
Um grupo de emigrantes portugueses dirigiu uma carta aberta ao Presidente da República, António José Seguro, e ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, na qual manifesta oposição ao pacote laboral em preparação pelo Governo e defende a adoção de políticas que permitam travar a emigração e incentivar o regresso dos portugueses residentes no estrangeiro.
No documento, os subscritores afirmam que os recentes apelos ao regresso dos emigrantes são recebidos com “incredulidade, tristeza e revolta”, considerando que “continuam por resolver problemas como os baixos salários, a precariedade laboral, a dificuldade de acesso à habitação e a degradação dos serviços públicos”.
Os signatários criticam ainda as alterações laborais previstas pelo Executivo, alegando que “poderão agravar a precariedade, comprimir salários e restringir direitos laborais e sindicais”. Na carta, alertam também para a situação dos trabalhadores imigrantes, que consideram “especialmente vulneráveis a fenómenos de exploração, racismo e xenofobia”.
Os emigrantes defendem que medidas de caráter fiscal “não são suficientes para promover o regresso ao país” e apelam à implementação de políticas públicas estruturais, nomeadamente na valorização dos salários, no acesso à habitação e no reforço dos serviços públicos. No final da carta, manifestam solidariedade com as reivindicações dos trabalhadores em Portugal e pedem aos deputados da Assembleia da República que rejeitem o pacote laboral.


