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Do silêncio da Sé ao ruído dos badalos: uma viagem entre Braga e a Raia

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© Cristina Fontes
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Lembro-me perfeitamente da minha primeira Páscoa em Idanha-a-Nova, logo após me ter casado com um beirão de gema. Vinda do Minho, onde o Domingo de Páscoa é marcado por uma coreografia milenar de tapetes de flores e campainhas de compasso que anunciam a visita do Senhor a cada porta, o choque cultural foi imediato.

Em Braga, o Domingo de Páscoa é o dia em que a cidade se abre ao exterior. Na Idanha, para meu espanto, o dia é de um recolhimento quase doméstico, focado na mesa e na família.

Porém, o verdadeiro abalo nas minhas convicções minhotas aconteceu no dia anterior, no Sábado de Aleluia, quando percebi que a alegria da Ressurreição ali não esperava pelo nascer do sol de domingo para se manifestar.

O meu espanto foi absoluto quando vi a vila inteira sair à rua, não com a contenção das nossas procissões, mas com uma energia que parecia brotar das pedras da Raia. Ao som da banda filarmónica, que abria a procissão, as pessoas empunhavam apitos e agitavam badalos de gado, criando uma sinfonia ruidosa e orgânica que ecoava pelas ruas estreitas que sobem e descem pela vila. Era uma explosão de vida, uma forma de “correr com o mal” que me pareceu, na altura, quase pagã, tão habituada que estava à solenidade bracarense.

No adro da igreja matriz, vi o padre, num gesto de uma proximidade desarmante, atirar mãos cheias de amêndoas à multidão, provocando uma disputa alegre e comunitária pelos doces, um ritual que quebrava qualquer barreira entre o sagrado e o profano e que celebrava a fartura após o longo jejum da Quaresma.

Ao longo de todos estes anos a dividir o coração entre estas duas geografias, aprendi a ler as diferenças entre a “Cidade dos Arcebispos” e a “Vila das Flores” como duas linguagens de uma mesma devoção.

Braga é o império da transcendência, onde a Semana Santa se veste de roxo e granito, elevando a fé a uma arte sacra que atrai o mundo. É o lugar da memória recuperada, onde procissões como a do Enterro do Senhor mantêm uma gravidade que nos faz sentir pequenos perante o mistério.

Por outro lado, Idanha oferece-nos o toque, o ruído dos chocalhos que nos ligam à terra e à natureza. Enquanto Braga nos convida à contemplação do divino através da beleza do rito, Idanha obriga-nos a participar na vitória da vida com o corpo todo, num Sábado de Aleluia que não pede licença para ser feliz.

Estas duas Páscoas, embora separadas por centenas de quilómetros e por séculos de hábitos distintos, acabam por se completar na minha identidade. Sinto falta do compasso bracarense, do cheiro a incenso da Sé e daquela solenidade que parece suspender o tempo, mas habituei-me ao estremecer do chão de Idanha quando os badalos anunciam que a tristeza acabou. O que Braga tem de majestade, Idanha tem de verdade telúrica. Uma faz-nos olhar para o céu com respeito, enquanto a outra nos ensina que a alegria da ressurreição também se faz com o barulho da gente e com a doçura de uma amêndoa apanhada no ar, em pleno adro, no coração da Beira Baixa.

Academia Braga Dança vence nove troféus no All Dance Portugal 2026

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© Academia Braga Dança

A Academia Braga Dança destacou-se no All Dance Portugal 2026, ao conquistar nove troféus na categoria de K-pop, incluindo três primeiros lugares e seis segundos lugares, ficando ainda apurada para o Campeonato Europeu na Grécia.

A Academia é a escola que mais prémios arrecadou a nível nacional desde o início do kpop no All Dance Nacional desde 2024.

Pelo elevado nível apresentado, a academia recebeu ainda o convite para integrar a gala final do evento, que reúne as 36 melhores coreografias, num universo superior a 6.000 dançarinos, representando a cidade de Braga na maior competição nacional de dança, com projeção internacional.

Já em 2025, a Academia Braga Dança havia sido distinguida com uma menção honrosa, alcançando a melhor e mais elevada qualificação do campeonato em K-pop.

Nos três anos de existência desta categoria, é atualmente a academia portuguesa com mais prémios conquistados neste estilo.

O trabalho desenvolvido no K-pop é orientado pela professora Joana Silva, envolvendo bailarinos de todas as idades, desde os New Old Dancers ao nível profissional.

A diretora, Sónia Mota, destaca com orgulho que “é com enorme orgulho que vemos o reconhecimento do trabalho dos nossos bailarinos e professora. Representar Braga num palco desta dimensão é uma honra e um estímulo para continuarmos a crescer e a levar mais longe o nome da nossa cidade de Braga”.

Celorico de Basto associa-se à campanha nacional do Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância

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© CM Celorico de Basto
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O concelho de Celorico de Basto volta a associar-se à evocação do “Abril – Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância”, através de um conjunto alargado de iniciativas de sensibilização promovidas pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Celorico de Basto, em parceria com o Município.

Ao longo de todo o mês, serão dinamizadas diversas ações com o objetivo de “alertar e mobilizar a comunidade para a importância da proteção dos direitos das crianças e jovens, reforçando a necessidade de uma intervenção concertada face a uma problemática que continua a afetar inúmeras crianças”.

A campanha, embora centrada no mês de abril, teve início no dia 31 de março, com a realização de uma atividade lúdico-pedagógica, em formato de peddy paper, que envolveu crianças a frequentar as Atividades de Animação e Apoio à Família (AAAF) e a Componente de Apoio à Família (CAF) do Município de Celorico de Basto e das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do concelho em CATL, no âmbito das férias da Páscoa.

Esta iniciativa visou “sensibilizar os mais jovens para a prevenção dos maus-tratos, promovendo simultaneamente valores fundamentais como a preservação ambiental, a segurança rodoviária, a prática de exercício físico, o convívio e a partilha”.

A presidente da CPCJ de Celorico de Basto, Helena M. Carvalho sublinha “a importância do envolvimento de toda a sociedade civil nesta causa, reforçando que a prevenção dos maus-tratos na infância é uma responsabilidade coletiva e contínua. Todas as entidades representadas na CPCJ marcam presença nas ações promovidas e reforçam a vontade coletiva em salvaguardar as crianças e jovens para que o seu desenvolvimento seja o mais saudável possível”.

O presidente da Câmara Municipal, José Peixoto Lima, reforça “o compromisso da autarquia na promoção do bem-estar das crianças e jovens, e por isso participamos ativamente na concretização destas iniciativas e na construção de uma comunidade mais informada, consciente e protetora. As crianças e jovens são o futuro da nossa terra, sobre nós cai a responsabilidade de contribuir para que se tornem homens e mulheres capazes, determinados e empáticos”.

No âmbito desta campanha, será também promovida a colocação do laço azul nas fachadas dos edifícios de diversas entidades locais, como forma simbólica de alerta e compromisso coletivo. Este símbolo remete para a história de Bonnie Finney, avó norte-americana que, após a perda de um neto vítima de maus-tratos, decidiu utilizar um laço azul como forma de sensibilizar a sociedade para esta realidade, tornando-se, desde então, um emblema internacional da prevenção dos maus-tratos na infância.

Paralelamente, está prevista a realização de outras iniciativas, incluindo uma campanha de sensibilização em formato digital e físico, a caminhada noturna “Entre Laços e Pirilampos”, que pretende envolver a comunidade numa ação de reflexão e saúde física.

Rendas das casas desceram 3,2% em Braga

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Os preços das casas para arrendar em Portugal desceram 1,2% em março, face ao mesmo mês do ano anterior. Segundo o índice de preços do idealista, arrendar casa tinha um custo de 16,4 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês, tendo em conta o valor mediano, afastando-se do máximo histórico de 17 euros/m2, registado em outubro de 2025. Em Braga, desceu 3,2%.

O preço das casas para arrendar aumentou em 12 das 16 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas, manteve-se estável em uma e desceu nas restantes três. As maiores subidas anuais registaram-se em Bragança (23,2%), Viana do Castelo (15,2%) e Setúbal (12,2%). Seguem-se Leiria (10,8%), Ponta Delgada (10,4%), Santarém (9,2%) e Coimbra (8,8%). Também se observaram aumentos em Aveiro (5,6%), Funchal (5,5%), Castelo Branco (4,6%) e Faro (4,2%), enquanto Évora (0,6%) apresentou uma subida ligeira.

Já em Lisboa (-0,1%), os preços mantiveram-se estáveis. Em sentido contrário, registaram-se descidas anuais no Porto (-4%), Viseu (-3,9%) e Braga (-3,2%).

Lisboa continua a ser a cidade mais cara para arrendar casa, com um preço mediano de 22 euros/m2, seguida do Porto (16,8 euros/m2) e do Funchal (16,8 euros/m2). Logo depois surgem Faro (14,8 euros/m2), Setúbal (13,8 euros/m2) e Coimbra (12,9 euros/m2). Seguem-se Évora (12,3 euros/m2), Aveiro (11,5 euros/m2) e Ponta Delgada (11,1 euros/m2). No segmento intermédio encontram-se Braga (10,3 euros/m2), Viana do Castelo (9,9 euros/m2), Santarém (9,6 euros/m2) e Leiria (9,5 euros/m2).

As capitais mais económicas continuam a ser Viseu (7,5 euros/m2), Bragança (7,5 euros/m2) e Castelo Branco (6,9 euros/m2).

Vieira do Minho: Biblioteca Municipal e Casa de Lamas vão ter novos horários

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© CM Vieira do Minho
© CM Vieira do Minho

A partir de 7 de abril, a Biblioteca Municipal Padre Alves Vieira, em Vieira do Minho, passa a ter um novo horário de funcionamento, de segunda a sexta-feira, das 9:00 às 18:30, sem pausa para almoço, e aos sábados das 10:00 às 12:30 e das 14:00 às 18:30.

A alteração pretende “facilitar o acesso a estudantes, e leitores em geral, oferecendo maior flexibilidade ao longo do dia e permitindo que a biblioteca se torne um espaço ainda mais acolhedor e adaptado às necessidades da comunidade”.

Na mesma data, a Casa de Lamas também adotará um novo horário, funcionando de segunda a sexta-feira das 10:00 às 18:30, sem interrupção para almoço, e aos fins de semana, sábado e domingo, das 10:00 às 13:00 e das 14:00 às 18:00. Esta mudança reflete “o compromisso do Município em promover a Cultura, tornando a Casa de Lamas num espaço aberto a todos, locais e visitantes”.

“Com este ajuste de horários, pretende-se ainda incentivar a aproximação da população aos serviços culturais do concelho, reforçando o papel destes equipamentos como locais de aprendizagem, lazer, convívio e cultura para a comunidade”, sublinha a Câmara Municipal.

Esposende dinamizou atividades educativas com mais de 200 alunos

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© CM Esposende
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O Município de Esposende, em articulação com a empresa municipal Esposende Ambiente, promoveu mais uma edição da Semana da Árvore, no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Árvore e da Floresta.

Ao longo da semana, cerca de 210 alunos dos estabelecimentos de ensino do concelho participaram em diversas oficinas de brinquedos florestais, atividades pedagógicas que procuraram sensibilizar para a importância da preservação da floresta, através de uma abordagem prática e criativa.

As oficinas desafiaram os participantes a construir brinquedos utilizando materiais naturais e resíduos florestais, promovendo simultaneamente a reutilização de recursos e o contacto com práticas tradicionais. A iniciativa permitiu, também, recordar formas de brincar de gerações passadas, valorizando soluções ecológicas, acessíveis e estimuladoras da criatividade.

A Semana da Árvore constituiu “uma oportunidade para reforçar a consciencialização ambiental junto da comunidade escolar, destacando o papel fundamental das árvores e das florestas na sustentabilidade dos ecossistemas”.

Braga: Relatório de Atividades e Contas da AEB aprovado por unanimidade

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© AEB
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O Relatório de Atividades e Contas da Associação Empresarial de Braga (AEB), relativo ao exercício de 2025, foi aprovado por unanimidade, na terça-feira, em Assembleia Geral realizada na sede da instituição.

“O documento evidencia um ano marcado por um contexto económico exigente, mas também por uma atuação intensa, próxima e orientada para resultados, consolidando o papel da AEB como parceiro estratégico das empresas e agente ativo do desenvolvimento económico da região”, refere a AEB.

Ao longo de 2025, a AEB reforçou de “forma significativa” a sua intervenção junto do tecido empresarial, atingindo uma base associativa de 1.103 empresas, o valor mais elevado da última década. “A atividade desenvolvida traduziu-se também num elevado nível de proximidade, com mais de 14 mil atendimentos diretos a associados e 1.716 consultas jurídicas, evidenciando a crescente procura pelos serviços da Associação. Na área da qualificação, os resultados foram particularmente expressivos”, acrescenta.

A AEB promoveu 147 cursos de formação profissional, envolvendo 3.181 formandos e mais de 14.900 horas de formação, a par de 44 ações de capacitação empresarial, com cerca de 1.690 participantes. Este investimento contínuo na qualificação dos recursos humanos confirma o papel da Associação na resposta a um dos principais desafios estruturais das empresas: a escassez de competências. Também no domínio da dinamização económica, a atividade foi intensa, com a realização de 25 ações coletivas que envolveram mais de 1.000 empresas e geraram um impacto económico superior a 2,7 milhões de euros. Estas iniciativas contribuíram para estimular o consumo, promover a cooperação empresarial e reforçar a vitalidade do comércio, da restauração e dos serviços no território. Paralelamente, a AEB manteve uma forte aposta no apoio ao empreendedorismo, com 56 candidaturas aprovadas, que permitiram a criação de 67 postos de trabalho e a mobilização de cerca de 1,28 milhões de euros de investimento, contribuindo diretamente para o rejuvenescimento do tecido empresarial da região.

No plano da comunicação e afirmação institucional, a atividade da AEB gerou 2.369 notícias nos meios de comunicação social, reforçando a sua visibilidade e consolidando a sua posição como uma das principais vozes da economia regional.

Durante a apresentação do relatório, o presidente da AEB, Daniel Vilaça, destacou que “2025 foi um ano exigente, mas também um ano de afirmação. A AEB reforçou a sua capacidade de intervenção, esteve ainda mais próxima das empresas e demonstrou, de forma muito concreta, a sua utilidade para o tecido empresarial”. O responsável sublinhou ainda que “mais do que os números, este relatório mostra o impacto do trabalho desenvolvido — na criação de empresas, na qualificação das pessoas, na dinamização da economia e no apoio diário às empresas”.

Daniel Vilaça destacou igualmente que a AEB entrou “numa nova fase do seu percurso”, acrescentando que “os dados mostram que a região está a crescer, mas o desafio agora é transformar esse crescimento em liderança. E a AEB tem um papel central nesse processo, apoiando as empresas a serem mais competitivas, mais inovadoras e mais preparadas para o futuro”.

No plano económico-financeiro, o presidente evidenciou a evolução positiva da instituição, referindo que “a AEB apresenta hoje uma estrutura mais sólida, com maior autonomia financeira, menor dependência de fundos externos e indicadores robustos de liquidez, solvabilidade e sustentabilidade”.

A aprovação unânime do relatório foi interpretada como “um sinal claro de confiança” dos associados na estratégia e na atuação da direção ao longo do último ano e do mandato 2022–2025. “Este resultado reflete um trabalho coletivo, das equipas, dos órgãos sociais, dos parceiros e, sobretudo, dos nossos associados, que são a razão de ser da AEB” , afirmou Daniel Vilaça.

A encerrar, reforçou a ambição da Associação. “A AEB continuará a afirmar-se como uma entidade que não apenas representa, mas que cria valor, criando oportunidades, apoiando decisões e contribuindo para um território mais competitivo e preparado para o futuro”, finalizou.

Póvoa de Lanhoso sensibiliza para a Igualdade de Género e de Oportunidades

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No decorrer do mês de março, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso dinamizou, na Escola Secundária, diversas ações de sensibilização dedicadas à promoção da Igualdade de Género e de Oportunidades, no âmbito da intervenção comunitária desenvolvida pelo SIGO – Serviço para a Promoção da Igualdade de Género e Oportunidades.

Estas iniciativas integram-se no Projeto CRESCER+IGUAL 2.0, promovido pela Associação Questão de Igualdade, e têm como principal objetivo “sensibilizar a comunidade para a importância da igualdade, da inclusão e do respeito pela diversidade, através de atividades dirigidas a diferentes públicos”.

“A programação ganha especial relevância neste mês simbólico, em que o Município da Póvoa de Lanhoso também assinalou um momento marcante da sua história: a revolta da Maria da Fonte, ocorrida em 1846, protagonizada por uma mulher que se tornou símbolo de resistência e da luta por direitos. Este episódio histórico continua a inspirar o concelho na promoção de valores de cidadania ativa e igualdade”, refere a Autarquia.

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso instituiu o dia 23 de março como o Dia Municipal para a Igualdade, reforçando o seu compromisso com “políticas públicas que promovam a equidade entre mulheres e homens e combatam todas as formas de discriminação”.

Preços dos combustíveis vão voltar a subir na próxima semana

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Prepare-se para mais aumentos nos preços dos combustíveis na próxima semana. Em Portugal, já há mais de 2700 postos com o gasóleo simples acima dos 2 euros.

A partir de segunda-feira, o gasóleo subirá 4 cêntimos por litro, enquanto a gasolina deverá aumentar 3 cêntimos.

Braga: Psiquiatra Rui Lopes lança livro de poesia

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© Rui Lopes
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O psiquiatra e poeta Rui Lopes, residente em Braga e que, por vezes, usa a poetoterapia na sua consulta como ferramenta terapêutica complementar para ajudar e estimular os seus doentes a terem “uma vida mais rica”, prepara-se para lançar o seu quarto livro de poesia. Chama-se “Borbolet(r)as e suas metá(foras)morfoses” e chegará às principais livrarias do país a 7 de abril, editado pela Idioteque.

A nova obra deste poeta, que já foi apresentado por nomes como José Cândido de Oliveira Martins e Germano Nunes, procura “explorar a metamorfose do existencialismo pelas asas da imaginação”.

Nela figuram várias personagens ou “eus” poéticos, que emergem em diálogos, monólogos e interpelações dirigidas a um coletivo imaginado. Em diferentes camadas temáticas convivem elementos naturais — carvalhos (Quercus), insectos, animais, rios, etc. — que compõem o cenário simbólico onde a principal vocalização se dirige à Borbolet(r)a. Essa voz pode ser entendida como um murmúrio interior ou como uma escuta psicográfica de um ente espiritual, presentificada em expressões como “Dizias” ou “Disseste”, uma escrita íntima, quase mântrica, catártica e, por isso, também, autoterapêutica.

Nas palavras do autor, “a grande temática é a metamorfose do Eu poético — um Eu em permanente movimento espiritual, empenhado numa busca contínua de reencontro e reconexão com um mundo exterior (e interior) em constante transformação. O Amor, o Natural, a Ética e o Humanismo funcionam como mapas para essa ressintonização e ressincronização”.

Para o editor, a obra “é uma voz situada no limiar: entre a dor e o esplendor, entre a queda e o voar, entre a pergunta e a epifania”.