
A União de Freguesias de São Lázaro e São João do Souto é uma das freguesias mais emblemáticas de Braga.
Com a sua localização estratégica, diversidade humana e património cultural, esta zona tem tudo para ser um verdadeiro motor de inovação urbana e de proximidade social. No entanto, há muito que se vive aqui uma espécie de adormecimento político — uma gestão que tem preferido manter o conforto da rotina à coragem da transformação.
A política de continuidade tem virtudes, mas também limites. Quando olhamos para a União de Freguesias de S. Lázaro e S. João do Souto, vemos potencial desperdiçado.
Repensar o modelo
É tempo de repensar a freguesia, ela deve ser uma força activa no território. Isso exige novas formas de pensar a gestão autárquica com novas ideias, com uma proximidade diferenciada, assembleias descentralizadas e uma escuta permanente aos problemas concretos de quem vive, trabalha e circula em São Lázaro.
Também precisamos de coragem para inovar. Porque não usar ainda mais a tecnologia para aproximar a Junta dos cidadãos — tanto nos canais existentes como em aplicações simples, sistemas de participação digital ou até orçamentos colaborativos? Porque não criar um plano sério de apoio ao comércio local, que vá além dos cartazes e das redes sociais? Porque não criar ainda mais vida às praças, aos largos, aos jardins, com cultura de rua, arte urbana e eventos que mobilizem a comunidade?
Um novo olhar
A gestão da freguesia não tem de ser cinzenta. Pode ser ousada, eficaz e transparente. Pode escutar sem prometer tudo, mas agir com clareza e rapidez. Pode ser rigorosa nas contas e ainda assim ambiciosa no impacto. Esta não é uma utopia — é uma mudança de atitude.
A União de Freguesias de São Lázaro e São João do Souto não precisa de mais do mesmo. Precisa de novas ideias, de gente com vontade de fazer diferente, de uma freguesia que se governe com valores de liberdade individual, responsabilidade, participação e inovação. A freguesia merece mais. E é tempo de dar esse passo.
Uma nova atitude é necessária
Sendo ela uma freguesia de grande dimensão, esta apresenta igualmente problemas na sua igual medida. É assim importante que a Junta de Freguesia deva ter uma voz ativa e exigente junto da autarquia. Deve saber exigir quando for preciso e ser a voz interlocutora por excelência entre as pessoas, Câmara Municipal e demais forças vivas da cidade.
A Junta deve ser um motor de autonomia, proximidade e exigência. É preciso ouvir a população — de verdade — e levar a sua voz até onde ela precisa de ecoar.
E para isso, precisamos de uma nova abordagem. Liberal no pensamento, mas profundamente comunitária na ação. Que recuse o centralismo disfarçado de cooperação. Que recupere a confiança das pessoas através da transparência, da inovação e da coragem política.
Não queremos mais gestão por inércia. Queremos decisões com impacto, medidas com rosto humano e uma freguesia que se afirme com identidade própria. União de Freguesias de São Lázaro e São João do Souto pode ser mais do que apenas uma nota de rodapé de Braga.
É tempo de acordar. É tempo de exigir. E é tempo de fazer diferente!
Artigo de Virgínia Figueiredo, candidata à União de Freguesias de São Lázaro e São João do Souto.


