Movimento Doentes Pela Vacinação alerta para vacinas pediátricas em atraso
Terça-feira , Novembro 24 2020 Periodicidade Diária nº 2645
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Movimento Doentes Pela Vacinação alerta para vacinas pediátricas em atraso

O Movimento Doentes pela Vacinação (MOVA) alertou no Dia Mundial da Criança, que se assinala esta segunda-feira, 1 de junho, para a quebra de vacinação entre os mais novos.

De acordo com o MOVA, o Programa Nacional de Vacinação (PNV) e as vacinas extra-plano não estão a ser cumpridos, o que poderá potenciar o aparecimento de doenças graves como o sarampo, a meningite ou a tuberculose. “O medo é a principal razão para que pais e encarregados de educação adiem consultas e deslocações aos hospitais e centros de saúde. Um receio que, a curto prazo, pode originar surtos e ter consequências em toda a comunidade. No Dia Mundial da Criança, apelamos aos pais e encarregados de educação que retomem consultas e práticas de prevenção”, diz Isabel Saraiva, fundadora do MOVA.

Isabel Saraiva afirma que “as pessoas têm medo. Temos de assegurar que o seu regresso às rotinas de
saúde se processe rapidamente, de forma segura e informada. É fundamental que a população compreenda os riscos desta quebra na vacinação. Que se sinta segura na deslocação para vacinar os seus filhos e que perceba que este é o maior ato de proteção. Não temos, ainda, vacina contra a Covid-19, mas não podemos viver a medo. Sabemos que existem muitas outras doenças graves que são preveníveis através de vacinação, como o sarampo ou a meningite. Felizmente podem ser evitadas”, defende.

A vacinação previne doenças como o sarampo, a tosse convulsa, o tétano ou a meningite. A Direção-Geral
da Saúde reforçou recentemente que, até aos 12 meses de idade, inclusive, as crianças devem cumprir atempadamente a vacinação recomendada, imunização que confere proteção precoce contra onze doenças potencialmente graves. “Aos 12 meses, as vacinas contra o meningococo C e contra o sarampo, papeira e rubéola são extremamente importantes. Situações epidemiológicas como a do sarampo, por exemplo, não nos permitem adiar esta vacina. Não esquecer também que a vacina contra a tuberculose  continua a estar no PNV para as áreas de risco social e endémico”, continua Isabel Saraiva.

Outro caso que preocupa o MOVA é o da meningite, uma infeção grave, e potencialmente fatal. “Qualquer pessoa a pode contrair, mas as crianças pequenas e os adolescentes correm maior risco. Aos pais e encarregados de educação, o deixamos um pedido. Pelo bem dos vossos filhos e da comunidade, apostemos na prevenção”, concluiu a fundadora.