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CDS Braga reivindica prioridade na vacinação contra a Covid-19 para beneficiários de respostas sociais

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O CDS de Braga manifestou-se pela prioridade na vacinação contra a Covid-19 para pessoas com deficiência e utentes/profissionais dos centros de dia e apoio domiciliário.

De acordo com os centristas, “o plano de vacinação exclui alguns grupos frágeis que, dado o contexto clínico e/ou social, têm que integrar os grupos prioritários”. “Referimo-nos particularmente a pessoas com deficiência, nomeadamente paralisia cerebral ou autismo e outras patologias do foro mental que devem ser tidas em conta no plano de vacinação”, sublinha Altino Bessa, presidente do CDS Braga.

Para o também vereador municipal, “estas são patologias que têm normalmente comorbidades associadas”. “São pessoas, geralmente, ‘imunodeprimidas’. Estamos perante uma situação extremamente inquietante para famílias e instituições que acolhem estes utentes. Certo é que esta conjuntura não deveria ser uma preocupação apenas para quem lida diariamente com estas problemáticas. Deve ser uma preocupação para a sociedade civil no seu todo. A ideia que transparece é a de que, em alguns casos, a priorização na vacinação é dada a quem tem mais poder reivindicativo, ficando os grupos mais frágeis para ‘segundo plano’. Infelizmente, conhecemos alguns episódios de infeção que nos levam a constatar que os sintomas, nestas pessoas, são muito mais graves e o risco de hospitalização, em caso de infeção por Covid-19 é superior”, realça Altino Bessa, que reforça que “o risco de mortalidade face às patologias associadas é maior”.

“Perante estas e outras evidências científicas que são do conhecimento geral, não podemos conceber que até à data este grupo não tenha sido priorizado no plano de vacinação contra a Covid-19. A sensação é a de que este plano anda a ‘conta-gotas’. Cada dia que passa é mais um em que este grupo está vulnerável à contração do vírus que pode ter consequências irreversíveis para algumas destas pessoas”, sublinha.

O centrista relembra que Braga é um concelho onde existe um número considerável de instituições que acolhem pessoas com deficiência nas mais variadas faixas etárias. “Quem está no terreno e conhece de perto os problemas sentidos nestas instituições e nas famílias, sabe que já houve contágios e que o desfecho não foi feliz. Tratam-se de lares residenciais para pessoas com deficiências associadas (muitas delas profundas), pessoas que não conhecem o conceito de distanciamento, por exemplo. Este contexto é exigente para todos nós, mas fundamentalmente para quem não consegue ter uma real perceção do panorama. Em alguns casos, é até difícil ou impossível evitar o contacto próximo devido às terapias a que estão sujeitos. Por outro lado, é pedir muito aos pais ou aos cuidadores garantirem que as pessoas com este tipo de deficiência cumpram as regras sanitárias mais básicas para evitar a infeção. Podem, até, interiorizar as regras, mas não as conseguem cumprir. Não conseguem cumprir o distanciamento quando saem à rua. Não têm consciência da necessidade de desinfeção permanente. Também o uso da máscara é, muitas vezes, difícil para os portadores de deficiência”, acrescenta.

Para o CDS, os jovens e adultos institucionalizados “deveriam também vacinados para poderem frequentar, de novo, os CAO – Centros de Atividades Ocupacionais”. “Grosso modo, são pessoas que fazem aquisições, ao longo da vida, e que demoram meses, por vezes anos, a aprender algo que para a maioria de nós parece tão básico. Estando privados destas atividades e das terapias diárias, correm o risco de perderem essas aquisições, verificando-se um retrocesso. Urge que todos estes elementos sociais sejam balizados para priorizar a vacinação deste grupo”, frisou.

Altino Bessa destaca outra “questão fraturante”, que é a não inclusão dos utentes e profissionais dos centros de dia e apoio ao domicílio no plano de vacinação. “De acordo com as últimas notícias, os centros de dia abrirão portas a partir do dia 5 de abril, mas com que garantias de segurança? Tal como nos lares residenciais, os centros de dia acolhem população idosa. Qual é o critério de entrada nos centros de dia se estes utentes não integram os grupos prioritários para vacinação? O apoio ao domicílio também merece a nossa atenção na medida em que muitos idosos beneficiários desta resposta têm menos de 80 anos e ainda não foram vacinados. As escolas abrem e o pessoal docente e não docente será vacinado e muito bem. Logo, afirmando-se uma abertura das respostas elencadas, utentes e profissionais, também têm que ser priorizados. Há umas semanas avançámos com esta posição e hoje reiterámo-la. Espera-se bom senso para que, em breve, os grupos mencionados sejam incluídos no plano de vacinação prioritária, tal como aconteceu noutros países da Europa. É uma urgência e, como tal, reivindicamos que não fique em lista de espera”, finalizou.

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