
Uma investigação liderada pelo Centro de Biologia Molecular e Ambiental da Universidade do Minho (UMinho) concluiu que leveduras naturais presentes nas vinhas do Douro podem contribuir para a produção de vinhos mais complexos, distintos e ligados ao território. O estudo, publicado na revista científica Food Bioscience, aponta para uma alternativa às leveduras comerciais, cuja utilização generalizada tem conduzido à uniformização dos perfis aromáticos.
Os investigadores analisaram 14 estirpes isoladas de uvas das castas Touriga Nacional e Sousão, avaliando a sua capacidade de fermentação e produção de compostos aromáticos. Os resultados mostram que estas leveduras autóctones podem garantir fermentações estáveis e conferir características sensoriais únicas aos vinhos.
Segundo a equipa da UMinho, a utilização de microrganismos da própria região permite criar vinhos com identidade própria e perfis aromáticos impossíveis de reproduzir noutras geografias. A investigação prossegue agora com o estudo de fermentações mistas, com o objetivo de potenciar ainda mais a diversidade e a qualidade dos vinhos do Douro.


