produção industrial até ao custo de vida das famílias.
Geograficamente, o Estreito de Ormuz é surpreendentemente estreito: estamos a falar de 12 quilómetros na sua zona mais crítica. De um lado, a Republica Islâmica do Irão , com os seus Aiatolas , que exerce uma posição dominante; do outro, encontram-se o riquíssimo Emirados Árabes Unidos. Embora seja considerado uma via de águas internacionais, a sua vulnerabilidade é mais que evidente. A proximidade entre margens e a tensão política constante tornam-no num dos pontos mais sensíveis do planeta.
E não é de hoje que Ormuz tem importância estratégica. Já no século XVI, Afonso de Albuquerque reconheceu o seu valor, sem dúvida um tremendo visionário, um exemplo do líder que Portugal teve no passado. Ao conquistar a ilha de Ormuz, o Império Português garantiu um ponto de controlo fundamental sobre as rotas comerciais entre o Oriente e o Ocidente. Na altura, o interesse centrava-se nas especiarias — o petróleo como hoje o conhecemos nem existia. No entanto, o princípio era o mesmo: quem controla Ormuz, influencia o comércio global, e portanto acumula riqueza e poder.
Essa visão estratégica mantém-se atual. A diferença é que, hoje, as consequências são exponencialmente maiores. A economia global está muito mais interligada e dependente de fluxos contínuos de energia e bens. Uma interrupção em Ormuz não seria apenas um problema regional — seria um choque sistémico.
É, por isso, legítimo questionar até que ponto o mundo está preparado para lidar com um eventual bloqueio prolongado deste estreito. As alternativas são limitadas e, na maioria dos casos, mais caras e menos eficientes. Oleodutos podem aliviar parcialmente a pressão, mas não conseguem substituir totalmente o volume transportado por via marítima.
Além disso, este cenário levanta uma questão mais profunda: até que ponto a globalização atual é sustentável perante riscos geopolíticos crescentes? A concentração de rotas em pontos críticos torna o sistema altamente eficiente — mas também perigosamente vulnerável.
O impacto de uma escalada no Estreito de Ormuz não se limitaria ao aumento do preço dos combustíveis. Teria efeitos em cadeia: inflação global, aumento dos custos de produção, instabilidade nos mercados financeiros e, potencialmente, desaceleração económica em várias regiões do mundo.
Neste contexto, a Europa encontra-se numa posição super delicada. Isto é dependente de importações energéticas e já fragilizada por crises recentes, uma nova disrupção poderá agravar ainda mais a sua situação económica. Portugal, embora periférico, não está imune — pelo contrário, sendo uma economia aberta, sente rapidamente os efeitos de choques externos, exposição essa que vai abalar certos sectores da nossa industria, afinal a energia trata-se de uma despesa que consome em muito um orçamento de uma empresa.
Mais do que um episódio isolado, este momento deve ser visto como um alerta. A estabilidade do comércio global não é garantida — depende de equilíbrios políticos frágeis e de geografias altamente sensíveis.
O que está em causa não é apenas um conflito regional, mas a própria arquitetura do sistema económico mundial. E isso obriga a uma reflexão séria sobre diversificação de rotas, segurança energética e resiliência das cadeias de abastecimento.
Dizer que o impacto de um eventual fecho total do Estreito de Ormuz e o seu prolongamento por mais dias e semanas seria devastador não é um exagero — é, muito provavelmente, uma constatação realista.
Durante a celebração da Semana Santa de Braga, sobretudo na Quinta-Feira e Sexta-Feira Santa, bem como no sábado, das 14:30 às 18:30, a Capela e o Parque de Guadalupe estarão abertos ao público, convidando visitantes e fiéis a viver um momento de reflexão, espiritualidade e contacto com o património religioso e natural.
Os visitantes terão a oportunidade de conhecer a Capela de Guadalupe, um espaço de grande significado devocional, bem como de percorrer o parque envolvente, ideal para momentos de contemplação e tranquilidade.
Um dos principais destaques desta abertura é a possibilidade de observar o altar dedicado à Senhora da Piedade, que representa a sexta dor de Maria — a dor de receber nos braços o corpo de Jesus Cristo, após ter sido descido da cruz. Esta representação simbólica e profundamente emotiva convida à meditação sobre o sofrimento e o amor maternal de Maria, assumindo especial relevância no contexto das celebrações pascais.
A iniciativa pretende proporcionar uma experiência enriquecedora a todos os que procuram vivenciar a Semana Santa de forma mais próxima, aliando fé, cultura e património.
A organização convida toda a comunidade e visitantes a aproveitarem esta oportunidade única para conhecer e valorizar este espaço, que se afirma como um importante ponto de encontro entre tradição, espiritualidade e natureza.