RegiãoGuimarãesAutarca de Guimarães reafirma habitação como “prioridade estratégica”

Autarca de Guimarães reafirma habitação como “prioridade estratégica”

Ricardo Araújo quer reforçar a oferta de habitação pública e melhorar as condições de vida das famílias que vivem no parque habitacional existente no concelho.

© CM Guimarães

A habitação voltou a ser apontada pelo presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, como “uma das principais prioridades do atual mandato autárquico”, durante a visita da secretária de Estado da Habitação, Patrícia Costa, a vários bairros sociais de Guimarães.

O presidente do Município aproveitou a presença da governante para reafirmar o compromisso em “reforçar a oferta de habitação pública e melhorar as condições de vida das famílias que vivem no parque habitacional existente no concelho”.

A governante e o autarca visitaram o Bairro da Emboladoura, em Gondar, e os bairros de Nossa Senhora da Conceição e da Atouguia, num programa que permitiu contactar diretamente com moradores e avaliar as condições habitacionais existentes. A visita contou, ainda, com a presença do presidente do conselho de administração da CASFIG, Eduardo Fernandes, dos vereadores Constantino Veiga e Alberto Martins, bem como dos presidentes das associações de moradores e dos presidentes das juntas de freguesia de Gondar, de Azurém e da Cidade.

Ricardo Araújo explicou que convidou a secretária de Estado a deslocar-se a Guimarães precisamente para conhecer no terreno a realidade habitacional do concelho. “A senhora secretária de Estado fez questão de vir a Guimarães não apenas para uma reunião institucional, mas para conhecer a realidade, os bairros e as casas. Demonstrou a vontade de estar próxima do terreno e de perceber como vivem as famílias”, frisou.

O presidente da Câmara Municipal de Guimarães voltou a sublinhar que “a habitação é uma prioridade central do atual mandato e recordou que o município já está a avançar com novas soluções no âmbito do programa nacional 1.º Direito”. “Disse que a habitação seria uma prioridade do meu mandato. E é mesmo. Vamos avançar com a construção das primeiras 75 habitações ao abrigo do programa 1.º Direito, destinadas às famílias em maior situação de vulnerabilidade económica e social”, afirmou.

Além da construção de novas habitações, Ricardo Araújo destacou “a necessidade de reforçar a oferta pública e garantir melhores condições no parque habitacional existente”. “Queremos aumentar a oferta de habitação pública, que possa servir outros segmentos da população, nomeadamente os mais jovens e a classe média, que muitas vezes também têm dificuldade em comprar ou arrendar casa. Estamos a trabalhar para que seja complementada com o aumento da oferta de habitação privada. Temos um longo caminho pela frente”, declarou.

Ricardo Araújo destacou ainda que “parte da habitação municipal é gerida pela empresa municipal CASFIG, enquanto outros bairros, como os visitados, se encontram sob responsabilidade do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU)”, defendendo que “o essencial é garantir boas condições de vida às famílias”. “Mais do que quem é responsável pelos bairros, o que me interessa é que estejam em boas condições, para que as pessoas possam ter habitação digna”, sublinhou.

Nesse sentido, manifestou a disponibilidade da Câmara Municipal para colaborar na gestão e manutenção destes espaços, admitindo mesmo a possibilidade de o Município assumir essa responsabilidade. “Estamos disponíveis para qualquer modelo. Aquilo que eu quero mesmo é garantir habitação digna para todos aqueles que vivem nestes bairros”, afirmou, defendendo intervenções ao nível das infraestruturas, dos espaços comuns e um acompanhamento de proximidade que “permitam respostas mais rápidas às necessidades dos moradores.”

Por sua vez, Patrícia Costa destacou o compromisso do Governo em “promover condições de habitação digna em todo o território nacional”, sublinhando a importância do trabalho conjunto entre administração central e autarquias. “Estamos totalmente comprometidos em que a dignidade habitacional seja uma realidade para todos. Isso exige reorganizar processos, otimizar a gestão e garantir que as pessoas se sintam mais próximas de quem decide”, afirmou.

A governante reconheceu que “os desafios da habitação exigem planeamento e tempo de execução”, mas garantiu que “está a ser definido um caminho para concretizar intervenções nos bairros visitados”. “Não há uma varinha de condão para os problemas da habitação. Isto exige tempo, mas o mais importante é definir uma estratégia, garantir financiamento e trabalhar em parceria com a autarquia para transformar esse trabalho em intervenções concretas”, sublinhou.

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