
O PCP manifestou a sua oposição à nova fase do processo de privatização da TAP, considerando que a venda da companhia aérea representa um risco para o interesse nacional. A posição surge após a entrega das propostas da Air France e da Lufthansa para a aquisição do controlo da transportadora.
Em comunicado, o partido sustenta que “a questão não está no valor da venda, mas na importância estratégica da TAP para a economia, o emprego, a coesão territorial e a soberania do país”. Os comunistas defendem que “a empresa, atualmente capitalizada, não reúne razões que justifiquem a sua privatização”.
O PCP alerta ainda que “a alienação de 45% do capital poderá, na prática, significar a transferência do controlo efetivo da companhia para investidores privados, colocando em causa aspetos como o hub de Lisboa, as ligações às regiões autónomas e à diáspora, bem como a manutenção de atividades estratégicas em Portugal”.
Os comunistas reiteram, por isso, “a necessidade de interromper o processo de privatização e defendem uma gestão pública da TAP centrada no interesse nacional”.


