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CDS diz que fecho da urgência de obstetrícia do Hospital de Braga é “atentado” ao direito à saúde pública

Altino Bessa © João Medeiros

O CDS afirmou que o encerramento da urgência de obstetrícia do Hospital de Braga é um “atentado” ao direito à saúde pública.

Para os centristas, “é triste que um ano depois voltemos ao mesmo assunto pelos piores motivos. Passou um ano e o Ministério da Saúde não foi capaz de sanar esta problemática. Graças à inoperância dos senhores do governo, Braga vê novamente a urgência de obstetrícia encerrada. E quem padece? A população que deixa de ter uma resposta que consideramos imprescindível”.

Altino Bessa, vereador Municipal e presidente da Concelhia do CDS de Braga, alude que esta é “uma medida que se verifica grave e vai contra um direito fundamental que é o acesso equitativo à saúde. Já o dizia há um ano atrás e reitero que é totalmente inexplicável e incompreensível que se encerre um Serviço de Urgência na especialidade mencionada por falta de equipas médicas. Não há margem para dúvida. Este é o reflexo da má governação e consequência da negligência de que somos alvo. Temos um Governo de maioria à frente do destino do país que nada faz para responder e garantir as reais necessidades das pessoas”.

“Encerrar um Serviço de Urgência, seja ele qual for, por falta de médicos, é um ultraje a tudo aquilo que representa o Serviço Nacional de Saúde. Estamos perante uma total letargia no que aos direitos básicos e fundamentais respeita. Um país que todos os anos forma médicos, mas que, no efetivo, não consegue que o SNS esteja preparado para responder aos problemas diários das populações”, acrescenta.

Ressaltando toda a conjuntura associada ao fim da Parceria Público Privada, Atino Bessa considera que “se o Hospital de Braga fosse PPR, agora, perante uma situação de crise de recursos como esta, estou certo de que haveria margem para acionar estratégias de negociação entre instituições no sentido de encontrar alguma solução que minimizasse esta problemática. A autonomia da administração do Hospital de Braga seria outra na tentativa de alterar um contexto tão bizarro. É inqualificável que o Ministério da Saúde não se movimente para combater a escassez de recursos nos Serviços de Saúde, com prejuízo do bem-estar da população. Prezo a velha máxima ‘em equipa vencedora não se mexe’. No caso do Hospital de Braga foram mexer numa PRR muito bem-sucedida. O resultado está à vista”.

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