
O estigma associado ao cancro do pulmão continua a ser um dos principais obstáculos à procura atempada de cuidados de saúde. O alerta é lançado no âmbito da 6.ª edição da campanha “O Cancro do Pulmão Não Tira Férias”, que assinala o Dia Mundial do Cancro do Pulmão e pretende sensibilizar para o impacto emocional da doença.
Segundo dados recentes, nove em cada dez pessoas com cancro do pulmão enfrentam consequências psicológicas após o diagnóstico, com sentimentos de medo, ansiedade, tristeza, depressão e isolamento. Especialistas alertam que a vergonha e o receio de serem julgados, sobretudo pela associação da doença ao tabagismo, podem levar muitos doentes a adiar a procura de ajuda médica.
Em Portugal, o cancro do pulmão continua a ser o que provoca mais mortes por doença oncológica, apesar de ser apenas o quarto mais diagnosticado. Os especialistas recordam que, embora o tabagismo seja o principal fator de risco, a doença pode também estar relacionada com fatores ambientais, profissionais ou genéticos, defendendo que a prevenção não deve traduzir-se em culpabilização dos doentes.
Promovida pela AstraZeneca, a campanha conta com o apoio de várias entidades de saúde e pretende combater o estigma, incentivar o diagnóstico precoce e lembrar que ninguém deve enfrentar a doença em silêncio por medo de ser julgado.


