
Cerca de 187 alunos de Famalicão do 9.º ano estão a “vestir a pele” de profissionais de diversos setores de atividade, num programa de Miniestágios promovido pela autarquia.
A iniciativa, que está a decorrer até dia 10 de abril, visa proporcionar aos jovens do concelho o contacto direto com o contexto empresarial, ajudando-os a decidirem de forma informada e segura sobre o futuro do seu percurso formativo.
“Neste momento, estou em dúvida entre algumas áreas”, comenta Rita Coelho, aluna na Escola Básica D. Maria II, que ao abrigo deste programa municipal se encontra a estagiar numa das farmácias da cidade, a Farmácia da Devesa. “Na candidatura escolhi Ciências Farmacêuticas, Saúde e Administração. Achei que experimentando alguma delas, poderia ajudar-me a ter uma melhor noção do que quero seguir no 10.º ano”, explica a jovem, que decidiu participar no programa de Miniestágios “pela noção prática que nos dá de determinadas profissões”.
“Ao proporcionar uma experiência real em contexto de trabalho, estamos a dar aos nossos jovens um complemento importante à sua tomada de decisão”, explica a propósito o vereador da Educação do Município de Famalicão, Pedro Oliveira, acrescentando que estes jovens estão num momento crucial do seu percurso formativo, que exige “uma escolha informada e consciente, para que sintam a segurança de ter tomado a decisão certa para o seu futuro”.
O vereador também realça a importância da “colaboração das muitas empresas e serviços que responderam afirmativamente a este desafio”. Opinião partilhada também pelo vereador da Economia e Empreendedorismo da autarquia, Augusto Lima, que vê esta iniciativa como uma oportunidade para os jovens conhecerem e estreitarem laços com o vasto tecido empresarial do concelho.
“Nesta edição, tivemos a adesão de 102 empresas e perto de 200 estagiários, números significativos que têm vindo a evoluir ao longo dos anos, mostrando o interesse, por parte das empresas em acolher estes alunos”, comenta Augusto Lima.
“Além das mais-valias para os estagiários, estou certo de que as empresas terão muito a ganhar no futuro com esta iniciativa, pois têm muita necessidade de recrutamento de técnicos especializados e este tipo de projetos dá-lhes a possibilidade de mostrar as oportunidades e desafios do seu setor de atividade”, acrescenta.


