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Saúde Mental: Um Direito Humano Universal

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© João Vián
© João Vián

Não se deve reduzir a compreensão de toda a vida mental apenas ao cérebro, no entanto, ele é o órgão mais nobre e o que permite que tenhamos consciência, pensamento e emoções. Esta afirmação enfatiza a importância do cérebro como órgão central na nossa saúde mental. Quando o cérebro adoece, é natural que a nossa saúde mental seja afetada.

A relação entre a saúde mental e as doenças neurológicas é um campo de estudo em constante evolução. Condições como a doença do Alzheimer, os Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) e a doença de Parkinson estão frequentemente associadas a perturbações de saúde mental, incluindo depressão e ansiedade.

Um dos desafios enfrentado pelas pessoas com doença saúde mental é o acesso a cuidados de saúde. Nisto, o CNS – Campus Neurológico, centro português dedicado a doenças neurológicas, adota uma abordagem interdisciplinar, personalizada, para o tratamento da saúde mental, envolvendo várias especialidades médicas, psicólogos clínicos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e outros profissionais de saúde. Esta abordagem permite focar as necessidades específicas de cada doente e potenciar a eficácia do tratamento através da combinação de intervenções terapêuticas (medicação, psicoterapia, exercício e outras intervenções).

Além da luta constante por uma prestação de cuidados adequados, o estigma em torno da saúde mental continua a ser um obstáculo persistente. Muitas pessoas ainda enfrentam discriminação e preconceito quando procuram ajuda para a saúde mental, o que por vezes pode desincentivar a procura de ajuda especializada. Este tipo de obstáculos deve ser evitado através de uma abordagem aberta e descomplicada em relação a este tema, isto é, encarando a saúde mental como parte integral do nosso bem-estar geral e não como algo a ser ignorado ou escondido. Isto é precisamente o que nos diz o lema do Dia Mundial da Saúde Mental: “a saúde mental é um direito humano universal”.

Neste Dia Mundial da Saúde Mental, assim como em todos os dias do ano, é fundamental reconhecer a importância da saúde mental para todos. Deve existir um trabalho conjunto para promover o cuidado e o respeito pela saúde mental. À medida que a investigação científica continua a desvendar os mistérios da saúde mental e a sua relação com o cérebro, devemos lembrar que todos vamos lidar com problemas de saúde mental, seja connosco mesmos ou com aqueles mais próximos de nós.

Esta perspetiva sobre a saúde mental e as doenças neurológicas lembra que somos seres complexos e interligados, e que o cuidado com o cérebro é essencial para a nossa saúde mental e bem-estar geral.

Artigo de opinião de João Vian, médico psiquiatra no CNS | Campus Neurológico.

Braga: Obra “Cantares do Minho” vai ser apresentada no Mosteiro de Tibães

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© CM Braga
© CM Braga

No próximo dia 20 de outubro, pelas 21:30, o Mosteiro de Tibães, em Braga, é palco do concerto de lançamento do CD da obra “Cantares do Minho” – quatro suites para trio de guitarras, composta pelo célebre compositor Fernando Lapa e interpretada pelo Bracara Augusta Guitar Trio, dedicatário da obra. O Trio é composto por Artur Caldeira, Daniel Paredes e Artur Gil Godinho.

A captação, edição e masterização do CD foi realizada por Pedro Barros. A edição e publicação das partituras “full-score” e suites individuais incluindo as partes cavas está a cargo da editora nacional AVA Musical Editions na pessoa do seu coordenador geral Nuno Fernandes. A entrada é livre até lotação da sala.

O lançamento do CD está inserido no projeto “Raízes Populares com Erudição”, que cruza a música popular com a música erudita de uma forma pioneira e inovadora, sendo promovido pelo Município de Braga, com coordenação artística de Litó Godinho e organização da Guit’Ars.

“Um dos caminhos para a criação de música nova é sem dúvida o cruzamento do conhecimento cultural académico com o conhecimento cultural popular”, refere Litó Godinho, acrescentando que “este projeto é único nesta formação e solidifica um património já existente, perpetuando-o com a publicação das obras em partitura e registo fonográfico”.

Esta obra articula 21 melodias tradicionais cantadas em terras do Minho, com epicentro na região de Braga e concelhos circundantes. Uma boa parte dessas cantigas foi transcrita do “Cancioneiro Minhoto” da autoria de Gonçalo Sampaio. Recorreu-se também ao “Cancioneiro Popular Português” de Michel Giacometti e Fernando Lopes-Graça e ao livro “A canção popular portuguesa” do mesmo Lopes-Graça. “Embora o tratamento musical de uma obra desta extensão possa levar a um conjunto bastante alargado de escritas musicais, há um princípio de trabalho que norteia estas suites. Ele parte da consideração de que as melodias originais são o mais importante nestas obras; e de que tudo o que possa acontecer a partir delas deriva do seu caráter, ambiente, expressividade”, diz o compositor convidado para o projeto, Fernando Lapa. 

Para Artur Caldeira, coordenador e responsável do Bracara Augusta Guitar Trio, “Fernando Lapa desenvolve aqui os temas por ele selecionados no cancioneiro, trabalhando-os com rigor, mas sem nunca perder de vista (ou de ouvido) a identidade popular dos mesmos. O resultado final, digno de qualquer palco mais exigente, mantém a frescura da música de raiz minhota, tornando este repertório inclusivo, com o qual todos os públicos se sentirão à vontade na sua compreensão”.

Bairro comercial digital vai nascer em Guimarães

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© CM Guimarães
© CM Guimarães

“O digital que aproxima” foi como Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, qualificou o projeto do Bairro 1128, um bairro comercial digital que vai nascer em Guimarães, e um novo conceito de usufruto do espaço público. A apresentação do projeto, que terá financiamento ao abrigo do PRR, teve lugar na tarde desta segunda-feira no Largo Condessa do Juncal, com a presença de Mário Campolargo, secretário de Estado da Digitalização e da Modernização Administrativa.

Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal, pretende que este seja um processo que envolva toda a comunidade, dado tratar-se de um projeto fundamental para a dinamização do comércio de rua e uma nova forma de usufruir do espaço público. “Sem comércio de rua, as cidades não são vibrantes”, disse. Para o edil, as competências digitais são fundamentais no presente, não apenas para comerciantes, mas também para os consumidores. Sendo Guimarães uma cidade histórica, que se orgulha do seu passado, Domingos Bragança vê na transformação digital uma oportunidade para Guimarães ser líder e inspiradora para toda a região. “É na vivência à escala humana que queremos que este bairro comercial digital se distinga, pelo que é importante que todos estejam envolvidos. E para essa vivência à escala humana, a pedonalização da parte Norte do Toural e da Alameda, bem como da Rua de Santo António, é fundamental”, frisou.

O presidente da Câmara disse que há uma “cidade invisível” que pode, no futuro, emergir, a partir desta experiência, e que é o espaço que medeia a Rua de Santo António, Rua Gil Vicente e Rua Paio Galvão. Um espaço que pode ser requalificação, criando um espaço de fruição de excelência, com comércio e serviços, “haja força, vontade e querer”. Domingos Bragança anunciou também a implementação de uma Loja do Cidadão de nova geração, uma promessa de Mário Campolargo.

O secretário de Estado da Digitalização e Modernização Administrativa fez saber que os Bairros Comerciais Digitais são uma das iniciativas mais relevantes no contexto do PRR, com vista à digitalização dos operadores económicos. “Precisamos de mais comércio digital, de mais integração entre as cadeias de abastecimento e distribuição, pois o digital potencia o sucesso dos negócios”, disse. Mário Campolargo revelou que em Portugal foram realizadas 150 candidaturas, englobando 25 mil lojistas e implicando um investimento de 77 milhões de euros. “Tratar o digital por Tu” é também o mote para o mês de outubro, de forma a que a literacia digital possa ser impulsionada e, com isso, seja dado um passo importante na transição digital em Portugal.

A apresentação do Bairro 1128 foi efetuada pelo vereador Paulo Lopes Silva, que fez notar a ligação entre as dimensões criativa e histórica que o projeto proporciona. “Aliamos memória, história e património a inovação, vanguarda, dados e informação. O Bairro 1128 pretende fomentar o equilíbrio entre o digital e o presencial, e conferir mais qualidade ao espaço público”, disse. Para o vereador, a relação com a comunidade e a sustentabilidade ambiental são premissas que fazem do projeto do Bairro 1128 um projeto estruturante para o futuro de Guimarães enquanto “cidade inteligente”.

A finalizar a apresentação, teve lugar uma mesa redonda subordinada ao tema “Como adaptar o comércio e serviços aos novos modelos de consumo”, com moderação de Paula Teles, CEO da MPT-Mobilidade e Planeamento do Território, e a participação de Clotilde Cavaco, diretora dos Serviços de Comércio, Serviços e Restauração – DGAE, Raquel Freitas, da Chafarica – Home Trends, Rui Castro Dias, presidente da Associação Empresarial de Guimarães, e João Pedro Cortinhas, da empresa Swonkie.

Terras de Bouro vai celebrar 509 anos de foral

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© CM Terras de Bouro
© CM Terras de Bouro

O Município de Terras de Bouro vai comemorar, no dia 20 de outubro, os 509 anos da atribuição da Carta de Foral pelo Rei D. Manuel I.

Para celebrar as comemorações da efeméride, o dia será assinalado com uma cerimónia no Auditório Municipal de Terras de Bouro, às 10:00, e contará com a presença de Manuel Tibo, presidente desta autarquia, Ricardo Rio, presidente da CIM Cávado, e de Luísa Salgueiro, presidente da Associação Nacional de Municípios. 

Programa

  • 10:00 – Receção aos convidados
  • 10:15 – Abertura da sessão das comemorações do Feriado Municipal 
  • 10:45 – Homenagem Concelhia ao ex-presidente da Câmara Municipal, António José Ferreira Afonso
  • 11:15 – Homenagem Concelhia ao ex-presidente da Câmara Municipal, Joaquim José Cracel Viana
  • 11:45 – Homenagem Concelhia a Dom Roberto Rosmaninho Maria, Bispo Auxiliar do Porto
  • 12:45 – Encerramento das comemorações

Pedro Almeida e Mário Castro vão competir no Rali Vidreiro-Centro de Portugal

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© Pedro Almeida Racing
© Pedro Almeida Racing

Pedro Almeida e Mário Castro, de Famalicão, vão estar no Rali Vidreiro-Centro de Portugal, última prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), que se realiza nos dias 13 e 14 de outubro, nas estradas da Marinha Grande, Alcobaça e Pombal. 

O Rali é o último da temporada e o famalicense Pedro Almeida quer terminar a época com um bom resultado. “Sabemos que vamos ter uma corrida intensa entre os nossos adversários que estão na luta pelo título e que o rali vai ser disputado num ritmo elevado, mas nós vamos procurar fazer bem o nosso rali, no nosso ritmo, sendo competitivos”, disse o piloto. 

No Rali Vidreiro, Pedro Almeida vai ter a assistência da ARC Sport, num regresso à estrutura onde esteve há temporadas atrás. “É uma estrutura que conhecemos e com quem vamos desde já preparar a temporada de 2024, que nos dá muita confiança para este rali e para o futuro”.

O Rali Vidreiro – Centro de Portugal começa na sexta-feira com o Qualifying pela manhã, que vai determinar a escolha para a ordem de partida para a prova, que tem no primeiro dia uma classificativa com cerca de 10 quilómetros e a super-especial a realizar na Marinha Grande.

No sábado há três classificativas (com dupla passagem) pela Mata Mourisca, Pombal e S.Pedro de Moel. “É um rali muito rápido e espetacular, de que gosto particularmente, e a nossa expetativa é fazer um bom rali, à semelhança do que já fizemos no Rali da Água, e assim terminar de forma positiva esta época”, rematou Pedro Almeida.

Ricardo Horta dispensado da Seleção Nacional por lesão

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© JUNG Yeon-je / AFP
© JUNG Yeon-je / AFP

Ricardo Horta, jogador do SC Braga, foi dispensado do estágio da Seleção Nacional que está a preparar dois duelos de qualificação para o Euro 2024.

O Gverreiro do Minho não irá jogar frente à Eslováquia e Bósnia por causa de estar ainda a recuperar de uma lesão numa coxa.

Conheça a lista de convocados aqui.

Já é conhecido o calendário da vacinação antirrábica em Braga

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DR
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A campanha de vacinação antirrábica no concelho de Braga arranca no dia 23 de outubro até 14 de novembro.

A vacinação irá percorrer todas as freguesias do concelho, tendo a Taxa Única de 10 euros.

A vacinação antirrábica é obrigatória para todos os cães com mais três meses.

Calendário no concelho de Braga

Servidas três mil refeições no Festival da Vitela Assada à Moda de Fafe

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© CM Fafe
© CM Fafe

A oitava edição do Festival da Vitela Assada à Moda de Fafe, que  se realizou no último fim de semana, encerrou com balanço positivo. Foram servidas cerca de três mil refeições no sábado (almoço e jantar) e no domingo (almoço).

O evento decorreu na Praça das Comunidades, com animação e exposição de produtos locais e artesanato.

O evento, promovido pelo Município de Fafe com a colaboração da Confraria da Vitela Assada à Moda de Fafe, não se realizou em 2020 e 2021, devido à pandamia. Em 2022, resultado das dificuldades e capacidade de resposta do setor da restauração local com recursos humanos, a organização e os restaurantes aderentes concordaram em realizar o festival em formato roteiro. “Este ano, marcado pelo regresso do festival a uma tenda gigante, demonstrou que formato mobiliza as pessoas e justifica o esforço empreendido”, referiu a autarquia.

Os restaurantes participantes são os primeiros a apontar como positivo o balanço final. Reforçados na opinião pela Confraria que, na pessoa da sua presidente, Rosa Maria Oliveira, considerou como “extremamente positiva” esta edição.

Durante dois dias tiveram oportunidade de promover, mostrar e comercializar, com sucesso, os seus produtos, como a doçaria tradicional, artesanato, fumeiro, produtos biológicos, vinho verde e cerveja artesanal.

A animação, com um programa diversificado, e que contemplou vários momentos, juntou centenas de pessoas para assistir ao VII Festival Internacional de Tunas Xuntanza, e às exibições dos Grupo de Bombos Amigos da Borga, da Tuna Universidade Sénior, do grupo musical da ARPIFAFE, do Grupo de Cavaquinhos – Memórias Vivas e do músico José Carlos Mãozinhas.

Antero Barbosa, presidente da Câmara Municipal de Fafe, manifestou a sua satisfação pelo sucesso do Festival da Vitela Assada à Moda de Fafe e pelo seu regresso ao formato original. “Resultou tudo muito bem, o ambiente recriado na Praça das Comunidades, com a visita de milhares de pessoas, de Fafe e não só, foi muito agradável, e acima de tudo apresentamos a gastronomia de excelência que nos caracteriza”, afirmou endereçando uma palavra de particular agradecimento aos restaurantes, expositores, fornecedores e funcionários do Município “que, uma vez mais, com empenho, brio e profissionalismo, ajudaram a concretizar este projeto e a fazer dele um sucesso que a todos orgulha”.

O festival regressa em outubro de 2024, no mesmo formato, com reforço de espaços para restauração e expositores, assim como animação.

Calor despede-se. Chuva e descida das temperaturas a partir de sexta-feira

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DR
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Depois de vários dias de calor, a chuva está de regresso na sexta-feira e com ela traz a descida das temperaturas máximas, que vão baixar até aos 24º em Braga, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Para esta terça-feira, na região, o tempo será ainda quente com os termómetros a chegarem aos 34º. Hoje está ainda em vigor o aviso amarelo até às 23:00 por causa da persistência de valores elevados da temperatura máxima.

Amanhã e na quinta-feira espera-se céu nublado por nuvens altas com máximas de 32º e 33º, respetivamente.

De sexta-feira a domingo a previsão é de chuva com os termómetros a descerem para os 24º.

As temperaturas mínimas vão variar entre os 13º e os 16º.

Vila Verde: Meu Super abre loja em Marrancos

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© Distribuição Hoje
© Distribuição Hoje

O Meu Super, do Grupo Sonae, vai abrir em Marrancos, Vila Verde. A abertura ao público está marcada para 12 de outubro.

Filomena Francisco e Ivo Romeiro, casal de empresários e sócios, salientam que o objetivo da nova loja é “investir numa relação de proximidade para servir os nossos vizinhos com produtos de qualidade. É também trazer para as aldeias o que geralmente só encontramos nas cidades e, sem dúvida ,valorizar o comércio local. Abrir um negócio localmente, permite criar sinergias com vários parceiros locais e criar postos de trabalho. Numa altura em que muito se fala de desertificação de zonas interiores, criar condições para que as pessoas sintam que têm oferta próxima de si, favorece a decisão de sair ou ficar”.

O casal conta que “em 2010, começámos na senda do empreendedorismo com vários negócios implementados e com sucesso. Há um ano, por questões pessoais e profissionais, decidimos rumar ao Alto Minho. Para nós não faria sentido fazer outro caminho. Gostamos desta adrenalina de criar, implementar e sentir que podemos fazer a diferença na vida de outras pessoas”, finalizaram.

A inauguração está marcada para as 08:30.