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Bairro comercial digital vai nascer em Guimarães

© CM Guimarães

“O digital que aproxima” foi como Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, qualificou o projeto do Bairro 1128, um bairro comercial digital que vai nascer em Guimarães, e um novo conceito de usufruto do espaço público. A apresentação do projeto, que terá financiamento ao abrigo do PRR, teve lugar na tarde desta segunda-feira no Largo Condessa do Juncal, com a presença de Mário Campolargo, secretário de Estado da Digitalização e da Modernização Administrativa.

Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal, pretende que este seja um processo que envolva toda a comunidade, dado tratar-se de um projeto fundamental para a dinamização do comércio de rua e uma nova forma de usufruir do espaço público. “Sem comércio de rua, as cidades não são vibrantes”, disse. Para o edil, as competências digitais são fundamentais no presente, não apenas para comerciantes, mas também para os consumidores. Sendo Guimarães uma cidade histórica, que se orgulha do seu passado, Domingos Bragança vê na transformação digital uma oportunidade para Guimarães ser líder e inspiradora para toda a região. “É na vivência à escala humana que queremos que este bairro comercial digital se distinga, pelo que é importante que todos estejam envolvidos. E para essa vivência à escala humana, a pedonalização da parte Norte do Toural e da Alameda, bem como da Rua de Santo António, é fundamental”, frisou.

O presidente da Câmara disse que há uma “cidade invisível” que pode, no futuro, emergir, a partir desta experiência, e que é o espaço que medeia a Rua de Santo António, Rua Gil Vicente e Rua Paio Galvão. Um espaço que pode ser requalificação, criando um espaço de fruição de excelência, com comércio e serviços, “haja força, vontade e querer”. Domingos Bragança anunciou também a implementação de uma Loja do Cidadão de nova geração, uma promessa de Mário Campolargo.

O secretário de Estado da Digitalização e Modernização Administrativa fez saber que os Bairros Comerciais Digitais são uma das iniciativas mais relevantes no contexto do PRR, com vista à digitalização dos operadores económicos. “Precisamos de mais comércio digital, de mais integração entre as cadeias de abastecimento e distribuição, pois o digital potencia o sucesso dos negócios”, disse. Mário Campolargo revelou que em Portugal foram realizadas 150 candidaturas, englobando 25 mil lojistas e implicando um investimento de 77 milhões de euros. “Tratar o digital por Tu” é também o mote para o mês de outubro, de forma a que a literacia digital possa ser impulsionada e, com isso, seja dado um passo importante na transição digital em Portugal.

A apresentação do Bairro 1128 foi efetuada pelo vereador Paulo Lopes Silva, que fez notar a ligação entre as dimensões criativa e histórica que o projeto proporciona. “Aliamos memória, história e património a inovação, vanguarda, dados e informação. O Bairro 1128 pretende fomentar o equilíbrio entre o digital e o presencial, e conferir mais qualidade ao espaço público”, disse. Para o vereador, a relação com a comunidade e a sustentabilidade ambiental são premissas que fazem do projeto do Bairro 1128 um projeto estruturante para o futuro de Guimarães enquanto “cidade inteligente”.

A finalizar a apresentação, teve lugar uma mesa redonda subordinada ao tema “Como adaptar o comércio e serviços aos novos modelos de consumo”, com moderação de Paula Teles, CEO da MPT-Mobilidade e Planeamento do Território, e a participação de Clotilde Cavaco, diretora dos Serviços de Comércio, Serviços e Restauração – DGAE, Raquel Freitas, da Chafarica – Home Trends, Rui Castro Dias, presidente da Associação Empresarial de Guimarães, e João Pedro Cortinhas, da empresa Swonkie.

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