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PAN afirma que em Famalicão “não há uma árvore a salvo”

O partido acusa o executivo de "dar carta branca à desflorestação do concelho".

Rua Adriano Pinto Bastos © PAN

O PAN Famalicão condenou o executivo municipal por “não haver nenhuma árvore a salvo” no concelho.

Para o partido, o executivo “facilita o licenciamento e dá carta branca à desflorestação contínua do concelho de Famalicão”.

O PAN refere que “não existem exceções. Em Famalicão não há uma árvore a salvo. Podem ser sobreiros, camélias, pinheiros, o seu regime de proteção é indiferente. A ordem do dia é cortar”, refere Sandra Pimenta.

O partido, que se mostrou contrário à decisão da construção da central fotovoltaica em Outiz, lembra que “essa opção política custou gravíssimas e irreparáveis perdas  ambientais ao concelho de Vila Nova de Famalicão” e reforça que “esse investimento trará zero benefícios económicos para a população”.

Pelo que, “atendendo a mais uma desarborização intensiva, cerca de 12.000m2 no monte de Santa Catarina, em Calendário”, o partido questiona a maioria PSD/CDS sobre “os motivos para tal ação”. “As áreas rurais de Famalicão começam a ser invadidas por quantidades infindáveis de armazéns, que apenas beneficiam os seus construtores e os agentes económicos que os operam, colocam em causa a sustentabilidade do território e a sua capacidade de resposta às alterações climáticas, e tudo isto com o encolher de ombros do executivo”, acrescenta.

“Paralelamente, a concelhia famalicense tem recebido dezenas de contactos de pessoas preocupadas com o constante abate de árvores no centro da cidade. O caso mais recente e que levantou a grande preocupação foi o abate das camélias, na rua Adriano Pinto Basto, estando o partido a aguardar resposta do executivo sobre as razões de tal ato”, sustenta o PAN, lembrando que “os casos não ficam por aqui. Também o abate de sobreiros em Gavião, junto a uma empresa de produtos alimentares, levou-nos a pedir esclarecimentos ao ICNF”.

“Estamos a assistir a uma destruição massiva do nosso património ambiental local. E este não é o caminho do desenvolvimento sustentável que precisamos. O caminho do desenvolvimento faz-se criando comunidades energéticas capazes de promover a soberania que as pessoas tanto necessitam, e um concelho que pense a comunidade como um todo, onde o equilíbrio e a coexistência entre atividades económicas, comunidade, natureza, seja o foco da nossa ação”, finalizou o PAN.

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