Durante a celebração da Semana Santa de Braga, sobretudo na Quinta-Feira e Sexta-Feira Santa, bem como no sábado, das 14:30 às 18:30, a Capela e o Parque de Guadalupe estarão abertos ao público, convidando visitantes e fiéis a viver um momento de reflexão, espiritualidade e contacto com o património religioso e natural.
Os visitantes terão a oportunidade de conhecer a Capela de Guadalupe, um espaço de grande significado devocional, bem como de percorrer o parque envolvente, ideal para momentos de contemplação e tranquilidade.
Um dos principais destaques desta abertura é a possibilidade de observar o altar dedicado à Senhora da Piedade, que representa a sexta dor de Maria — a dor de receber nos braços o corpo de Jesus Cristo, após ter sido descido da cruz. Esta representação simbólica e profundamente emotiva convida à meditação sobre o sofrimento e o amor maternal de Maria, assumindo especial relevância no contexto das celebrações pascais.
A iniciativa pretende proporcionar uma experiência enriquecedora a todos os que procuram vivenciar a Semana Santa de forma mais próxima, aliando fé, cultura e património.
A organização convida toda a comunidade e visitantes a aproveitarem esta oportunidade única para conhecer e valorizar este espaço, que se afirma como um importante ponto de encontro entre tradição, espiritualidade e natureza.
A Universidade do Minho (UMinho) vai oferecer 179 pós-graduações no próximo ano letivo, sendo 121 mestrados e 58 doutoramentos. Em estreia estão os mestrados em Arquitetura e Construção de Terra (TERRA), em Engenharia de Pavimentos Sustentáveis e Resilientes (SURPAVE) e em Biologia Computacional Molecular e Ambiental.
Nesta lista global surgem 26 cursos em associação com outras instituições de ensino superior, como os mestrados em Cibersegurança e Ciberinteligência Internacionais, em Direito Transnacional da Empresa e das Tecnologias Digitais, em Desafios das Cidades ou os doutoramentos em Matemática e Aplicações e em Economia e Finanças.
As formações podem ser no regime diurno e/ou misto. Nos mestrados, há também a modalidade pós-laboral em Engenharia Mecatrónica, em Comunicação, Arte e Cultura, em Comunicação de Ciência, em Sociologia e em Investigação e Valorização do Património Cultural. Em alguns doutoramentos, o regime pode ser acordado com o/a orientador/a.
As pós-graduações oferecidas abrangem todas as 12 Escolas/Institutos da UMinho, sendo que o I3Bs só ministra doutoramentos (Engenharia de Tecidos, Medicina Regenerativa e Células Estaminais; e Biotecnologia Marinha e Aquacultura, este último em associação). Já a Escola Superior de Enfermagem centra-se nos mestrados: Enfermagem Comunitária – Saúde Familiar; Enfermagem Médico-cirúrgica – Pessoa em Situação Crítica; Enfermagem de Reabilitação; e Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica.
As candidaturas abrem este mês e os prazos variam consoante a Escola/Instituto a que as pós-graduações pertencem.
Manuel Padrão e Francisco Martins, autores da primeira plataforma inteligente de suporte contínuo em saúde mental, chamada “Cozecare”, acabam de vencer o 1.º prémio do SpinUM – Concurso de Ideias de Negócio da Universidade do Minho (UMinho). O 2.º prémio vai para Eduardo Silva, Guilherme Santos e Pedro Ferreira Borges, pela inovação “SEIVA”, que propõe sensores térmicos sem bateria para a deteção precoce de incêndios florestais e sobreaquecimento de infraestruturas.
A final da 15.ª edição do SpinUM decorreu no auditório B1 do campus de Gualtar, em Braga, e foi promovida pela interface TecMinho, tendo atribuído 5870 euros em prémios monetários e em serviços de formação e apoio à criação de empresas. O júri foi constituído por Céu Filipe, diretora de inovação da Associação Empresarial de Portugal; João Henriques, partner da IBERIS Capital; Raúl Fangueiro, pró-reitor para a Inovação, Empreendedorismo e Transferência de Conhecimento da UMinho; e Rute Sousa, angel investor da COREangels Porto. Na sessão foram ainda apresentados os projetos “Axios Care”, “Benno AI”, “Dermaleaf Cosmetics” e “FermentAtelier”. A iniciativa teve financiamento do TecMinho Incubation Hub, apoiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do programa europeu NextGenerationEU.
Mudar a jornada dos cuidados
“A ‘Cozecare’ poderá revolucionar toda a jornada dos cuidados de saúde mental ao resolver crises de descontinuidade e ineficiência clínica, através do suporte contínuo ao paciente, da automação para terapeutas e da gestão preditiva de riscos para empresas”, explica Manuel Padrão, formado em Engenharia e Gestão Industrial pela UMinho, onde também investigou no Centro Algoritmi. A plataforma vai integrar várias interfaces em paralelo. Por exemplo, para terapeutas e clínicas, simplifica registos clínicos, monitoriza progressos e reduz tarefas administrativas, entre outros. Para pacientes, prevê correspondência inteligente com terapeutas, check-ins regulares, exercícios personalizados ou videochamadas.
Este projeto já foi testado em 350 sessões de acompanhamento, envolvendo 20 psicólogos e 15.000 minutos de terapia. A “Cozecare” está incubada em Lisboa, tem várias distinções do portal de inovação F6S e participa em programas de aceleração da NVIDIA, Startup Braga, TecMinho, Factory Lisboa e Apollo Junitec. Um em cada oito portugueses vive com perturbações mentais, na sua maioria sem acompanhamento adequado e com meses de espera para consulta, enquanto profissionais acumulam subtarefas. A saúde mental custa 5.3 mil milhões de euros por ano em Portugal, segundo a Ordem dos Psicólogos e um bilião de euros no mundo, segundo a ONU.
Concurso de referência
O SpinUM distingue anualmente ideias de negócio com elevado potencial de inovação e de mercado, ligadas a qualquer área científica da UMinho. Vários dos projetos conquistaram depois alguns dos principais prémios de inovação nacionais e também internacionais. O SpinUM tem, também por isso, merecido a atenção crescente de investidores. O pró-reitor Raúl Fangueiro sublinha a importância estratégica do empreendedorismo nesta academia e a criação do espaço UMinho Seed no campus de Azurém, em Guimarães, reforçando a aposta em novas iniciativas empresariais de base inovadora.
As ideias vencedoras das edições anteriores do SpinUM foram, por ordem, a “iSurgical3D” (correção do peito escavado), “NanoBiodelivery” (libertação controlada de terapias no combate ao cancro), “euPA” (monitorização de saúde e emergência por GPS), “BMLab” (modelo para maximizar novos fármacos), “Nanopaint” (tintas para imprimir sensores eletrónicos), “medQuizz” (aplicação constrói e corrige exames), “Analisador da Distorção Luminosa” (preditor de complicações oculares pré-cirurgia), “GenSYS” (software para produção massiva de produtos diferenciados), “Lipidomix” (serviços para quantificar e analisar lípidos), “TopoSEM” (recria 3D superfícies 10.000 vezes mais finas do que um cabelo), “beWOODful” (tecnologia acopla o tratamento e a coloração da madeira), “Karion Therapeutics” (molécula promissora para tratar o cancro renal), “Screen4Health” (acelera a seleção de fármacos para doenças raras) e “PhotoUP” (microalgas para converter biogás).
A AGERE – Empresa de Águas, Efluentes e Resíduos de Braga foi reconduzida na Direção da ALU – Associação de Limpeza Urbana. Alexandra Roeger, administradora da empresa municipal, foi eleita vice-presidente da Direção.
“A participação da AGERE na ALU reveste-se de particular importância estratégica, permitindo à empresa integrar uma rede nacional de entidades e especialistas, onde se promovem a partilha de conhecimento, a reflexão sobre os desafios do setor e o desenvolvimento de soluções inovadoras para a limpeza urbana e gestão de resíduos. Esta colaboração tem contribuído para a antecipação de tendências, a adoção de boas práticas e o reforço da capacidade de resposta da AGERE face às crescentes exigências ambientais e operacionais. Simultaneamente, posiciona a empresa como um agente ativo na construção de políticas e orientações que impactam diretamente o setor a nível nacional”, refere a AGERE, em comunicado.
O presidente do Conselho de Administração da AGERE, João Granja, congratulou-se com esta recondução e com a eleição de Alexandra Roeger, sublinhando que “a presença da AGERE na ALU é fundamental para garantir uma participação ativa nos processos de decisão e para continuar a afirmar a empresa como uma referência no panorama nacional”.
O SC Braga somou 21 medalhas no Campeonato Nacional Juniores e Absolutos, em Coimbra. Os Gverreiros do Minho arrecadaram cinco de ouro, nove de prata e três de bronze.
O clube esteve representado por 18 atletas, num total de 509 participantes em representação de 79 clubes.
As principais conquistas foram a obtenção de o mínimo para o Campeonato da Europa de Absolutos, por Ana Rodrigues, nos 50 metros bruços, e de um mínimo para o Campeonato da Europa de Juniores, por Maria Neves, nos 200 metros costas.
A nível coletivo, a equipa estabeleceu ainda um recorde nacional na estafeta de 4x100m estilos, composta por Maria Neves, Maria Leite, Adriana Barros e Beatriz Pereira. A nível individual e regional, foram alcançados oito recordes regionais e 28 recordes pessoais.
A ASAE desenvolveu uma operação de prevenção criminal e de combate ao crime económico direcionada ao fabrico e distribuição de artigos têxteis, centrada nos ilícitos criminais de contrafação, imitação ou uso ilegal de marca, venda ou ocultação de produtos, nos concelhos de Guimarães, Barcelos, Felgueiras e Vizela.
“A operação foi realizada em várias unidades industriais de produção de vestuário e estabelecimentos de venda a retalho de artigos de vestuário de marcas internacionalmente conceituadas e de grande prestígio, onde foram apreendidos 191.232 artigos, designadamente vestuário e acessórios têxteis contrafeitos, bem como uma máquina industrial, que estava a ser utilizada para a produção de artigos contrafeitos”, anunciou a ASAE.
A investigação numa das unidades industriais foi realizada no âmbito de diligências de inquérito, que culminou na execução de 11 mandados de busca domiciliária, não domiciliária e de pesquisa digital que “permitiram recolher prova relevante, sendo possível detetar, em flagrante delito, a produção de vestuário ostentando marcas de renome e prestígio internacional”.
Foram ainda instaurados seis processos-crime pelos ilícitos de contrafação, imitação ou uso ilegal de marca, bem como de venda ou ocultação de produtos, previstos e puníveis pelo Código da Propriedade Industrial, e apreendido um montante de 4.070 euros em numerário, por “existirem fortes suspeitas de proveniência ilícita”.
“A contrafação constitui um crime precedente do branqueamento de capitais e está frequentemente associado a infrações do foro tributário, laboral e ambiental, com elevado impacto nestes domínios. Neste pressuposto, a ASAE continuará a acompanhar o fenómeno da contrafação, promovendo a proteção da propriedade industrial dos titulares das marcas lesadas e garantindo a proteção dos consumidores”, finalizou a autoridade.
Os preços das casas em Portugal subiram 12% em março face ao mesmo mês de 2025. Segundo o índice de preços do idealista, comprar casa tinha um custo de 3.107 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês de março, tendo em conta o valor mediano, o que representa um novo máximo histórico, alcançado pelo quinto mês consecutivo. Já em Braga, subiu 11,6%.
Em março de 2026, os preços das casas à venda subiram em 19 das 20 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas, tendo-se mantido estáveis em Vila Real (-0,3%).
As maiores subidas anuais registaram-se em Santarém (26,5%), Guarda (26%), Viseu (24,2%) e Beja (23,2%). Seguem-se Coimbra (16%), Leiria (15,6%), Ponta Delgada (15,6%), Faro (15%) e Castelo Branco (14,8%). Também Portalegre (13,6%), Setúbal (12,9%), Viana do Castelo (12,1%), Funchal (11,8%), Braga (11,6%) e Porto (10,2%) apresentaram aumentos relevantes. Já Lisboa (9,6%), Aveiro (9,4%) e Bragança (6,6%) registaram subidas mais moderadas, enquanto Évora teve uma variação anual de 5,8%.
Lisboa mantém-se como a cidade onde é mais caro comprar casa, com um preço mediano de 6.082 euros/m2. Seguem-se Porto (4.085 euros/m2) e Funchal (3.993 euros/m2). No quarto e quinto lugares surgem Faro (3.549 euros/m2) e Setúbal (3.062 euros/m2).
Logo depois posicionam-se Aveiro (2.780 euros/m2), Évora (2.535 euros/m2), Ponta Delgada (2.401 euros/m2), Coimbra (2.387 euros/m2), Viana do Castelo (2.263 euros/m2) e Braga (2.197 euros/m2).
Com valores inferiores a 2.000 euros/m2 surgem Viseu (1.911 euros/m2), Leiria (1.876 euros/m2), Santarém (1.777 euros/m2), Vila Real (1.424 euros/m2), Beja (1.389 euros/m2), Bragança (1.115 euros/m2), Castelo Branco (1.053 euros/m2), Guarda (1.050 euros/m2) e, por fim, Portalegre (1.011 euros/m2).
Vai nascer em Guimarães uma fábrica de satélites e de centros de teste na Fábrica do Alto, em Pevidém, a primeira em Portugal.
“É uma grande oportunidade para Guimarães se afirmar na economia do espaço”, afirmou o presidente do Município, Ricardo Araújo, no final da reunião do Executivo Municipal, que aprovou a cedência do edifício da Fábrica do Alto ao CEiiA – Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto para a instalação de uma unidade de produção e teste de satélites óticos.
A decisão enquadra-se na estratégia municipal de desenvolvimento do setor aeroespacial no concelho, sustentada no investimento público e na articulação com parceiros como a Universidade do Minho e o CEiiA, no âmbito do Guimarães Space Hub. “Este modelo assenta numa lógica de cooperação entre Município, academia e tecido empresarial, promovendo a transferência de conhecimento, a inovação e a criação de emprego qualificado. Estamos a falar de um investimento determinante para o futuro de Guimarães, que completa uma estratégia assente em três pilares: formação avançada, investigação e industrialização”, sublinhou Ricardo Araújo, acrescentando que “em poucos meses foi possível identificar esta oportunidade, mobilizar parceiros e criar as condições para a sua concretização”, afirmou o autarca.
“O novo projeto representa um passo decisivo na afirmação de Guimarães como território de referência na economia do espaço, criando condições para a atração de empresas e investimento em áreas tecnológicas de elevado valor acrescentado, contribuindo para o surgimento de uma nova centralidade industrial associada ao setor aeroespacial. Trata-se de um investimento com impacto não apenas em Guimarães e em Pevidém, mas também no país, pela sua ligação a setores de tecnologia avançada e cadeias de valor internacionais. Estamos a trabalhar afincadamente para que este projeto se concretize no curto prazo, sendo uma excelente notícia para o concelho”, acrescentou Ricardo Araújo.
O Largo da Senhora-a-Branca, em Braga, volta a ser palco do Mercado BRANC’ARTE, no dia 4 de abril.
Nesta edição, a Associação Branc’Arte, responsável pela organizaçã, está a apelar a tocadores de concertinas para animar o mercado.
“Cada edição tem um propósito solidário claro — e cada pessoa que participa ajuda-nos a chegar mais longe. Contudo, falta-nos um elemento essencial, aquele que transforma o propósito em festa e a solidariedade em celebração: a música viva das concertinas. A presença de concertinistas não é apenas animação. É força. É esperança. É alegria oferecida a quem mais precisa. A sua música ajuda-nos a: levar sorrisos a crianças fragilizadas; acompanhar quem enfrenta tratamentos difíceis; reforçar instituições que lutam por quem tem menos e dar ânimo a famílias desalojadas. Pedimos apenas que tragam a sua concertina, o seu ritmo e seu coração”, convidou.
Na feirinha pode encontrar artesanato, usados, velharias, colecionadores, antiguidades e gastronomia tradicional.
Esta associação solidária apoia crianças em situação vulnerável, pessoas que enfrentam doenças oncológicas e outras patologias graves, instituições que trabalham diariamente com recursos escassos e famílias que perderam o seu lar e procuram recomeçar.
Durante o mês de abril, a Biblioteca Municipal de Vieira do Minho Padre Alves Vieira volta a dar continuidade à sua missão de promoção da leitura, dedicando o destaque mensal ao universo da literatura infantil, em celebração do Dia Internacional do Livro Infantil, assinalado a 2 de abril.
Integrada na dinâmica mensal de valorização de datas simbólicas, esta iniciativa convida a comunidade a “olhar para os livros infantis não apenas como instrumentos de aprendizagem, mas como verdadeiras portas de entrada para a imaginação, a criatividade e o desenvolvimento emocional das crianças”. Ao longo do mês, o espaço da biblioteca será preenchido por histórias que atravessam gerações, despertando memórias e criando novas ligações entre leitores de todas as idades.
“As pessoas crescidas têm sempre necessidade de explicações… Nunca compreendem nada sozinhas e é fatigante para as crianças estarem sempre a dar explicações”. A frase de Antoine de Saint-Exupéry serve de ponto de partida para esta celebração, lembrando da importância de preservar o olhar simples, curioso e genuíno da infância. “É precisamente nesse território, onde tudo pode ser descoberto pela primeira vez, que os livros infantis ganham um papel essencial. Mais do que histórias ilustradas, os livros para os mais novos são ferramentas que ajudam a compreender o mundo, a lidar com emoções e a desenvolver a empatia. São também momentos de partilha entre pais e filhos, educadores e crianças, onde cada página pode transformar-se num espaço de encontro e crescimento”, refere a Câmara de Vieira do Minho.